quarta-feira, 26 de maio de 2021

Condições do CHEGA e da Iniciativa Liberal para viabilizar um governo de Direita

 Como sabem, PSD, CHEGA e Iniciativa Liberal são muito diferentes.

O PSD é uma mistura de muita coisa e de nada, que tem ideias muito diferentes e mesmo antagónicas.

O CHEGA centra-se mais no crime, na imigração, nos subsídios, nos costumes.

A Iniciativa Liberal centra-se mais na economia, na iniciativa privada, na liberalização da economia, na diminuição do peso do estado na economia e na vida das pessoas.

Do CDS (que o Xicão chama Partido Popular para se tentar colar ao sucesso em Madrid do PP) porque me parece que está num processo de extinção.

 

Nunca poderá haver um governo de direita sem estes 3 partidos.

Parece impossível meter estes três partidos no mesmo governo mas, olhando para as sondagens, se não quisermos ter a geringonça estatizante mais umas décadas, temos que imaginar pontes e não conflitos.

No espaço comunicacional, estes partidos são totalmente incompatíveis mas não é bem assim. 

Depois de analisar que cada partido defende, redesenhei e condensei os pontos de maior atrito em 8 políticas que serão aceitáveis por todos.

Parece impossível?

Vamos então ver as medida uma a uma.

 

 

A = Intervenção na criminalidade.

Este ponto tem dado muitas faíscas porque o CHEGA defende a pena de prisão perpétua e a castração química. Como o CHEGA ainda não tem 2/3 dos deputados para alterar a Constituição nesse sentido, vou tirar o "sexual" do texto até porque o homicídio é muito mais grave que os crimes sexuais.

Prova disso é que se perguntarem a qualquer pessoa, criança, adulto, velho, homem, mulher ou neutro, "Queres morrer ou ser violado?", todos responderão "ser violado". Se assim não fosse, nunca a violação poderia ser feita com ameaça de morte.

A vida ou a carteira? Leva a vida que a carteira faz-me muita falta.


Medida A.1 = Nos crimes hediondos (homicídios perversos, múltiplos ou reincidentes), é acrescentada à pena de prisão efetiva (que se mantém limitada a 25 anos) uma pena de liberdade condicional com duração limitada  a 12,5 anos.

                A.2.1 = Durante o período de liberdade condicional, haverá monitorização por meios electrónicos.

 

Vou ainda acrescentar uma medida que vem da Iniciativa Liberal, abrir as prisões aos privados, sem esquecer que o CHEGA defende que os presos têm que trabalhar para pagar o custo do encarceramento.

 

Medida A.2 = No sentido de baixar os custos (que actualmente é de 60€/dia por preso) e aumentar a eficiência, serão criadas “prisões comunitárias” com lotação pequena.

A.2.1 = Será um regime de “privação da liberdade” intermédio entre os actuais estabelecimentos prisionais e a prisão domiciliária.

A.2.2 = O controlo será por meios electrónicos e com acompanhamento à distância.

A.2.3 = Para presos que não ofereçam grande perigo para a sociedade (crimes não violentos ou depois de cumprida parte da pena e estarem “recuperados”).

A.2.4 = Inseridas na proximidade de localidades onde os presos possam ter um emprego remunerado adaptado às suas competências (por exemplo, na agricultura).

A.2.5 = Deverão ser empresas privadas ou de instituições sem fins lucrativos.

A.2.6 = Os presos serão responsáveis pelos custos do alojamento e da alimentação.

 

B = Intervenção na imigração.

O CHEGA é contra, alegando que estamos a ser invadidos por estrangeiros, enquanto que a IL é a favor alegando que vêm fazer trabalhos que os portugueses não querem fazer.

Para compatibilizar estas duas visões antagónicas, imagino imigrantes como motores do desenvolvimento da economia em zonas despovoadas, controlada pela entidade patronal (como defende a IL) mas sem "autorização de residência" e em que o tempo que o prestador de serviços passa em Portugal não lhe dá direito de permanência definitiva (que responde às exigências do CHEGA).


Medida B.1 = Criar a figura de “Autorização de prestação de serviços por não residentes”.

                B.1.1 = A autorização é emitida pela entidade a quem são prestados os serviços.

                B.1.2 = O prestador de serviços não tem autorização de residência em Portugal, não desconta para a segurança social portuguesa, não tem direito a apoios sociais e tem que ter seguro de saúde.

                B.1.3 = O decorrer do tempo não dá ao prestador de serviços o direito de residência em Portugal.

 

C = Intervenção no RSI.

O CHEGA é totalmente contra o RSI enquanto que os outros partidos aceitam que há pessoas que precisam do apoio do Estado para conseguirem sobreviver sem pedir ou roubar.

Vou introduzir a ideia de o Estado arranjar trabalho para as pessoas que podem trabalhar (como defende o CHEGA) podendo esse trabalho ser em privados (como defende a IL).

C.1 = Quem receber RSI, sempre que tenha capacidade, é obrigado a trabalhar. Será em substituição da obrigatoriedade atual de frequentar cursos que é uma perda de tempo e de dinheiros públicos.

                C.1.1 = Será obrigação do Estado arranjar trabalho para a pessoa, compatível com as suas habilitações e capacidades. O trabalho pode ser em empresas privadas, com protocolo.

                C.1.2 = Além do valor do RSI a que “tem direito”, será paga uma compensação com um valor mínimo horário de 14*IAS/1850 Euros.

 

D = Intervenção no Ensino Superior.

O CHEGA e a IL estão de acordo neste ponto, ambos defendem que os alunos têm que pagar o custo dos cursos. Mas as políticas que avançam são muito radicais, colidindo com a estabilidade do sistema preconizada pelo PSD. Por isso, imagino um processo gradual ao longo de 30 anos.

Além disso, é uma forma de introduzir o princípio do "Cheque Ensino" também defendido por partes importantes do PSD.


Medida D.1 = Os estudantes das universidades e dos politécnicos públicos têm que pagar o custo do curso que frequentam.

D.1.1 = É calculado o custo de frequentar cada ano de cada curso.

D.1.2 = O aluno tem que amortizar esse custo no período de 40 anos, actualizada a dívida à taxa de inflação no consumidor.

D.1.3 = Os alunos de estabelecimento de ensino privado têm acesso a crédito nas mesmas condições dos alunos de estabelecimentos de ensino público.

D.1.4 = Inicialmente, serão considerados 10% do custo, percentagem que aumentará 3 pontos percentuais por ano até atingir, em 30 anos, a totalidade do custo.


E = Intervenção na Saúde.

O CHEGA e a IL liberal estão de acordo que o SNS deve financiar e que os privados devem "produzir saúde". Vou meter aqui acomodar estas ideias com um início da privatização.


Medida E.1 = Os médicos / enfermeiros particulares podem ser “médicos / enfermeiros de família”.

E.1.1 = O médico/enfermeiro particular receberá uma remuneração mensal por paciente paga pelo SNS semelhante ao custo padrão do SNS para pacientes semelhantes.

 

F = Intervenção nas empresas públicas.

CHEGA e IL defendem a privatização das empresas pública, em particular, as de transportes colectivos de passageiros. Mas mais importante que a privatização é terminar com os monopólios pela introdução dos privados. Será um pequeno passo.

 

Medida F.1 = Começar a liberalização do transporte colectivo de passageiros.

F.1.1 = Permitir que as viaturas das empresas privadas recolham e deixem passageiros nas “paragens de autocarros” em cidades em que os transportes colectivos de passageiros é monopólio de empresas públicas.

F.1.2. = Promover a criação nas autoestradas e vias principais de “terminais de passageiros” de comutação entre o transporte individual e o colectivo, com estacionamento.

F.1.3. = Permitir o transporte colectivo de passageiros, sem restrições, de viagens que comecem ou acabem em “terminais de passageiros”.

 

G = Intervenção na fiscalidade.

Os 3 partidos defendem a descida do IRS, o CHEGA e a IL com apenas um escalão e o PSD com vários escalões. A ideia é manter os escalões mas descer um bocadinho as taxas dos escalões superiores. 

Não pode ser uma descida muito grande porque o estado precisa do dinheiro.


Medida G.1 = Descer progressivamente a taxa de IRS para os rendimentos mais elevados.

                G.1.1 = Começar por descer em 1 ponto percentual os escalões em que o rendimento colectável é superior a 20000€/ano.

 

H = Intervenção no mundo rural.

O mundo rural é o espaço tradicional do CDS-PP e que tem sido abandonado desde que o Paulo Portas saiu. O CHEGA e a IL são partidos urbanos mas é preciso ocupar este espaço (mais ainda se o CDS desaparecer).

Será preciso diminuir as restrições à vida no espaço rural (como defende a Iniciativa Liberal) sem ferir princípios do CHEGA nem do PSD.


Medida H.1 = Acabar com a obrigatoriedade de limpar os terrenos florestais. É desumano que o combate aos incêndios se centre em encargos para a populações rural que é envelhecida e pobre.

               H.1.1 = Quem achar necessário, tem o direito a limpar os terrenos vizinhos.

 

Medida H.2 = Acabar com a Reserva Agrícola Nacional.

                H.2.1 = Começar por reduzir a RAN para apenas solos de classe A.


Medida H.3 = Liberalizar a construção para habitação, apoio agrícola e pequenas atividades não poluentes em localidades rurais.


Será que consegui?

Acham que consegui construir "linhas vermelhas" aceitáveis para todos?

Eu penso que sim.

 

A Doutora Garcia tem cá umas boas... está-me a faltar a palavra correcta. Ideias.

terça-feira, 25 de maio de 2021

Vou falar um bocadinho de "energia com água do mar" e dessanilização em Odemira

A energia com água do mar.

Vamos supor que, no futuro, a electricidade com origem solar fica muito barata, quase zero.

Existem três formas de resolver o problema de só haver energia solar durante o dia.

 

 Solução 1 = Construção de uma linha eléctrica de alta-tensão à volta do Mundo.

Como quando aqui é noite, do outro lado do Mundo é dia, se houver uma linha eléctrica a ligar-nos ao outro lado do Mundo, poderemos ter electricidade durante a noite.

 

Solução 2 = Armazenar a energia durante o dia.

Seja em baterias, em barragens ou noutra forma qualquer, guarda-se parte da energia produzida durante o dia para usar durante a noite.

 

Solução 3 = Não gastar energia durante a noite.

Fazendo um sistema de preços variável ao longo do dia, "convencemos" as pessoas a consumir electricidade apenas durante o dia. Durante a noite, será usado, por exemplo, gás natural.


Pumped-storage hydroelectricity (PSH)

Neste momento, a forma mais económica de guardar e utilizar grandes quantidade de energia eléctrica ao longo do dia é em barragens reversíveis.

Nesta tecnologia, existem duas barragens a cota diferente. Durante o dia (quando há energia solar) a água é bombeada da barragem de baixo para a barragem de cima e, durante a noite, quando não há energia sola, a água é turbinada da barragem de cima para a barragem de baixo.

Este sistema apenas precisa da água que evapora mas precisa de condições topográficas especiais e raras, em que haja uma grande diferença de altitude numa curta distância.

Portugal tem boas condições em Alvarenga, no Rio Paiva (ver o estudo de Afonso Sousa Soares, 1986), com capacidade para armazenar energia suficiente para toda a electricidade que consumimos durante a noite.

Por isso, não nos podemos preocupar com o futuro pois o recurso natural está lá, em Alvarenga.


Um comentarista falou em dessalinizar água do mar e bombeá-la para montante.

No geral, não existem junto ao mar boas condições geográficas para construir barragens reversíveis pelo que esta questão não se coloca. No caso de haver, num local onde não haja água doce, a água do mar pode ser bombeada directamente para cima, salgada!

 

A dessanilização da água do Mar para usar na agricultura em Odemira não é económico.

Em Odemira ou em outro qualquer local do Mundo porque fica muito caro.

Por exemplo, "para os regantes de Alqueva (...) o preço da água em alta pressão é de 0,059€/m3 e de 0,032€/m3para a baixa pressão (...), para abastecimento público é de 0,045€/m3 e para abastecimento
industrial é de 0,06€/m3" (ver).

Dessanilizar tem um custo de 0,60€/m3 à saída da fábrica (ver) que é 20 vezes o custo de tirar água de Alqueva.


A agricultura não é rentável com água a 0,60€/m3.

Para produzir milho são precisos 7000 m3 que terão um custo de 4200€ mais o custo da distribuição da água. E o milho vale para produzir 3000€.

Nem estufas dá.

Dá para beber porque as pessoas não olham ao custo. basta ver que há pessoas que bebem água que vem de Vergèze, no sul da França (as garrafinhas de perrier).

 


A agricultura tem que se mudar para onde há água.

A agricultura tem que se adaptar ao clima, ao terreno e á disponibilidade de água.

É errado produzir bananas em Portugal e maçãs no Brasil.

É errado transportar água ou dessalinizar água do mar para fazer agricultura no deserto.

Em Odemira existe água disponível para 10 mil ha, existem terrenos, o clima é bom, usa-se o que há.

segunda-feira, 24 de maio de 2021

A alegada exploração dos imigrantes de Odemira, von Mises e Coase.

Na comunicação social, os esquerdistas falam muito da exploração dos imigrantes.

Falam mas não apresentam testemunhos, em dezenas de milhar de imigrantes que trabalham na agricultura um pouco por todo o país, apresentam um ou 2 casos de pessoas exploradas, melhor dizendo, burlados pois trabalharam e não receberam o que tinha sido previamente contratado.

Mesmo essa pessoa teria ficado feliz se o contrato tivesse sido cumprido em todas as suas alíneas.

Então, há aqui algo que não bate certo. Como é que esses milhares de explorados não se queixam?

É que o julgamento apenas pode ser feito pelas partes do negócio.


Diz von Misses que o julgamento dos esquerdistas é errado porque não conhecem as preferências dos intervenientes.

Vejamos então a tese de von Mises (1920) na sua obra Economic Calculation in the Socialist Commonwealth.

1 = As pessoas são diferentes umas das outras, não interessando saber se a diferença resulta da genética, da influência dos pais ou das interacções sociais. Apenas interessa saber que o que nós gostamos é diferente do que as outras pessoas gostam e que essa diferença é desconhecida pelas outras pessoas.

Umas pessoas gostam que a roupa cheire a alecrim e outros gostam que cheire a alfazema; umas gostam de maças e outras de pêras; umas gostam de trabalhos físicos e outras de trabalhos intelectuais; umas pessoas gostam do Benfica e outras do Sporting; umas pessoas são altas, outras são baixas; umas pessoas são novas e outras são velhas.


2 = Numa transacção, C não consegue avaliar o ganho de cada interveniente. Quando acontece uma transacção ou um contrato entre as pessoas A e B, a pessoa C externa a esta transacção não consegue avaliar o ganho de cada pessoa porque não conhece a especificidade de cada pessoa, não conhece os seus gostos e preferências.

Se A trocou com B 3 kg de pêras por 1 kg de maçãs, o C, não sabendo os gostos de A e de B, nada pode dizer sobre quem ganhou mais com a transacção.

Se o agricultor A paga 2,5€/h ao imigrante B para apanhar frutos, o esquerdista C não pode dizer que A explora o B porque não sabe o que pensa o B.

 

O agricultor lucra com o imigrante mas o contrário também acontece.

Eu tentava todos os anos que os meus alunos de Seminário fizessem um estudo sobre a imigração.

Pergunta 1 = Porque razão um nepalês a apanhar framboesas no Nepal tem um salário de 0,50€/hora?

A resposta é sempre que "Motivado pela sua baixa escolaridade, porque tem falta de conhecimentos, tem produtividade pequena."

Pergunta 2 = Porque razão um nepalês a apanhar framboesas em Portugal tem um salário de 5,00€/hora?

A escolaridade e conhecimentos do nepalês mantêm-se os mesmos!

Pergunta 3 = Porque razão o nepalês não produz frutos no Nepal e exporta para o Norte da Europa (mercados para os quais Portugal exporta as framboesas)?

 

O nepalês a explorar o agricultor português.

Se um agricultor paga 0,50€/hora ao nepalês a trabalhar no Nepal e tem que pagar 5,00€/hora quando este trabalha em Portugal, apenas podemos concluir que o nepalês está a explorar o português!

 

Vamos agora a Coase.

Se von Mises garante que uma transacção entre A e B é sempre benéfico para ambas as partes mesmo que C não o ache, Coase vem falar das situações em que a transacção se "externaliza".

Vamos supor que A e B lucram com a transacção mas que C sofre um prejuízo indirecto.

Neste caso, Coase prova que, em vez da proibição, é sempre possível desenhar um contrato entre A, B e C em que todos passam a ter benefício.


Vamos um exemplo.

Quando os turistas visitam a cidade de Lisboa, é bom para os turistas (senão, não viriam) e é bom para os donos dos restaurantes, hotéis, museus, táxis. No entanto, é mau para a maioria das pessoas por causa do barulho, da ocupação do espaço público e do lixo produzido.

Uma solução seria a maioria proibir o turismo mas foi possível fazer um contrato.

Cada turista paga 2,00€ por dia à Câmara Municipal e os utiliza a favor da maioria, mais do que compensando o dano do turismo.

Este pagamento vai diminuir o ganho do turista mas que, mesmo assim, se mantém superior a zero (que seria o ganho em caso de proibição) e o ganho dos operadores turísticos (por diminui ligeiramente a despesa dos turistas) mas recompensa os prejuízos causados à maioria (que fica com um ganho maior do que zero).


Poderia apresentar milhões de exemplos.

Expropria-se um terreno para uma estrada. Isso causa prejuízo ao proprietário e ganho à maioria da população. Então, paga-se um valor que anule o prejuízo do proprietário (reduzindo o ganho da população)


A imigração deve ser livre mas responder aos prejudicados.

Vamos supor que o agricultor ganha 9€/hora com os imigrantes e que o imigrante perde 1€/hora (que seria o que ganharia no Nepal, acrescido do custo psicológico de estar longe de casa).

Para haver uma divisão "justa" do ganho será o agricultor pagar 5€/hora. Neste caso, o ganho do agricultor será de 9-5 = 4€/h e o ganho do imigrante será 5-1 = 4€/h.


Os imigrantes prejudicam os munícipes.

Os prejudicados são as pessoas que vivem nos concelhos onde estão as estufas e que não lucram comercialmente com a estadia dos imigrantes, isto é, não arrendam quartos nem vendem coisas aos imigrantes.

Uma forma de compensar estas pessoas é os imigrantes pagarem à autarquia (que a canalizará para as populações) uma taxa semelhante à Taxa Turística cobrada um pouco por todo o país.

O valor que proponho para a taxa é de 2,55€/dia!

Este valor é exactamente os 10% de TSU pago por quem recebe o Salário Mínimo Nacional.

Taxa = SMN *14 * 10% / 365


O "perigo de islamização"

O deputado André Ventura levantou no parlamento a questão da islamização. Este prejuízo é psicológico mas pode ser compensado.

Uma forma será preferir os indianos que são cristãos, cerca de 30 milhões.

Outra forma é de compensar este "prejuízo" é os imigrantes serem "não residentes" com uma "autorização de prestação de serviços agrícolas" limitada a um máximo de 10 anos.

Também poderia haver uma taxa, equiparada à Jizia cobrada aos cristão nos países muçulmanos,  para ajudar as comunidades cristãs perseguidas.

E no Nepal são Hindus.


Em vez de levantar muros, deixar o mercado funcionar.

Existem milhões de pessoas que querem vir trabalhar para a nossa agricultura recebendo 2,50€/hora.

Para evitar que esses milhões venham por ai, levantam-se muros em volta da União Europeia de que Ceuta é um pequeno exemplo.

Se o salário dos imigrantes diminuísse para 2,50€/hora, menos pessoas quereriam vir, diminuindo a necessidade de muros.

Por outro lado, a nossa agricultura ficaria mais competitiva, dando lucro aos portugueses e aumentando a contratação de imigrantes.

É assim que funciona a economia de mercado (que os esquerdistas chamam capitalismo neo-liberal) a a caminho do equilíbrio, onde não é preciso haver proibições nem muros.


Fig.1 - E deixar vir as mulheres que, no Nepal, trabalham sol a sol para ganhar menos de 5€. E com mulheres, as casas dos imigrantes não estariam tão porcas.



sexta-feira, 21 de maio de 2021

Comboios a passar - O Estado só mete dinheiro nas tecnologias do passado

O nosso estado esquerdista investe em tecnologias dos séculos passados.

No passado os esquerdistas eram tidos como progressistas, virados para o futuro mas, agora, são o passado, abraçados ao "respeito da Constituição" e à "reposição dos direitos perdidos".

Mas voltar para trás é condenar-nos ao marasmo.

Para vermos como estamos atolados num pântano ideológico de esquerda que não nos deixa avançar, vou comparar o nosso PIB per capita com o dos países da Zona Euro.

Em 1960, estávamos com 40% da média que aumentou para 56% em 1973. Depois, com excepção dos 10 anos do Cavaquismo, 1986-1995, foi o tempo dos direitos, o tempo do empata (ver Fig.1).

Fig.1 - PIB per capita português em comparação com o dos actuais países da Zona Euro (dados do Banco Mundial, cálculos, extrapolações e grafismo do autor).
 

Se retirarmos os 10 anos do Cavaquismo, 1986-1995, onde a convergência foi de 8 pontos percentuais,  tempos dos governos esquerdistas (com pequena interrupção em tempos em que foi preciso fazer face à bancarrota) foram 36 anos de queda do nosso nível de vida relativo (ver Fig.2). 

Nesses 36 anos, cada ano, o nosso PIBpc cresceu menos 0,6% pontos percentuais do que a média da Zona Euro e continuamos todos contentes e felizes, com os esquerdistas a repor direitos do passado.

Fig.2 - PIB per capita português em comparação com o da Zona Euro excluindo os anos do Cavaquismo, escalados a 0% em 1960 (dados do Banco Mundial, cálculos e grafismo do autor)

 

Os milhões afundados na TAP.

A TAP enquanto "companhia de bandeira" é um projecto do passado, dos anos 1950, no processo de reconstrução do pós-guerra, quando o Salazar estava na pujança. Insistir num modelo de companhia morto há décadas apenas serve para afundar dinheiros dos contribuintes e evitar que modelos de companhias mais eficientes possa vingar.

E que solução para a TAP?

Os esquerdistas têm a ideia de meter lá mais e mais milhões porque "a TAP é estratégica" (seja lá isso o que for).

O CHEGA tem a ideia de que o Estado tem que pagar a dívida da TAP porque a empresa é publica, o Estado é uma "pessoa de bem" e a dívida está garantida e, depois, privatizar.

A IL acha que não se deve pagar nada e, fechar a porta.

Na ideia de que o Estado tem que pagar a dívida garantida, ainda assim, existem 3 possibilidades para "nos livrarmos" desse monstro sugador de dinheiros dos contribuintes (do mais radical para o menos radical).

Solução 1 - Liquidação.

O Estado paga as dívidas, vende os aviões e demais activos, despede os empregados e fecha a porta.

Solução 2 - Privatização.

O Estado paga as dívidas e, depois, vende a TAP como um todo (vende os aviões e demais activos em conjunto com os empregados) a um privado.

Na versão esquerdista, o Estado paga parte das dívidas, o suficiente para o valor da TAP ficar a zero, e entrega a empresa aos empregados a preço zero.

Solução 3 - Empresa pública mas sem prejuízos.

O Estado paga parte das dívidas, o suficiente para o valor da TAP ficar a zero, e a TAP continua pública mas tem que viver com o que conseguir facturar. Se tiver prejuízos, é o seu activo que tem que responder, reestruturar-se, desenrascar-se, fazer o melhor que puder.

Caso haja necessidade de que seja prestado algum "serviço estratégico" (por exemplo, trazer turistas que de outra maneira não viriam), abre-se um concurso e paga-se à TAP se fizer um preço menor que a concorrência.

Se a TAP não consiga, meu amigo, falir com perda para os credores posteriores à intervenção.

 

Os milhões afundados nos comboios.

Se a TAP se justifica em 1950, os comboios justificam-se em 1850, quando a alternativa era o carro puxado a bois ou a cavalos.

Se em 1850 um carro puxado por bois transportava 600kg de carga a uma velocidade média de 5km/h, os dias de são muito diferentes, com camiões a transportar 100 toneladas a 60km/h.

Sim, os camiões na Europa apenas não transportam 100 toneladas ou mais porque é proibido haver camiões multi-atrelado. Na Austrália os camiões multi-articulados podem andar em estradas públicas com 53,4 metros o que dá 4 semi-reboques de 12 metros.

Fig.3 - Camião com 100 toneladas de capacidade de carga - Austrália

 

A única vantagem do comboio é as perdas na roda serem menores.

Um camião tem perdas na roda de 0,9% do peso total enquanto que o comboio, por ser aço contra aço, tem perdas de 0,2%. Isto traduz que, para transportar 30 km de carga a 54km/h, o camião perde na roda 55 Cavalos enquanto que o comboio perde apenas 12 cavalos.

Mas o peso da carruagem do comboio, que é peso, é muitas vezes o peso morto do camião pelo que a diferença não é tão grande, reduz-se ao dobro, isto é a poupança é de apenas 27 cavalos.

E 27 cavalos é uma muito pequena parte dos custos do transporte (serão 0,10€/km de diferença, 0,004€/km por tonelada).

E o comboio tem muitos inconveniente

Como todos sabemos, não podem subir nem descer declives e obrigam a uma linha dedicada (não podem ir até ao local de origem nem ao local de destino).

 

Mas agora, quero falar do Futuro.

Um futuro em que possamos viver melhor passa pela liberdade.

Quem manda tem sempre a tendência a ver o mundo pelos seus olhos e a proibir que os outros o vejam como bem entenderem. Exemplo disso é uma deputada qualquer querer criminalizar as pessoas que pratiquem actos sexuais com outra pessoa e que lhes pague.

Não, não é o Cardeal Patriarca nem O André ventura. É uma deputada que já foi do esquerdista PAN.

Mas que crime é esse? Onde está a vítima? Daqui a nada, proíbem o dar esmolas (como proíbem dar milho às pombas).

 

Quero falar dos navios robô.

Voltando ao Futuro.

Todos sabemos que o futuro é a Inteligência Artificial e os veículos sem condutor, em particular os navios de carga.

No transporte marítimo de mercadorias, os navios grandes têm custos menores mas apenas podem andar em águas profundas o que impossibilita que entrem em rios e os portos são infra-estruturas muito caras pois, junto à costa, a regra é que o mar seja pouco profundo.

Outra grande desvantagem dos navios grandes são os transbordos. Por exemplo, mandar um contentor de  móveis de Passos de Ferreira, para Macassar (que fica na Indonésia, a 22 mil km, na fronteira com Timor), obriga a uma economicamente proibitiva imensidão de mudanças de navio.

Bem sei que nunca ouviram falar de Macassar mas tem 1,5 milhões de habitantes.

No entretanto, há quem esteja a investigar navios pequenos que podem ir "porta a porta". Partir directamente de Melres, na margem do Douro e atracar, passado alguns dias, no cais de Macassar.

Fazer 22 mil km, a uma velocidade de 10km/h, dá que "alguns dias" são 92 dias de viagem para cada lado, comparável com viajar ao dobro da velocidade mas ter que fazer incontáveis transbordos.

É que há países a investir nos pequenos navios de carga sem tripulação e nós nada, no famoso PRR não há  uma só palavra que o refira. Talvez por serem coisas pequenas e quem manda quer fazer coisas grandes, como fizeram os faraós.

 

Começou a primeira travessia do Atlântico por um USV - um robô-flutuante.

O Mayflower Autonomous Ship começou há dias a travessia do Oceano Atlantico entre o UK e os USA.  

É uma viagem pioneira porque o Mayflower Autonomous Ship é um robô, Uncrewed Surface Vessel - USV.

Esta viagem é muito importante porque vem questionar o uso de grandes navios / grandes portos no transporte  de mercadorias.

Fig.4 - Mayflower USV pode ser o primeiro de muitos milhões e nós a ver os comboios a passar

terça-feira, 18 de maio de 2021

Quantos mais direitos dermos aos imigrantes, mais alto tem que ser o muro

Nós vivemos num mundo esquerdista hipócrita.

Os esquerdistas dizem quer defender os direitos laborais, de habitação, etc. dos imigrantes em Odemira e um pouco por todo o lado, contra a exploração, marchar, marchar.

Mas ao darem-se direitos aos imigrantes, estamos a criar incentivos para que mais e mais queiram vir para cá.

Mas como os esquerdistas não os querem cá, quantos mais direitos dão aos imigrantes, mais alto tem que ser o muro na fronteira.

 

Na Espanha o governo é esquerdista, não é do CHEGA.

E o que é que vemos na fronteira entre Espanha e Marrocos?

Arame farpado com mais de 10 metros de altura e o exército a caçar pessoas e a devolvê-las a Marrocos, sem qualquer direito.

Não dizem os esquerdistas que os imigrantes são precisos na Europa?

Não dizem os esquerdistas que devemos receber os imigrantes de braços abertos?

Então, porque não os deixam vir até nós?

Porque não os deixam trabalhar se eles querem trabalhar e nós precisamos de trabalhadores?

 

Lembram-se das crianças do Trump?

Se devolvem os adultos e deixam ficar os menores de 18 anos, cada vez mais teremos menores.

Recordo que o avô materno da minha mãe foi para o Brasil, sozinho, acabado de fazer 13 anos. Dizia a minha mãe "Como se fosse um cão que se abandona, com o fatinho da comunhão solene no corpo e pouco mais e, mesmo assim, teve que desistir da herança para lhe comprarem o bilhete de barco."

Este muro não é em Israel nem mandado fazer pelo Trump, é a fronteira da União Europeia.


 


sábado, 15 de maio de 2021

Hoje vou defender o Eduardo Cabrita!!!!!!!

O Ministro Cabrita está sob ataque da Direita.

Sabem que não gosto nada do António Costa nem dos seus ministro ou secretários de estado. 

Desgosto tanto do Costa como desgosto do Varandas.

Além disso, sou direitista dos quatro custados, contrariamente ao Cabrita que é um truculento esquerdista.

Mas vou ter que teclar com os dedos para o defender pois o homem não tem culpa de nada do que é acusado.

Dizem que o Coelho fez bem em se demitir quando caiu a ponto mas o objectivo foi ir para um tacho, ganhar milhões, numa empresa cheia de concursos e obras públicas! 

Como disse o Daniel Bessa, o bom é ser ex-ministro. E, pensou o Coelho, quanto mais rapidamente, melhor.


1 = O Cabrita teve o problema das golas inflamáveis.

As golas anti-fumo eram inflamáveis. Claro que, disse o ministro, que eram apenas para parar o fumo mas, de facto, não paravam o fumo e, em caso de exposição directa à chama, causariam queimaduras terríveis.

Digamos que eram como aquelas coisas que se dão nas campanhas eleitorais, merchandising dos partidos, sem qualquer utilidade prática e que custaram 126 mil €, 1,80€ cada uma.

Além de não servirem para nada, dizem que o preço foi muito elevado, que talvez se conseguissem por 0,70€ cada, portanto, um prejuízo de 77 mil €. E como 15 mil € voltaram aos cofres do Estado na forma de IVA, o prejuízo foi de apenas 62 mil €.

E o que é que são 62 mil € quando a TAP nos vai pregar um calote de 4000 milhões € e ninguém pede a demissão da TAP?

Já ouviram o Rio a falar da TAP? Do escândalo que é meter 4000 milhões de euros numa empresa cujas dívidas totais são 2500 milhões €? Para onde é que vão os 1500 milhões?

E o comboinho entre a Guarda e a Covilha, quanto é que vai custar ao contribuinte por mês? Muito mais de 62 mil € TODOS OS MÊS.

E ouviram alguém pedir a demissão do comboinho?

E qual é a culpa do Cabrita?

Nenhuma.

 

2 = O Cabrita teve um problema com a morte do Lhor.

Os polícias derreteram o ucraniano de porrada.

Claro que não foi o primeiro que apanhou forte e feito mas o Lhor morreu. Se algum segurança fosse mais pro-activo, se já tivesse sido bombeiro, ia socorrer o homem assim que os facínoras abandonaram a sala de tortura e não teria acontecido a morte.

Não devemos ter medo de fazer o que achamos bem, mesmo que os nossos chefes digam para não o fazermos.

Qual é a culpa do Cabrita?

Nenhuma.

 

Vou-vos contar uma história.

Quando comecei a minha "carreira" de professor, foi em 1989 na FEUP. Nessa altura dava Prospecção Mineira e Introdução à Computação.

O regente era muito mau, queria que eu chumbasse toda a gente mas eu torpedava-o o mais que podia. Ele queria que eu chumbasse para ficar mal visto, para poder dizer "Ele ensina tão mal que os alunos chumbam todos."

Mas vamos ao que interessa. Em IC tinha dois alunos que eram namorados e que, contra a ideia do regente, como ele não estava presente, deixei que fizessem o exame juntinhos.

Quando fui ver os resultados, a rapariga tinha feito mais, dei-lhe 11 valores, mas o rapaz tinha um 8. Pensei eu "o moço podia ter copiado e não copiei pelo que tenho que o passar." Eu próprio, corrigi algumas parte e dei-lhe o 10.

Passados dias, o regente pediu-me as provas "para confirmar." dias depois veio-me dizer "Eu penso que o fulano deveria ter 11 valores."

Mas eu sabia que ele não tinha feito o bocadinho que o regente valorizou, fui eu, pelo que me mantive "Um 11 já me parece um bocadinho puxado pelo que ele fez nas aulas." 

De qualquer forma, acabei por ser despedido porque aquilo era um covil de comunistas.

Foi a minha sorte porque arranjei um emprego onde, porque os meus chefes gostarem muito de mim, só pode, obrigam-me a fazer pouco ou nada.

Digamos que é a recompensa divina por ter tratado da minha mãe até ao dia da sua morte, sem nunca ter dito uma palavra áspera, mesmo quando gritava toda a noite ou tinha que lhe dar banho de urgência por causa de uma emergência.


3 = O Cabrita teve um problema em Odemira.

Um político de direita tem que defender a iniciativa privada. Dando liberdade à iniciativa privada, as pessoas vão arranjar formas de produzir riqueza de forma inimagináveis para o decisor público ou o comentador televisivo que trabalham confortavelmente num gabinete com ar condicionado.

Em Odemira foi dada liberdade e apareceram as estufas. Da comunicação social parece que Odemira está coberta por estufas mas não é verdade. 

O concelho de Odemira tem  172 mil hectares dos quais 8,9% estão no Perímetro de Rega do Mira.  Como estão menos de 30% ocupados por estufa, estamos a falar de 3% da área do concelho. Isto pode ser confirmado facilmente com o Google Earth.

Se num ano médio um hectare de milho não cria emprego e gasta 7 mil m3 de água para produzir 14 mil kg com uma margem de 150€ (um custo de 2300€ para uma receita de 2450€), porque não usar essa água e esse terreno para criar dois empregos pagos a 5€/hora, mesmo que do Nepal, e criar 10 mil kg de amora que traduzem um valor 30000€ de receita? Com a mesma água e o mesmo terreno, importamos 2450€ de milho e exportamos 30000€ de amoras. Penso que só ficamos a ganhar.

E qual é a culpa do Cabrita?

Nenhuma.

 

A culpa não é do Cabrita.

A culpa é da autarquia de Odemira que não deixa construir fora do perímetro urbano. apesar de haver no concelho milhares e milhares de hectares de terra sem nada, nem sequer valia agrícola nem florestal, a Câmara não deixa que construam alojamentos para os trabalhadores, a grande maioria estrangeiros pobres.

A direita não pode, se é direita, em circunstância alguma defender a autarquia (que proíbe) e o Cabrita que quer liberalizar.

 

Escolham.

Ou são de direita, defendem a liberdade económica, a livre iniciativa privada e a criação de riqueza pelos privados ou são de esquerda.

É que só ouço os indianos a dizer, "Deixem-me trabalhar" (Cavaco Silva, 1993).


Até sou lindinho, quando faço bem a barba... E a minha filhota sai a mim, lindinha. Comemos é um bocadinho de mais.


4 = O Cabrita teve um problema da comemoração do campeonato do Sporting.

Milhares de pessoas juntaram-se em Lisboa para comemorar a vitória no campeonato por parte do Sporting.

Talvez isso leve ao aumento dos casos de Covid-19, talvez, mas nada podia ser feito.

Podiam fazer o quê, matar a tiro as pessoas? Bombardear as áreas com gás lacrimogéneo para as pessoas tirarem as máscaras e tossirem à força toda?

Um político de direita tem que defender a liberdade e, cada um que aguente com as consequências.

O errado é manter as coisas erradas quando as pessoas de risco já estão vacinadas.

E mesmo que fosse gravíssimo o ter havido a comemoração. Como é que podem dizer que a culpa é do Cabrita?

É tanto do cabrita como minha, nada.


Resumindo e concluindo.

O Cabrita não presta. 

O Costa não presta.

O Galamba não presta.

O Pedro Nuno não presta.

Ninguém do governo presta mas isso não faz o Cabrita culpado dessas 4 coisas. Faz o melhor que pode e quem a faz o melhor que pode, melhor não se lhe pode exigir.

O Rio também não presta.


sexta-feira, 14 de maio de 2021

O carro eléctrico fica 240% mais caro que o carro a gasolina

Tal como as ideias esquerdistas, na comunicação social querem dizer que os carros eléctricos são mais baratos que os a gasolina, o que é falso porque não contabilizam a bateria nem o ISP.

O primeiro erro é comparar a gasolina com imposto com a electricidade sem imposto. Bem sei que argumentam que "para o consumidor, o que interessa é o que paga" mas é falso porque, se não pagarmos imposto no combustível, vamos ter que o pagar noutro sítio qualquer.

O segundo erro é que consideram que a bateria dura tanto tempo como o motor a gasolina, que dura para sempre, o que é totalmente falso.

Vou então às contas verdadeiras.


O custo e a duração da bateria.

Tenho um irmão que trabalha na Toyota e, há uns meses, perguntou-me a forma de calcular um preço mensal de uma garantia de 8 anos para a bateria do autocarro eléctrico.

A ideia é que o autocarro tenha pouca autonomia, uma bateria do tamanho da de um autocarro, com uma autonomia de 80 km (em média, um autocarro urbano faz 15km/h). Depois, a bateria carrega  durante a noite (para fazer a hora de ponta da manhã) e entre as 10h e as 17h (para fazer a hora de ponta do fim da tarde), todos os dias.

Claro que eu respondi: A BATERIA NÃO DURA NEM UM ANO.

- Não pode ser, o fabricante diz que dura 8 anos e que se pode carregar 6000 vezes.

- É MENTIRA. ELES QUE MOSTREM OS DADOS DOS ENSAIOS.

- Eles dizem que é segredo profissional.

-ENTÃO, ELES QUE DÊEM A GARANTIA DAS 6000 CARGAS.

- Não dão.

- AI ESTÁ A PROVA DE QUE ELES MENTEM.

 

Quanto durará a bateria de um carro eléctrico?

Os fabricantes prometem grande duração, pelo menos 1200 cargas, mas, pegando nas garantias, é fácil de calcular que a promessa é enganosa. Peguei em 3 modelos da Tesla e a garantia cobre apenas 400 cargas!!!!!!

Basta dividir a garantia pela autonomia:

Modelo Autonomia Garantia (70%) Cargas
3 Standard Range 423 160000 378
3 Long Range 504 192000 381
X 576 240000 417
Média     392

Afinal, ainda é pior do que eu pensava!

A carregar a bateria do autocarro eléctrico duas vezes por dia, a garantia vai-se esgotar em menos de 4 meses.

 

Quanto custa substituir a bateria por 100km?

Para um Tesla 3, alegadamente a mais barata e eficiente bateria do mercado, o preço da substituição anda à volta dos 16 mil €.

Se dividirmos os 16 000 € pelos 160000 km (quando a capacidade está em 70%), o custo da bateria fica em 10€/100km.

É discutível se a bateria se mantém estável a partir de 70%. Basta ver os telemóveis que a bateria perde rapidamente a capacidade de carga. Mas vamos supor que a bateria se mantém, se aceitarmos uma redução da autonomia para metade, o preço da bateria fica em 6€/100 km.

 

O carro eléctrico tem um custo sem impostos que é 240% mais elevado que o carro a gasolina.

Se a electricidade for 15kwh/100km; se, sem IVA nem ISP, custar 0,16€/kwh e se o rendimento for de 85%, temos um custo em electricidade de 2,8€/100km. 

O custo total da electricidade sem impostos é de 12,8€/100kmh.

Nos postos de carregamentos, a electricidade tem um preço de 0,325€/kwh, sem IVA pelo que fica um custo total de 15,7€/100km. Se consideremos a tarifa nocturna de 0,08€/kwh, o preço total fica em 11,4€/100km.

O preço da gasolina antes de impostos é de 0,633€/litro. Um veículo a gasolina que gasta 6litros/100 km terá um custo de 3,8€/100 km. O custo do depósito é praticamente zero.

O custo total da gasolina sem impostos é de 3,8€/100kmh.

Concluindo, o carro eléctrico tem um custo sem impostos que é 240% mais elevado que o carro a gasolina.

 

Para os carros eléctricos ficarem competitivos em termos de custo!

A bateria tem que ficar muito mais barata e durar muitas mais cargas.

"Basta" que as cargas aumentem das 400 efectivas para as 1200 anunciadas.


E se isso nunca acontecer?

Não sei se isso vai acontecer mas eu sou pessimista por natureza.

O meu pessimismo vem de a velhinha bateria de chumbo, nada sofisticada, aguentar 200 cargas.

Tantos anos e milhares de milhões em investigação para uma duplicação na duração e ainda é preciso multiplicar por 3!

 

Não sei.

E é difícil diminuir o custo de produção das baterias porque o preço das matérias primas tende a aumentar com o aumento da procura.

Parece água no deserto mas é uma miragem!!


 

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Será razoável colocar paineis solares na albufeira do Alqueva?

Parece boa ideia colocar nas albufeiras barcaças com painéis solares.

A ideia não é má de todo mas é preciso comparar os custos.

A vantagem das barcaças é não ocuparem terreno mas têm um custo superior (de instalação e a manutenção) além de terem que ficar quase na horizontal o que se traduz por uma eficiência diminuída (uma média de 5,5kwh/dia por kw nominal).

A instalação dos painéis solar em terra firme utiliza terrenos mas os custos são menores e têm maior rendimento (uma média de 9,0 kwh/dia por kw nominal).

Para uma produção média diária de 10000 MWh (já vou explicar este valor), na albufeira será precisa uma potência nominal de 1800 MW e ocupar 130 km2 que é cerca de metade da área máxima da albufeira (que corresponde à totalidade da área de verão). Em terreno firme será precisa uma potência nominal de 1100 MW e ocupar cerca de 200 km2 que são 20 mil ha (apenas serão ocupados 60km2 pelos painéis e 70% ficará espaço livre entre os painéis).

No caso de Alqueva, os terrenos circundantes à barragem são praticamente estéreis e existem estudos que mostram que a instalação dos painéis solares é compatíveis com a pastorícia de ovinos com vantagem porque a sombra protege os animais.

Fig. 1  - Uma ideia do que são 200 km2 nas vizinhanças de Alqueva, ocupados a 30% com painéis solares.


A EDP anunciou a instalação de 4MW nominais na barragem.

Dizem eles que vão ocupar 40 mil m2 e investir 4 milhões € (ver).

É um investimento de 1000€/kw nominal o que é pelo menos o dobro do investimento necessário em terra firme, mesmo contando com a renda do terreno.

Pelos vistos, custa mais do dobro fazer a barcaça do que pousar os painéis em terra firme.

Dá que pensar que se está a deitar fora dinheiro dos contribuintes em algo que parece barato mas que não é.


O porquê dos 10 000 MWh diários.

A barragem do Alqueva (à cota máxima de 152m) tem, mais abaixo, a barragem de Pedrógão (à cota máxima de 84,8 m) que armazena água que pode ser bombada para cima quando há excesso de energia na rede e turbinada para baixo quando há falta de electricidade na rede.

A capacidade do sistema de armazenamento do sistema é de exactamente 10000MWh.

Então, a energia solar produzida durante o dia (potencialmente a 0,012€/kwh) pode ser integralmente utilizada a bombar água de Pedrogão para Alqueva e  produzir electricidade durante as horas em que não há luz solar.

Actualmente, a capacidade máxima de produção de Alqueva é de 520 MW, pode funcionar à potência máxima durante 16 horas por dia.

O sistema solar-Alqueva-Pedrogão será capaz de fornecer 10% de toda a energia eléctrica consumida durante a noite.

 

A curto-prazo vamos ter excesso de capacidade.

Na Austrália já estão com excesso de capacidade de energia eléctrica produzida com origem solar (ver). E hoje, entre as 6h e as 9h tivemos mais produção em renováveis (que se usa ou se destrói, sendo paga na mesma porque está garantido!) do que consumo.

 

Fig. 2 - Produção com fonte renovável e consumo de electricidade, 12/05/2021 (fonte: REN)


Devíamos usar o dinheiro da bazuca para ligar a nossa rede eléctrica ao Norte da Europa (que não tem produção solar) mas somos governados por mentecaptos que só querem ver comboios a passar e ilusões à volta do hidrogénio.

Somos mesmo governados por mentecaptos em que os maiores dois são o Pedro Nuno Santos e o João Galamba. Mais valia meterem duas mulheres nisso que sempre têm mais senso prático.

Fig.3  - Nem para arrumadores de comboios servem.

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Medicina na Universidade Católica por 100 mil €

A Universidade Católica vai avançar com o curso de Medicina.

Este curso, inicialmente com 50 alunos, vai implicar ao aluno o pagamento (se nunca reprovar) de 60 prestações de 1650€ mais matrícula, inscrições e umas coisita. Somando tudo, dará um total um bocadinho acima dos 100 mil€.

Claro que é muito dinheiro mas temos que ver esta verba amortizada ao longo da "vida útil do curso".

Se pensarmos que o aluno sai do curso acabadinho de fazer 25 anos e que trabalha até aos 67 anos (um total de 42 anos), para uma taxa de juro acima da inflação de 1%/ano, estamos a falar em 221€/mês, 14 meses por ano.

Será que um médico vai conseguir um ordenado superior em 221€/mês relativamente ao mesma pessoa com o 12 ano?

Tenho a certeza que sim.

 

Se fossemos governados por pessoas inteligêntes e que procuram o melhor para os portugueses!

O Estado iria desenhar um sistema de financiamento deste curso que permitisse, a prazo, alterar substancialmente o modelo de financiamento do ensino superior, aumentando a qualidade e a eficiência.

Vamos ver como isso poderia ser feito.

1 = O Estado criava "Certificados de Aforro Inversos".

A taxa de juro dos certificados de aforro está em 0,463%/ano. Se uma pessoa depositar lá 1000 euros, vai receber 4,63€/ano de juros.

O Estado criava o inverso dos actuais certificados de aforro em que o aluno "deposita dívida" e "levanta prestações".

Explicando melhor, o Estado empresta ao estudante exactamente nas mesmas condições em que recebe o dinheiro emprestado dos aforrados. 

2 = O Estado cobra a dívida no rendimento do licenciado.

Depois, ao longo da vida útil e da mesma forma que descontamos 11% de TSU para a pensão de reforma, uma percentagem do rendimento da pessoa vai directamente para a amortização da dívida (por exemplo, 10% do rendimento acima do SMN). Esta amortização será um abatimento ao rendimento colectável.

Qual a vantagem para as pessoas e para o Estado?

Primeiro, as pessoas podem escolher o seu curso sem estarem obrigados aos números clausus das universidade públicas. Se as propinas traduzem o custo de "produção" (mais um lucro), havendo mais alunos, haverá incentivos para que o número de vagas aumente.

Segundo, passa a haver um contrato entre o aluno e o Estado no qual o aluno se propõe esforçar no sentido de recompensar os contribuintes, muitos que nunca frequentaram a universidade, pelo esforço despendido.

Terceiro, as universidades públicas, em concorrência no mercado, ficarão obrigadas a procurar a eficiência em termos de binómio custo/qualidade.

 

E se o aluno fracassar e não puder pagar?

Aqui podemos implementar 2 sistemas, um "sem custos para o Estado" e outro com "custo para o estado".

No caso do sistema "sem custos para o Estado", os certificados de aforro inversos vão um spread para cobrir o risco, por exemplo, 0,5 pontos percentuais acima do que o Estado paga para "perdoar" aos alunos que não têm sucesso (que só se avaliará quando morrerem).

No sistema "com custos para o Estado", que é o sistema actual para todos os alunos de todas as universidades e politécnicos públicos, o Estado assume as perdas de quem não conseguir pagar.


Lentamente...

Governantes inteligentes usariam este exemplo para, lentamente, retirar o financiamento do ensino superior do Orçamento do Estado e mete-lo num sistema anexo semelhante a uma empresa pública (em que apenas são contabilizadas as garantias e os prejuízos).


Já agora, quanto vai custar aos contribuintes, mensalmente, o comboio da Covilhã até à Guarda?

O problema é que não temos oposição.

Os políticos estão entretidos com pequenos problemas introduzidos pela comunicação social populistas (ao julgamento do Sócrates seguiram-se os imigrantes em Odemira, e outras coisas virão, sem qualquer importância) e ninguém pergunta, "ouça lá homem, quanto é que esta brincadeira com os comboios vai custar, todos os meses, ao contribuinte?

Ninguém faz esta pergunta, o homem pode continuar a brincar aos comboios.

O comboio, ida e volta, vai ter um preço de 9,00€ para o passageiro (e não se sabe quanto para os contribuintes), sujeito a horários (haverá 6 por dia). De carro, no meu carro terá um custo de 15€ onde se incluem 5,30€ para as portagens na ex.SCUT A23 (que diminuem o pagamento do Estado pois o transito é pouco) e 3€ imposto sobre o combustível (que são impostos).

Se abatermos os "impostos" e pensarmos que vamos 2 pessoas (ocupação de 50%), o meu carro fica por um terço do que custa o comboio, SEM CUSTOS PARA O CONTRIBUINTE.

É que nem os ditos liberais fazem esta questão!

 

O que deveria dizer o CHEGA sobre Odemira!!

Se estão a trabalhar, se eles não se queixam, deixem-nos trabalhar, quanto mais melhor. 

Se estão a viver se subsídios, arranjem-lhes trabalho. Se não quiserem trabalhar, mandem-nos de volta para a origem.


Já agora, as vacinas.

Como os esquerdistas gostam tanto de roubar propriedade intelectual (as patentes das vacinas), porque é que a União Europeia não descobriu nenhuma vacina contra o Covid-19?

Porque é que o Pedro Nuno Santos, esquerdista tão defensor das empresas públicas, porque não meteu a TAP ou a CP, financiadas pela CGD, a desenvolver vacinas?

Dá que pensar.

Estamos mesmo entregue aos bichos.






quarta-feira, 5 de maio de 2021

Odemira - Serão prestador de serviços ou empregados? Em Portugal ou no Nepal?

Neste poste vou apresentar alguns exemplos da complexidade das relações de trabalho.

Os esquerdistas apenas conseguem ver a economia dividida em Trabalhadores + Estado + Empresas.

Os Trabalhadores são escravos e geram riqueza com as suas mãos que as Empresas sugam, pagando salários de miséria.

A única forma de termos uma sociedade justa é o Estado ser dono de todas as Empresas (em que são os Trabalhadores que pagam os prejuízos das empresas públicas :-).

Mas as relações de trabalho são muito mais complexas dessa visão marxista-leninista. Já, na sua origem, a visão de Marx sobre a economia estava errada e muito mais errada esta, decorridos160 anos.

Imaginem que íamos a um médio que ainda usava os livros de medicina de 1850! Aplicava-nos uma sangria feita por sangue-sugas.

Vou começar por exemplos simples e caminhar para situações cada vez mais nublosa até chegar a Odemira.

 

Prestação de serviços ou empregado? Em Portugal ou no estrangeiro?

Quando vou ao dentista, o Dr. Barros vê os meus dentes, tira uma radiografia, e faz o que achar ser necessário. No final, pago-lhe qualquer coisa. Apesar de o Dr. Barros estar a trabalhar para mim durante 30 minutos, é um prestador de serviços. Assim, não preciso de lhe fazer um contrato de trabalho (de muito curto prazo), descontar para a segurança social ou fazer seguro.

De igual forma, quando chamei o António do Elias para me resolver uma fuga de água, não precisei de lhe fazer um contrato de trabalho.

O Código do Trabalho refere as características de uma relação de trabalho.

1 = A actividade realizada pelo trabalhador é em local pertencente à empresa ou por ela determinado;
2 = Os equipamentos e instrumentos de trabalho utilizados pelo trabalhador,  pertencem à empresa;
3 = O trabalhador cumpre horário de início e de término de trabalho, determinado pela entidade empregadora;
4 = O pagamento ao trabalhador, pelos serviços prestados, é feito com determinada periodicidade ... e numa quantia certa, não se verificando o pagamento "à peça".
No caso do dentista ou do picheleiro, não se verifica nenhuma destas características pelo que fica, aos olhos da Lei, claro que estamos perante uma prestação de serviços.

A = Apoio escolar remoto.

Imaginemos que tenho uma criança em idade escolar e vou contratar uma pessoa no Brasil para a acompanhar. Coloco uma câmara e um microfone na secretária e, todos os dias da semana, entre as 14h e as 16h30, de forma remota, essa pessoa conversa e acompanha o estudo da criança. Pago o computador e ainda 125€ por mês.

Será que é um contrato de trabalho? E se for, em que país? (Não pode ser em Portugal porque a pessoa não tem autorização para trabalhar em Portugal).

B = Segurança remota.

Imaginemos que tenho uma empresa e que vou contratar quatro seguranças.

Coloco 100 câmaras de filmar com microfone em locais que considero importantes. Depois, contrato uma  pessoa na Guiné-Bissau, outra em Moçambique, outra na Índia e ainda outra no Bangladesh que vão, a partir de casa, visualizar as câmaras com horários diário (7 dias por semana) 0-6; 6-12; 12-18 e 18-24, respectivamente.

No caso de ser detectado qualquer problema de segurança, o contratado acciona um alarme e enviam-me uma SMS.

Pago o computador e a ligação à Internet e ainda 150€/mês.

Será que é um contrato de trabalho? E se for, em que país? (Não pode ser em Portugal porque as pessoas não têm autorização para trabalhar em Portugal).

C = Um transporte de mercadorias.

Imaginemos que a minha empresa tem que levar, semanalmente, uma carga de 25 toneladas de Lisboa para Kiev.

O camião (com matrícula e seguro de Itália) que pertence a uma empresa grega a quem pago 250€/semana, com três camionistas (um do Kosovo, outro da Bulgária e ainda da Roménia) a quem pago 250€/semana, vai percorrer a Ucrânia, Polónia, Alemanha, Bélgica, França, Espanha e Portugal. O combustível é metido na Ucrânia (0,84€/litro), usando o camião um depósito com 2500 litros.

O preço total pago é 250€ + 3*250 + 8100km / (27litros/100km) * 0,84€/litro = 2860€/semana

Serão contratos de trabalho? Se forem, terei que fazer um contrato em cada país que atravessam, no país de origem do camionista, na Grécia, Itália ou em Portugal?

D = Empregada doméstica portuguesa em Paris durante as férias.

Imaginemos que sou muito rico e que, indo passar uns tempos de férias a Paris, levo a minha empregada doméstica.

Será que lhe tenho que lhe fazer um contrato de trabalho em França ou serve o português?

E se contratar uma empregada portuguesa especialmente para me acompanhar a París, será que o contrato de trabalho é feito em Portugal ou em França?

E se a empregada for da Ucrânia com visto de trabalho na Espanha, será que o contrato de trabalho é em Portugal, Espanha, Ucrânia ou França?

 Qual a legislação aplicável?

Será que nos exemplos se aplica a legislação do trabalho do local em que o trabalhador está, do local onde está o contrato de trabalho ou de onde é realizado o trabalho?

 

Finalmente, vamos a Odemira.

Vamos supor uma empresa da Índia tem contrato de trabalho com 100 pessoas do Bangladesh. A empresa dedica-se à prestação de serviços de apanha de frutos e legumes.

Um agricultor de Odemira contrata a empresa indiana para apanhar amoras à qual paga 2,00€/kg, durante 9 meses.

Situação 1 = As pessoas manobram robôs a partir de casa.

Imaginemos que existem robôs de apanha de framboesas e que, cada pessoa, manobra um robô estando no Bangladesh. Os robôs trabalham 24h por dia pelo que cada robô vai ser controlado em turnos.

Situação 2 = As 100 pessoas deslocam-se do Bangladesh para Odemira.

Como não há robôs, as pessoas têm que usar as suas mãos para apanhar as branboesas, mantendo-se que são empregados da empresa indiana.

Estaremos ainda em presença de uma prestação de serviço não havendo necessidade de o agricultor fazer contratos de trabalho com os bengalis?

Será obrigatório os bengalis terem autorização para trabalhar em Portugal? E neste caso, mostram que contrato? O de prestação de serviços e o contrato de trabalho na Índia?

Estes seguranças cumprem todos os requisitos da relação de trabalho mas será mesmo que estas pessoas são meus empregados?

E se forem meus empregados, em que país é feito o contrato de trabalho? Não pode ser em Portugal porque estas pessoas não têm autorização para trabalhar em Portugal.

Regular é o termo usado pelos esquerdistas para retirar liberdade.

Fixem o que eu escrevo: a regulação que querem avançar apenas vai prejudicar os trabalhadores agrículos, tornando-se mais e mais difícil virem trabalhar para Portugal.

Não existe nada que proíba os trabalhadores agrícolas de arrendar uma casa "digna" mas não querem gastar dinheiro pois têm a sua mente no local de origem. Obrigar a "habitação digna" vai ter custos e, por isso, diminuir a liberdade dos trabalhadores.

Os trabalhadores deveriam ter a liberdade de viver como os outros trabalhadores agrícolas na Índia.

Exemplo de empreendimento habitacional de luxo em Bombaim.




 

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Odemira - O esquerdismo no seu melhor.

Os esquerdistas dizem defender a liberdade mas a verdade é o seu contrário.

Para os esquerdistas, a liberdade tem associada um juízo de valor, feito pelos esquesridistas, sobre o que é melhor para o ser livre! Assim, o ser não sabe o que quer e, por isso, a liberdade tem que ser regulamentada.

Digamos que, aos olhos dos esquerdistas, somos todos vistos como uma criança a olhar para a escadaria do Bom Jesus de Braga: "CUIDADO - grita a mãe em pânico - O MENINO VAI-SE ATIRAR PELAS ESCADAS ABAIXO!!!!".

Em particular, uns esquerdistas em Lisboa decidem em bons gabinetes com ar condicionado a liberdade que um agricultor indiano pode ter, aos seus olhos gordos, de forma a que o magrito viva uma vida digna.


De onde vem a moralidade dos esquerdistas?

Quando um esquerdista faz uma afirmação do tipo "Vivem em condições indignas", "São fascistas, racistas, xenófobos e discriminatórios", "São radicais de direita não democrática" ou "não se pode contar uma anedota em que entrem alentejanos por isso é xenofobia", de onde virá essa "lei"?

Moisés disse "Foi Deus quem escreveu isto, com fogo", Salazar dizia "É para bem da Nação" mas os esquerdistas justificam as suas leis em quê? Por estranho que parece, a justificação é que estão a defender os interesses da pessoa a quem estão a tirar a liberdade.

Para proteger os agricultores dos fogos florestais, aplicam-se multas a esses mesmo agricultores "para bem deles".

Para proteger os imigrantes da exploração dos capitalistas gananciosos, proíbem-se de vir para cá e, caso insistam, matam-se, metem-se na cadeia e devolvem-se à origem.

Para proteger os trabalhadores agrícolas de Odemira de viver em condições fracas, obriga-se a que vivam 30 num quarto.

Disse alguém "Não vamos permitir que essas pessoas vivam em bairros da lata".

Então, vivem onde? Debaixo de uma árvore.

 

Uma vez um aluno meu suicidou-se.

Claro que fiquei triste quando me disseram. Por ser curioso perguntei o porquê!

"Ele tinha dívidas de jogo e, como andavam a ameaçar que o iam matar, ele meteu-se debaixo do comboio."

OK? Isto não faz sentido nenhum! Então se o iam matar, não valia a pena dar-se a esse trabalho!

É como o trabalhador que, recebendo a notícia que tem um processo disciplinar, despede-se com medo que o despeçam!


A vida das pessoas é uma economia.

Vamos entrar na mente do imigrante. AS suas decisões seguem o defendido por Friedman, vai dividir o que ganha cá de forma a ter um "rendimento permanente" (ver).

Na sua terra ganha 0,50€/hora e cá ganha 5€/hora. Se vier trabalhar 12 horas por dias, 7 dias por semana vai conseguir 1800€/mês. Com este dinheiro, pensam os esquerdistas, o imigrante tem dinheiro suficiente para arrendar uma casa "digna", ter boas alimentação e comprar roupas mas o pensamento do imigrante não é gastar o dinheiro pois está no futuro. 

Se o imigrante levar em 6 meses 10000€ para a terra, nos próximos 20 anos, em vez de trabalhar 12h/dia, pode-se dar ao luxo de trabalhar apenas 8h/dia.

Quando o imigrante gasta a soma corresponde um dia de trabalho cá, 60€, não está a pensar no dia de trabalho mas que "este dinheiro são 120 horas de trabalho na Índia".


A medida da dignidade deve ser a vida de origem.

Houve uma fase em que no supermercado havia uma ciganas de Bulgária. Como sempre admirei a resiliência da cultura cigana, na minha mente houve sempre a curiosidade de saber a sua origem. Para isso, conversava com as raparigas, cada uma com a sua criança ao colo. Certo dia, desapareceram, reaparecendo mais de um ano depois, já sem as crianças.

- Andaram desaparecidas! O que é feito das crianças!

- Estivemos na nossa terra e deixamos lá as crianças porque aqui a polícia raptas por vivermos em barracas.

- E como é na Bulgária, lá têm casas!

As duas mocinhas com aspecto de gémeas (as ciganas são muito parecidas entre si por causa da consanguinidade) riram-se.

- Lá vivemos muito pior, as barracas são horríveis, a água fica muito longe e no inverno, a neve enche o caminho de lama. É muito frio.

Estão a ver! Na longínqua vivem muito pior mas aqui, com o argumento "é para o vosso bem", roubam-lhes os filhos.

O imigrante de Odemira, seja da Índia, Bangladeshe, Vietname ou Nepal, vive numa minúscula barraca, sem portas nem janelas, água, electricidade ou esgotos, trabalha 12 hortas, 6 dias por semana para ganhar 0,50€ por hora. Por essas terras, para terem obesos têm que descer a fasquia para um índice de massa corporal superior a 18!

Até podem pensar que é anoréctica mas na Índia é uma criança compostinha!

 

Ninguém se importa com o trabalhador agrícola de Odemira quando está na sua terra de origem ...

Deve ser essa a sua medida de"dignidade".

Par acabar com a "exploração", o imigrante é que tem que decidir, em liberdade, o que é melhor para ele. Quantas horas trabalha, onde vive, o que come e onde trabalha não deve ser decidido pelos esquerdistas de Lisboa mas por cada indivíduo.

Se o indivíduo está no Nepal ou onde for e alguém lhe disser "Vens para Portugal 6 meses, vives numa barraca, trabalhas 12h por dia e, no fim, levas 10000€ para casa" e ele aceitar, nenhum esquerdista pode ter o poder de decidir por ele que "isso é indigno".

 

Eu já fui sem abrigo.

Não foi por necessidade mas por opção, para ver como era. No total, vivi 3 meses ao ar livre.

O que eu conclui é que, se uma pessoa vive na miséria, a habitação é a principal despesa que pode ser cortada. Um euro cortado na habitação tem muito menos impacto negativo na pessoa que um euro cortado na alimentação.

Se, por maior que seja o salário, os imigrantes consideram-se extremamente pobres (porque pensam no "rendimento permanente"), têm todo o direito a viver em barracas.

Os esquerdistas não se podem substituir às pessoas na hora de serem tomadas as decisões, mesmo que discordem dessas decisões. 

Mas os esquerdistas são mesmo assim, com eles, quem não for pelo caminho que eles achma ser o melhor para nós, está perdido.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Os comboios é mais uma loucura dos esquerdistas que nos vai ficar muito cara

Os esquerdistas têm a mania de deixar obras faraónicas.

Aprenderam na universidade marxista-leninista que o comboio é a maior conquista da humanidade, em particular, a linha Trans-siberiana, com os seus 9290 km, é a maior da maior conquista da humanidade porque, por um lado, conseguiu eliminar milhões de "fascistas, racistas e xenófobos da direita radical" ter ter que os matar (morriam por eles) e, por outro lado, permite que milhões de "democratas" possam passar dias felizes das suas reformas de miséria a ver os comboios a passar.

O melhor exemplo desses esquerdistas é o ministro Pedro Nuno Santos que não se cansa de avançar com projectos faraónicos que, a serem implementados, não passarão de encargos para o futuro.


Claro que o futuro é a electricidade solar, durante o dia!

No futuro dos próximos 10 anos, a energia eléctrica solar vai ficar a menos de 0,01€/kwh com o inconveniente de apenas haver enquanto houver luz do sol. Assim, será preciso armazenar energia nos dias mais solarengos para utilizar nos dias mais nublados e durante a noite.

Neste momento existem duas soluções de armazenamento, as baterias e as barragens hidroeléctricas reversível (que, durante o dia, bombam água da foz para a barragem e, durante a noite, turbinam essa água).

 

Portugal tem um óptimo local para fazer uma barragem reversível.

Portugal tem um consumo de electricidade na ordem na ordem dos 6000MW o que dá, com uma oscilação entre 4400 MW durante a noite e 6500 MW durante o dia.

Pensando em apenas energia solar, guardar 6000 MW para usar durante 14 horas corresponde a 84 mil MWh.

No vale do Rio Paiva, em Alvarenga, existe um local em que é possível fazer uma barragem capaz de armazenar 175 mil MWh (ver), o consumo correspondente a 30 horas. A barragem pode subir até aos 500 mil MWh (o correspondente a 80 horas de consumo).

Bem sei que uma barragem tem impacto ambiental e mais uma barragem reversível que enche e esvazia todos os dias mas é uma coisa tecnologicamente simples, barata e que tornará totalmente desnecessário preocupar-nos com o armazenamento da energia solar. 

O investimento será na ordem dos 1000 milhões, a eficiência na ordem dos 60% (são precisos 1,7 kwh para, depois, injectar 1kwh na rede) e baixos custos de operação.


O ministro maluco veio com a toleiras do "hidrogénio verde".

Fala num investimento de 16 mil milhões de euros (ver) numa tecnologia ainda nascente e com baixa eficiência energética.

A transformação da energia eléctrica em hidrogénio tem uma eficiência energética na ordem dos 70% (Kumar, Himabindu,2019, tabela 1) e 50% na célula de combustível (que vai transformar o hidrogénio de volta em electricidade. Isto traduz que são precisos 3 kwh iniciais para ter 1kwh disponível na roda do automóvel.

Por comparação, uma bateria de iões de lítio tem uma eficiência energética entre a electricidade da rede e a roda do carro de cerca de 80% (é preciso 1,25kwh iniciais para ter 1kwh disponível na roda do automóvel).

Mesmo que a bateria seja carregada de noite a partir de uma barragem reversível, a eficiência ainda é superior à do hidrogénio (2,2 kwh para produzir 1 kwh).

Além das baterias terem uma eficiência que é mais do dobro do que acontece com o hidrogénio,  o hidrogénio precisa de uma "fábrica de hidrogénio" e uma rede de distribuição do hidrogénio (que implica aplicar os tais 16 mil de milhões de euros) e ainda "células de hidrogénio" no automóvel (mais caras para o cliente que baterias) enquanto que a bateria inclui todos estes processes.

Bem sei que a bateria de iões de lítio é cara (para 120€/kwh e 1000 re-cargas, fica a 0,12€/kwh) mas a tendência é a sua redução. Anunciam que num futuro próximo será possível reduzir o preço para 85€/kwh e aumentar as re-cargas para 2000 o que baixará o preço para 0,043€/kwh).


Outra loucura são os comboios.

A loucura tem a ver com "os comboios usarem electricidade directamente da rede" e um comboio de carga  "retirar dezenas de camiões das estradas".

O comboio tem vantagens energéticas. Primeiro, retiram energia directamente da rede e, segundo, a roda de aço sobre carril de aço, tem menor perda de energia do que o pneu de borracha na estrada de alcatrão. Mas estas vantagens têm associadas desvantagens já que a linha tem que estar electrificada e a linha de caminho de ferro não pode ter subidas nem descidas.

 

A questão do comboio usar da electricidade directamente da rede.

Não existe nenhuma limitação técnica para os camiões não possam aceder a electricidade directamente da rede havendo apenas a necessidade de electrificar as auto-estradas (como os "trolleis"). A Alemanha tem uma experiência com uma autoestrada electrificada (ver).

O camião, enquanto circula na auto-estrada, pode usar a pista electrificada da qual retira toda a energia que precisa e ainda a necessária para carregar uma pequena bateria (de 100kwh) suficiente para fazer a ligação entre a auto-estrada e os pontos de carga de descarga.

O camião também pode ser híbrido, sem bateria mas com um motor auxiliar de baixa potência para usar fora da estrada electrificada.

Com actual tecnologia (com motorista) uma faixa electrificada é capaz de suportar 1000 camiões por hora, muito mais que uma linha de comboios (corresponde a um comboio de 33 carruagens a cada 2 minutos).

Um camião carregado a 50km/h gasta cerca de 80 kwh/100km e, com o aumento da velocidade, o consumo aumenta proporcionalmente (a 100km/h gata 160kwh/100km). Desta forma, durante o dia, quando a electricidade estará mais barata, a velocidade do camião aumenta e, durante a noite, quando o preço da electricidade aumenta, o camião pára. 

Com o desenvolver da condução autónoma, a capacidade de uma via electrificada vai aumentar para 2000 camiões por hora, suplantando em 5 vezes a capacidade de uma linha de caminho de ferro dedicada a carga.


Porque não podem circular comboios com intervalo de 2 minutos.

Por mais rápido que circulem os comboios e os camiões, uma hora vão ter que sair da faixa de rodagem / linha para seguir outro caminho (ou para parar). Acontece que o camião (e os automóveis) podem sair da faixa de rodagem à velocidade a que vão, não ocupando a via principal, enquanto que o comboio, por causa da agulha, tem que sair a baixa velocidade, ocupando a linha principal.

Se, por exemplo, um camião segue a 50km/h, havendo 1000 camiões por hora, cada um ocupa 50 m da faixa de rodagem (afastamento de 30 metros entre dois camiões). 

No caso do comboio com 33 carruagens (que mede 600m, à mesma velocidade de 50km/h, havendo 30 comboios por hora, o afastamento entre dois comboios parece muito mais do que suficiente (é de um pouco mais de 1000 m). O problema é que, quando chegar ao ramal, tem que reduzir a velocidade a 10km/h e, ai, os 600 m do comboio demoram 5 minutos a sair da linha principal. Então, só pode passar um comboio de 33 carruagens a cada 5 minutos, equivalente a 400 camiões por hora.

 

Os custos do transporte.

As mentes simples (como tenho muitos colegas na universidade), pensam que os principais custos são os contabilísticos, energia, veículo e pessoal, mas, no caso dos transportes, temos que somar o "custo de conveniência". Se eu tenho uma carga de 25 toneladas para transportar ao longo de 550 km, entre Tarouca (que fica no distrito de Viseu) e Aljezur (que fica no distrito de de Faro), para usar o comboio, tenho, primeiro, que carregar para um camião no local (nenhum local fica na linha de caminho de ferro) e levar a carga até Aveiro. Chegado lá, tenho que esperar que a carga passe do camião para o comboio. No local de destino tenho que usar novo camião para levar a carga do comboio até ao ponto final. O tempo que demora, ter que arranjar 2 camiões, o custo da carga e da descarga, tudo isso torna o camião muito mais competitivo.

Para vermos como o transporte em camião suplanta o transporte em comboios, basta recordar que mais de 90% das mercadorias na UE circulam de camião e, contrariamente aos comboios, os camiões não são subsidiados (ainda pagam impostos sobre os combustíveis).

 

O nosso sistema eléctrico vai entrar em colapso.

Portugal tem um consumo de electricidade na ordem dos 6000 MW e capacidade de produção com compra garantida (a energia de fontes renováveis) que oscila entre 1000 MW e 5000 MW (dia de hoje)da qual 3% é energia solar com um pico de quase 10% do consumo.

Agora vejamos o problema: é que existem 1000 MW solares (que produziram, em pico 530 MW) mas vão surgir a curto prazo em "mercado competitivo" (compra não garantida) mais 7000 MW e que vão ser colocados no mercado a um preço muito baixos.

Quando a energia solar começar a bombar, as comprar garantidas vão ficar sem clientes, havendo necessidade de nos cobrar enormes taxas na conta de electricidade.

Apesar de a electricidade até poder ser vendida a 0,012€/kwh, vamos pagar de taxas 10 vezes este valor, são os famosos "Contratos de Aquisição de Energia de longo prazo (CAE-LP)" e o "mecanismo de Custos de Manutenção de Equilíbrio Contratual (CMEC)".

O Sócrates deveria apodrecer na cadeia por causa dos CAE-LP e pelos CMEC que representam milhares de milhões de prejuízo para os consumidores de electricidade e deixem lá essa merda dos 34 milhões.

 

Viram 3 sítios onde Portugal deveria investir esses milhões da bazuca?

1) Fazer a barragem de Alvarenga.

2) Electrificar as auto-estradas.

3) Uma linha de muito alta tensão para exportar energia solar para a Alemanha (com o apoio da UE para "obrigar" a Espanha e a França a fazerem a linha).

 

Onde é que está a oposição?

O Rui Rio depois de ter dado um ar da sua graça para desancar no caso Sócrates, esquecendo que os esquerdistas estão a transformar Portugal na Venezuela europeia, voltou a adormecer.

É que a dívida pública na bancarrota do Sócrates, em finais de 2010, estava um pouco acima de 100% do PIB e neste momento já está acima de 135% do PIB!!!!!!!!

Nem sei porque os esquerdistas se ficam num aumento no SMN de 6% quando o camarada maduro avançou com 300%.

Força camaradas Maduro e Pedro Nuno Santos.

Homem, cessem do sábio grego e troiano que acabei de foder esta merda toda. Ainda vão ter saudades do Sócrates.


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