sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Os reis magos e o diabo

Bem sei que tenho estado ausente. 
Estive a ver a minha última mensagem e já foi há 50 dias. Penso que nunca estive tanto tempo sem escrever nada.
No entretanto, estive 15 dias de baixa médica, tive guerras terríveis com a ucranianazinha e fiz outras tantas vezes a paz e tive conhecimento de um boato de que vou sofrer a maior pena disciplinar que jamais foi aplicada nos 62 anos que dura o meu posto de trabalho (por causa deste blog quando a Constituição garante a liberdade de expressão e eu não ofendi ninguém do meu emprego nem fiz nada de mal no meu emprego),

Estou a escrever porque a minha cabeça libertou-se, parcialmente, da ucranianazinha.
As mulheres têm o poder para dar cabo da cabeça dos homens. Como, dizem as estatísticas, as nossas cabeças são muito frageis e não conseguem compreender o que as mulheres dizem, quando elas começam a fazer jogos de sedução e repulsa, dão-nos um nó cego.
Mas, depois de uma desentoxicação feita com muita meditação zen, caminhadas e ..., já estou um pouco liberto.

Vamos ao Diabo e aos Reis Magos.
Quando o Passos Coelho falou nestas figuras biblicas, penso que ninguém compreendeu a quem ele se estava a referir.
O Diabo é exactamente o Passos Coelho ajudado pela Maria Luís à direita e a Cristas à esquerda.
Os Reis Magos são o FMI, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu.

O Passos queria dizer que ...
Estadno a geringonça a trilhar novamente o caminho já experimentado pelo Sócrates em 2008-2009-2010, não demora nada o Costa vai deixar de conseguir financiar o Estado, vai ter que pedir novamente um  resgate à Troika e, novamente de urgência, o Passos Coelho vai ter que assumir a governação.

Vamos aos factos sobre a taxa de juro.
A dificuldade em arranjar financiamento traduz-se na taxa de juro que os investidores exigem para emprestarem dinheiro a Portugal.
E, desde que, em Março de 2015, atingiram um mínimo de 1,6%/ano, as taxas de juro nunca mais pararam de aumentar tendo ontem ultrapassado os 4%/ano o que já não se observava desde Março de 2014, já lá vão 58 meses.


Fig. 1 - Evolução das taxas de juro a 10 anos da dívida pública portuguesa

Dizem os esquerdistas: "Isso está a acontecer por toda a parte"
Dizem mas não é verdade.
O povo português, contrariamente ao americano que elegeu o Trump mesmo contra toda a comonicação social, é muito seguidista da propaganda transmitida na nossa comunicação social que é toda, mas mesmo todinha, virada para o lado dos esquerdalhos.
E o Costa é só propaganda, fala em reposição de tudo e de nada mas, no entanto, eu vou em 2017 receber menos 20% do que recebi em 2010. 
Além do "aumento colossal no IRS" do Gasparzinho que o Costa disse ser amoral, aqueles outros 10,1% que o Passos cortou na minha futura reforma e que o Costa disse cobras e lagartos, nunca mais ouvi uma palavra de "vou repor".

Mas vamos ao que interessa.
Como eu ensinava, a diferença entre a taxa de juro portuguesa e a alemã traduz a probabilidade de Portugal bancarrotar.
Digo "ensinava" e não ensino porque, tendo eu sofrido a pior pena disciplinar de sempre, só posso ser muito mau, o pior que jamais passou pelo meus emprego. Sendo eu a pior pessoa de sempre, tenho agora a liberdade para nunca mais ensinar nada. Fazendo 52 anos brevemente e não tendo a ucranianazinha  para me gastar o dinheiro, não preciso fazer mais nada na vida porque, sendo despedido, tenho direito a mais de 3 anos de subsídio de desemprego e, depois, posso-me reformar aos 57 anos.
Então, eu ensinava isso e a nossa diferença para a taxa de juro alemã (o famoso spread de risco) também não tem parado de subir.
O risco em 2015 estava estável em 2,0%/ano face à Alemanha e 0,7%/ano face à Espanha e hoje está em 3,8%/ano face à Alemanha (+ 1,8pp) e 2,5%/ano face à Espanha ( + 1,8pp).
Interessante notar que o aumento do risco face à Alemanha é exactamente igual ao aumento face à Espanha o que os esquerdalhos querem esconder quando dizem "isso está a aconteccer em todos os países do sul da zona euro."

 Fig. 2 - Evolução do spread português face à Alemanha e à Espanha (dados: BCE)

Como nos comparamos hoje com Março de 2011?
Os reis magos anunciaram o resgate em Março de 2011 e, na altura, o spread de risco da nossa taxa de juro a 10 anos face à alemã era de 4,4%/ano. Hoje estamos com um spread de 3,8%/ano o que se verificava apenas 3 meses antes do pedido do resgate (em Dezembro de 2010)!!!!!


Fig. 3 - Comparação entre Março de 2011 (zero nas absissas) e dos últimos tempos do spread de risco português face à alemanha (dados: BCE)
Lá terão que vir outra vez os reis magos.
E, mais uma vez, pela mão das esquerdas e no seguimento das "políticas de crescimento e emprego" keyneasianas. 
Olhando para a evolução das nossas taxas de juro, a probabilidade de Portugal ter que pedir um segundor esgate antes das eleições autárquicas é enorme.

As percentagens e os pontos percentuais.
Haverá leitores mais atentos que dirão "o bicho não sabe nada porque refere %/ano e deveria ter referido pontos percentuais."
De facto, não é bem assim.
Quando temos uma taxa de juro com risco, por exemplo 5,00%/ano, e outra taxa de juro sem risco, por exemplo, 1,00%/ano, a diferença "simples" é em pontos percentuais, 5,00-1,00 = 4,00 pontos percentuais.
Mas estes 4,00 pontos percentuais não medem o risco de perda total implícita na taxa de juro que deve ser calculo como:
      (1+5,00%/ano)/(1+1,00%/ano) -1 = 3,96%/ano
Este cálculo traduz que uma pessoa que tenha emprestado dinheiro a este país tem uma probabildaide de 3,96 de no próximo ano perder todo o seu dinheiro.

Vamos supor que a bancarrota implica um hair-cut, perdas, de 30%.
Para o nosso spread de 3,8%/ano face à Alemanha, isso traduz uma probabilidade de acontecer a bancarrota em cada um dos próximos 10 anos de
    %bancarrota*70% + (1 -%bancarrota)*100% = 1-3,8%/ano

1 -%bancarrota*30% = 1-3,8%/ano
%bancarrota = 3,8%/ano/30%= 12,7%/ano

A probabilidade de Portugal bancarrotar nos próximos 12 meses e atirar três vezes uma moeda ao ar e, das três vezes, sair cara!
Parece-me bastante elevada!

Fig. 4 - Para não ser despedido, só posso por mulheres boas destas

Este testo foi iscrito ao abrigo do acordo hortugráfico por Mário Soares, Internado nomeru 354 do Hospital da Cruz Vermelha.
Querem saber a pergunta simples que me fizeram quando recuperei a consciência? Aqui vai:
-Onde está o marfim?
- Que marfim?
- O marfim!
- O marfim?
- Sim o marfim, o que tinha o selo.
- Que selo?
- O selo com o vara!
- Que vara, vara é feminino?
- O vara e não a vara.
- O vara?
- Sim, o vara que meteu 1000 milhões da CGD na mão do Berardo.
- Bernardo, que Bernardo?
- Berardo.
- O melhor é voltar para o meu coma!

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