terça-feira, 24 de outubro de 2017

O Costa à moda do Guterres

O Costa pediu ajuda ao Guterres.
O Costa, à moda do Sócrates, baseia a sua vida nos amigos íntimos.
Até numa escuta, num negócio de cobrança de uma dívida à Venezuela (que, no meu intender, não tem nada de criminoso), o Sócrates falou que "o Costa foi o número dois do meu governo".
Sendo que a sua vida foi pedir ajuda aos amigos, soube eu pelo CMTV que, depois dos fogos florestais, o Costa telefonou ao Guterres.
 
-Está lá? António? És tu António?
-Yes yes, who is talking? 
- Sou eu, o António, o teu amigo íntimo de quando usavas bigode.
- My friend? António Banderas?
- Não pá!
- António Seguro?
- Não pá, como dizem aí na América "dei cabo do Seguro" é o meu nome do meio, sou o António Costa pá.
- Aahhhhhhh, queres me dar os parabéns por eu ser melhor que o Ronaldo, pá?
- Também pá, mas é mais porque preciso da tua ajuda!
- Oh pá, não me peças nada que estamos a ser escutados pelo Correio da Manhã!
- Não é isso, quero-te perguntar como me posso safar desta merda dos incêndios. é que tu, quando caiu a ponte de Entre os Rios, safaste-te à grande!
- Isso é fácil. Primeiro, arranja um ministro que se vá embora e, depois, manda massa para essa merda, anuncia que vais dar milhões para tudo o que mexe. Deixa-te dessas merdas que o dinheiro não é teu. Eu meti logo 10000 contos para cada morto e mais uns milhões para obras.
- Oh pá, muito obrigado, vou então anunciar uns 4 milhões.
- Não sejas burro, anuncia 400 milhões e depois logo se vê, o povo esquece.
 
Será que as medidas vão servir para alguma coisa?
Vão servir para que, nos próximos meses (por ser inverno) mais ninguém diga que o Costa não fez nada.
Se vierem umas inundações, ataca com "são os efeitos dos incêndios do verão passado mas já tomamos medidas"e, não havendo nada, ataca com "já estamos a resolver os problemas".
Assim, até junho do próximo ano, por este lado não virá mais problema nenhum.
 
Qual é o problema dos fogos florestais.
Não é feita uma análise Custo-Benefício.
Tem que ser ponderado o efeito de cada euro que se gasta no combate aos fogos florestais e, sem essa análise, não se pode duplicar a despesa em meios de combate.
Estamos a proteger o quê?
Qual o ganho que temos por cada euro que se gaste em prevenção e combate aos fogos?
Como nada disto foi feito nem vai ser feito, tudo o que foi dito e feito será sem sentido.
 
Vejamos esta análise Custo-Benefício.
Resumidamente, um homem bateu numa mulher.
A mulher foi para o hospital mas nada de grande monta, não partiu dentes, não perdeu visão nem audição, não ficou manca nem com um braço diminuído.
A violência doméstica é punida com pena de prisão entre 1 e 5 anos mas, juntando Posse de Arma Proibida, Fraude Fiscal, Tráfico de Influências, Branqueamento de Capitais, Usurpação de Funções, Homícidio na Forma Tentada, Atentado à Auto-determinação Sexual, Sequestro e mais uma lista enorme de coisas de que o ministério público é especialista em fazer Copy+Past, as esquerdistas esganiçadas pediam que o homem apanhasse pelo menos 5 anos de cadeia.
O problema é que Portugal já é um dos países do Mundo com mais presos e ter um homem um dia na cadeia custa 50€ aos contribuintes pelo que, se o tal meliante estivesse preso 5 anos, teríamos que pagar mais 91250€.
Será que se justifica que nós contribuintes paguemos mais 91250€ porque um homem não gostou de ser corneado?
O juiz teve toda a razão.
O melhor  é mandar o corno em paz com o conselho "Para a próxima, arranje uma mulher muito feia a ver se não é novamente corneado".
 
Qual é o problema da nossa floresta.
É económico.
Um hectare de floresta rende 200€/ano e "limpar" o terreno de forma a evitar a propagação rápida dos fogos florestas custa entre 500€/ano (terreno plano) e 1000€/ano (terreno acidentado).
Porque é que o Estado não "limpou" o Pinhal de Leiria?
Porque as nossas autoestradas têm as margens cheias de vegetação alta?
Porque custa muito dinheiro cortar e, com o nosso clima, aquilo rebenta e, passados alguns meses,  volta tudo ao mesma.
 
Terá solução?
Como diz o povo, tudo tem solução, mais não seja, a morte.
Neste caso, também tem solução.
 
Questão importante: não interessa que arda menos.
Em média, todos os anos arde cerca de 1,5% do nosso território, cerca de 65000ha de matos e 65000ha de floresta.
No mato cresce vegetação rasteira (tojo e giestas) e arbustiva (loureiro, carvalhadas e, cada vez mais, alta e densa por causa das acácias).
A floresta é um mato onde alguns carvalhos, pinheiros ou eucalíptos conseguiram vingar, normalmente, com pouca densidade, menos de 100 árvores por hectare.
O que interessa não é que arda menos mas antes que, ardendo esta mesma área (ou até maior), o prejuízo causado seja menor e o custo de prevenção e combate também seja menor.
 
Fogo tático.
Pelas imagens da TV, os bombeiros deixam que os incêndios se propaguem de mancha floresta em mancha florestal pelas zonas de mato.
Então, o que é preciso é que em Março-Abril-Maio se queimem as zonas de mato.
Bem, era isto o que os pastores faziam!
Para isso é preciso que os bombeiros (ou empresas privadas certificadas) promovam e apoiem a queima controlada de mato, à força toda, nunca menos que 130000ha por ano.
 
 
Vejam esta conta.
Tal como a UE dá um subsídio de 400€/ha/ano para ter silagem, dá 200€/ha/ano para os terrenos de pastagem ficarem incultos, também pode subsidiar os matos que vão ser queimados, com 200€/ha/ano (que é a rentabilidade média conseguida na floresta).
Pagar 130 000ha de matos para queimar serão 26 milhões€/ano em subsídios aos proprietários que comparam com os mais de 200 milhões €/ano que se gasta em combate aos incêndios.
Parece-me mais produtivo e os donos dos terrenos ficarão muito mais contentes.
E nesses matos queimados, pode ainda surgir o pastoreio como actividade secundária.
 
Contra fogo.
Uma vez começado o fogo, tem que se usar contra-fogo de forma massiva e nunca bombeiros que mais aprecem baratas tontas, a arriscar as suas vidas com uma mangueira que dá umas mijadelas.
 
Não se pode aceitar que um incêndio atravesse uma autoestrada de 6 faixas, mesmo que ladeada por acácias.
 

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Tanto Estado e, afinal, o povo tem que se desenrascar?

Já não sei se esta geringonça é de direita ou da esquerda. 
Os de Direita, dizem que o Estado não pode tomar conta das pessoas. Como diz (ou pensa) o Trump, cada um que se aguente como puder, se está doente e não pode pagar por não trabalhar nem se esforçar, que morra longe para não pegar a peçonha.
Mas em Portugal, contra o neo-liberalismo, apareceu a geringonça a dizer que o Estado, com mais e mias impostos, vai resolver todos os problemas de toda a gente.
Não é agora que.em, face do falhanço do Estado nos incêndios, vem a ministra d administração interna dizer que "as populações têm que se tornar resilientes às catástrofes?"
Então para que são os nossos impostos? Para meter nas contas da Suíça do Carlos Santos Silva?

O Obamacare e a procura de trabalho.
O Estado Americano pode bem pagar a assistência médica aos pobrezinhos e desempregados mas a questão não é essa.
É que quem tem emprego, tem seguro de família e a falta de assistência médica para os pobrezinhos desempregados é apenas uma pressão para que procurem emprego.
Bem sei que os esquerdistas gostam muito de anunciar o "estado social" mas estão todos contentes por o pagamento do Subsídio de Desemprego estar a diminuir.
Porque será que o subsídio de Desemprego não é pago aos desempregados de longa duração?
Por é que a geringonça não estende o prazo do subsídio de desemprego?
Porque, se o aumentar, o povinho não procura emprego.

O assédio sexual.
É por todos sabido que, em igualdade de competência, as mulheres bonitas têm mais sucesso que as feias.
Naturalmente, têm mais sucesso porque se insinuam junto dos homens.

Faz-me lembrar uma adivinha.
Qual a diferença entre uma puta e uma esposa?
A esposa tem contrato sem termo.

Mas vamos ao Weinstein.
A sexualidade é uma vulnerabilidade dos homens e uma arma das mulheres.
Interessante que, quando subiram depois de se deitarem, nenhuma dessas mulheres disse que as prejudicadas foram as que não se deitaram e que elas passaram à frente.
Nenhuma disse "Eu consegui este papel no filme passando à frente centenas de pessoas melhores do que eu porque sou uma puta e descobri que o Weinstein é um fraco."
Porque é que essas mulheres não se puseram ao fresco?
Porque queriam o dinheiro e aquilo não se rompe.
Atacaram o coitadinho como antes atacaram o Dominique Strauss-Kahn ou o Carlos Cruz.
Nós homens temos que ouvir essas acusações com muita reserva e não embarcar na caça às bruxas porque essas mulheres não passam de umas putas.

O que terá a sexualidade de tão especial?
Nós vivemos num mundo perigoso.
A sexualidade é uma coisa como outra qualquer.
Um homem (ou uma mulher) sentir-se sexualmente atraído por uma mulher (ou por um homem), são coisas totalmente naturais e, se uma mulher se mete debaixo de um homem para subir na vida, isso é o pão nosso de cada dia.
O Weinstein tinha um negócio privado, onde metia os atores que bem quisesse e, se os filmes não prestassem, era ele que tinha prejuízo.
Se a fama dele era que se mandava às atrizes, que fossem para outros filmes, de outros gajos.

Imaginem os filmes pornográficos.
Não acham natural que, chegando lá uma atriz para fazer o casting, tenha que tirar a roupa fora e fazer uma cena adequada ao filme?
Se o produtor se meter em cima dela, será apenas para ver se a coisa enrola ou desenrola.
Vir depois a atriz dizer "Quero um milhão de euros porque fui engana. Como o filme se chamava "Mulher com boca divina", pensei que era para ler a Bíblia".

As férias.
Um casal de classe média/baixa estava na brincadeira e a mulher disse:
- Sabes amor, há tantos anos que não vamos comer a um restaurantes, já não tiramos férias há mais de 10 anos, gostava tanto de ir a algum sítio como a nossa vizinha!
- Mulher, realmente tens razão, também tenho andado a pensar nisso e penso que tenho a solução. A começar hoje, sempre que fizermos amor, meto uma nota de 5€ na gaveta e, quando chegar a Julho, vemos se o dinheiro dá para irmos a algum sítio.
Os meses foram passando e, chegado Julho, o homem lembrou-se que era tempo de ver o saldo da gaveta.
- Amor, é hoje que vou ver o dinheiro que temos para as férias, pelas minhas contas, se comermos sandes e fizermos campismo, dá para tirarmos 7 dias no Algarve.
- OK? Devemos ter dinheiro para passar um ano no Rio de Janeiro num hotel de 5 estrelas com tudo incluído. Abre lá a gaveta!
A gaveta lá tinha meia dúzia de notas de 5€ e muitas mais, dezenas, de 20€, 50€, 100€ e até tinha uma de 200€.
- Mas mulher, como é que tem aqui estas notas tão altas?
- É que nem todos são forretas como tu.

É como no meu judo.
Na minha primeira aula de judo eu achava que era forte, já tinha feito 3 anos de Kung Fu, tinha andado uns meses em Luta Urbana ...
Então, o Mestre mandou-me fazer um combatezito com uma mocinha que, na minha óptica, tinha um "bocadinho" de peso a mais o que, entre outros sítios, se traduzia numa mamas muito avantajadas.
O Mestre disse-me, e por isso é que ainda estou vivo, "quando não puderes respirar ou achares que o braço vai partir, bate com a mão para avisares a Mafalda".
Eu pensei "O Mestre está maluco, algum dia este moça me vai derrotar"
Começamos, ela no espaço de 5 segundos, manda-me ao chão e, quando dou conta, estou a asfixiar porque ela prendeu-me pelo cinto na posição Norte Sul (Kami Shio Gatame) e tinha metido as mamas em cima da minha cara tapando-me a boca e o nariz.
Eu bem tentei gritar mas não saiu nada.
Lá me lembrei de bater com a mão nas costas dela que parou. Senão fossem as palavras do Mestre ...

Mas vamos aos incêndios.
Naturalmente que os incêndios traduzem incompetência.
Quando ardem milhares e milhares de hectares, morrem dezenas e dezenas de pessoas e continua tudo na mesma.
Quando o presidente da liga dos bombeiros vem dizer que "a ciência não serve para nada no terreno, que venha quem vier, vai arder na mesma" e continua lá.
Se ninguém (que lá está) consegue fazer nada, naturalmente, seria tempo de dar lugar a outros.
E dar lugar à experimentação de novas metodologias de combate e controle dos fogos.

Os bombeiros fazer lembra os Vietcoms (uma arma dava para 10 combatentes) pois uma mangueira ocupa uns 10 bombeiros, todos a perder tempo, água e a exporem-se ao perigo de forma desnecessária e sem resultado

Vamos ao problema.
O incêndio tem uma Frente entre a área queimada e a área virgem.
A Frente tem chamas altas e a área queimada não tem chamas mas está em combustão lenta nas raízes e na madeira carbonizada, que vai durar horas a extinguir-se.
Quando os bombeiros atacam a frente, apagam apenas as chamas altas de forma que, se não ficar terreno livre entre a zona queimada e a zona virgem, passado um bocado, acontece um re - acendimento.
É um erro, é deitar água fora, tentar parar a progressão da Frente no meio do matagal porque vai tornar a arder.
Tem que se usar as estradas, caminhos, rios e outros locais sem vegetação para local de ataque à progressão da Frente.
Eu já fiz queimadas e isto parece-me elementar.
Não compreendo como milhares de bombeiros no terreno não compreendem isto, que estão a perder o seu tempo e a dar caminho livre aos incêndios.
Apagam e logo recomeça e volta a apagar e volta a recomeçar até que vem a chuva.

A Frente é muito quente.
Ninguém consegue fazer frente à Frente de fogo num dia de calor e vento.
Então, tem que se fazer um contra-fogo a começar no local onde existe a barreira sem vegetação.
Mete-se uma barreira com tecido que não arda e começa-se o contra-fogo à força toda.
E os meios, em vezes de tentarem apagar a Frente, ficam a controla a progressão do contra-fogo que é muito mais fácil de fazer que apanhar de frente com a Frente de fogo.
Isto, não é preciso tirar uma licenciatura em Proteção Civil para saber isto.
E não em venham dizer que é por causa das equivalências.

Isto vai cair nos mais desfavorecidos.
Quem é que vai apanhar com a fava do fogos florestais?
Os velhotes que têm um terrenito perdido no meio de nada.
Vão chumbar com taxas, impostos, multas e ainda com cadeia.

Sabem porque este fim de semana houve tantos incêndios?
E isto porque as Câmaras estão a mandar centenas de cartas a ameaçar "Ou limpam os terrenos ou apanham com uma multa que até lhes vão cair os dentes."
Os velhotes aproveitaram o anúncio de que viria um furação para queimar o mato.
E queimou mesmo, já estão limpos.

Qualquer dia!
Não estranhem se, qualquer dia, começarem a aparecer licenciados em Bombeiro com mestrado em Mangueirista e doutoramento em Ramos (a bater nas chamas).
Como dizia a minha mãe (Deus lhe dê muitos anos de vida) "Meu filho, arranja qualquer coisas no Estado que és tão malandro que não te safas em mais lado nenhum."
Bombeiro parece-me bom, meia dúzia de incêndio em que, se não fizer nada, será dito que nada poderia ser feito e, o resto do ano, a assobiar para o ar. E, depois, tem noites e horas extraordinárias.

A Mata de Leiria ardeu!
Então é culpa dos velhotes não limparem as matas ou é culpa do Diabo?
Como podem as mesmas pessoas que deixam as matas do Estado arder virem dizer o que os privados devem fazer para evitar os incêndios?

Dá para asfixiar

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Sempre conseguiram empurrar o Rui Rio

Dois anos para preparar aquele discurso? 
Muito pobrezinho.
Quem me chamou à atenção para a pobreza franciscana do discurso foi o meu amigo SP.
Primeiro, perder tanto tempo a tentar justificar a razão de, no passado, estar sempre a fazer peito para, depois, recuar com o rabinho entre as pernas.
Era a Câmara do Porto?
Mas em 2010, quando o Passos Coelho avançou depois da derrota da Ferreira Leite contra o Sócrates, ninguém adivinhava que, passado apenas uns meses, o Sócrates ia cair.
E o Rui Rio poderia ser presidente da Câmara do Porto e presidente, na oposição, do PSD?

Vamos para a esquerda!
disse ele.
Mas o que é isso de estar na direita e ir para a esquerda?
Mas a esquerda tem sido o voltar para trás, volta 43 anos parar trás para "as conquistas do 25 de Abril de 1974".
O Passos Coelho foi andar para a frente, a liberalização do mercado do arrendamento que levou à explosão do alojamento local e da reabilitação dos centros históricos com o turismo.
Será que o Rui rio quer fazer as coisas voltar ao primeiro semestre de 2008?
Será que o Rui Rio quer, tal como aconteceu em 1640 que voltaram a 1580, esquecer que o Passos Coelho existiu e voltar ao último dia do governo do Sócrates, a 21 de Junho de 2011?

O que o Rio deveria ter dito.
A Economia tem duas partes, a Produção e o Consumo.
A Produção são os empresários com o investimento e o progresso tecnológico, o abrir de novos mercados para a exportação, o captar turistas, e o fazer bens e serviços melhores e mais acessíveis.
O Consumo tem os funcionários públicos, os reformados e pensionistas e os trabalhadores.
Acontece que não pode haver melhorias no Consumo sem haver progresso na Produção.
Porque o Consumo tem muito mais votantes que a Produção, o governo populista do António Costa foca a sua acção política no Consumo desvalorizando a Produção e carregando-a com impostos.
É que há muitos mais votantes do lado do Consumo do que do lado da Produção.
Porque sabemos que não pode, no futuro, haver melhorias no nível de vida das pessoas sem aumentos na produção, no meu governo será dada mais atenção à Produção.
Bem sei que este discurso não é popular mas nós, enquanto políticos preocupados com o bem estar futuro de todas as pessoas, estamos aqui com a função pedagógica de demonstrar aos eleitores de que a política actual das esquerdas não tem futuro. 

Vamos ganhar em 2019.
Ao dizer isto, o Rio está a dizer que, na noite das eleições legislativas de 2019, quando se souber da sua derrota, vai sair borda fora.
O que devia ter feito era preparar o período pós-derrota dizendo:
O meu caminho nunca foi nem nunca será guiado por interesse eleitoralistas de curto-prazo mas por batalhas que levem ao bem comum.
Daqui até 2019 não posso prometer que, comigo ao leme do PSD, vamos conseguir mostrar aos eleitores que o caminho socialista está errado mas prometo que vou lutar para que isso aconteça.
Mesmo lutando muito pela verdade, muito provavelmente, em 2019 sofreremos um derrota. Mas teremos que lutar nem que seja por 100 anos pois acredito que, tal como em 2011, acabaremos por mostrar ao povo português que o caminho socialista apenas nos vai levar à pobreza.

E do Santana Lopes?
Apenas dizer que é mais um para queimar.
Quer palco para as presidenciais mas não é o sítio certo.
Mais uma vez, longas palavras para justificar porque deixou o Passos Coelho com as calças na mão em Lisboa, dizendo que estava a pensar avançar para logo dizer que "A Santa Casa, blá blá" para deixa-la passado poucos meses.

Vão voltar as Santanetes

Será que a Catalunha já é independente?
Os nossos esquerdistas defendem que a Catalunha tem todo o direito a fazer o referendo e que deve ser independente.
Porque será que se esquecem do exemplo de Tawain, um país com 24 milhões de habitantes, independente de facto há mais de 60 anos, com exército, governo e presidente democraticamente eleito e uma economia 2,5 vezes a nossa economia?
Porque será que se esquecem de tantos outros territórios por esse mundo fora como a Tchetchénia ou Cabinda?
É que, depois do casamento gay, do aborto, das ambulâncias e bombeiros para socorrer os animais feridos, a única "questão fracturante" que os esquerdistas identificam é a independência da Catalunha contra a austeridade da direita central de Espanha.

Se todos têm direito à autodeterminação.
Também os ciganos têm direito a fazer um referendo para a independência das barracas e o direito à contrafação.

Kisses friends,

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

O que é preciso para o PSD voltar a ganhar?

Parece uma pergunta muito difícil. 
Que me faz lembrar os anos 1950 quando se perguntava "Que armamento temos que desenvolver para derrotar a União Soviética"? 
E qual foi a arma? Foi a crise económica.
Também nenhum dos nossos "estadistas", aqueles que tudo indicava que ficariam lá para sempre, foi derrubado por ter surgido um líder da oposição com grandes ideias. Foram todos derrubados pelo desgaste  do tempo e pela crise.
Quem derrubou o Cavaco Silva?
Quem derrubou o Guterres?
Quem derrubou o Sócrates?
Foi a crise económica.
Também, o Costa vai cair não por o PSD se re-centrar (não sei o que isso é) depois de o Rui Rio se tornar  Grande Líder mas vai cair de podre, pela crise que há-de surgir.

Há tempo de construir e tempo de destruir.
Quando Paulo Rangel disse "Há tempo de rasgar e tempo de cozer, tempo de estar calar e tempo de falar"  (Ecl 3:7), todos pensaram que o Rangel estava a querer dizer que não ia falar (e ele mesmo indicou esse significado) mas o que estava a dizer é que as guerras têm tempo de avançar e tempo de recuar. Que o mar transforma as rochas em areia exactamente porque avança e recua.
E que o tempo de agora, é o tempo de recuar para rasgar o Rui Rio, deixa-lo avançar para se auto-destruir. Logo, em 2019, a começar logo na noite das legislativas, será tempo de cozer já com os fantasmas que sempre minaram (Rui Rio, Ferreira Leite, Marques Mendes, e muitos outros menos públicos como o Capucho) transformados em nevoeiro ténue.

Só para recordar.
Um comentador que não me lembro quem disse que "o PSD não se pode contentar a ser governo de vez em quando nos intervalos do PS". Mas olhando para as estatísticas, desde a Pintasilgo, Janeiro 1980, até hoje, o PSD+CDS foram governo durante 7585 dias e o PS+BE+CDU foram governo 6210 dias.
O PSD+CDS foram governo em 55% do tempo e o PS+BE+CDU em 45% do tempo.

A próxima crise vai ser pior que a de 2008.
E vai ser pior porque a dívida pública é hoje o dobro do que era em princípios de 2008.
Em princípios de 2008, devíamos 122 mil milhões € e agora devemos 250 mil milhões €.
Isto quantifica que, nos últimos anos, o Governo teve cada ano um défice público médio de 8,25% do PIB, uma despesa pública 14 mil milhões € maior que a receita pública, para tentar amenizar os efeitos da crise do sub-prime na vida dos portugueses.
Bem sei que, fazendo a média dos défices dos últimos 9 anos, temos 6,25% mas este número mente pois muita coisa foi directamente para a dívida pública sem ser ventilada nas contas do défice.
O que não mente é a dívida pública que é o que temos que pagar.

Mas há uma tendência interessantes.
 Apesar de a geringônça anunciar que repôs salários, de facto, o salário em termos de percentagem do PIB está a diminuir, o que é positivo para a economia.
Vendo o Governo do Passos Coelho, o custo do trabalho diminuir 1,5 pp. Quando entrou (no segundo trimestre de 2011) o salário era 108,5% e quando saiu (último trimestre de 2015) era de  107,0%.
Vendo o Governo do António Costa, o custo do trabalho desceu 4,0 pp. Quando entrou (último trimestre de 2015), o salário era 107% e agora (segundo trimestre de 2017) é 103%.
O Passos Coelho em 4,5 anos desceu os salários em 1,5 pp e o Costa em 1,7 anos já desceu mais do dobro.

Salário nominal relativo a 2008 a dividir pelo PIB nominal relativo a 2008 (dados, INE)

Mas já viram o PCP ficar na História como o apoiante do governo que levou à maior descida do peso dos salário no PIB do tempo da nossa democracia?
Há tempo de subir salários e tempo de descer salários e o tempo do PCP está a ser de descer salários de forma pior que o tempo do Passos Coelho.
Ainda bem que assim é pois, continuando assim, ficamos melhor preparados para fazer face à próxima crise.

Dá que pensar.
Enquanto se espera para ver o Rio e a independência da Catalunha a avançar ou talvez não.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O Santana Lopes é o nome certo para o PSD

Fiquei muito triste pelo "fim" do Passos Coelho. 
Podemos pensar que o PPC foi vítima de Sócrates, de ter sido obrigado durante os seus 4 anos, 22 semanas e 4 dias de governo a aguentar taxas de juro elevadíssimas e a um Memorando da Troika que não lhe deixou mais que não fosse cortar a torto e a direito mas, de facto, também foi beneficiado.
Se não fosse o Sócrates ter ganho em 2009 (tendo o PSD + CDS ficado com 102 deputados e as esquerdas com 128 deputados) e, depois da Ferreira Leite se ter demitido, haver a convicção por parte dos "Rui Rios" de que o próximo presidente do PSD seria para queimar até 2015 (como o Costa fez com o Seguro), nunca o PPC teria chegado a presidente do PSD/PPD a 9 de Abril de 2010.
Por isso, quando o Sócrates se demite, era primeiro ministro com dificuldades ou nunca o ter sido.
Agora isso tudo é passado.

Vamos aos ciclos económicos.
Os ciclos políticos estão intimamente ligados à evolução da economia. Pegando em dados dos USA para o desemprego, considerando que a crise começa no ano em que a taxa de desemprego é mínima o ciclo económico dura em média 7,6 anos, com um máximo de 11 anos e um mínimo de 4 anos (ver Fig. 1).

Evolução da taxa de desemprego nos USA (dados, Banco Mundial)

Acontece ainda que o ciclo económico em Portugal tem um atraso de um ou 2 anos relativamente aos USA.

Quando será a próxima crise?
Ninguém sabe e não indica que possa acontecer, o que é normal.
Pessoalmente não acredito que surja uma nova crise nos próximos 2 anos mas eu não sei nada de economia.
O que se pode dizer é que, desde a última crise (que começou em 2008), já decorreram 9 anos e que a taxa de desemprego americana já está próxima dos valores pré-crises. Então, estatisticamente, os agentes económicos começam a ter um nervoso miudinho de que, a qualquer altura, alguma coisa pode rebentar.
Será que a independência da Catalunha vai despoletar a futura crise?
Será um ataque da Coreia do Norte?
Não sei. 
Só sei que, se rebentar até meados de 2018, ainda é possível que o Costa caia em desgraça antes das legislativas de 2019.
Se até meados de 2018 não surgir nova crise económica, o Costa vai sair vencedor nas legislativas de 2019 e o PSD vai ter piores resultados que teve em 2015.

Será que alguém quer ser grelhado?
Qualquer que seja o "Rui Rio" eleito agora presidentes do PSD/PPD, vai apanhar em 2019 um resultado pior que o de Passos Coelho teve em 2015.
E esse "Rui Rio" não se vai aguentar nas canetas contra esse resultado.
Se for o Santana Lopes,  um senhor que terá 63 anos, a apanhar com a derrota, tem estofo para aguentar.
(Eu tinha-me enganado no cáculo da idade!)
Demite-se, dá lugar a outro e vai à sua vidinha.

O que deveriam fazer os "Rui Rios"?
Pedir a Deus e ao Passos Coelho para que se recandidate e aguente ele com as legislativas de 2019.
Fazer o que estão a fazer os "amigos" do Jerónimo de Sousa: "Camarada, continua para, em 2019, te fazermos um funeral de estado"
Dizer o Costa que o PCP, com o nome de CDU, não teve uma derrota eleitoral quando nas autárquicas de 2017 reduziu em 11,5% o número de votos em comparação com 2017, só pode estar a querer que o Jerónimo lá continue de vitória em vitória até ao desaparecimento total.
Quando se for embora, o Costa vai deixar algo importante, o ter acabado com o PCP.

Boodbye PCP e Jerónimo que não deixas saudades.



segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Qual a vantagem de a Catalunha ser independente?

No dia 1 de Outubro tivemos as Autárquicas. 
Os bota abaixo da direita (Ferreira Leite, Marques Mendes, Pacheco Pereira) falaram de um terramoto eleitoral para o Passos Coelho mas, de facto, a "direita", PSD + CDS teve apenas uma pequena derrota. 
Se em 2013 teve 111 presidentes da câmara, teve agora 109.
Se em 2013 teve 35% dos votos, teve agora 34% dos votos.
Não foi bom mas não se pode chamar um terramoto.

O PCP é que está a caminho de desaparecer.
Inteligência é aprender com os erros dos outros pelo que o Jerónimo de Sousa e mais quem o segura lá não são inteligentes pois não observaram o que aconteceu ao PC francês quando se meteram a apoiar um governo socialista.
O PCP vivia da promessa da construção da utopia, da sociedade igualitária, da democracia directa e, ao meter-se a apoiar um governo, acaba com esse sonho.
Se o Jerónimo quer garantir a sobrevivência do PCP só tem um caminho.

Primeira fase) Meter como condição para viabilizar o Orçamento de 2018 a reversão do Código do Trabalho para repor as conquistas de Abril e a "renegociação da dívida". O PS vai dizer que não e o PC manda a geringonça abaixo.
Claro que vão dizer que, havendo agora eleições legislativas o PCP vai levar uma tareia mas quanto mais esperar, pior será. então, passamos à

Segunda fase) Dizendo que "O PS é tão de direita como o PSD + CDS e esteve este tempo todo a enganar-nos" e que "O país não aguenta agora novas eleições", tentam ganhar tempo dizendo que "Vamos viabilizar a reposição do governo PSD+CDS durante 2 anos."

Bem sei que isto não vai acontecer.
Porque se viesse a acontecer, nunca o PCP teria viabilizado a geringonça, como eu em muitos posts disse ao Camarada Jerónimo. 

A Cristas herdou o pensamento do Cunhal.
A ideia do CDS avançar em Lisboa foi um erro.
Nunca jamais um candidato do PSD ou CDS, fosse ele quem fosse, mesmo que fosse o Marcelo, o Rui Rio ou a Ferreira Leite, ganharia. Por isso, a Cristas avançar foi um terrivel erro.
Desse erro resultou uma vitória do PS.
Vir chamar a isso vitória, faz mesmo recordar a escola do Alvaro Cunhal em que encontrava sempre algo para poder anunciar "O Partido Comunista Português teve uma estrondosa vitória"


Também houve o "referendo" na Catalunha.
Não vou discutir se houve ou não houve, se a maioria quer ou não quer a independência.
O que vou discutir é o que a Catalunha (o Algarve ou o Minho) tem a ganhar em ser independente.
Será que vai fazer legislação criminal ou cívil diferente da que existe?
Será que as regras das reformas e aposentações vão ser diferentes?
Será que vai poder gastar quanto quer e deixar de pagar a dívida pública?
Será que vai deixar de ser solidária com as regiões mais pobres da UE?
Será que vai emitir passaportes e cartões de cidadão mais bonitos?
Será que vai fechar as fronteiras com Espanha para não entrarem "emigrantes" nem mercadorias da UE?
Será que vai ter Banco Central e moeda própria?
Será que vai ter embaixadas e consulados?
Será que vai ter 2 lugares na Liga dos Campeões?
Será que vai comprar água e electricidade a Espanha? E a que preço?

Não percebo que ganhos pode ter uma pequena região dentro da Zona Euro de se dizer independente.

Mas é bom para Portugal.
Qualquer confusão em destinos turísticos nossos concorrentes é uma boa notícia para o nosso turismo.
A confusão na Tunísia foi uma maravilha, no Egipto, uma bênção de Deus, na Turquia um presente do Arcanjo Gabriel e, agora, confusão na Catalunha, será a cereja no cimo do bolo.


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