quinta-feira, 26 de abril de 2018

PMA- Concordo com o chumbo da confidencialidade

Fui eu que pedi a lei das barrigas de substituição. 
Claro que o meu pedido não deu em nada mas a petição entrou e pode ser consultada em:

E eu defendi na minha proposta muito menos regulamentação e o fim da confidencialidade: 
Artigo 15.º - Confidencialidade 
2 – revogado e substituído por – As crianças que vierem a nascer em resultado da aplicação de técnicas de PMA têm o direito a tomar conhecimento dos termos do Contrato Familiar.

O problema da PMA está na confidencialidade e anonimato.
As pessoas que não podem ter filhos querem que os seu futuro filho seja, seus familiar, por exemplo, o dador ser um irmão ou um primo.
Também pessoas que têm amigos com embriões sobrantes podem querer tentar gerar essas potenciais crianças (sim, tentar porque a taxa natural de sucesso é cerca de 1 em 6).
Também pessoas pertencentes a grupos étnicos, por exemplo, judeus ou ciganos, querem que os seus filhos pertençam geneticamente ao seu grupo.
E a doação anónima torna impossível todas essas possibilidades e mais algumas como pedir a alguma amiga "por favor dá-me ovócitos".
Na América, existe muito mais liberdade de negociar e, tanto quanto sei, por lá a dignidade das pessoas é protegida há muitos mais anos do que por cá.

Entre um filho bonito ou um que fosse mesmo filho deles, os meus pais preferiram que eu fosse mesmo filho deles e sai igualzinho ao meu pai mas mais novo.

Talvez por isso é que ainda só houve sete pedidos de barriga de substituição.
Isto não é nada, mais pensando que acumula situações correspondentes a pelo menos 20 anos (mulheres sem útero com idades entre os 20 anos e os 40 anos).

Tanta regulamentação para proteger o que não existe fazendo com que nunca venha a existir.
Eu tenho uma colega do judo, uma jovem com 14 anos, que ambos os pais são cegos e que tiveram esta filha (com uma probabilidade de 25% de nascer cega) porque precisavam de um familiar com visão!
A questão ética que se coloca é
H0 = A jovem estaria melhor se não existisse, i.e., se uma lei tivesse proibido os pais de a terem feito pessoa.
H1 = Sejam quais forem as circunstâncias, a jovem está melhor por ter sido dada à viva.
Eu acredito em H1

Os críticos, principalmente da direita e das missas, esquecem-se que
não se defende a dignidade de ninguém que não existe proibindo-a de vir a existir.

O Conselho Nacional de PMA não é democrático.
Quero com isto dizer que os indivíduos que a compõem  não respeitam o Estado de Direito e a separação de poderes, tentando os seus membros impor a sua visão "moral" sobre a PMA.
São como um polícia que, discordando de num troço der auto-estrada o limite de velocidade passar de 100km/h para 120km/h, mete pedras no meio do caminho.
Foi isso que fez o CN-PMA ao dar por extintos os 7 pedidos em curso sendo que apenas teria que aplica a Lei(que continua válida) estripada das normas inconstitucionais (a confidencialidade).
O CN precisa de pessoas profissionais e não ideológicos e confessionais.




O sol é gratuito mas a energia electrica solar ... queima.

Há o discurso de que "a energia solar é gratuita"
E, por isso, se tivermos energia eléctrica fornecida por painéis solares, não vamos ter qualquer custo.
O problema deste argumento é que se aplica a todos os recursos naturais, o petróleo não custa nada (só custa extraí-lo e refiná-lo), a água não custa nada (só custa construir a barragem e instalar as turbinas), o vento não custa nada (só custa fazer as turbinas) e, mesmo assim, temos que pagar as coisas que se obtêm a partir dos recursos naturais.
Neste post vou tentar explicar o problema da energia solar e qual será o seu custo para o utilizador doméstico.
 
Quanta electricidade precisamos.
Uma família de 4 pessoas consome uma média de 15kwh/dia, estando o consumo mais concentrado nos dias de semana entre as 7h e as 11h e as 18h e as 22h. Este consumo implica uma conta mensal na ordem dos 110€.
 
Quanta energia eléctrica aproveitável tem a luz solar.
Durante um dia médio solarengo, por exemplo, de Outubro, um painel de 1m2 virado a Sul com 40º de inclinação, tem uma produção de 11 horas com uma potência média de 115w.
 
Fig. 1- Evolução da produção elétrico-solar num dia solarengo de Outubro
 
O investimento nos painéis solares.
Em média anual de 10 anos, temos em Portugal o equivalente a 4 horas de sol por dia pelo que a "eficiência" do painel solar se traduz na produção média diária na ordem dos 0,115*4 = 0,46kwh/m2.
Se conseguíssemos armazenar a energia produzida (com perdas de 15%), para termos 15 kwh/dia apenas precisaríamos de 40m2 de painéis solares.
Mas não vamos conseguir armazenar pelo que precisamos de excesso de capacidade, no mínimo de 100% para termos electricidade nos meses de Inverno o que atira as necessidades para 80m2 que têm um custo de 20000€.
Estes 80m2 vão ter momentos em que produzem uma potencia de 20kw mas que não precisamos para nada (nem ninguém que tenha painéis solares precisa).
 
Aqui começa a primeira parcela do custo!
Amortizar 20000€ em 20 anos à taxa de juro de 3%/ano dá próximo dos 110€/mês!!!!!!
20000*3%/(1-(1+3%)^-20) = 1344€/ano.
Já está o preço que pagamos ligando a tomada à rede e ainda falta pagar a "contribuição audiovisual" para ajudar os comedores da RTP.
Vamos empatar o dinheiro 20 anos e não tenho a certeza que os painéis aguentem tanto ano!
 
É preciso armazenar a electricidade de dia para a noite.
A bateria vai perdendo capacidade e, por isso, tem que ser sobredimensionada para aguentar uns anitos. Além disso, há dias nublados que precisamos ir buscar energia à bateria.
Segundo um estudo que vi num site qualquer, a bateria tendo capacidade correspondente a 5 dias de consumo, vai durar 10 anos com o problema de, nos anos finais, ser preciso poupar muito nos dias nublados (não é bem a mesma coisa de aceder à rede).
No nosso caso, precisamos de 15kwh/dia*5 dias = 75kwh.
 
Aqui começa a segunda parcela do custo.
São duas baterias de 40kwh que têm um preço de 15000€ (utilizadas no Renault ZOE).
Amortizar 15000€ em 10 anos à taxa de juro de 3%/ano dá mais 150€/mês!!!!!!
15000*3%/(1-(1+3%)^-10) = 1758€/ano.
 
E depois, ainda há umas pequenas parcelas relacionadas com arranjar lugar para meter os painéis solares, instalar e testar o equipamento e a manutenção como a lavagem dos painéis.
 
Somando nada ao tudo dá
Energia solar => 0€
Custo financeiro dos painéis => 110€/mês
Custo financeiro das baterias => 150€/mês
Instalação e manutenção => 20€/mês
O total dá 0 + 110+150+20 = 280€/mês.
Gastar 280€/mês para aproveitar um recurso gratuito para evitar gastar 110€/mês com a ligação à rede que tem melhor serviço (a rede nunca falha e o Sol ...) parece-me uma coisa para intelectuais de esquerda.
 
Para ser competitivo, ainda falta encolher muito os custos.
Não quero dizer que não haja situações em que a energia electrica a partir do sol não seja competitiva como usada para pequenas potências (carregar telemóveis, fornecer uma lâmpada LED de 6w) em locais perdidos no meio do nada. Mas para ser competitiva em locais onde há rede electrica (e para grandes potências), obriga ainda a um significativo baixar de custos nos paineis e nas baterias.
Temos que esperar uma redução na ordem dos 2/3 o que ainda vai demorar pelo menso uns 20 anitos mas temos que ter esperança por chegarmos aqui demorou milhões de anos!
 
Apanhar sol é bom mas iosso da electricidade solar, já não vai ser para o meu tempo.
 
As mortes nos incêndios florestais.
Mesmo a chover, nos últimos dias morreram 4 pessoas queimadas em fogos florestais.
Velhinhos que estavam a tentar fugir da ameaça de multa.
Imagino que, começando o calor, vai ser uma catástrofe.
Os lares da terceira idade vão falir todos.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Será que devíamos e podíamos poupar água?

Este postesito tem duas partes mais um. 
A primeira é se devíamos e a segunda como podíamos.
No final, vou falar da desmatação.

Se devíamos poupar água.
A água tem um enorme valor, seja no consumo doméstico, industrial e serviços mas, em volume, principalmente na agricultura.Também tem enorme valor como ecossistema (para os peixes, batráquios e insectos).
O problema da água é que, apesar de ter muito valor, a sua abundância faz com que não estejamos disponíveis para pagar um preço elevado.
Por exemplo, o Rio Amazonas descarrega no mar 2100 vezes o caudal que entra na Barragem de Alqueva, vinda do Guadiana, mas não paga pegar nela e transporta-la até cá.
Por exemplo, um enorme saco de plástico com 1mm de espessura, praticamente à velocidade das correntes, para transportar água de rios caudalosos para zonas mais secas.

Um barco à vela a rebocar uma gigantesco saco plástico com 20 milhões de m3 de água doce.

Mas em Portugal há muita água.
Os nossos rios descarregam muita água no Mar, cerca de 2200 m3/s, colocando-se apenas a questão da economicidade de pegar na água disponível (por exemplo, no Rio Minho) e transporta-la para os campos (por exemplo, de Setúbal).
Por isso, enquanto consumidores domésticos disponíveis para pagar balúrdios todos os meses, não há necessidade de poupar sob o argumento de que é um recurso escasso.

Como podíamos poupar água.
Como penso já ter ficado claro, a questão da água é a questão do preço que estamos disponíveis a pagar por ela (para o transporte).
Vamos imaginar um país em que a água é um bem muito mais caro de obter do que a média, por exemplo, Israel, e que há verdadeiramente necessidade de reduzir o consumo doméstico.
Existe tecnológia que permitiria poupar pelo menos 50% da água que se gasta em casa.

Máquina de lavar roupa.
Uma máquina de lavar roupa gasta relativamente pouca água, cerca de 10 litros por cada quilograma de roupa, 50 litros de água numa máquina de 5kg. 
Mas o consumo é dividido em 4 partes.
A primeira parte é a lavagem na qual, junta-se o detergente, e a máquina roda a roupa durante 1,5 horas.
A água que sai é suja (dependente da roupa) e com detergente pelo que deve ser deitada fora.
A segunda parte já é enxaguamento e ainda sai um bocadinho suja e com detergente mas já pode ser usada para lavar o chão da cozinha.
A terça e quarta partes, são de enxaguamento mais fino, e a água sai praticamente limpa.
Esta água pode ser armazenada para reutilizar na próxima lavagem (para as fases 1 e 2)
Se a máquina tivesse um reservatório onde pudesse guardar esta água (para comodidade), poderia haver uma poupança de 50% na água que gasta.
Passa-se o mesmo com a máquina de lavar louca.

Banhos.
Quando tomamos banho, como é mais um ritual que uma necessidades ...
Dizem que a Rainha de Inglaterra toma banho uma vez por mês, mesmo que não precise.
... a água que sai pelo ralo, poderia ser bombada para um depósito e, depois, utilizada na sanita.
Automaticamente para poupar o incómodo.

O que acontece se pouparmos água?
Segundo dados que recolhi do relatório de contas das Águas do Douro e Paiva, cada m3 de água produzida em alta pressão tem um custo de 0,40€/m3 do qual 80% são custos fixos. Depois, somam-se os custos da distribuição (da responsabilidade das autarquias) e  acabamos a pagar 5,00 €/m3!
O que interessa é que a maior parte do que pagamos são custos fixos o que faz com que, se reduzirmos o nosso consumo, continuaremos a pagar quase a mesma coisa.
Por isso, não vale a pena.

É como a desmatação da floresta.
Parece que, ao obrigar os pobres e desgraçados do itnerior a desmatar os seus terrenozitos, parece que a geringonça está a fazer alguma coisa para acabar com os incêndios florestais e com a desertificação do interior.
Dizem eles que "cria postos de trabalho" mas esquecem-se de dizer "não remunerados porque aquilo não rende um caralho."
Mas o problema dos fogos florestais não está nos fogos mas na ineficácia do combate.
Os nosso bombeiros não conseguem parar o fogo quando ele está mais vulnerável que é quando arde em vegetação rasteira.
E garanto-vos que o fogo arde em terreno desmatado, tecnicamente limpo, e os bombeiros olham e deixam andar porque não sabem o que fazer.
Se os bombeiros não conseguem conter os fogos nas auto-estradas e nos grandes rios, não vejo como desmatando se resolve o problema da incompetência no combate.
Desmatar a floresta (e obrigar a deixar 4 metros entre copas é cortar tudo, até as árvores dos parques das cidades) é como proibir de ter roupa e móveis em casa porque são combustíveis e podem arder.

Estava limpo e ardeu na mesma porque eu não sabia o que fazer.

E o que deveria ser feito?
Deixar a vegetação no mato pois cortá-la é o maior atentando ambiental dos últimos 10000 anos.
Depois, quando houver um incêndio, tem que ser feito contra-fogo sem dó nem piedade.
Tem que ser feita uma "analise de probabilidade" e tudo o que tiver risco de vir a ser atingido pelo fogo, tem que ser rapidamente queimado com um contra-fogo.
Meter nos outros, nas potenciais vítimas, a obrigatoriedade de cuidar delas e dizer "nós é que estamos a fazer coisas para acabar com os incêndios" é o maior golpe de propaganda da história da humanidade.

O Rui Rio não vale nada.
É que estão a obrigar a desmatar em locais de que não há registo histórico de alguma vez ter havido um incêndio florestal.
O PSD está calado e os esquerdistas lá vão fazendo o papel do hermafrodita, são em simultâneo macho e fêmea, governo e oposição.

O mãe, aquela senhora é um homem com mamas ou aquele senhor é uma mulher com pirilau?

sexta-feira, 13 de abril de 2018

A nova ponte no Douro é uma insanidade.

O problema dos loucos é quando têm poder. 
Quando ouvi o anúncio da nova ponte sobre o Douro, achei muito estranho a coisa ter surgido assim do nada mas, mais estranho, foi o discurso do "não precisamos de dinheiro de ninguém" o que traduz que "não queremos ouvir a opinião de ninguém".
A ponte sobre o Douro é algo positivo mas não naquele sítio, que liga Nenhures com Lado Nenhum.
O lado de Gaia, temos a Praia do Areínho, um lugarezo que mais parece uma aldeia do interior, com campos de milho e batata. Do lado do Porto temos uma enorme escapa onde encosta a ponte dos comboios.
E pior ainda, tem a Ponte do Freixo a 500 m de distância, com 4 faixas para cada lado!!!


Alguém me consegue explicar!
Como pode uma ponte encostada à Ponte do Freixo, com a Ponte do Infante pelo meio, pode ser alternativa à Ponte D. Luís I se, por essa nova ponte, ir  da Ribeira de Gaia até à Ribeira do Porto passam a ser 7 km em estradas altamente congestionadas e outras autênticos caminhos de cabras?
E quando fica muito mais perto e rápido usar a Ponte do Infante que quase não tem trânsito?

Vamos supor que era importantíssimo fazer uma ponte à cota baixa ali.
Então, tinha-se feito a Ponte do Infante, feita apenas há 15 anos, com um tabuleiro inferior.
Será que, no entretanto, o trânsito aumentou?
Não, diminuiu.

Porque não mete-la por baixa da Ponte do Infante?
(Em 5 Jun 2018)
A ponte do Infante pode ter um tabuleiro inferior à mesma cota do tabuleiro inferior da Ponte D. Luís I.
A Ponte D. Luís I passa a ter o sentido Porto-Gaia.
Melhora-se a R. do Cabo Simão que passa a ter sentido único Poente Nascente de forma ao tabuleiro inferior da Ponte do Infante ser no sentido Gaia Porto.
É uma "rotunda", com 700 m (10% da distância à ponte no Areinho/Campanhã).

Um tabuleiro inferior na Ponte do Infante

O tabuleiro inferior da Ponte do Infante encosta na marginal de Gaia (R. do Cabo Simão) à qual será dada a dignidade que merece. 


O Problema não está ali!
O problema está na travessia do Douro pelo trânsito que vem da ligação da A28 (que vem de Norte junto ao mar - Matosinhos/Aeroporto/ Vila do Conde/ Póvoa de Varzim/Viana do Castelo) à A1.
São milhares e milhares de carros, camiões e autocarros que se congestionam na Ponte da Arrábida e que, a volta pela Ponte do Freixo, congestiona a VCI (e enche a cidade de poluição) e acrescenta 8 km ao trajecto.
Só estes 8 km, contabilizando apenas metade do combustível (0,04€/km), permitiria financiar um alargamento da Ponte da Arrábida com uma portagem de 0,35€ por cada veículo ligeiro e 1,20€/km por cada camião grande.

Para aqueles que diziam que o Luís Filipe Menezes era um louco!
Aqui está a resposta vinda das profundezas do manicómio.

Vão-nos dar cabo da praizinha do Areinho.

E o nome é uma parolada.
O que é que esse homem que foi bispo fez?
A cidade já teve centenas de bispos e que tem este de especial?
Não será de manter a regra do Local (Ponte da Arrábida e Ponte do Freixo) ou de uma figura histórica (Ponte de Luís I, Ponte da D. Maria II. e Ponte do Infante).

E o nome todo, como dizem as crianças?
A seguir a regra destes 2 parolos que agora presidem às câmaras do Porto e Gaia, a Ponte Luís I. terá que se passar a chamar Ponte Luís Filipe Maria Carlos Amélio Fernando Victor Manuel António Lourenço Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis Bento de Orleãns-Bragança e Saxe-Coburgo-Gotha. 
No máximo, deveria ser Ponte D. António mas em referência a António Ferreira Gomes e não a este António Francisco dos Santos que ninguém conhece.
Mas se querem o nome, ficava bem D. Vimara Peres que tomou a cidade aos mouros no ano 868.


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Libertem Rafaela e Inês

Estes dias rebentou mais uma bomba!
Alegadamente, a Rafael teve um filho.
Alegadamente, a Rafaela matou o filho recém nascido com 3 facadas no corpinho.
Alegadamente, a Inês, irmã gémea da Rafael, ajudou no parto e nas facadas.
A Rafaela e a Inês estão em prisão preventiva.
Mas é uma injustiça porque o que as irmãs fizeram foi um aborto depois das 12 semanas de gestação que é punido com o máximo de 1 ano de cadeia, o que não dá para a prisão preventiva.
 
Sem mãe, não há filho.
A Rafaela poderia ter ido a uma farmácia e ter mandado abaixo a coisa com uma pastilha.
Também poderia ter ido a um hospital, ter votado a coisa pelo cano abaixo e nem pagava taxa moderadora.
E todos os anos são "apenas" 16000 potenciais mães que "votaram abaixo" a coisa e nenhuma fica em prisão preventiva.
Sendo que a Rafaela não fez isso quando o poderia ter feito, agora merece compreensão e perdão.
A Rafaela mais que uma criminosa, é vítima da sociedade em que vive, vítima da vergonha, da pobreza, da mesquinhês das pessoas que apenas sabem apontar o dedo na hora do fracasso mas nunca se lembram de estender a mão na hora de ajudar.
 
Vamos ao que realmente se passou.
O Marques Mendes estava lá e garantiu-me que, juridicamente, o que aconteceu foi um aborto ilegal.
A Rafaela sempre quis fazer o aborto mas, contou mal o tempo e, quando deu conta, já tinham passado as 12 semanas.
Como não tinha dinheiro para ir a uma clínica (sim, quem tem dinheiro, resolve a coisa facilmente) pediu ajuda à irmã gémea.
A Inês segurou na perna direita e a Rafaela, tal como eu fazia metendo a gaiola a saída da toca do grilo, encostou a faca à "porta da criação" para o "bicho" não poder sair.
Mal o "bichinho" começou a sair, a faca vazou-lhe as carnes tenras. Não foi a Rafaela que o esfaqueou mas ele próprio que se enfiou na faca, podendo ter-se desviado e saído por outro lado.
Diz a Inês, única testemunha do caso (além do Marques Mendes), que a criança não chegou a nascer. Que a facada acabou com ela e que a irmã apenas lhe "deu mais 2 facadas porque sempre teve a vontade de ser médica e queria ver se, por dentro, o 'bichinho' era igual a um coelho".
E era.
 
"Foi mesmo assim, só que era a Inês que estava a segurar a perna e a Rafaela usava a mão para encostar a faca  á "boca da criação". E estava sem cueca!" (disse-me Marques Mendes que viu tudo)
 
Vamos ao crime.
Vamos ver o que diz o Código Penal Português.
Começa por dizer que o crime de aborto depois das 12 semanas de gestação é punido com 3 anos de cadeia.
 
Artigo 139.º - Aborto 
2.º - Quem, por qualquer meio e com consentimento da mulher grávida, a fizer abortar, fora dos casos previstos no artigo seguinte, será punido com prisão até 3 anos.
3.º - Na mesma pena incorre a mulher grávida que, fora dos casos previstos no artigo seguinte, der consentimento ao aborto causado por terceiro, ou que, por facto próprio ou de outrem, se fizer abortar.
Mas logo atenua a coisa para 1 ano de cadeia.
 
4 - Se o aborto previsto nos n.os 2 e 3 for praticado para evitar a reprovação social da mulher, ou por motivo que diminua sensivelmente a culpa do agente, a pena aplicável não será superior a 1 ano.
 
Onde estão as esganiçadas de esquerda?
É aqui, meninas, que têm que levantar a voz a defender estas duas vítimas da sociedade maxista.
Gritem até que a voz vos doa, "Libertem Rafaela e Inês".
 
 
 
 

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Terá a Síria solução?

Eu já previa isto. 
Quando a guerra começou na Síria, há 7 anos, disse eu que, mais para o fim da guerra, milhares e milhares de pessoas iriam morrer. 
Uma guerra começa em nada e sem convicção mas, com o passar do tempo, com a morte dos amigos, dos familiares, das pessoas amadas, os sobreviventes tornam-se mais amargos e odientos, desumanizando os adversários que começaram por ser apenas pessoas com ideias políticas diferentes. 
durante muito tempo julguei que a queda do regime estava próximo mas, a Rússia procurar protagonismo e as aparentes divisões do Ocidente, principalmente dos USA, fizeram Assad ganhar momento e virar as batalhas a seu favor.

Eu previ mesmo o aparecimento de um novo país.
Pensava eu que o Estado Islâmico iria aprender com a Al Kaeda e, em vez de atacar tudo e todos, iria consolidar o seu território e tentando fazer pontes com os USA (e Israel) contra a Rússia, o Irão e Assad mas não, fez tudo mal e ao contrário do que deveria ter feito, repetiu apenas os erros do passado.

E o Trump não faz nada!
Aqui é que eu penso de forma diferente.
O Trump está a trabalhar mas, para poder actuar, as forças no terreno que estão a ser massacrados pelo  Assad+Rússia+Irão têm que "assinar" um acordo de não agressão com o Ocidente.
E por isso é que o Trump deixou a Turquia avançar e, depois de repetidas violações da proibição de uso de armas químicas e constantes bombardeamentos contra pessoas indefesas, anunciou que os USA vai retirar as tropas da Síria.

Um dia ...
Os do Daesh vão identificar que os USA são a única potência que os pode salvar e vão dizer "nós amamos o Trump" e nesse dia, os mísseis terra-ar portáteis vão entrar no teatro de operações e a Rússia vai entrar num atoleiro pior ao que viveu, nos anos 1980, no Afeganistão.

O Afeganistão foi a batalha final em que o Ocidente conseguiu derrotar a URSS (depois de batalhas por toda a parte, incluindo Angola)

A Rússia de Putin tem que ser derrotada.
A Rússia, apesar de ser um governo de direita, é a mãe dos esquerdistas órfãos (basta ver como o Bloco de Esquerda e os Comunistas defendem tudo o que o Putin faz).
Agora, a Rússia como contra-poder tem que ser derrotada e, para isso, não se vão usar armas nucleares mas, repetindo a guerra fria, puxa-los para conflitos por procuração que desgastem economicamente.
A dimensão da economia dos USA mais a da UE é 26 vezes a dimensão da economia russa, uma desproporção muito maior do que no tempo da URSS o que indica que a Rússia de Putin não vai aguentar Assad assim que entrarem no teatro de operações os mísseis terra ar portáteis.

Quadro 1 - Lista das maiores economias (GDP 2017, média entre o FMI, o BM e ONU).
País PIB(E12) %PIBMundo
USA 18,9 25,0%
UE 16,6 22,0%
China 11,5 15,2%
Japão 4,9 6,5%
India 2,3 3,1%
Brasil 1,8 2,4%
Canada 1,6 2,1%
Korea do Sul 1,5 1,9%
Russia 1,4 1,8%

Falar um bocadinho do Sporting.
Não me parece grande problema pois o Bruno de Carvalho apenas tenta ser o Trump do futebol português.
Tal como os peixes precisam de águas revoltas para, procurando redemoinhos, subir os rios, o Bruno de Carvalho precisa do caos, da loucura total para criar um espírito de grupo.
O Sporting tem o "problema do Natal", que já tinha muito antes do Bruno de Carvalho aparecer, e isso não se resolve facilmente, de um dia para o outro.

Será que o Jorge Jesus actuou melhor que o Bruno de Carvalho?
Nem poderia ser de outra forma.
O Bruno de Carvalho recebe 140mil € por ano.
O Jorge Jesus ganha 6000mil € por ano.
O Jesus ganha 42 vezes mais do que ganha o Bruno de Carvalho pelo que tem que ser 42 vezes mais competente que o Bruno de Carvalho.
Isto vai acalmar e só espero que ganhe o melhor (o FCP!).

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