sexta-feira, 27 de junho de 2014

Costa, Portugal precisa de ti.

Precisamos de ti como seleccionador nacional. 
Amigo Costa, disponibilizaste-te para seres primeiro-ministro de Portugal, um tacho de 6850,24€/mês que dá muito trabalho e, mesmo que faças alguma coisa de jeito que duvido, vão chamar-te ladrão e vigarista um número incontável de vezes. 
Mas se te disponibilizares para ser seleccionador nacional, na tua lógica, o Paulo Bento vai-se demitir imediatamente e tu entras tipo D. Sebastião logo a ganhar 114287,71€/mês, 17 vezes mais que a primeiro-ministro, e, mesmo que percas todos os jogos, que sejas um fracasso total, que metas só mancos e bisgarolhos a jogar, serás sempre visto como o salvador da pátria porque, "a bola é a bola e há problemas muito mais graves no país que ganhar ou perder um jogo de futebol". 
O problema é que quem trata dos problemas sem importância, o seleccionador nacional, ganha 114287,71€/mês, e quem trata dos problemas que interessam mesmo, o primeiro-ministro, ganha 6850,24€/mês. 
Deixa-te dessa ideia peregrina de ser primeiro ministro e, se queres viver a tua vida a cavalgar a onda das oportunidades, atira-te de cabeça é para seleccionador nacional. 

Como é que eu explico a eliminação de Portugal? Falem com Carlos Queiroz
Se calhar esta frase já tem 4 anos.
Claro que já ninguém se lembra da revolta contra o Carlos Queiróz por este querer meter ordem nas tropas.
Quando os soldados, o Ronaldo e Pepe, mandam mais na selecção que os generais, seleccionador e FPF, a coisa não pode funcionar. 
Claro que os jogadores hoje estão 100% com o Paulo Bento porque são eles que mandam, estes 23 mancos que ele seleccionou e os outros têm que estar calados pois, caso contrário, acusam-nos de ressentimento. 
Se perguntassem aos PIDEs, eram todos a favor do Salazar.
O futebol passa pela defesa de ferro, pelos autocarros a tapar a baliza e quem pensar o contrário leva 4 da Alemanha e 2 da Austrália. Levar 7 golos em 3 jogos é mau de mais. 

Alguém se lembra?
Na África do Sul, 2010, com o Carlos Queiróz sofremos ZZZZ EEEEE RRRRR OOOOO golos.

     Grupo G
         Portugal 0 – 0 Costa do Marfim
         Portugal 7 – 0 Coreia do Norte
         Portugal 0 – 0 Brasil

Fomos eliminados pela Espanha por 1-0 com um golo em fora de jogo de 22 cm (ver) e a Espanha foi apenas campeã do Mundo. 
O Queiróz foi despedido por incompetência e o Bento é bento.

Fig. 1 - Se fosses português e amigo do Bento, essa barriga tinha passeado pela Copa 2014. 

Vamos ao que interessa, aos números do INE.
O INE veio dizer que o défice público nos últimos 12 meses for de 4% do PIB. Apesar de o défice ser medido entre o dia 1 de Janeiro até ao dia 31 de Dezembro, este número é bastante bom. Se pensarmos que o défice vem em tendência de descer, ter já 4% de "média móvel" é um bom indicador de que não vai ser muito difícil fechar 2014 com um défice de 4%. 
A suspensão dos cortes em Junho, Julho e talvez Agosto traduz um aumento na despesa pública de 300 milhões, 0,18 décimas, mas é capaz de ser possível resolver este problema sem grandes sobressaltos.

Fig. 2 - Houve uma quebra do PIB no 1T mas a tendência está num crescimento de 1,4%/ano (dados: INE)

As horas trabalhadas estão a crescer.
No mercado de trabalho há o desemprego, o emprego e as horas trabalhadas. 
Quando alguém refere que o desemprego está a diminuir, os esquerdistas atacam dizendo que o emprego não está a aumentar. 
Quando alguém refere que o emprego está a aumentar, os esquerdistas atacam dizendo que o o número de horas trabalhadas está a diminuir. Que o emprego aumenta e o desemprego diminui porque basta uma pessoa trabalhar uma hora para contar como empregado.
Mas o desemprego está a diminuir, o emprego a aumentar e as horas trabalhadas a aumentar.
Se nos concentrarmos no número de horas trabalhadas por semana, têm aumentado, 3,6%/ano, o que é um número bastante forte. 

Fig. 3 - No últimos 5 trimestre houve aumento das horas trabalhadas, 3,6%/ano (dados: INE)

Também nos interessa a Ucrânia.
Hoje a Ucrânia, a Moldávia e a Geórgia assinaram o acordo de associação com a União Europeia.
Esse acordo é muito importante porque a Ucrânia faz parte dos grandes países europeus. Em termos geográfico será "apenas" o maior país da UE e, em termos populacionais, mesmo depois de 5 milhões de russos irem à sua vida, ainda fica com 40 milhões, o sexto país mais populoso da UE. 
A Moldávia e a Geórgia são países mais simbólicos mas a UE também existe para enquadrar os países pequenos. A Geórgia tem menos de metade da população portuguesa e a Moldávia apenas 1/3.
As economia destes países são muito débeis mas, se olharmos para o exemplo da Polónia, dentro de 20 anos podemos ter na Ucrânia uma nova potencia europeia.

A intervenção do Putin.
só vai causar prejuízo aos russos que vivem na Ucrânia. Eu já tinha previsto que, daqui a 10 anos, nem metade estariam lá e a indicação de que já abandonaram a Ucrânia 90000, dá uma indicação de como o êxodo vai mesmo acontecer.

Fig. 4 - Há uns meses, estas russas viviam na Ucrânia.

Também no fim da Segunda Guerra Mundial, 13 milhões de alemães tiveram que abandonar a Prússia Oriental e fazerem-se à vida noutro sítio. 

Fig. 5 - Aqui estão elas, antes do Putin entrar da loucura de querer roubar partes da Ucrânia. 

A guerra fria está a acabar.
O Regan sempre defendeu que a derrota da URSS seria por fatias e que, uma estocada muito importante, seria trazer a Ucrânia para a UE. Já só falta a Bielorússia e, em termos internacionais, a Síria.

Fig. 5 - A estratégia do Regan para derrotar a URSS passava pela fatiação dos seus apoios.

Pedro Cosme Costa Vieira

sábado, 21 de junho de 2014

Natalidade: o alemão vai desaparecer

A Alemanha é o país mais importante da Europa. 
Se ponderarmos a população e o PIB, a Alemanha com os seus 80M de habitantes e um PIB de 3.1B USD, é o país mais importantes da Europa.

Rank País PIB Popul. Imp. relativa
1 Alemanha 3074 80 100%
2 Rússia 981 144 84,5%
3 Reino Unido 2392 64 78,3%
4 França 2249 66 76,2%
5 Itália 1727 60 62,6%
6 Turquia 628 74 46,1%
7 Espanha 1160 47 45,1%
8 Polónia 408 39 25,7%
9 Ucrânia 95 46 22,3%
10 Holanda 681 17 21,7%
11 Uzbequistão 25 30 13,8%
12 Bélgica 407 11 13,5%
13 Suécia 417 10 12,9%
14 Suíça 440 8 12,7%
15 Roménia 117 20 11,4%
16 Áustria 338 8 10,8%
17 Grécia 210 11   9,3%
18 Kazakistão 87 17   9,3%
19 Noruega 329 5   9,1%
20 Portugal 188 11   8,6%
Quadro 1 - Importância relativa dos países europeus, população + PIB (dados: Banco Mundial, PIB em mil milhões de USD 2005 e população em milhões) A bold os países europeus que não fazem parte da UE.

Atendendo sua actual importância no contexto europeu, parece antecipável que, daqui a 100 anos, a Alemanha enquanto pátria do povo alemão, continuará a ser central na Europa. 

Fig. 1 - A beleza alemã está condenada a desaparecer.

O problema é que os alemães estão em extinção.
Para que uma população se mantenha ao longo do tempo, a cada geração é preciso que nasçam tantas pessoas quantas as existentes. Como nascem ligeiramente mais homens que mulheres, a manutenção de uma população obriga a que cada mulher tenha, em média, 2.1 filhos. 
Mas a Alemanha tem há várias décadas uma média de 1.35 filhos por mulher. 

Fig. 2 - Evolução da fertilidade alemã (filhos por mulher, dados: Banco Mundial)

Se acumularmos a baixa fertilidade verificada desde 1970, nos últimos 43 anos a Alemanha já perdeu 30 milhões de habitantes.

Mas essa redução não se parece verificar nas bases de dados.
Não parece possível afirmar que a Alemanha perdeu 30 milhões de habitantes quando, olhando para as estatísticas populacionais, em 1970 a Alemanha tinha 78M e em 2014 tem 80M. 
Esta discrepancia resulta de, entre 1970 e 2014, a idade média a que as pessoas morrem na Alemanha ter aumentado em 10 anos. Assim, em 1970 um alemão morria com 71 anos enquanto que em 2014 morre com 81 anos.  
E também houve a entrada massiva de imigrantes, principalmente turcos (não falantes de alemão). Claro que acabam por aprender a falar alemão mas nunca será como se fosse a língua mãe.

O Alemão perde 700 mil falantes por ano.
Em termos de tendência de longo prazo, era necessário que nascessem 2.1 milhões de alemães  por ano e, nos últimos 40 anos, apenas nasceram 1.4 milhões por ano, havendo assim uma perda anual de 700 mil habitantes. 
O que se observa é que, depois de um máximo de 82,5 milhões de habitantes em 2003, nos últimos 10 anos a Alemanha perdeu uma média de 250 mil habitantes por ano, menos que os 700 mil previsto olhando para a fertilidade mas acompanhado pelo envelhecimento da população que se detecta-se olhando para a redução da percentagem da população com menos de 15 anos e o aumento da população com mais de 65 anos. Se em 1970 havia 2 jovens por cada alemão com mais de 65 anos, em 2014 já só há meio jovem. 
Este problema não tem sido grave para a sustentabilidade social porque a percentagem de população em idade activa tem-se mantido constante porque o aumento dos encargos com os mais velhos tem sido balançado pela diminuição dos encargos com os jovens (que não nascem). Mas nas próximas algumas décadas, a sociedade alemã vai entrar em colapso. 

Fig. 3 - Evolução da percentagem da população alemã com menos de 15 anos e com mais de 65 anos (Dados: Banco Mundial)

E isto terá solução?
Se a fertilidade se mantiver nos 1.35 filhos por mulher, no final do século XXI apenas haverá 25 milhões falantes de alemão como língua materna.
Exactamente: em 86 anos a população falante de alemão vai perder 70% da actual população.
E isto não tem solução.
Em termos tecnológicos é um problema de simples resolução mas, desde a extrema esquerda à extrema direita, ninguém quer que este problema se resolva.
Os da direita dizem que o ser humano é algo de divino pelo que o seu nascimento tem que ser deixado às forças da natureza. Para resolver o problema da baixa natalidade é proibir a pílula e o preservativo.
Os da esquerda dizem que a dignidade humana não permite que se programam nascimentos para responder a uma necessidade da sociedade actual. 
Se a mentalidade alemã continuar a impor aos nascimentos a visão de que é um problema privado, daqui a 100 anos já quase ninguém falará alemão.

E Portugal?
Vamos no mesmo caminho só que o Português continuará a falar-se no Brasil, em Angola e talvez em Moçambique.

A minha petição foi aceite.
Eu fiz uma petição à Assembleia da República para uma alteração legislativa na Lei da Procriação Medicamente Assistida que foi aceite com o número 385/XII sendo a relatora a deputada Isabel Galriça Neto do PP. 
Ainda só 12 pessoas assinaram a petição mas também só 4 pessoas assinaram o manifesto contra a guerra do Einstein. Façam lá um assinaturazita.

E a guerra no PS?
Está mais interessante que o nosso campeonato do mundo.
Os socráticos pensavam que o Seguro era manso mas o homem é um autentico bicho.
Pode sair mas, antes, vai partir a louça toda para quem vier não ter onde comer. 
O passos coeljo até já está preocupado: por este caminho, quando chegarem as eleições o PS não vai aparecer.

fig. 4 - O lema do Seguro é "se querias bolota agora, trepasses há 3 anos. Nas que eu deitei abaixo nunca meterás o teu dente pois eu vou rebentar com tudo".

Pedro Cosme Costa Vieira

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Vamos voltar ao guterrismo-socratismo

Vamos avançar andando para trás. 
O António Costa não tem uma única ideia na cabeça. Então, quando anunciou "na próxima quinta ou sexta feira vou avançar com as principais linhas politicas do meu governo", fiquei cheio de curiosidade. 
Sair daquele neurónio único algum plano de governação seria equiparado ao milagre da criação: de um pontozinho mais pequenino que a cabeça de um alfinete, em 6 dias (mais um de descanso) Deus (que se chamava Big Bang) criou o "nosso" universo, com milhares de milhões de anos luz de diâmetro. 
Apesar de não ter fé, imaginei que finalmente iria acontecer um milagre. A minha curiosidade também passava por saber a que alma divina iria o Costa pedir iluminação pois iria, com toda a certeza, a santo.
Mas, sem qualquer surpresa, o neurónio não pariu nada mais do que nada. Zero virgula zero zero zero zero zero zero.
Mas foquei surpreendido porque nunca imaginei que fosse tão zero, ter-se resumido a um discurso ressequido. 

Em 1995 o Homem escolheu Deus, que dava pelo nome de Guterres, para governar o Éden e foi um tempo de progresso, leite e mel.
Acontece que o Guterres se cansou e viveram-se anos de pecado em que adoraram Durão e Santana.
Mas, em 2004, o Homem voltou a ver a luz, fez as pazes com Deus, que agora dava pelo nome de Sócrates, e voltaram a viver um tempo de reformas e de crescimento económico.
Deus Sócrates foi saneado porque, dos mercados internacionais choveu fogo enxofre, e o Homem pensou que a culpa disso era de Deus Sócrates e do Teixeira, guardião dos Santos.
Agora é tempo de voltar aos tempos de Deus Guterres e Sócrates mas com o nome de Costa.

Só lhe faltou meter na cassete "o grande capital, os especuladores saguinários, os alemães neo-liberais" para ser perfeito.

Terá o Guterrismo-Socratismo sido assim tão bom para precisarmos repeti-lo?
Não. Foi mesmo muito mau.
A conversa do Costa parte do princípio de que o povo já não se lembra do resultado do jogo Porto-Benfica de 1995 e muito menos de quem marcou os golos. 
Também o povo já não se lembra porque o Guterres foi para a ONU tratar dos refugiados e porque o Sócrates foi para Paris estudar a tortura. 
O Costa imagina que o povinho já não se lembra e que, por isso, pegando nos programas de governo de há 15 anos atrás (que anunciam choques tecnológicos, vira-ventos, carros eléctricos e PPPs), e adaptando ao acordo ortográfico, já está no papo, as legislativas de 2015 já estão ganhas. 

Fig. 1 - O Costa pensa que os burros somos nós, os eleitores.

Será a terceira via.
Para destruir um país já se experimentou a guerra química e o bombardeamento aéreo e ambas as estratégias deram bons resultados. Matava-se à força toda sem sujar as mãos de sangue.
Mas agora existe a terceira via que não é tão desumana mas ainda mais eficaz: é a bancarrotagem. 
Vem um com falinhas mansas (o Guterres) e convence o povinho a gastar até à bancarrota e, depois, mete-se lá o PSD 2 ou 3 anos (o Durão).
O povinho esquece-se, vem outro (o Sócrates) que volta a convencer o povinho a gastar e vem novamente a bancarrota, depois, mete-se lá o PSD 2 ou 3 anos (o Passos).
O povinho esquece-se outra vez e vem outro (o Costa) que volta a convencer o povinho a gastar e vem novamente a bancarrota e, depois, vão meter lá outra vez o PSD 2 ou 3 anos.
Repete-se este procedimento até não sobrar tijolo sobre tijolo. 

Se fosse bom, o nosso nível de vida teria melhorado.
O nível de vida mede-se pelo Produto Interno Bruto per capita que quantifica quanto se produz na economia por cada pessoa (mais a depreciação de capital). 
Acontece que, depois de um período catastrófico do PREC (processo revolucionário em acção) em que o crescimento esteve nos 0.8%/ano, no Cavaquismo a economia recomeçou a crescer mas com tendência para a diminuição da velocidade.
Se no Guterrismo-Socratismo tivessem acontecido as reformas estruturais anunciadas em retrospectiva pelo Costa, o crescimento potencial da economia teria sido cada vez maior. Mas, estranhamente, em 1995 estava nos 3%/ano e, quando terminou em 2011 vassourado pelos portugueses nas urnas, já estava negativo, nos -0.8%/ano (ver, Fig. 2).

Fig. 2 - Evolução do crescimento económico, PIBpc (dados: Banco Mundial). Tem sido sempre a cair. 

Mas não terá sido culpa da crise do sub-prime?
Essa teoria é bonita mas tem dois problemas.
Primeiro, a crise do sub-prime foi em 2008 e a nossa economia já não crescia desde 2002, 5 anos.
Segundo, termos reagido não mal à a crise do sub-prime traduz que a nossa economia não estava preparada. Então, o agora recordado pelo Costa "momento reformador" do Sócrates, nunca aconteceu e foi antes um "momento esclerosador" que tornou a nossa economia muito mais velha e rígida. 
Por exemplo, a Polónia também sentiu os efeito da crise mas recuperou rapidamente tendo no período 2008/2011 crescido 14% enquanto que nós, com o Sócrates a bombar políticas de crescimento e endividamento externo sem limite, contraímos 2,4% (dados: Banco Mundial). 
Em 1995, quando o Guterres entrou, o nível de vida de um português era 2,87 vezes o nível de vida de um polaco e, quando em 2011 o socratismo caiu, já só era 1,90 vezes. Claro que os esquerdistas dizem que isso aconteceu porque a Polónia é mais pobre do que nós mas em 1995 o nosso nível de vida era 0.50 do nível de vida alemão e, quando o regime caiu, decorridos 16 anos, era 0,.49 do nível alemão, ainda menor que em 1995.
Foi mesmo muito mal.

Fig. 2 - Comparação entre o crescimento económico, PIBpc, português e polaco (dados: Banco Mundial). 

Até vai dar pena.
A nossa economia não cresceu, não ficou mais preparada para fazer face às crises e herdamos uma divida colossal que nos vai custar muito pagar.
Agora, esse Costa vem dizer que é preciso retomar essa politica porque foi espectacular.
Será que temos um povo tão estúpido ao ponto de acreditar nisso?
Não. tenho a certeza que não e por isso é que o Passos coelho acalmou e já não se vai demitir.
Ver o Costa nos próximos meses vai ser a novela mais triste e degradante de um mito que jamais foi vista em Portugal. 

Vamos ao Iraque.
O Iraque tem 65% de Xiitas, afiliados do Irão e do Assad da Síria, e 23% de Sunitas e 12% de Curdos (que são Sunitas). Estes grupos étnicos vivem em regiões separadas porque, apesar de serem todos islâmicos, não são nada amigos entre si, semelhante ao que se passa entre Católicos e Protestantes. 
A confundir a questão está o facto de o petróleo estar nas regiões onde vivem os Curdos (o Norte) e onde vivem os Xiitas (o Sul) que têm que sustentar o centro onde vivem os Sunitas.
Ora os Curdos e os Xiitas querem ser independentes para não terem que sustentar as regiões que não têm petróleo e que formam, em termos territoriais, a maior parte do território.
É esta a razão para as tropas desertarem dos seus postos. É que os soldados Xiitas e Curdos que formam a maioria do exercito não querem morrer a proteger as cidades Sunitas dos ataques Sunitas. E os soldados Sunitas sentem que os "terroristas" são libertadores.
Então, vai cada um à sua vida. Por exemplo, os Curdos já tomaram a defesa de Kirkuk, a sua capital.
Depois, os Xiitas defenderão Bassorá, a sua capital.

Fig. 3 - Futura divisão do Iraque em 3 países, dois de rendimento médio (Norte-Curdo), um médio (Sul-Xiita)  e um pobre (Centro-Sunita) que passará a ser financiado pela Arábia Saudita.

Os americanos não parecem nada preocupados.
O exército do Iraque é disfuncional e custa aos americanos rios de dinheiro. 
Não interessa ter um país pacificado em que, todos os meses, morrem 1000 pessoas vitimas de incidentes militares.
Os americanos chegaram a conclusão que, como fizeram na Segunda Guerra Mundial, na Guerra da Jugoslávia ou estão a fazer na Síria, o melhor é deixar que os beligerantes se cansem. 
Podemos pensar que uns bombardeamento aéreos resolviam o problema mas não é verdade porque esta guerra tem fundamento étnico e económico e quando as guerras têm fundamento tão forte, apenas a separação das populações é capaz de acabar com a guerra de atrito. 

E para que presta dominar 50% do Iraque que não tem petróleo?
É que as zonas que o ISIL está a tomar não têm petróleo. 
Não vale a pena gastar vidas de americanos a pacificar povos que não querem viver em paz e, ainda, que não têm nada que nos interesse.
Além do mais, os USA importam menos de 20% do petróleo iraquiano.
É deixa a coisa andar que aquilo, com mais ou menos mortos, vai ao sítio, se não for esta semana, daqui a 50 anos já estará tudo calmo.
É ver como, nos últimos anos, o Vietname se tem tornado um dos maiores aliados dos americanos na Ásia. 
Até já têm barcos de patrulha oferecidos (indirectamente pelos USA) para fazer face aos chineses. 

O Irão vai proteger o Sul.
Vai ser o mais acertado pois o Irão é Xiita e, por isso, que os aguente.
Os USA vão proteger o Curdistão que é onde está a maior parte do petróleo e são, desde os anos 1990, aliados dos americanos.
A Arábia Saudita, o Kuwait e os estados do golfo que aguentem os Sunitas.

Pedro Cosme Costa Vieira

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Está na hora do Governo se demitir

A minha formação é "neo-clássica".
Na minha formação em Economia eu aprendi que devemos actuar de forma a maximizar o nosso bem-estar sujeitos às restrições que nos são impostas pelo meio ambiente. Esta filosofia também é a adoptada nas culturas orientais e também está na matriz da nossa cultura judaico-cristã.
Não interessa termos a postura do Calimero de que é infeliz porque o Mundo está contra ele ("eu queria ser astronauta mas o país não deixou") mas devemos pegar no que temos e, assumindo as adversidades como um dado do problema, fazer com isso o melhor que for possível.
Eu sei que o Passos Coelho pensa da mesma maneira e por isso é que procura, com toda a convicção, cumprir com o que foi acordado com a Troika e com as adversidades que vêm seja do interior do seu partido, do Portas, da oposição ou seja do Tribunal Constitucional.
Então, fiquei espantado com o ataque que o PSD, o PP, o Paulo Portas e o Passos Coelho, fizeram ao acórdão do TC que chumba a passagem dos cortes de 10% para 12%.
 
O Tribunal Constitucional está errado.
Uma coisa era dizer que, em absoluto, o Estado não podia diminuir os salários e as pensões de forma unilateral, fossem 10% ou 0,1%. Pura e simplesmente, como um privado não pode ir a um contrato de trabalho e, unilateralmente, cortar nem que seja num cêntimo no valor do salário, também o Estado não o pode fazer.
Outra coisa é dizer que pode cortar 10% mas já não pode cortar outro valor qualquer.
Porquê 10% e não 12% ?
Não tem qualquer fundamento legal que mais não seja que uma opinião de meia dúzia de pessoas.
 
O Passos deveria avançar com outra medida.
Poderia, rapidamente, repor os cortes do Sócrates e aumentar o IVA para u valor próximo dos 25% e o problema já estava resolvido.
Também poderia passar, na Lei, o subsídio de férias a facultativo PARA TODOS e deixar de o pagar aos funcionários públicos. Podia ser que o TC viesse dizer que violava o Principio da Confiança mas também poderia dizer que não pois o próprio nome subsídio, indica que não faz parte do salário.
 
Mas o Passos Coelho recusa-se a fazer seja o que seja.
Ora isso é um buraco de muito mais de 2000 milhões de euros.
O povinho comentador disse que o impacto orçamental do chumbo ficaria nos 700 milhões mas imaginando que o Passos repunha rapidamente os cortes do Sócrates mas, como não vai fazer nada, o buraco é o triplo deste valor.
Este chumbo descarrila completamente as contas públicas pelo que não parece racional o que o Passos está a fazer.
 
Vai ser uma bomba atómica política
 
O Passos vai-se demitir.
Tive uma iluminação divina que me disse que o governo se vai demitir porque
1 => No PS o Costa pensa que o Passos Coelho vai avançar com o aumento do IVA para 25% e a agudização dos cortes para 2015 e ele aparece como salvador, com frases feitas do tipo "Vou parar de escavar no buraco", "Vou iniciar uma política de concertação, emprego e crescimento", "Não vou subir impostos"  e "Comigo acabam-se os cortes" mais blá, blá e quem fica queimado com os aumentos de impostos em 2014 e 2015 é o Passos Coelho.
É que estando o orçamento de 2015 obrigado a um défice de 2,5% (abaixo dos 3.0% de Maastricht), em 2016-2018 torna-se muito mais fácil gerir as contas públicas sem aumentos adicionais de impostos.
2 => O PS e toda a oposição tem clamado por eleições antecipadas pelo que a demissão do Passos terá que ser encarada, pela oposição, como algo de positivo e em favor do país.
 
Serão todos apanhados de surpresa.
O Passos vai avançar com o seguinte discurso de demissão:
"o PS pediu que os cortes de despesa fossem declarados inconstitucionais e está sempre a apregoar que, sendo governo, não aumentará os impostos. Então, demito-me para dar oportunidade ao PS de resolver os problemas de Portugal dessa forma que eu não estou a ver como é possível. Dada a urgência com que é preciso uma solução para o chumbo do Tribunal Constitucional, o PSD de o PP darão todo o apoio parlamentar ao futuro governo do PS."
 
E o que vai dizer o Seguro?
Que não formará governo sem eleições?
ainda no seu discurso de demissão, o Passos mete a facada final:
"Se o actual secretario geral do PS não tiver actualmente condições políticas para avançar com a constituição de um novo governo, concerteza que haverá outras pessoas dentro do PS que estão em condições de o fazer".
 
Mais vale agora que em 2015
O governo tem dinheiro até meados de 2015 pelo que, mesmo que a demissão faça as taxas de juro voltar aos 20%/ano, não há problemas.
E é melhor ter esse problema agora e correr o risco de perder as eleições legislativas que dar a carpete vermelha ao António Costa onde ele possa gritar "não vou subir mais os impostos nem cortar mais na despesa" porque sabe que o Passos já o fez.
 
Em politica não basta ser bom governante.
Também é preciso ganhar eleições e a hora de as ganhar é agora, com as melhorias verificadas na taxa de desemprego e com a economia praticamente estabilizada.
É muito mais provável o Passos+Portas arrancarem agora uma nova maioria absoluta do que daqui a um ano.
Força Passos, vamos nisso.

O rabejador domina a fera de 600kg simplesmente puxando-lhe o rabo para onde ela não conta.
 
Pedro Cosme Costa Vieira

terça-feira, 3 de junho de 2014

E DEO foi chumbado pelos homens

O Tribunal Constitucional meteu chumbo em DEO. 
Em 2010 o Sócrates cortou entre 3,5% e 10% nos salários dos funcionários públicos maiores que 1500€/mês e agora o Passos Coelho queria estender esse corte até 12% mas o TC meteu chumbo nisso. Isso põe em causa o previsto no DEO relativamente ao devolver de 1/5 dos cortes do Sócrates. 
Os cortes médios do Sócrates andam na ordem de 6% enquanto que os cortes do Passos aumentariam para cerca de 9.5%. 
Este chumbo do TC como está (o art. 33.º) tem um impacto nas contas públicas na ordem dos 1800 milhões€ mas que ficará reduzido a próximo dos 700 milhões € com a ressurreição dos corte do Sócrates.
O chumbo também se aplicou a cortes nas pensões mas que tem um impacto menor.

Salário => 600 € 825 € 1.050 € 1.275 € 1.500 € 2.000 € 2.050 € 3.000 € 3.500 € 4.000 € 4.500 €
Corte2013 0 € 0 € 0 € 0 € 45 € 61 € 67 € 199 € 268 € 337 € 389 €
Corte2014 0 € 26 € 47 € 75 € 109 € 208 € 213 € 311 € 363 € 415 € 467 €
Chumbo 0 € 26 € 47 € 75 € 64 € 147 € 145 € 112 € 95 € 78 € 78 €
Quadro 1 - Resumo dos cortes do Sócrates (Cortes2013 = Art. 27.º), do Passos (Cortes2014 = Art. 33.º) e a diferença entre os dois (valores líquidos da TSU e de ADSE).


Este chumbo aceita-se.
Não quero com isto dizer que os cortes não sejam justos mas também ficar como estava em 2013 tem alguma razão de ser.
Razão 1 - Não foi apresentado nenhum estudo que compare os salários na Função Pública com os salários equivalentes no sector privado.
Razão 2 - Não foi apresentado nenhum estudo sobre a sustentabilidade do sistema de pensões.
Razão 3 - Não foi apresentado nenhum estudo que avalie qual é o salário de equilíbrio na Função Pública (i.e., o salário em que as pessoas se começam a despedir).
Razão  4 - O Governo entrou em modo eleitoralista dizendo que era possível daqui a 7 meses  repor 1/5 do corte do Sócrates e é preciso parar com isso.


Razão principal - O horário de trabalho aumentou 14%.
Ao aumentar de 35 h/sem para 40h/sem, houve uma redução do salário horário de 12.5%. Juntando os 6% do corte do Sócrates mais o congelamento desde 2010 (a inflação total em 2011-2014 é de 6.9%) ficaremos com um corte no salário real médio na ordem dos 23%.
Já é um corte muito significativo que vai dos 16,5% nos salários mais baixos até aos 26,5% nos salários mais elevados.

O que o governo terá que fazer agora?
No meu entendimento limitado, deve demonstrar ao povo que não pode cortar despesa mas tem que actuar imediato em três 3 direcções:
  1 => Repor os cortes do Sócrates;
  2 => Anunciar que em 2015 não será possível anular o prometido 1/5 dos cortes.
  3 => Subir o IVA para os 24.5%;
Mas ainda tem que:


Clarificar que não é possível reduzir o horário de trabalho por regulamentação colectiva.
A Lei n.º 68/2013 diz que o "período normal de trabalho é de ... quarenta horas por semana" (Art. 2º) e que este disposto "tem natureza imperativa e prevalece sobre quaisquer ... instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho." (Art. 10º).
O Tribunal Constitucional aceitou o aumento do horário de trabalho logo, aceitou isto mesmo (Ac. 794/2013).


Decisão: Pelos fundamentos expostos, o Tribunal Constitucional decide não declarar a inconstitucionalidade das normas dos artigos 2.º, em articulação com o artigo 10.º, 3.º, 4.º e 11.º, todos da Lei n.º 68/2013, de 29 de agosto.

Apesar de o TC ter tecido umas considerações sobre a negociação colectiva, o Acórdão vale pela decisão e não pelas considerações. Assim, pelo meu entendimento de leigo, não é possível as autarquias e as universidades andarem a acordar a redução do horário de trabalho de volta às 35h/sem. porque violam a Lei 68/2013 e estão a desbaratar um recurso público (o trabalho dos funcionários). Seria como dizer aos fornecedores que as resmas de papel cujo preço já foi acordado, em vez das 500 páginas, agora poderiam passar a ter apenas 450. 
Mas como o processo já se arrasta há um ano sem que ninguém diga nada, é preciso uma portaria ou qualquer coisa parecida que reafirme que as 40h/s são mesmo para todos.


Parar com o "acabar com uns cortes do ano passado" e com o "inventar novos cortes" para os substituir.
Um corte que já tenha sido aceite pelo TC não pode mais ser anulado. 
Se os cortes do Sócrates são constitucionais então, é preciso deixar essa ideia arriscada e trabalhosa de mexer na "tabela salarial única" e continuar com estes cortes mais um ano de cada vez.
Se a CES de 2013 foi declarada constitucional, carrega-se mais um ano nisso.
E se o TC quer que as medidas sejam provisórias, diz-se mais uma vez que são provisórios.
E quando o Sócrates voltar ao poder (em 2023, pela mão do António Costa), o bicho que faça como bem entender.


Na Terça-Feira li um artigo do "mentor económico" do António Costa.
No jornal Negócios, 3Jun14, p.38.
E a coisa até assusta porque consegue, em meia dúzia de parágrafos, dizer uma enormidade de asneiras. Interessante como alguém professor de economia em 2014 vai buscar teorias aos anos 1950 que se sabem estar totalmente ultrapassadas. Essas teorias são que a deflação é o Demónio e que a inflação é a salvação de todos os problemas económicos.

O grave.
Não é alguém afirmar estas asneiradas em público e um séquito de ignorantes baterem-lhe palmas.
O grave é ser esta a linha de "pensamento" que vai vingar na campanha do Costa como o caminho do crescimento e da prosperidade.


1. = A deflação é o bicho papão.

Eu não sei onde os economistas da esquerda vão buscar a ideia de que a deflação é algo de terrível.
Dá-me ideia que, tal como Moisés, eles também receberam a revelação de que a deflação é o Diabo no cimo do Monte Sinai e das mãos de Deus.

Fig 1 - Deus escreveu a fogo a prova de que a deflação é o Diabo mas o papel ardeu.


Como apregoam repetidamente as Testemunhas do Senhor Jeová (que também estiveram lá e disso dão testemunho), a deflação é o sinal inequívoco de que o fim do mundo está próximo. Os economistas esquerdistas apenas não podem dar testemunho disso porque, além de o papel ter ardido, Deus obrigou-os a assinar um acordo de confidencialidade.
O problema é que eu também falei com Deus que me disse:


Meu filho, eu já não me lembro do que disse a esse Cabral mas mando-te um mandamento novo: pega nos Dados do Banco Mundial e regride a taxa de crescimento do PIB per capita na taxa de inflação. Se eu tiver dito isso ao Cabral, então vais encontrar uma relação positiva. Mas eu penso que quando criei o Mundo, no sétimo dia em que eu fiz os alentejanos e tudo o que não faz nada, parece que também disse que a inflação não faz nada no crescimento.

Eu assim o fiz e, ponderando ou não pela população, Deus mostrou-me que os países com mais inflação têm um niquinho de crescimento económico a menos (ver, Fig. 1) e não mais crescimento como o Cabral afirma que Deus lhe disse.
Afinal, o Cabral é mais um falso profeta.

Fig. 2 - Relação entre a taxa de inflação e o crescimento do PIB per capita (dados: Banco Mundial, média 2002-2012, 173 países, 96,7% da população).


Se consultarmos os livros de economia dos últimos 20 anos vemos que a deflação não tem mal nenhum para a economia e que a inflação não tem impacto nenhum positivo na economia antes introduzindo incerteza no comportamento futuro dos preços. 
Isto até tem nome: é a super-neutralidade da moeda. 

2. - Com 5%/ano de inflação a economia ajustaria melhor.
Esta é outra das coisas que não é verdade mesmo que tenha sido dita por Deus. É que Deus também  mandou escrever que a carne de coelho e de porco eram imundas e, afinal, hoje sabemos que são saborosas e boas para a saúde. 
O problema da inflação elevada é que os sindicatos procuram ajustar os salários tendo como base a previsão da taxa de inflação. Todos nos lembramos como nos tempos passados em que a inflação era elevada, todos os anos havia greves a exigir aumentos salariais e agora está tudo muito mais calmo. Nesses tempos de inflação elevada, afinal, havia mais dificuldades em ajustar o mercado de trabalho do que agora. 
Se a inflação é zero, os trabalhadores começam a negociação em 1% de aumento. Se a inflação é 5%, começam a negociação em 6%. Se a inflação é 100%, grita-se por um aumento mensal do salário que compense este aumento dos preços mais 1% anual. Basta ver o que se passa na Venezuela que tem das inflações mais elevadas do Mundo.

E o mercado de trabalho está a ajustar rapidamente.
Vamos supor que era verdade que não conseguimos ajustar com taxa de inflação baixa. Então não se observaria a diminuição da taxa de desemprego.
Mas olhando para a série mensal da EuroStat, o desemprego está a cair a grande velocidade tendo já reduzido num ano de 17,3% para 14,6% o que é algo extraordinário. são menos 10 mil desempregados a cada mês que passa.
Se está a ajustar então a afirmação de que não pode ajustar é completamente errada e enganadora.
Será que o Cabral não conhece estes dados ou não os quer conhecer?
Parece que é esta a ultima estratégia dos esquerdistas: recusarem-se a olhar para a realidade.

Fig. 3 - Evolução da taxa de desemprego em Portugal e na Zona Euro (dados: EuroStat)

Os dados do primeiro trimestre relativamente ao PIB foram muito negativos mas o desemprego estar a diminuir é muito positivo. Vamos fazer figas.

3 - Afinal o PS defende a descida dos salários e dos preços.
Ajustamento facilitado com a inflação dos preços e salários quer dizer que o Cabral (e o PS) defende a descida do poder de compra dos salários mas mantendo o seu valor nominal. 
Mantém-se o salário mas sobem-se os preços.
Ora bolas. E eu que pensava que o PS ia avançar com ajustamento pelo lado do investimento, do aumento da produtividade, da inovação tecnológica mas pela diminuição real dos salários. 
Assim é a mesma coisa que a "politica de empobrecimento" que o PS diz ser do Passos Coelho e que vai terminar mal chegue à governação do nosso país.
A diferença é que precisa da muleta da inflação porque, demagogicamente, quer dizer que não diminui os salários nem as pensões.


4. - A inflação e a desvalorização.
Esta é que é de gritos pela aberração do que é afirmado.
Resumindo, o Cabral (e o Costa) afirma que se a inflação aumentar, o Euro acaba por desvalorizar o que facilita as exportações porque os preços internos ficam mais baratos face ao exterior.
Mas se o Euro desvaloriza porque os preços aumentam então, ficam exactamente iguais face ao exterior porque a desvalorização é exactamente para compensar a subida dos preços.
Se os preços em euros aumentam 5% (e no resto do mundo, 2% em dólares), o euro desvaloriza 3%. Então, face ao exterior, os preços em euros aumentam exactamente em 2% em dólares. 
Se os preços em euros aumentam 1% (e no resto do mundo, 2% em dólares), o euro valoriza 1%. Então, face ao exterior, os preços em euros aumentam exactamente em 2% em dólares. 


5. - Finalmente, a receita do défice.
O Tribunal Constitucional chumbou cortes na despesa de 1% do PIB o que implica que, se nada fosse feito, o défice de 2014 ficaria nos 5% do PIB.
"O melhor a fazer é nada", porque a Troika já se foi embora e a despesa pública tem efeito multiplicador no PIB.
Essa teoria fez em 2009/2010 o défice ir para os 10% do PIB e parece que a receita que nos levou à bancarrota está de volta e cheia de força.

Mas não devemos ter receio do Costa.
Porque o homem é verdadeiramente mau, não tendo uma única ideia.
Isso ficou claro quando na entrevista da TVI o José Alberto de Carvalho o apertou apenas um bocadinho e o bicho estatelou-se.

    Pergunta 1 - Em que é diferente do António José Seguro? 
    Resposta - As pessoas também contam.

    Pergunta 2 - O que faria de diferente relativamente ao governo?
    Resposta - Bem, agora não sei mas na próxima 5.a ou 6.a feira vou dizer qualquer coisa.

O Passos vai aperta-lo como fez no famoso debate em que o Sócrates sucumbiu.
Se o Sócrates foi abaixo por K.O., o Costa vai ficar reduzido a carne picada.
Vale a pena rever como o Passos, precisando, é mortal.

Fig. 4 - Já me vou deitar, amor.

 Pedro Cosme Costa Vieira

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