sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Sempre conseguiram empurrar o Rui Rio

Dois anos para preparar aquele discurso? 

Muito pobrezinho.
Quem me chamou à atenção para a pobreza franciscana do discurso foi o meu amigo SP.
Primeiro, perder tanto tempo a tentar justificar a razão de, no passado, estar sempre a fazer peito para, depois, recuar com o rabinho entre as pernas.
Era a Câmara do Porto?
Mas em 2010, quando o Passos Coelho avançou depois da derrota da Ferreira Leite contra o Sócrates, ninguém adivinhava que, passado apenas uns meses, o Sócrates ia cair.
E o Rui Rio poderia ser presidente da Câmara do Porto e presidente, na oposição, do PSD?

Vamos para a esquerda!
disse ele.
Mas o que é isso de estar na direita e ir para a esquerda?
Mas a esquerda tem sido o voltar para trás, volta 43 anos parar trás para "as conquistas do 25 de Abril de 1974".
O Passos Coelho foi andar para a frente, a liberalização do mercado do arrendamento que levou à explosão do alojamento local e da reabilitação dos centros históricos com o turismo.
Será que o Rui rio quer fazer as coisas voltar ao primeiro semestre de 2008?
Será que o Rui Rio quer, tal como aconteceu em 1640 que voltaram a 1580, esquecer que o Passos Coelho existiu e voltar ao último dia do governo do Sócrates, a 21 de Junho de 2011?

O que o Rio deveria ter dito.
A Economia tem duas partes, a Produção e o Consumo.
A Produção são os empresários com o investimento e o progresso tecnológico, o abrir de novos mercados para a exportação, o captar turistas, e o fazer bens e serviços melhores e mais acessíveis.
O Consumo tem os funcionários públicos, os reformados e pensionistas e os trabalhadores.
Acontece que não pode haver melhorias no Consumo sem haver progresso na Produção.
Porque o Consumo tem muito mais votantes que a Produção, o governo populista do António Costa foca a sua acção política no Consumo desvalorizando a Produção e carregando-a com impostos.
É que há muitos mais votantes do lado do Consumo do que do lado da Produção.
Porque sabemos que não pode, no futuro, haver melhorias no nível de vida das pessoas sem aumentos na produção, no meu governo será dada mais atenção à Produção.
Bem sei que este discurso não é popular mas nós, enquanto políticos preocupados com o bem estar futuro de todas as pessoas, estamos aqui com a função pedagógica de demonstrar aos eleitores de que a política actual das esquerdas não tem futuro. 

Vamos ganhar em 2019.
Ao dizer isto, o Rio está a dizer que, na noite das eleições legislativas de 2019, quando se souber da sua derrota, vai sair borda fora.
O que devia ter feito era preparar o período pós-derrota dizendo:
O meu caminho nunca foi nem nunca será guiado por interesse eleitoralistas de curto-prazo mas por batalhas que levem ao bem comum.
Daqui até 2019 não posso prometer que, comigo ao leme do PSD, vamos conseguir mostrar aos eleitores que o caminho socialista está errado mas prometo que vou lutar para que isso aconteça.
Mesmo lutando muito pela verdade, muito provavelmente, em 2019 sofreremos um derrota. Mas teremos que lutar nem que seja por 100 anos pois acredito que, tal como em 2011, acabaremos por mostrar ao povo português que o caminho socialista apenas nos vai levar à pobreza.

E do Santana Lopes?
Apenas dizer que é mais um para queimar.
Quer palco para as presidenciais mas não é o sítio certo.
Mais uma vez, longas palavras para justificar porque deixou o Passos Coelho com as calças na mão em Lisboa, dizendo que estava a pensar avançar para logo dizer que "A Santa Casa, blá blá" para deixa-la passado poucos meses.

Vão voltar as Santanetes

Será que a Catalunha já é independente?
Os nossos esquerdistas defendem que a Catalunha tem todo o direito a fazer o referendo e que deve ser independente.
Porque será que se esquecem do exemplo de Tawain, um país com 24 milhões de habitantes, independente de facto há mais de 60 anos, com exército, governo e presidente democraticamente eleito e uma economia 2,5 vezes a nossa economia?
Porque será que se esquecem de tantos outros territórios por esse mundo fora como a Tchetchénia ou Cabinda?
É que, depois do casamento gay, do aborto, das ambulâncias e bombeiros para socorrer os animais feridos, a única "questão fracturante" que os esquerdistas identificam é a independência da Catalunha contra a austeridade da direita central de Espanha.

Se todos têm direito à autodeterminação.
Também os ciganos têm direito a fazer um referendo para a independência das barracas e o direito à contrafação.

Kisses friends,

1 comentários:

Silva disse...


Caro PCV

Os candidatos (Rui Rio e Santana Lopes) só falam palha e banalidades.

Eu prefiro deixar um exercício alternativo para as perguntas que os jornalistas devem fazer

1) Vai abolir o salário mínimo?
2) Vai liberalizar os despedimentos?
3) Vai abolir os descontos (seg. soc., cga e tsu)?
4) ...
5) ...

... ... ...

Não vale a pena chegar ao Governo e engonhar.


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