terça-feira, 24 de outubro de 2017

O Costa à moda do Guterres

O Costa pediu ajuda ao Guterres.
O Costa, à moda do Sócrates, baseia a sua vida nos amigos íntimos.
Até numa escuta, num negócio de cobrança de uma dívida à Venezuela (que, no meu intender, não tem nada de criminoso), o Sócrates falou que "o Costa foi o número dois do meu governo".
Sendo que a sua vida foi pedir ajuda aos amigos, soube eu pelo CMTV que, depois dos fogos florestais, o Costa telefonou ao Guterres.
 
-Está lá? António? És tu António?
-Yes yes, who is talking? 
- Sou eu, o António, o teu amigo íntimo de quando usavas bigode.
- My friend? António Banderas?
- Não pá!
- António Seguro?
- Não pá, como dizem aí na América "dei cabo do Seguro" é o meu nome do meio, sou o António Costa pá.
- Aahhhhhhh, queres me dar os parabéns por eu ser melhor que o Ronaldo, pá?
- Também pá, mas é mais porque preciso da tua ajuda!
- Oh pá, não me peças nada que estamos a ser escutados pelo Correio da Manhã!
- Não é isso, quero-te perguntar como me posso safar desta merda dos incêndios. é que tu, quando caiu a ponte de Entre os Rios, safaste-te à grande!
- Isso é fácil. Primeiro, arranja um ministro que se vá embora e, depois, manda massa para essa merda, anuncia que vais dar milhões para tudo o que mexe. Deixa-te dessas merdas que o dinheiro não é teu. Eu meti logo 10000 contos para cada morto e mais uns milhões para obras.
- Oh pá, muito obrigado, vou então anunciar uns 4 milhões.
- Não sejas burro, anuncia 400 milhões e depois logo se vê, o povo esquece.
 
Será que as medidas vão servir para alguma coisa?
Vão servir para que, nos próximos meses (por ser inverno) mais ninguém diga que o Costa não fez nada.
Se vierem umas inundações, ataca com "são os efeitos dos incêndios do verão passado mas já tomamos medidas"e, não havendo nada, ataca com "já estamos a resolver os problemas".
Assim, até junho do próximo ano, por este lado não virá mais problema nenhum.
 
Qual é o problema dos fogos florestais.
Não é feita uma análise Custo-Benefício.
Tem que ser ponderado o efeito de cada euro que se gasta no combate aos fogos florestais e, sem essa análise, não se pode duplicar a despesa em meios de combate.
Estamos a proteger o quê?
Qual o ganho que temos por cada euro que se gaste em prevenção e combate aos fogos?
Como nada disto foi feito nem vai ser feito, tudo o que foi dito e feito será sem sentido.
 
Vejamos esta análise Custo-Benefício.
Resumidamente, um homem bateu numa mulher.
A mulher foi para o hospital mas nada de grande monta, não partiu dentes, não perdeu visão nem audição, não ficou manca nem com um braço diminuído.
A violência doméstica é punida com pena de prisão entre 1 e 5 anos mas, juntando Posse de Arma Proibida, Fraude Fiscal, Tráfico de Influências, Branqueamento de Capitais, Usurpação de Funções, Homícidio na Forma Tentada, Atentado à Auto-determinação Sexual, Sequestro e mais uma lista enorme de coisas de que o ministério público é especialista em fazer Copy+Past, as esquerdistas esganiçadas pediam que o homem apanhasse pelo menos 5 anos de cadeia.
O problema é que Portugal já é um dos países do Mundo com mais presos e ter um homem um dia na cadeia custa 50€ aos contribuintes pelo que, se o tal meliante estivesse preso 5 anos, teríamos que pagar mais 91250€.
Será que se justifica que nós contribuintes paguemos mais 91250€ porque um homem não gostou de ser corneado?
O juiz teve toda a razão.
O melhor  é mandar o corno em paz com o conselho "Para a próxima, arranje uma mulher muito feia a ver se não é novamente corneado".
 
Qual é o problema da nossa floresta.
É económico.
Um hectare de floresta rende 200€/ano e "limpar" o terreno de forma a evitar a propagação rápida dos fogos florestas custa entre 500€/ano (terreno plano) e 1000€/ano (terreno acidentado).
Porque é que o Estado não "limpou" o Pinhal de Leiria?
Porque as nossas autoestradas têm as margens cheias de vegetação alta?
Porque custa muito dinheiro cortar e, com o nosso clima, aquilo rebenta e, passados alguns meses,  volta tudo ao mesma.
 
Terá solução?
Como diz o povo, tudo tem solução, mais não seja, a morte.
Neste caso, também tem solução.
 
Questão importante: não interessa que arda menos.
Em média, todos os anos arde cerca de 1,5% do nosso território, cerca de 65000ha de matos e 65000ha de floresta.
No mato cresce vegetação rasteira (tojo e giestas) e arbustiva (loureiro, carvalhadas e, cada vez mais, alta e densa por causa das acácias).
A floresta é um mato onde alguns carvalhos, pinheiros ou eucalíptos conseguiram vingar, normalmente, com pouca densidade, menos de 100 árvores por hectare.
O que interessa não é que arda menos mas antes que, ardendo esta mesma área (ou até maior), o prejuízo causado seja menor e o custo de prevenção e combate também seja menor.
 
Fogo tático.
Pelas imagens da TV, os bombeiros deixam que os incêndios se propaguem de mancha floresta em mancha florestal pelas zonas de mato.
Então, o que é preciso é que em Março-Abril-Maio se queimem as zonas de mato.
Bem, era isto o que os pastores faziam!
Para isso é preciso que os bombeiros (ou empresas privadas certificadas) promovam e apoiem a queima controlada de mato, à força toda, nunca menos que 130000ha por ano.
 
 
Vejam esta conta.
Tal como a UE dá um subsídio de 400€/ha/ano para ter silagem, dá 200€/ha/ano para os terrenos de pastagem ficarem incultos, também pode subsidiar os matos que vão ser queimados, com 200€/ha/ano (que é a rentabilidade média conseguida na floresta).
Pagar 130 000ha de matos para queimar serão 26 milhões€/ano em subsídios aos proprietários que comparam com os mais de 200 milhões €/ano que se gasta em combate aos incêndios.
Parece-me mais produtivo e os donos dos terrenos ficarão muito mais contentes.
E nesses matos queimados, pode ainda surgir o pastoreio como actividade secundária.
 
Contra fogo.
Uma vez começado o fogo, tem que se usar contra-fogo de forma massiva e nunca bombeiros que mais aprecem baratas tontas, a arriscar as suas vidas com uma mangueira que dá umas mijadelas.
 
Não se pode aceitar que um incêndio atravesse uma autoestrada de 6 faixas, mesmo que ladeada por acácias.
 

4 comentários:

Silva disse...


"Será que as medidas vão servir para alguma coisa?"

Caro PCV

Sim, as medidas servirão para aumentar o défice, ou seja, a pressão financeira vai aumentar e o Costa lá terá que "cernelhar" aumentando taxas e impostos e cortando aqui e e ali.


"Tem que ser ponderado o efeito de cada euro que se gasta no combate aos fogos florestais e, sem essa análise, não se pode duplicar a despesa em meios de combate.
Estamos a proteger o quê?"

Para que tornar mais eficiente o combate aos fogos florestais se com reformas estruturais nem sequer haveria estes grandes fogos.

Fazer esse tipo de análise é proteger o "status quo", ou seja, muda-se alguma coisa para tudo ficar na mesma.


"Contra fogo"

Já há uns anos, salvo erro, um ministro disse que não interessava o empenho dos bombeiros mas sim o seu desempenho.

Silva disse...


"Qual é o problema da nossa floresta.
É económico."

Caro PCV

Como é que se resolve esse problema?

É que não chega fazer a análise do problema, é preciso a solução do problema.

Económico-Financeiro disse...

Estimado Silva,
A solução é tomar consciência de que a floresta só rende 200€/ha/ano e que quando arde mato o prejuizo é quase nenhum.
Então, deverão ser criadas "zonas tampão" a ser queimadas nos meses de abril e maio de forma a conter, no verão, os incêndios florestais.
Essas zonas tampão deveriam estar integradas nos programas de ajuda à agro-pastorícia e terem um subsídio de 200€/ha/ano.
Queimar na primavera 100 mil hectares trará muito menos prejuizo que as centenas de milhões de euros que se gastam anualmente nos combates ao incêndios.

O Arq. Gonçalo Ribeiro Teles defende que, tendo sido a floresta criada nos últimos 100 anos em desacordo com o nosso clima, a única forma de acabarmos com os fogos florestais no verão é queima-la na primavera. Estou a exagerar um bocadinho mas pode ler a entrevista na Visão:
http://visao.sapo.pt/actualidade/portugal/2017-06-20-Goncalo-Ribeiro-Telles-Esta-entrevista-tem-14-anos-mas-podia-ter-sido-dada-hoje

Os incêndios florestais não são um problema de falta de bombeiros nem de aviões (há 100 anos não havia bombeiros nem fogos florestais!) mas um problema no amanho da terra.

Um abraço,

Silva disse...


"Essas zonas tampão deveriam estar integradas nos programas de ajuda à agro-pastorícia e terem um subsídio de 200€/ha/ano."

Caro PCV

Essa doeu. Então a solução do problema passa pela promoção do socialismo através da subsidiação do sector agro-pastorício. Mas isto é promover o empobrecimento do país.

Vejamos, acaso o sector agro-pastorício deve ser beneficiado com subsídios? então abre-se espaço para reinvindicações em todo e qualquer sector económico.

"Soluciona-se" um problema e abre-se espaço à criação de muitos outros problemas.

E aqui chegamos a mais uma reforma estrutural que é necessária, o fim da subsisidação de qualquer sector económico.

A verdadeira resolução do problema passa pelas 3 grandes e principais reformas estruturais:

Abolição do salário mínimo, liberalização dos despedimentos e abolição dos descontos.

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