quarta-feira, 9 de maio de 2018

Terá sido boa ideia rasgar o acordo com o Irão?

O acordo não faz qualquer sentido!
Olhemos para Portugal.
Nunca assinamos nenhum acordo com os USA ou com quem quer que seja a garantir que não vamos desenvolver a bomba nuclear.
Não assinamos nós nem mais nenhum país do mundo além do Irão e há perto de 200 países.
E nós somos mais capazes de fazer uma bomba atómica do que o Irão.

Os países têm que manter convivência pacífica.
E o Irão não é um país pacífico.
O Obama deu-lhe a oportunidade de ouro de tomar conta do Iraque e, a partir dai, tomaram-lhe o gosto e querem tomar conta do Médio Oriente o que coloca em perigo a Arábia Saudita e Israel.
O Irão tem 80 milhões de habitantes, capacidade para ter 8 milhões de soldados, enquanto que a Arábia Saudita tem apenas 32 milhões, a maior parte estrangeiros.

Os perigos do Irão à ordem mundial.
Vamos supor que o Irão se torna uma potencia nuclear como pretende, sempre pretendeu e sempre pretenderá, tornar-se o novo Saladino que conquistou Jerusalém em 1187 aos cruzados.
Poderá dar a ideia ao Irão que podem entrar pela Arábia Saudita dentro para "socorrer" os shiitas do Iemen, tal como está a fazer já no Iraque e na Síria e que ninguém vai fazer nada.
Depois, ainda podem ter a ideia de que podem financiar uma guerra de desgaste sobre Israel que nada irá acontecer.

Mais dia, menos dia, haverá uma guerra entre Israel e o Irão.
Israel tem, alegadamente, bombardeado posições iranianas na Síria matando algumas desenas de militares iranianos.
Os Russos, para manterem a ideia de que são capazes de proteger o Assad e o Irão, ameaçaram que vão meter mísseis anti-aéreos na Síria para travar as incursões israelitas (e americanas) mas não passam de ameaças porque, na verdade, não querem que esses misseis sejam testados (que se veja que não valem um caracol).
Estas incursões israelitas nunca poderiam acontecer sem o apoio do Trump porque os aviões, mísseis e bombas são americanos. E isto não passa de treinos para avaliar a capacidade militar dos iranianos, e saber até que ponto os russos estão dispostos a enterrarem-se na lama. 

Agora, o Trump apenas empurrou mais um bocadinho.
Faz-me lembrar a resposta do Trump ao maluco da Coreia do Norte:
"Will someone from his depleted and food starved regime please inform him that I too have a Nuclear Button, but it is a much bigger & more powerful one than his, and my Button works!"

O Irão disse que "vai castigar" Israel e é disso que o Trump está à espera.
Israel garantiu que vai bombardear Teerão "com toda a força que tem".
A Arábia Saudita dá total liberdade de acção aos israelitas.
E se as coisas ficarem feias, com ataques massivos a partir do Líbano e da Síria, o Trump "fechar os olhos" a um ataque nuclear por parte dos israelitas ao Teerão.

Se Teerão ficar como Homs, será que alguém se vai importar?

O que o Irão tem que, agora, fazer?
Comportar-se como os outros países.
Deixar de dizer que vai destruir Israel.
Deixar essas toleiras das bombas atómicas.
Tornar-se um país confiável e ordeiro como os outros 200 países que existem por aí.

1 comentários:

Silva disse...


Caro PCV

Claro que o acordo faz sentido: foi assinado entre muçulmanos.

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