quinta-feira, 19 de março de 2026

Crise nos combustíveis: O último homem de Nietzsche e a decadência da Europa

Nietzsche anuncia a chegada do ‘último homem’ em Assim Falava Zaratustra.

Não é o 'último homem' no sentido apocalíptico, em que a humanidade se reduz a um último homem mas o 'último Homem' no sentido de ser uma visão pessimista do último estado de evolução da humanidade. 

O indivíduo dessa 'última civilização', seja por decisão interna ou por pressão social, procura perder-se no rebanho, não fazer ondas, fazer e dizer apenas o que esperam que faça e diga, esmaga a mais pequena ambição de grandeza que possa surgir no seu pensamento. 

Então, em o "Último Homem" devemos entender 'Homem' como a sociedade que agrega indivíduos medrosos e apagados e que, enquanto agregado, proíbe o sucesso e a liberdade de pensamento individuais porque isso pode perturbar o conforto da coesão social, a igualdade, a estabilidade das instituições e a paz enquanto uma anestesia de fracos e não uma conquista de guerreiros. Não interessa mais destingir o bem do mal, o que é preciso é que continue tudo na mesma.

E é por isso que é “último”: não porque tudo acabe depois dele, mas porque deixa de haver vontade de ir mais longe.

É a última estação do comboio. A partir daí, já não há destino — apenas repetição. Repete-se o que já foi dito, faz-se o que já foi feito, pensa-se o que já foi pensado. Tudo igual, séculos para trás e séculos para a frente. 

Como me aconselhou a presidenta do pedagógico Sofia, o indivíduo tem de se reduzir a dizer o que está escrito na 'sebenta'. Aulas em que se repetem exercícios que se aplicam apenas a 'mundos imaginários' vindos de séculos passados, sem questionar, chegar sempre ao mesmo resultado e chamar a isso saber.


O "Além do Homem"

Nos Estados Unidos, a sociedade valoriza o indivíduo que tem ambição, que arrisca, desafia normas, aceita falhar e, ainda assim, cria algo que não existia, constrói fortuna a partir do nada. Ali, o espírito do “Além do Homem” ainda sobrevive.

Na Europa, a história é outra. Vive-se com medo da mudança, de se perder o "estado social", a educação e saúde gratuitas, sob a sombra do “Último Homem”. Quando chega uma inovação — quase sempre importada — a reacção é limitar, regulamentar, enquadrar. Sempre com o argumento de que “é uma ideia perigosa que pode pôr em causa a humanidade”.


O medo da mudança é antigo. 

Na Bíblia, quando Roboão sobe ao trono, a situação torna-se ainda pior para o povo israelita, mostra ser um rei pior do que Salomão (sim, Salomão oprimia o seu povo), ainda mais rígido e pesado com o povo, acabando mesmo por criar divisão, instabilidade e a derrota imposta por exércitos estrangeiros que levou ao exílio na Babilónia.

E ainda hoje ouvimos o mesmo argumento: “A situação não é boa, mas se mexemos, vai piorar.”

É a justificaç~qo clássica dos fracos: não agir, não arriscar, não desafiar o status quo. Preferem manter o conforto aparente e a previsibilidade, mesmo que isso signifique estagnar.

Não se pode derrotar o regime sanguinário do Maduro porque "o Trump apenas quer o petróleo e vai lá meter um  ainda pior".

Não se pode derrotar o Hamas nem o Hezbolah, bandos de terroristas sanguinários, porque vem aí um ainda mais radical, ainda pior.

Não se pode derrotar os aiatolas do Irão, regime opressivo e terrorista, só podem ser substituídos por ainda piores, mais radicalizados. O coitadinho do Khamenei até era um moderado. 


Mas o medo europeu da mudança custa caro.

A guerra na Ucrânia mostrou que a política do apaziguamento e o conforto de comprar energia barata à Rússia e vender-lhe carros alemães não garantiram segurança. 

É que quem apazigua, quem procura a negociação interminável e sem resultados, apenas mostra fraqueza de vontade e de acção acabando por pagar o preço da sua própria hesitação. 

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 e o que fizeram os Europeus?

Protestaram com "as mais duras palavras que existem" e, passado uns meses, voltou tudo para o sofá.

O pequeno conforto proporcionado pela energia barata russa aconselhava a não fazer ondas.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2022 e o que fizeram os Europeus?

Mais protestos mas, se não fosse a imediata acção dos americanos, ingleses e polacos, a Ucrânia tinha sido derrotada em meia dúzia de dias.

Agora, passamos a ajuda para 'divida comum' (como se ninguém a tivesse de pagar) e alegremente escudamo-nos atrás do Órban votar contra.

Ninguém tem culpa que não seja o Órban.


Estou farta de ter de tapar a cabeça

"Nós Europeus não tiveram nada a ver com a guerra no Irão".

Não fomos informados nem poderíamos ter sido porque dávamos logo com a língua nos dentes.

Na Europa, aplaudem-se os discursos dos governantes que negam ajuda aos EUA para manter o estreito de Ormuz aberto.

O problema é que o conflito envolvendo forças de Israel e USA tem grande impacto nos países dependentes da importação de petróleo e gás. Desta forma, mesmo que os europeus defendam na sua política de empata de que tudo deve continuar como está, deveriam ter agido rapidamente e em força não para dominar, mas para reduzir ao minimo a duração do conflito e minimizar assim o impacto económico e estratégico de uma redução de 20% no mercado de hidrocarbonetos.

Se temos reservas energéticas para 90 dias, temos de gerir a duração da guerra tendo sempre esses 90 dias na mente. 

Mas os europeus — e também japoneses e sul-coreanos — reagiram pela fraqueza: afirmaram que não eram parte do conflito, e até tentaram tirar proveito da situação através de ganhos indirectos, explorando a oposição gerada pela intervenção militar. Afinal, o Irão havia declarado que não deixaria passar navios de quem interviesse na guerra.


Mas a postura de “não intervenção” não gera autonomia, cria dependência. 

Dependência das decisões e vontades dos verdadeiros protagonistas do conflito — os Estados Unidos e Israel, que são exportadores de petróleo e gás natural e que, por isso, não se preocupam com a duração do corte nos abastecimentos.

Mais uma vez, a hesitação, o medo de agir e a busca por conforto e consenso, típicos do Último Homem europeu, mostram que escolher a segurança aparente às custas da liberdade estratégica tem um preço muito real.

Cada dia de discursos de feito feito é mais um dia de hesitação que mais não faz do que aumentar o preço da energia, fortalecer a posição de quem tem armas e recursos, e deixar claro que a dependência externa é um luxo perigoso. 

O medo de agir, a preocupação excessiva com o “politicamente correto” e a busca por consenso, que caracteriza o Último Homem europeu, traduz-se em vulnerabilidade concreta.


O futuro europeu? 

Será um passo a passo da Europa não para manter o "Último Homem" mas para a irrelevância.


Venezuela como o 51.º estado dos USA.

Os europeus vieram logo dizer que o Trump só pode estar maluco ao afirmar que a Venezuela até se pode tornar um estado americano.

Mas não é a União Europeia que está em processo de absorver a Ucrânia?

Neste momento a China tem 1400 milhões de habitantes e os USA tem 350 milhões. Olhando para a diferença na população, os analistas vaticinam que a China vai-se tornar a super-potência mundial por volta de 2150.

Mas esquecem-se que os USA podem aumentar de tamanho, incorporando territórios como Cuba ou Venezuela.

A Venezuela tem 30 milhões e Cuba têm 10 milhões de habitantes, somando 12% da actual população dos USA. Com um período de transição de uns 10 ou 20 anos, é viável tornarem-se estados dos USA.

A área da Venezuela, 916000 km2, é maior do que o Texas, 696 km2.

Não vejo porque não quando a Roménia ou a Hungria fazem parte da UE.




quarta-feira, 18 de março de 2026

O Trump sempre teve um nome para o Irão: Masoud Pezeshkian

Em Maio 2024, os israelitas mataram o presidente iraniano Ebrahim Raisi.

Claro que os iranianos vieram dizer que foi um acidente, que o helicóptero caiu por uma falha qualquer mas a verdade é que foram os israelitas. Digamos que o piloto do helicóptero recebeu mensagem no pager e blummmmmm, tudo para terra.

Depois, vieram as eleições para um novo presidente e, mesmo com muitos problemas no processo, foi eleito  um reformador, Masoud Pezeshkian, pelo voto directo do povo.

É este mesmo que veio pedir desculpa por o Irão estar a atacar os vizinhos.


O Irão é um regime igual ao da Guiné-Bissau.

Tem um presidente eleito, o Fernando Dias, mas quem manda são os militares.

No Irão os militares são um bocadinho mais "democratas", dão posse ao presidente mas fazem dele um verbo de encher. Assim que pediu desculpa aos vizinhos, veio logo a voz grossa dos militares que o obrigou a retratar-se.


Soube que o presidente Pezeshkian não tem segurança.

A minha fonte é a mesma que passava informações ao Marques Mendes e que, na reitoria da universidade do porto, passa aos jornais amigos (aquele a quem o UP paga avença) informação que convém ao reitor contra mim. 

O Pezeshkian aparece em público sem segurança, vive numa casa sem bunker e não parece estar preocupado com Israel, a preocupação dele é com a guarda republicana.

Soube também que o Trump já falou com o Pezeshkian e ficou acordado que o poder vai ser transferido para ele. Melhor dizendo, o Líder Supremo do Irão será o Trump que transmitirá as linhas estratégicas ao Pezeshkian. 

O presidente iraniano verá os seus poderes reforçados, passando a funcionar como um verdadeiro primeiro ministro, com controlo sobre os militares. 

O 'clube dos 88 sábios' perderá todo o seu poder executivo e será transformado num organismo puramente religioso.


Eleições? 

A ideia é ter no Irão um misto entre uma monarquia e uma república: 

i) O presidente é eleito para um mandato vitalício. 

ii) Apenas haverá novamente eleições quando o presidente morrer, ficar incapaz ou 'mijar fora do penico do Trump', altura em que morre.

Digamos que é como o mandato do Dalai Lama, assim que morre um, os 'sábios' identificam em que criança o morto Dalai Lama reencarnou. Essa criança, que nasceu no momento da morte do Dalai Lama anterior, vai iniciar um mandato que dura até morrer.


Identificar o Dalai Lama será tão difícil como se vê nos filmes?

Não, é um processo muito simples.

Apesar de o processo demorar 5 ou 6 anos, normal em qualquer processo administrativo, não é que haja muitos candidatos mas antes porque os 'sábios' precisam de tempo para identificar as qualidades da criança. Digamos que demora uns 6 anos a que a criança revele que é a reencarnação do anterior Dalai Lama.

Vejamos porque é simples: 

Nascem 65000 crianças por ano na Mongólia que, dividindo por 365 dias e considerando que o Dalai Lama é masculino, dá 89 crianças por dia. Então, os sábios têm apenas de comparar as virtudes de 89 crianças.

E, se houver registo da hora da morte do antigo Dalai Lama e do nascimento das crianças com uma margem de uma hora, o universo de pesquisa reduz-se a apenas 4 almas potencialmente reencarnadas.

Simples.


Agora, só é preciso derrotar o poder militar.

Não é preciso, como dizem os nossos comentadores esquerdistas, o Trump invadir o Irão com tropas no terreno. 

Apenas é preciso liquidar pessoas importantes no aparelho militar-repressivo de forma a que o Presidente Pezeshkian possa respirar.

E isso, os israelitas são os maiores especialistas do Mundo e de sempre.

Não é preciso matar os soldados já que a grande maioria só cumpre ordens. 

Cortando a cabeça, a perigosa cobra mais não é do que rolinhos de carne prontos a ser cozinhados.


Porque quem não ajudar a desbloquear o Estreito de Ormuz se vai arrepender?

O Trump avisou que não importa energia do Golfo, que é mesmo exportador e, por isso, a economia americana beneficia por o estreito estar fechado.

Os europeus e chineses acreditam, na sua cobardia, que se disserem não ao Trump que o Irão vai deixar passar os seus barcos. O problema é que pensam que o Trump é boa pessoa!!!!!!!

Sim, acreditam que o Trump vai deixar passar barcos do Irão com petróleo e gás natural.

O problema é que foi dada autorização a Israel para bombardear as infraestruturas iranianas de produção de gás natural e de petróleo.

Se ninguém ajuda, vamos fazer a guerra à nossa maneira.


Será o Trump mesmo amigo do Putin?

Um comentador, que agradeço, levanta esta questão, que o Trump está sempre a humilhar o Zelensky e a dizer bem do Putin.

Mas é exactamente a estratégia de conseguir derrotar o Putin sem ter medo de vir ai a terceira guerra mundial.

Enquanto os Europeus dizem muito bem do Zelensky, a ajuda continua bloqueada, sempre a arrastar os pés porque estão borradinhos de medo de o Putin usar o arsenal nuclear.

Enquanto o Trump diz mal do Zelensky e muito bem do Putin, corta a net ao Putin, dá informações valiosas ao Zelenky e vai cercando e derrotando os inimigos da Ucrânia.

Alguém acredita mesmo que o ataque à Venezuela, Cuba, Hamas, Hezbolah e Irão são favores que o Trump está a fazer ao Putin? Não será um cerco à Rússia e à China?

Acham mesmo? 

Só quem for um fervoroso fiel do Grande Oráculo Papa Marechal Agostinho da Costa.


quinta-feira, 12 de março de 2026

A Eleição do Líder Supremo do Irão foi uma jogada de mestre

Elegeram um morto, vai daí, os israelitas não o podem matar.

Ao estar morto, quem é que os israelitas vão liquidar?

Vão ficar como baratas tontas à procura de alguém que já está no céu a gozar as 72 virgens a que tem direito por ter sido vítima do Pequeno Satã. 


Mas isto não é novo.

Na Síria também constava que o Al-Assad estava em Damasco minutos antes da queda do regime mas ninguém o conseguiu ver. Apareciam uns comunicados, umas mensagens escritas mas nada da pessoa. 

A Sofia (o chatGPT) começa por dizer que Al-Assad estava vivo no dia 8 de Dezembro de 2024, no momento da queda, em Damasco. No entanto, depois de espremida, concluiu que o momento com imagens oficiais conhecidas foi na reunião no Kremlin com o Putin, no 24 de julho de 2024.

Como ninguém acredita que estando vivo não apareceu para dar animo às tropas, o Al-Assad morreu meses antes da queda do regime.


Eu penso que Platão inventou esta técnica.

Reparem bem, tudo o que conhecemos do pensamento de Sócrates é através dos escritos do Platão.

Não há nenhuma referência na história a Sócrates.

Agora pensem como eu, se Platão ia avançar com ideias que o poderiam prejudicar gravemente, nada melhor do que dizer: 

"Não fui eu que disse isto, foi Sócrates e que já foi executado."

O que poderiam fazer ao Platão? Nada, apenas escreveu umas coisas que outro, já julgado e executado, disse. 

Platão até poderia afirmar em público: "Atenção aos ouvidos mais sensíveis, vou-vos relatar pensamentos degradantes e que eu condeno com todas as forças que tenho. Ouvi-os de Sócrates e o meu consolo é saber que o facto pensador que avançou com tais aberrações, já foi julgado, condenado à morte e executado."


Quando o regime iraniano cair.

O Líder Supremo vai para Moscovo fazer companhia ao Al-Assad. 

Há quem diga mesmo que ainda vamos ver o Al-Assad e o Khamenei-filho, a fumar uns charutos com o Kennedy e a trocar umas bolas com o Maradona, num concerto ao vivo do Elvis. 


Como os americanos resolviam a coisa rápido e barato?

Cada militar americano recebe cerca de 5000USD/mês liquido e, em caso de fatalidade, a família recebe cerca de 600 mil USD mais uma pensão de 1600USD/mês para a viúva e filhos.

É por isto que as guerras americanas são muito caras.

Em alternativa, contratam ucranianos, uns 10000, e pagam em armas de longo alcance.

Os ucranianos são as "botas no terreno" que encurralam a guarda revolucionário e o Grande Satã, do ar, vai liquidando quem sai. 


E o petróleo?

Nós europeus demo-nos ao luxo de demolir centrais a carvão, encerrar centrais nucleares, e acreditar que estávamos no caminho certo ao comprar gás natural no Golfo Pérsico. Deitar fora equipamento que estava perfeitamente funcional pela fraqueza política de querer agradar a meia dúzia de Gretas.

O Carvão tem origem em locais seguros, a Austrália, e pode-se armazenar por anos apenas amontando-o. O gás natural e o petróleo não pode ser facilmente armazenado.

A invasão de 2022 deveria ter sido visto como um aviso mas, nós europeus, somos como o Seguro, meia dúzia de reuniões, uns consensos e uns grupos de trabalho e está tudo resolvido.

O problema é que, quando esta crise passar, nada irá acontecer na Europa.

O Trump não quer agradar a ninguém, faz apenas o que acha ser o melhor para a América.


Pura e simplesmente, metiam a Hungria fora.

Quando os 450 milhões da União Europeia não decide nada porque 9.5 milhões de húngaros bloqueiam as 'instituições', vemos que estamos condenados ao fracasso.


Que sorte, morreram todos os que estavam lá menos ele.


domingo, 1 de março de 2026

Ataque ao Irão - Mais uma violação do direito internacional (dizem os esquerdistas)

Mais uma vez, observa-se que quase todos os comentadores são esquerdistas.

Como os esquerdistas não conseguem ler nada mais complexo do que um talão de um supermercado, aviso que este texto é irónico.

Quem não perceber nada de política, acha estranho o Irão não ter sequer esboçado uma defesa. Reduziu-se a mandar meia dúzia de misseis e drones contra países árabes, um ou dois contra Israel e ficou-se por ai. 

Nem mandaram mísseis contra os aviões israelitas nem contra os navios americanos, já que têm armas capazes de afundar os porta-aviões americanos. 

Tendo o Irão, segundo os comentadores encabeçados pela Marechal Agostinho em que acredito cegamente, um dos exércitos mais forte do mundo, milhares e milhares de mísseis e drones do mais avançado que existe, muito maior que o ucraniano que afundou os navios russos, a maior potência militar do mundo, mais do que certo que o Irão tem armas capazes de afundar os porta-aviões americanos, um país em decadência acelerada e governado por um louco que não sabe o que faz.

Digamos que o Trump e o Bibi vendo que o povo se estava a revoltar contra os aiatolas e, acreditando no Marchal Agostinho, vai dai, pumba, um ataque para ajudar os ditos aiatolas. E o Irão apenas não reagiu porque, "penso eu de que", sabe que o ataque americano-israelita serve apenas para ajudar os aiatolas, para reforçar o poder teocrático permitindo que o povo iraniano se una em torno do seu governo e contra os USA e Israel como ovelhas em torno do seu pastor.


Os eleitores americanos são contra o ataque mas o Trump fê-lo para ganhar vantagem eleitoral.

Vejamos se tem alguma lógica:

Se o Trump tem a taxa de aprovação mais baixa de todos os presidentes americanos e quer aumentar a taxa de aprovação, sabendo que os eleitores americanos são contra o ataque, avança com o ataque?

Daqui só se pode concluir que o Trump quer desagradar à maioria do povo americano, quere descer ainda mais a sua taxa de aprovação para bater mais um record. Digamos que é como o Ronaldo que é o jogador de futebol profissional que falhou mais penaltis!


Será que os USA violaram o Direito Internacional?

Todos dizem que sim mas vou mostrar que não.

Da mesma forma podemos dizer "O árbitro é um ladrão", apenas um tribunal penal pode declarar que, de facto, "O árbitro é um ladrão", a violação do direito internacional apenas pode ser juridicamente declarado contra Estados que aceitam a jurisdição do Tribunal Internacional de Justiça.

Os USA não aceitam a jurisdição do TIJ, logo, não pode esse tribunal declarar a violação do direito internacional.

Depois, O Conselho de Segurança da ONU pode declarar que houve um "Acto de Agressão" por parte dos USA mas como os USA têm poder de veto, essa declaração nunca passará (da mesma forma que não passa nada contra a Rússia nem contra a China).

No fundo, o Direito Internacional é voluntário no caso dos países grandes, não é mais do que o Direito da Força dos fortes e a vitória moral dos fracos.

Lembro-me de Portugal ter invocado em 1961 a violação do direito internacional quando a província de Goa-Damão-Diu ter sido invadida pela Índia. Deu no quê? em nada, em 1975 deixamos cair o problema e, hoje, já não se fala português nessa província que foi Portugal durante centenas de anos e que tem 1,75 milhões de habitante.


A Europa invocar o Direito Internacional apenas mostra a nossa fraqueza.

A União Europeia decidiu entregar à Ucrânia em 2026-2027 uma ajuda financeira de 90 mil milhões de euros. Simplesmente, pega-se na proporção do país no PIB da UE e calcula-se a contribuição individual, tal e qual como no nosso condomínio.

Se Portugal pesa 1,572% no PIB da UE, teremos de entregar 1415 milhões, a Bulgária 1044 milhões e a Eslováquia 647 milhões  de euros. Ponto final.

O problema Eslováquio-Hungaro fica reduzido a 1691 milhões de euros. Se estes 2 países não entregarem a sua cota-parte, as instituições da UE são chamadas mas apenas para aplicar-lhes penalizações proporcionais.

Fig. 1 - Contribuição de cada país para somar 90 mil milhões de euros

Como ninguém quer pagar, inventaram um empréstimo com dinheiro pedido emprestado.

O Trump tem a obrigação de dar milhares de milhões mas nenhum país da UE quer dar sequer um euro.

Até chegam a argumentar que o Trump está a aproveitar-se da UE.


Vem ai algo muito pior.

O que guia os europeus é o medo de fazer seja o que for, é o adorar do impasse que se vive há décadas, cada vez mais irrelevantes, cada vez com governantes sem coragem, o que se observa de forma clara com o nosso governo e o novo presidente. Pedem licença a um pé para mover o outro pé mas, como a licença é emitida por alguém que não emite nada, os pés não saem de onde estão. "É melhor ficarmos como estamos porque há o perigo de ficarmos ainda pior."

Não interessa se o Trump está a fazer o que mais ninguém consegue fazer, mandar os regimes ditatoriais da Venezuela, Cuba, Irão e sabes lá mais quais. De ir, lentamente, descalçando a Rússia e a China nas suas ambições imperialistas. O que interessa é o medo dos "nossos interesses estarem em risco".

É como o medo que o Marcelo teve de dizer alguma coisa quando o angolano falou de Portugal colonialista, não lhe chamo presidente angolano porque nunca ganhou eleições, foi tudo uma fraude de que nenhum governante português quer falar porque "Há muitos interesses portugueses em Angola que interessa preservar".

Na sua moral bacoca, os esquerditas europeus ameaçam que vem aí coisa ainda pior do que os aiatolas o que traduz que o que está é mau. Cheguei a ouvir que apenas morreram pessoas no Irão porque o Trump deu esperança aos manifestantes. O culpado não é quem os matou, é o Trump que lhes deu esperança.

Mas, quando diziam que na Venezuela ainda viria um regime pior, que o povo se iria unir em torno do Madura mas, sabendo-se hoje que já foram libertados quase todos os presos políticos que os esquerdistas diziam que não existiam, calaram-se de falar da Venezuela. Apenas dizem "Vou uma violação do Direito Internacional para meter mão ao petróleo."

Também se calarão de falar do Irão.


Estão a ver o problema das Terras Raras?

Em vez de fazer como os europeus e canadianos que se ajoelham perante a ameaça chinesa de não fornecer Terras Raras, o Trump corta-lhes o petróleo.

É que 70% das importações de petróleo da China vem do Irão.

Se a China bloquear a venda de Terras Raras aos USA, Japão, Coreia do Sul e Taiwan, os USA cortam-lhes o fornecimento de petróleo da Venezuela, Irão e Rússia (apreendendo os petroleiros).

Fraco líder faz forte gente fraca e é o que vemos com os líderes europeus (e com os presidentes democratas americanos).

O Trump tem mesmo o exército mais forte do mundo e usa-o para submeter as ditadoras aos itneresses do ocidente.

Não fora isso, quando a China invadisse Taiwan o que iriam fazer os europeus?

Gritar "VIOLARAM O DIREITO INTERNACIONAL"

Agora, a China já pensa duas vezes. É que se invadir Taiwan, o mais certo é ser obliterado pelo poder militar e a vontade de ferro do Trump e o corte dos fornecimentos de petróleo.

Não interessa ter armas fortes se quem as segura é uma mão fraca.


E as negociações em curso?

Se o Trump disse "O Irão não pode ter qualquer capacidade de concentrar urânio, 0%, tem de destruir todos os mísseis e acabar com a produção de drones" e o Irão diz "Não, nem pensar", então as  negociações estão acabadas.

Encontros para tomar chá que não levam a lado nenhum não são negociações, são 'empata fodas'.

E o Trump não está para isso, pão pão, queijo queijo, não dá, liquida-os.

E que Deus o ajude a limpar o mundo desses ditadores que querem apenas destruir.


Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Best Hostgator Coupon Code