segunda-feira, 28 de março de 2016

Os terroristas de Bruxelas eram amadores

E, além de serem amadores, não queriam matar muita gente.
Bem sei que as minhas afirmações vão causar polémica mas vou provar que o atentado de Bruxelas não passou de uma ação desmiolada semelhantes às dos jovens que partem candeeiros nos partes públicos.

1 - O Salah Abdeslam não tem treino nem apoio militar.
Vamos imaginar que, como a comunicação social nos vende, o Salada era um perigoso terrorista com elevado treino militar e contactos com o Estado Islâmico. Neste caso, quando tentavam fugir do apartamento em Bruxelas teria que:
A) Aproximava-se da porta de saída do edifício onde depositava uma carga explosiva de demolição programada para explodir decorridos 20 segundos.
B) Imediatamente, mandava porta fora uma granada de fragmentação (para o meio dos polícias).
C) Mal a granada explodisse, saia a correr e largava uma granada de atordoamento (sem fragmentos para não ser atingido na corrida).
D) Antes de virar a esquina da rua, largava mais uma granada de fragmentação.
E) Atirava-se para o chão e aguardava que a carga de demolição explodisse.
F) Levantava-se e caminhava como se fosse uma das vítimas. 
Se o Salada não tinha granadas, nunca teve apoio militar. 


A granada de fragmentação/defensivas (esquerda) só pode ser usada com segurança quando o atirador está protegido pois os fragmentos atingem grande distância (letal a 30m, corrida de 5 s). 

Mas vamos supor que o Salada tinha treino militar. 
Estava prevenido com equipamento básico que lhe permitiria passar para o edifício vizinho. 
Primeiro, tinha 5 litros de gasolina que espalhava pelas escadas abaixo do prédio pegando-lhe fogo.
Depois, abria um buraco na parede com o prédio vizinho, com uma marreta de 5kg (que custa na ordem dos 20€) para o qual só precisaria de um ou dois minutos. Finalmente, descia as escadas do prédio vizinho e saia para a rua com passo normal (a polícia além de ter dificuldade em identifica-lo, não tinha mandato judicial para deter as pessoas do prédio vizinho).

Os atentados.
Foi usado peróxido de acetona como explosivo. Este explosivo é um pó branco que se sintetiza (facilmente) juntando água oxigenada 30 volumes com acetona em meio ácido (ácido sulfúrico das baterias dos carros).
     2C9H18O6 + 21O2=> 18H20 + 18C02 + Energia

O uso deste explosivo indica que os terroristas não conseguiram explosivos militares.

2 - Qual a necessidade de os terroristas serem suicidas?
Muito facilmente, as bombas poderia ter sido acionadas remotamente.

Deu-me ideia que os bombistas apenas se queriam suicidar com estrondo.

3 - Porque não usaram gasolina?
Em ambiente confinado, 1kg de peróxido de acetona consome o oxigénio de 9m3 de ar enquanto que 1kg de gasolina consome 15 m3 de ar. Além disso a gasolina contem mais energia o que causa, por simpatia, incêndio nos materiais do ambiente envolvente. Assim, se juntamente com os explosivos, transportassem uns 25 litros de gasolina, os danos causados em termos de mortes seriam, em vez de 3 dezenas, na ordem das centenas.

4 - E o minute after?
No atentado terrorista levado a cabo na Noruega pelo Breivik (ver), viu-se como o treino militar mesmo rudimentar, multiplica por centenas de vezes o impacto do atentado.
No caso dos atentados de Bruxelas, depois das bombas terem explodido por controlo remoto e de a gasolina ter esgotado o oxigénio e incendiado vasta área, os terroristas entravam com um machado.

No meio da confusão, um militar armado com um machado curto (machadinha) que custa 15€, causaria 10 mortos por minuto.

Viu-se em Israel, um terrorista armado com uma faca de cozinha, ...
causa muitas mortes e é impossível de desarmar.
Nas artes marciais há a ideia de que existem técnicas para desarmar um atacante armado com uma faca.
Nada mais errado. A ideia de que uma faca é uma coisa que não causa grande perigo é a responsável por este utencílio que todos temos em casa seja tão mortal.

Uma faca de 20cm de lamina (custa 19,90€ no IKEA) é mais mortal que uma pistola de calibre 6,35mm (inclui carregador ilimitado com 2000 facadas por hora)
 
Concluindo, não estamos preparados para terroristas treinados e com equipamento.
Se, de facto, houver um ataque em que os terroristas tenham treino militar e apoio (equipamento), a contagem de mortos será na ordem dos milhares.
Será como os massacres que os alemães faziam quando recolhiam a população de uma aldeia e, depois, matavam um a um a tiro e os últimos ainda colaboravam na incineração dos cadáveres.
Na Ravina de Babvi Yar, sem qualquer equipamento que os ajudasse como havia nos campos de extermínio, em pouco mais de 1 dia, uma dúzia de alemães matou 33771 judeus, mais de 1000 pessoas por hora (ver).

 Sou boa mas aqui ninguém mete a mão

A propaganda serve para desculpabilizar a polícia.
Ao diabolizarem os terroristas, as nos convencerem de que se tratava de terroristas muito perigosos, estão a dizer que estamos preparados para ataques sofisticados mas, de facto, não estamos.
Para uma sociedade estar preparada para todo o tipo de ataque tem que comprometer muitos "direitos do homem". E em parte, já estamos a fazer isso de que sáo prova as execuções extra-judiciais conduzidas por países que nem têm pena de morte, como a França, no exterior sem que ninguém diga nada.

Estamos preparados para fazer face a tudo e a todos


quarta-feira, 23 de março de 2016

Os atentados na Europa são peanuts

Em termos estatísticos, houve menos de 1 morto por semana. 
Desde o Ataque às Torres Gémeas (11 de Set 2001) houve na Europa Ocidental 24 atentados terroristas de que resultaram 476 mortos (19,8 mortos/atentado) e 3731 feridos (7,8 feridos / morto) o que dá 0,63 mortos/semana e 4,9 feridos/semana (ver).
Neste mesmo período, morreram na União Europeia 96 mil pessoas por semana (ver) o que traduz que apenas uma em cada 153 mil pessoas que morreram na UE foi vítima de um atentado terrorista. E morreram em acidentes rodoviários cerca de 580 mil pessoas, 770 mortes por semana (ver). 


Será que alguma vez alguém bombardearam Detroit por causa dos acidentes rodoviários?
Então qual é lógica de bombardear cidades na Síria porque alguns franceses, nascidos em França, em bairros franceses e alguns belgas, nascidos na Bélgica, em bairros franceses terem feito uns pequenos atentados na Bélgica e na França?
Se os fabricantes de fords em Detroit não têm culpa nenhuma por Renaults matarem pessoas na França, também os Raqqanos ou os Holmanos não têm culpa nenhuma porque meia dúzia de franceses e outra meia dúzia de Belgas cometem atentados nos seus países.
Não seria mais lógico bombardear bairros na França e na Bélgica?

Mas vamos ao Brasil.
Mesmo com uma população que é apenas 40% da população da União Europeia, morrem mil pessoas por semana vítimas de violência, o país em paz onde morrem mais pessoas.
Morrem mais pessoas assassinadas no Brasil (em paz) que na Síria (em guerra civil e com constantes bombardeamentos aéreos por parte dos países ocidentais e a Rússia).

E em Israel?
Um país com apenas 8 milhões de judeus, morreram 1300, uma média de 2 pessoas por semana (ver).
E, aparentemente, tudo funciona com normalidade.


Eu achei graça às palavras do António Costa.
Diz ele, culpando as vítimas pelos crimes, de que é preciso mais integração, de que é preciso integrar mais esses terroristas.
O problema, Costa, é que depois de os terroristas se desintegrarem, nada mais pode ser feito.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Onde para a pretalhada?

Claro que já ninguem se lembra mas,
há apenas uma ano, estavam a chegar mais de 1000 pessoas de pele escura por dia às costas da Itália e da Espanha, pessoas que vinham a fugir das guerras e misérias de África fosse no Corno de África (Eritreia, Somália, Etiópia, Sudão e Sudão do Sul) ou na África Ocidental (onde se inclui a "nossa" Guiné-Bissau). 
Pessoas que percorriam milhares de quilómetros a pé ou em camiões atravessando o deserto do Saara para poder entrar na Europa.
Como estavam a morrer pessoas afogadas, eu, na altura, avancei com alguma soluções possíveis mas nem foi preciso implementar nenhuma delas. Uns emissário foram a Marrocos, a Europa passou a pagar um manado de euros por cabeça retida, o Sissi tomou o poder no Egipto e, da noite para o dia, isso tudo acabou!
E nunca mais nenhum esquerdista falou dos atropelos aos direitos humanos nem das guerras ou miséria que se continuam a viver nos países de onde vinham esses africanos todos.

E os milhares que chegaram à Europa onde estão?
Já foram na sua maioria, devolvidos a Marrocos.
E o esquerdistas nada disseram, longe da vista, longe do coração.
  
Há apenas 1 ano, chegavam diariamente milhares de africano às costas do Sul da Suropa mas tudo isso, magicamente, parou

Agora, só se fala da rota do Balcãs.
Depois da vaga do africanos, nasceu a vaga dos árabes a entrar pelas ilhas gregas porque a Turquia relaxou as regras "humanitárias" de passagem com o objectivo de rpecionar a europa a aceitar a sua política de genocídio no Kurdistão.
Agora, com uns pataco por cabeça pagos à Turquia e o fechar dos olhos, também este problema vai ser resolvido de um dia para o outro.

Não seria bom sermos nós a receber os refugiados?
Os esqueritas dizem que a Europa tem o dever moral de receber os refugiados. 
Tenho pensado eu que, se em 1940/41 Portugal tivesse recebido todos os judeus que precisavam sair da Europa ocupada pelo Nazis e os tivesse, provisoriamente, instalado em Angola ou em Moçambique, o Holocausto nunca teria tido a dimensão que teve, com milhões e milhões de pessoas mortas nos campo de extermínio. Recordo que damos hoje muita importância ao vistos de Aristides de Sousa Mendes mas foi algo que durou apenas 7 dias, entre 17 e 24 de Junho de 1940, ainda a matança ainda não tinha começado, e que consistiu na emissão não autorizada de menos de 2000 vistos (ver).

Vamos nós receber o refugiados.
Sendo que a Europa está diponível para pagar a quem quiser receber os refugiados, sendo que isso é uma obrigação moral nossa, sendo também que seria bom para a nossa economia mortiça e população envelhecida, porque não ouço nenhum esquerdista a clamar para que possamos receber esses milhões que correm o risco de ser repatriados para a Turquia, um país onde os Direitos do Homem não são respeitados?
Não continua a ser bom, como defendia o António Costa enquanto chefe da oposição, receber refugiados para a limpeza das nossas matas e florestas?


Sócrates: Me ensina Sô Lula, que tenho que fazer para não pegar mais doença PobreZika?
Lula: Cara, lavas o jato com lexívia.


Se aquele juiz não tivesse  mandado destruir as escutas ao Sóctrates
Agora, fazendo um livro com a compilação dos telefonemas, o Sócrates iria vender mais livros e ganhar mai dinheiro que o José Rorigues dos Santos em toda a sua vida literária.

sexta-feira, 11 de março de 2016

O Presidente Marcelo e os consensos políticos

O Papa Francisco e o Presidente Marcelo parecem coisa nova. 
O Mundo tem problemas, a Igreja Católica tem problemas, Portugal tem problemas, o FCPorto tem problemas, cada um de nós tem problemas e, como todos temos uma criança dentro de nós (ou uma candidata a Misse Universo), queremos acreditar que este ou aquele homem que está a chegar vai resolver todos os nossos problemas.
Mas, vamos ver, que isso não é possível e que, portanto, quando acreditamos que é o Peseiro que vai acabar com a crise no FCPorto, ou o Jesus a do Sporting, só podemos sofrer uma desilusão.

O problema de os problemas não terem solução está no "equilíbrio".
Em termos físicos, quando os objectos interagem, estão sempre em equilíbrio. Quer isto dizer que, sendo F a resultante da soma de todas as forças que actuam num corpo, a sua aceleração desse corpo é igual a essa força a dividir pela massa (Segunda Lei de Newton, F= m.a). Isto passa-se quando existem poucos corpos (a bola de ténis que bate na raquete e sofre a atracção da gravidade da Terra) ou muitos (a interacção entre os 250 mil milhões de estrelas e 500 mil milhões de planetas da nossa galáxia).

Nas relações entre os humanos também impera o equilíbrio.
Sendo a sociedade uma interacção entre milhões de indivíduos, também está sempre em equilíbrio. A força que nos move é o interesse próprio (equivalente à força da Física) e a nossa aceleração são as restrições impostas pelo interesse próprio dos outros (equivalente à lei F = m.a).
Os esquerdistas (keynesianos) querem-nos fazer acreditar que o que vivemos não é um equilíbrio pois isso permite prometer que, com consensos e palavras mansas, é possível mudarmos todos para uma situação melhor. Digamos que, sem aumentar os impostos a ninguém nem diminuir as transferências sociais a ninguém, é possível diminuir o défice público.
Também nos querem fazer crer que é possível subir os salários dos trabalhadores sem diminuir os lucros dos empregadores. Chegam mesmo a dizer que, aumentando os salários, os trabalhadores ficam mais contentes, trabalham mais e, assim, os lucros dos empregadores aumentam.

Como seria bom se o mundo fosse assim mas não é.
E não é porque todos os pontos em que era possível optimizar, já foi optimizado. Assim, o equilíbrio que vivemos hoje é o Equilíbrio de Pareto em que, para alguém mudar a sua vida para melhor, pelo menos uma outra pessoa qualquer tem que mudar a sua vida para pior.

Então, a interacção entre os indivíduos é uma guerra.
Os taxistas são contra os da UBER.
Os criadores de porcos portugueses são contra os espanhois.
Os produtores de leite da Galiza são contra os do Norte de Portugal.
Os trabalhadores querem maiores salários e os empregadores maiores lucros (menores salários).
Os activos querem pagar menos impostos e os reformados querem pensões mais elevadas.
Os Cabindas querem a independência (para terem acesso às rendas do petróleo) e Luanda quer manter essas rendas no seu domínio.
A Rússia quer dominar o ocidente da Ucrânia e a Ucrânia não quer deixar.
Os palestinianos querem Israel mas os judeus também.
Milhões de refugiados querem ir viver para a Alemanha mas os alemães não os querem lá.
Os padres católicos querem-se casar mas o Papa não deixa.

Se fosse possível haver consenso, não haveria guerras.
Na guerra existem bombardeamentos, mortes, destruição pelo que seria de evitar a todo o custo. O problema é que os alawitas da Síria (minoria) querem manter o poder e os Sunitas (maioria) querem passar a ter o poder nas suas mãos.
Os Shiitas querem manter o poder no Iraque (são a maioria) mas os sunitas não o querem deixar (minoria).

Há um bolo que é preciso dividir.
Existe a ideia romântica de que, com paz e amor, podemos produzir mais, é o crescimento económico que o Costa diz vir a caminho. Mas a realidade não diz isso, diz que existe um bolo fixo que é preciso dividir entre os diversos grupos.
Dividir entre patrões e empregados.
Dividir entre activos e não activos.
Dividir entre homens e mulheres.
Dividir tachos pelos amigos do António Costa mandando borda fora os amigos do Passos Coelho.

Com o Marcelo vai ser pior que com o Peseiro.
Muita conversa, mas, quando chegar à hora do jogo, quando for preciso meter o défice a 2,2% do PIB, a coisa vai ficar preta.
Prova disso é que o Passos Coelho não esteve no almoço oferecido pelo Marcelo depois da tomada de posse(ver). "Se querem que eu consense com ele? O Costa que se demita e, depois de eu voltar a ser Primeiro Ministro, que consense ele comigo."
 
Por exemplo, qual a razão para os padres não se poderem casar?
Na Bíblia não existe nenhuma razão.
Se é pelo facto de Jesus cristo ser solteiro ... e os padres terem que seguir o seu exemplo ..., primeiro, isso é discutível, não é um facto comprovado e, segundo, os padres não são "o Salvador" mas apenas discípulos da palvra do Salvador.
Mas, o Papa Francisco vai morrer, assim continuará.

Eu não gosto do Marcelo.
Votei nele mas não gosto. A questão é que não havia ninguém que prestasse.


Se a coisa fosse lá com consensos, dava-se o RSI a cada uma das actuais 12653 pessoas presas (ver) e ainda se poupavam 200 milhões € por ano.


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