terça-feira, 21 de agosto de 2018

A economia e os fogos florestais

Todos os Verões há incêndios florestais. 
Apesar da constante propaganda política, "O anterior governo não fez nada mas nós, em poucos anos, já quase conseguimos resolver o problema", os incêndios florestais (que agora se passaram a chamar "rurais") sempre existiram e sempre existirão.
Não só sempre existiram como foram, ao longo dos milénios, a principal ferramenta tecnológica da humanidade contra a Natureza. 
Os fogos florestais pré-históricos, ao criarem espaços abertos, aumentaram a densidade de animais herbívoros e reduziram os predadores permitindo maior densidade de humanos.

Está nos genes do povinho!
Imaginem chegar a um novo território, coberto de árvores, arbustos espinhosos, folhas urticárias, enormes feras escondidas, gritos nocturnos assustadores, cobras venenosas, vespas comedoras de carne. Com o vento favorável, "a tocar daqui para lá", esfregam-se dois pauzinhos secos e, voilá, em pouco tempo, tudo isso estará desbravado.
Por causa do seu poder, os primitivos adoravam o fogo como Deus, era Hefesto para os gregos, Vulcano para os romanos e Surt para os nórdicos.

Quem escreveu os 10 Mandamentos? A língua de fogo.

Sendo que as pessoas que vivem em espaço rural descendem directamente dos primitivos que adoravam o  fogo, está nos seus genes o amor à "oxidação acelerada do material lenhoso".
Bem, todos nós descendemos dos primitivos!!!!!! e, por isso, é que ver arder nos acalma e dá sonolência.

O problema está no gerir o fogo e não em acabar com ele.
A gestão do fogo passa pela gestão do território.
Neste poste não vou falar de forma de combater os incêndios mas comparar como o incêndio evolui, sem combate, em duas formas diferentes de gestão do território, a reserva integral e o desmato. 

Estratégia 1 = Reserva integral.
Vamos imaginar que deixamos o território à sua sorte, sem qualquer intervenção humana.
Não plantamos, nem cortamos árvores, não incendiamos nem apagamos fogos, não fazemos nada.
O que será que vai acontecer?
Com o tempo, vamos ter uma floresta com árvores gigantes, com 50 m de altura, sem vegetação no solo.
Das árvores que conhecemos, ficará o Eucalipto, a Acácia Gigante (conhecida por Austrália) e o Carvalho .
Mesmo que haja esporádicos fogos florestais, estas espécies resistem muito bem ao fogo.
O chão estará coberto por folhas e ramos apodrecidos.

Ficarão árvores gigantes, com trocos largos, e sem vegetação no chão.

O que é ser resistente ao fogo?
A comunicação social fala muito que "a floresta tradicional é resistente ao fogo" mas estão a usar um conceito de forma errada.
Uma espécie ser resistente ao fogo não traduz que não arde mas, pelo contrário, traduz que, se o território arder repetidamente, é essa a espécie que vai dominar o território.
Assim, as árvores mais resistentes ao fogo são o eucalipto e as acácias porque já resultam de um processo de selecção nos locais de origem. Os eucaliptos dominam a floresta Australiana, depois de milhares de anos de queimadas, e as acácias dominam a floresta de Savana também depois de milhares de anos de queimadas.
Se queimarmos repetidamente um território, por exemplo, a cada 5 anos, umas espécies serão favorecidas (as resistentes ao fogo) e outras desfavorecidas (as sensíveis ao fogo).

O que faz um incêndio numa floresta "intocada"?
Ardem as folhas secas e os troncos caídos, mas lentamente porque, estando próximos do solo, não se criam  correntes ascendentes de ar quente. Será como espalhar as brasas de um fogareiro.
As copas vão arder mas, como no solo o fogo evolui lentamente, o fogo será pouco intenso e não afectará toda a copa. 
A velocidade de propagação no solo ser diferente da velocidade de propagação nas copas faz com que o fogo não se consiga desenvolver.
Além disso, os troncos não ardem porque são muito grossos.
No ano seguinte, a floresta estará como se nada tivesse acontecido.

Estratégia 2 = Desmatar como manda o Costa.
Agora, vamos fazer como manda o Costa, cortamos tudo porque assim, diz o Costa, não haverá o que arder.
Isto não é verdade pois, mesmo que se corte tudo todos os anos, rapidamente, a vegetação renasce.
E, como não há recursos para fazer de toda a nossa floresta um campo de golfe, com relva aparadinha uma vez por semana, vamos ter um matagal com rebentos de árvores, arbustos, silvas e ervas numa cobertura com um ou dois metros de altura e, aqui e acolá, árvores com 10 metros de altura

Ficarão arbustos, com trocos finos, e com muita vegetação no chão.

Quando vier o fogo, seja por causas naturais ou, principalmente, como resultado de queimadas para "fugir à multa", vai tudo arder a grande velocidade.
Apesar de, por m2, haver menos combustível, como os troncos são mais finos e a vegetação está toda junta, o incêndio vai ser mais intenso e mais rápido.

A quantidade de combustível não tem nada a ver com a perigosidade.
A granada defensiva M962 que o exército português usa tem dentro 60 gramas contém 60 KCal de energia.
Uma garrafa de litro de óleo que temos nas nossas cozinhas sem qualquer perigo, contém 900KCal.
Uma garrafa de óleo tem tanta energia como 15 granadas mas nunca se ouviu dizer que tenham causado qualquer problema.
A perigosidade está na velocidade com que é libertada a energia.


Porque não o Estado meio-nacionalizar a floresta?
Em termos económicos, um terreno vale para o seu proprietário qualquer coisas como 3€/m2 se der para plantar eucaliptos e menos de 1€ se não der.
Por exemplo, o Pinhal de Leiria tendo 110km2, 11000ha, vale cerca de 100 milhões de euros.
A ideia que eu dava era o Estado partilhar a floresta com o proprietário.
O território passaria para a gestão do Estado enquanto reserva integral e faixas de "corta-fogo" mas, para outros usos futuros, continuaria a ser privada.
Se um dia o proprietário quisesse cortar umas árvores para seu consumo como lenha, plantar umas árvores de fruta, fazer um albergue ou outra coisa qualquer, teria todo o direito a isso mas não teria direito a vender as árvores.

Os políticos (e os bombeiros) têm uma ideia errada quanto ao perigo.
Na comunicação social é transmitida a ideia (pelos políticos e pelos bombeiros) que haver "combustível" é perigoso quando isso não é verdade.
Ao dizer-se isso e ao aplicar multas a quem tem "combustível", faz com que as pessoas lhe peguem fogo.
E é exactamente aqui que está o perigo.
O que se deveria dizer era "deixe estar o combustível no mato que não tem perigo nenhum e, quando vier o inverno, ele vai apodrecer naturalmente."
E não vou dizer mais nada porque está na hora de lanchar!


terça-feira, 14 de agosto de 2018

A falência do transporte ferroviário é culpa do ...

Nos últimos meses tem-se discutido o mau estado dos comboios.
Comboios que reduzem a velocidade, cancelamentos, atrasos, má qualidade, clientes aborrecidos e tudo isto "por causa da redução no investimento público na via férrea". 
Por estranho que possa parecer, neste ponto tenho que felicitar a geringonça pois o transporte ferroviário é uma tecnologia obsoleta que deve acabar o mais rapidamente possível.
Os esquerdistas são conservadores, não tendo animo para fazer alterações estruturais na sociedade mas, como já referi no passado, são capazes de fazer as alterações estruturais mais difíceis. Por exemplo, todos nos lembramos que quem inventou os Recibos Verdes e os Despedimentos Colectivos foi o Dr. Mário Soares !!!!
Vejamos os argumentos contra e a favor dos transportes ferroviários.

Argumentos a favor da ferrovia.
O atrito nas rodas é menor.
O coeficiente atrito nas rodas é muito menos na ferrovia do que na rodovia.
Segundo a evidência empírica, num veículo desengatado, rodas de aço em carril de aço têm um atrito de 1,8kg/ton (0,18%) enquanto que os camiões 9kg/ton (0,9%) e os automóveis 18kg/km (1,8%).

A dimensão do veículo é maior, vencendo zonas congestionadas.
Um comboio pode ser muito comprido porque é o carril que faz de direcção, empurrando as rodas lateralmente. Assim, um comboio pode transportar centenas de pessoas e dezenas de contentores.

Usa electricidade.
Os comboios são eléctricos poupando o planeta dos gases com efeito de estufa.
Além disso, a electricidade é mais barata que o gasóleo.

É mais rápido.

Os argumentos contra a ferrovia.
A pouca flexibilidade e o elevado custo da ferrovia.
Enquanto que uma estrada pode ter subidas até 30%, ser de terra-batida, pedra, asfalto ou betão, ser larga com 10 faixas ou estreita como um caminho de cabras, o caminho de ferro tem que ser plana e ser feita por determinado tipo de carril em aço.
Por outro lado, numa estrada podem circular animais, pessoas a pé, ciclistas, carroças, autocarros e camiões.
Finalmente, não havendo dinheiro para manutenção rigorosa, a perda de qualidade das estradas pode ser ultrapassada com a redução da velocidade enquanto que na linha ferroviária leva a descarrilamentos.
A pouca flexibilidade e a exigência de um nível de qualidade constante faz com que a ferrovia seja muito cara o que limita a cobertura quando, pelo contrário, existe uma estrada até à porta de cada um de nós.

O atrito na roda é uma pequena parte do custo total.
Por um lado, considerando apenas as perdas energéticas no rolamento (sem atrito do ar), o consumo será num veículo com 1000kg, na ordem de 0,1 litros/100km para o comboio, 0,5 litros/100km para os camiões e 1,0litros/100km para os automóveis.
Por um lado, comparando com o consumo do nosso carro, estes números mostram que a maior parte do consumo de um veículo resulta do atrito com o ar.
Por outro lado, o custo do combustível é cerca de 1/3 do custo do transporte.

A electrificação é muito cara.
Primeiro, já houve autocarros eléctricos, os tróleis, mas a construção da linha eléctrica é muito cara e exige muita manutenção o que faz com que não seja económico electrificar as auto-estradas.
Segundo, é verdade que a electricidade tem fontes que não emitem gases com efeito de estufa mas outras, o carvão, emitem.
Finalmente, o custo da electricidade é menor que o gasóleo apenas porque não paga ISP.

É possível ter autocarros e camiões maiores.
Um autocarro de passageiros de 1 piso leva 52 passageiros sentadas mas os autocarros podem ser muito maiores, estando apenas limitados pela largura/curvatura da estrada.
Um veículo com 2,5 m de largura e com C metros de comprimento entre eixos, numa curva com R metros de raio interior precisa de uma largura de via de:
   Largura da via = 2,5 + (R^2 + C^2)^0,5 - R.

Para um veículo com 15 m de comprimento, numa auto-estrada sub-urbana (raio interior mínimo de 100m), será preciso uma via com 2,5 + (100^2 + 15^2)^0,5 - 100 = 3,61m e numa auto-estrada inter-urbana (raio mínimo de 700m) será precisa uma via com 2,7m.
Num veículo articulado, aplica-se a mesma formula a cada atrelado, indo o raio aumentando.

Será possível um autocarro com capacidade para 1000 pessoas sentadas?
Em termos tecnológicos é totalmente possível.
Com 2 pisos, terá que ter 130 m de comprimento precisando (num veículo articulado com 10 atrelados de 13 m, numa auto-estrada urbana com raio de curvatura de 700 m),  uma largura de via de 3,7 metros, que é a largura de uma faixa de rodagem normal.
Terá que ter uma potência na ordem dos 4000kw que é a potência do Alfa que só leva 300 passageiros.
Poderia muito bem haver uma linha de super-autocarros a ligar as principais cidades por auto-estrada, muito mais flexível que o comboio (que só serve o eixo litoral) e barato (porque usa as auto-estradas já existentes).
Em termos comerciais será indicado autocarros menores pois as poupanças no motorista e no atrito com o ar não compensam a diminuição na flexibilidade (as pessoas teriam que se reunir todas no mesmo sítio ou haver muitas paragens).
Também já há camiões com capacidade de transporte na ordem das 150 ton, usados na Austrália.


E vêm ai os veículos "robots"?
Quando as rodas dos "atrelados" forem direccionadas e não "mortas" como actualmente, um veículo mesmo com 500 m de comprimento pode fazer uma curvas apertadas, percorrendo as ruas dentro de uma cidade como se fosse um automóvel citadino.
Mas eu penso que a revolução vai ser em sentido diferente, com veículos pequenos, no limite, com lotação para uma pessoa, que apanham o cliente à porta de sua casa e o largam à porta do destino.
Eu já fiz postes com umas pequenas contas e uma viagem média urbana média (que é de cerca de 5 km) terá um custo na ordem dos 0,25€.

A velocidade.
A velocidade do comboio é anunciada desde o instante em que parte da estação de origem até que para na estação de destino mas as pessoas nem moram na estação de origem nem vão para a estação de destino.
Contabilizando toda a viagem desde a nossa porta até à porta de destino e tomando consciência que a maior parte das portas estão longe de uma estação, o comboio não é mais rápido.

Força camarada Costa.
Acabam com isso dos caminhos de ferro.

Eu achei graça ao Bruno de Carvalho.
Como saiu do Sporting SAD, devolveu o telemóvel, o carro e a mulher da empresa.
Só falta saber se a devolução da mulher também obriga a devolver a criancinha e se, agora, está tudo por conta do Sousa Cintra ou se ficou a ganhar teias de aranha e ferrugem à espera do próximo presidente.

Quanto aos incêndios.
Com este frio, os incendiários ficam no tasco a jogar às cartas e os eucaliptos descansam de dar cabo das políticas do Camarada Costa.
É que, além do vento, frio e chuva deste verão, a água do mar está nos 13.ºC.
Não dá nem para molhar os pés.
Alguém sabe quantas pessoas morreram no incêndio de Monchique de 2003?
Zero!
Alguém sabe quem era o primeiro ministro?
Durão Barroso!
Então, o que fez o Costa ficar tão contente por não ter morrido ninguém?
O que fez o Costa que não fez o Durão Barroso para agora terem morrido zero pessoas quando em 2003, morreram zero pessoas (e na altura o PS disse que tinha sido uma calamidade)?
Fez propaganda.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

O populismo, o Rio e o Costa, os incêndios

No outro dia um amigo meu escreveu no JN sobre o populismo. 
Já lhe disse que escreve mal no sentido de que são textos de difícil leitura mas o que interessa é que ele falou de populismo ligando-o à globalização, o que eu discordo porque o populismo é um fenómeno muito antigo, já existindo na Grécia Antiga.
Então, vou tentar neste poste explicar o que é o populismo, em que sentido o Costa e o Rui Rio são exemplos de populistas e como os incêndios são um exemplo disso.

O que é o populismo?

É democrático.
É um movimento democrata no sentido que os populistas precisam do apoio do povo para ganhar o poder contra o grupo que está no poder.
Historicamente, mais vezes o populismo apareceu para fazer face a ditaduras do que dentro do processo democrático. 

Aproveita a nossa maluqueira animalesca.
Os animais, sejam insectos, peixes, anfíbios, répteis, aves, marsupiais ou mamíferos, quando se sentem atacados por um perigo não identificado, cada um foge para o seu lado o que, em termos estatísticos, favorece a sobrevivência da espécie. Se uns morrem porque fogem para a "toca do lobo", outros escapam porque fogem para o outro lado dando origem às gerações futuras.
Nós, sendo também animais, comportamo-nos da mesma maneira, quando há uma crise, nós queremos que aconteça uma mudança sem, necessariamente, usarmos o raciocínio.
Porque será que, volta e meio, as mulheres desatam a gritar de forma descontrolada?
Porque será que há jovens europeus que vão para a Síria explodirem-se? 
Faz parte da nossa "maluqueira animalesca" que herdamos do processo evolutivo.

Aparece nas crises propondo soluções ERRADAS para os problemas do mundo.
Os movimentos políticos populistas estão sempre no "mercado" mas, quando há uma crise, seja económica ou de outro tipo, os nossos genes começam a empurrarem-nos para a "maluqueira animalesca". Então, esses movimentos começam  a cativar seguidores e, mais importante, entram no espaço da comunicação social.
As soluções que apresentam são erradas no sentido que são contrárias ao que aponta o conhecimento científico mas têm alguma lógica e fazem sentido para as pessoas que têm poucos conhecimentos.
Essas soluções erradas parecem verdadeiros se usarmos o senso comum e uma lógica imediata e infantil.

Vamos a um exemplo do PAN.
Existe o gado bravo que nasce e é criado para ser toureado, com sofrimento para os bichos. Então, no imediato, proibir as touradas parece no melhor interesse dos bicho.
Mas demos um passo atrás.
Não havendo touradas, as vacas bravas serão abatidas não havendo mais nascimentos de bezerros bravos.
E todos os filósofos garantem que existir com sofrimento é qualitativamente superior a não existir.
Além disso, o gado bravo é importante no financiamento da floresta de sobro/azinho alentejana.
Então, o fim das touradas levará à extinção do gado bravo e ao fim da agricultura extensiva na floresta de sobro/azinho.
Em criança eu achava que, em África, deveriam matar os leões, hienas e demais carnívoros porque esses malvados matam com requintes de crueldade os indefesos herbívoros. Mas, no entretanto, deixei de ser criança.

Exemplo de populismos.
Nas guerras de libertação africana, os combatentes procuravam o apoio da população contra uma força colonizadora opressora com ideias erradas (a libertação do Homem pela ideologia marxista-leninista-maoista).

Vamos a um exemplo do PS.
Promete na campanha que vai acabar com a austeridade, bater o pé à Europa, descongelar carreiras, aumentar salários, melhorar o SNS, fazer a água do mar quente, ...

Como se combate o populismo?
Com paciência, convicção e pedagogia para mostrar aos eleitores que as soluções apresentadas pelos populistas parecem ter lógica mas que estão erradas.
Não é apoiando as soluções erradas, como aconteceu com o Rui Rio que, anos e anos, combateu as políticas do Pedro Passos Coelho, colando-se ao populismo do PS que se resolve o problema, é antes, atacando-o de frente com ideias verdadeiras e coragem.
Ter paciência como teve o Cavaco Silva que foi em 1995 "expulso" pelo PSD (que meteram lá o Fernando Nogueira, alguém se lembra deste?) e pelo Guterres para, passados 10 anos, ser eleito presidente da república com a simples pergunta "Se somos tão bem governados, porque será que a Espanha cresce tanto mais do que nós?". 

Porque evolui o populismo para a ditadura.
Estando as ideias erradas, com o tempo, as pessoas começam a ver que o populista não consegue resolver nenhum dos problemas.
Em países com instituições democráticas frágeis, como a Venezuela, o populista alegando que as suas ideias precisam de mais tempo para darem resultado, os fracassos são fruto de acções estrangeiras e o povo não sabe o que faz, vai começando a destruir as instituições democráticas.

O Irão tem Israel como principal inimigo.
Então, será importante comparar o nível de vida no Irão em comparação com Israel.
Se, sobe o regímen monárquico, o nível de vida foi-se aproximando até ficar, em 1986, nos 61%, a revolução veio prometer que um regímen teocrático iria trazer liberdade (onde é que ela está?) e desenvolvimento económico (como disse?).
Desde então, o PIB per capita iraniano anda à volta de 20% do israelita mas já é tarde para o povo pedir que os ayatolas se vão embora.


Evolução do PIB per capita do Irão relativamente ao de Israel, 1960:2017 (dados, Banco Mundial)


É que, no fundo, todos os que mandam estão agarrados ao poder porque são Robins dos Robles, querem tirar um bocadinho a cada pobre para viver bem e ser rico.

Vamos aos incêndios.
Não era com multas, obrigando os velhinhos do interior a sair dos lares da terceira idade para desmatar as courelas, com plantações de árvores esquisitas, com aviões, com martas soares e com camiões cheios de água que iam acabar com os incêndios?
Afinal, não, veio um dia de calor e logo apareceram incêndios incontroláveis.
Não estará na hora de ver o que fazem nos outros países?
Não será que os marta soares não poderiam ir à Austrália ou África ver como funcionam os contra-fogos e como estão metodologia milenar é a única capaz de apagar incêndios florestais?
Mas o que vamos ver é mais meios, mais comissões, mais bombeiros, mais camiões, mais multas, mais desmatações, mais velhinhos a morrer em queimadas, e mais incêndios.

O Costa está a acompanhar os incêndios como eu: às voltas do comando a ver como mudar de canal.
A diferença é que tem fotógrafo e uma barriga de cerveja que mete medo.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Mundial de Futebol e os meios jogos

Ok, a França ganhou mas não ganhou grande coisa.
Eu acho o futebol chato porque, uma vez uma equipa marcando, é muito difícil a outra dar a volta. 
Mais chato ainda é quando, tal como no Campeonato do Mundo de Futebol, o modelo é a eliminar porque as grandes equipas, aquelas que daria gosto ver jogar umas contra as outras, nunca se encontram.
Se a França tivesse jogado contra a Alemanha, Brasil, Argentina, Itália, Espanha (e Portugal ;-), ai, talvez os jogos tivessem ficado na memoria.
Agora, tudo joguitos tipo Moreirense / Farense, dá pouco gosto.
Então, veio-me à ideia que o formato do campeonato do mundo poderia ser alterado e, em vez de um modelo "taça da liga", poderia ser um verdadeiro campeonato onde veríamos jogos a sério, ou melhor, meios jogos a sério.

Os meios jogos.
Atualmente, os finalistas fazem 7 jogos espalhados durante 6 semanas que, contando com alguns prolongamentos, dão cerca de 720 minutos de jogo.
Se dividirmos esse tempo em meios jogos (uma duração de 45 minutos), as equipas poderão realizar 16 meios jogos, mais juntos no tempo, por exemplo, de 2 em 2 dias.

Como eu organizaria a coisa.
O campeonato começaria com os quartos de final onde haveria 6 grupos de 6 equipas cada, em que os cabeças de série seriam quem já ganhou o campeonato do mundo. Cada equipa jogaria 5 meios jogos e passariam 3 equipas por grupo.
Nas meias finais, teríamos 3 grupos de 6 equipas em que já haveria duas equipas boas por grupo. Haveria novamente 5 meios jogos mas passariam à final apenas 2 equipas por grupo.
Na final teríamos 6 equipas que jogariam 5 meios jogos. Neste grupo final com certeza que teríamos as grandes equipas mundiais.
O tempo de jogo seria de 15 meios jogos e com 36 equipas (atualmente, são 32).

Cada jogo seriam dois meios jogos.
Começava o jogo, fazia-se uma meia parte de 22,5 minutos, trocava-se de campo, fazia-se a outra parte meia parte e acabava.
Depois, fazia-se um intervalo de 10 minutos e entravam outras 2 equipas para o campo, fazendo o seu meio jogo.
Assim, com um bilhete, viam-se dois meios jogos.

Até metia um meio jogo de mulheres.
Porque não misturar no intervalo dos jogos um campeonato do mundo feminino com 18 seleções?
No espaço de 3 horas, haveria no mesmo campo, dois meios jogos masculinos e um meio jogo feminino.
Talvez fosse melhor do que proibir as televisões de captar imagens de mulheres bonitas!









sexta-feira, 29 de junho de 2018

O Papa Xico e o populismo

Não há qualquer dúvida que todas as religiões são populistas. 
Ao prometerem o Céu eterno a quem for bom (e cumprir os mandamentos) e o Inferno a quem for mau, não se pode ser mais populistas.
Claro que se pode dizer "mas os padres acreditam mesmo que podem dar o Céu eterno às pessoas" mas o acreditar não lhes retira populismo pois a mensagem deveria ser "eu acredito que vais ter o Céu mas isso ainda não teve confirmação credível por parte de ninguém que lá tenha estado".
Nem o Lázaro que, alegadamente esteve no Reino dos Céus e voltou à Terra, disse fosse o que fosse sobre esses tempos passados alegadamente no Céu.
Vem isto a propósito do Papa Xico ter nomeado mais um cardeal português que "apoia as suas ideias".


Mas o que são, afinal, as ideias do Papa Xico?
Será que tem alguma ideia teológica, isto é, referente ao Deus descrito na Bíblia e à interpretação que a Igreja faz da mensagem desse Deus que seja diferente das ideias que os outros papas tinham?
Não.
O que pensa Xico sobre a sexualidade? O mesmo.
O que pensa Xico sobre o celibato dos padres? O mesmo.
O que pensa Xico sobre as mulheres? O mesmo.
Se pensa o mesmo, porque quer a Igreja (e a comunicação social) dar a ideia de que tem ideias diferentes?
Demagogia e populismo.

A diferença está apenas na comunicação.
Lembra-me a diferença entre um pai sério a dizer "vais apanhar porrada" ou um pai sorridente a dizer "vais levar tautau".
A diferença entre austeridade e cativações.

Faz-me lembrar a Bem Aventurança pregada pelos vendedores
"Bem aventurado auele que acredita sem ver porque será enganado"

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Será sábio o Sousa Cintra ter rescindido com o treinador?

Esta questão é muito discutida em democracia.
O mandato do governo tem uma determinada duração e, pergunta-se, se será lícito e ético o governo assinar contratos para além do término do mandato.
A resposta tem que ser "é lícito e ético" porque, caso contrário, o governo não poderia fazer quase nada.
Por exemplo, não poderia contratar funcionários públicos (ou os contratos teriam que ser sempre a termo certo, renovados ou não a cada novo governo).
No caso do Sporting, o Bruno de Carvalho ficou sem o Jesus e, depois de algumas dificuldades, contratou um treinador no dia 18 de junho porque os trabalhos de pré-época começavam no dia 21 de junho. Depois, veio a destituição no dia 23 de junho.
Os da oposição vieram, na altura, dizer que o treinador não prestava e não valia o ordenado contratado.
Em Portugal os ordenados que o Sporting paga são, genericamente, muito elevados pois, por exemplo, em 2017/18 o Del Neri (que em 2004 treinou o Porto umas semanas) ganhou 450 mil€ no Udinese e  o Mihajlović, mesmo sendo o quarto treinador mais caro de Itália, estava a ganhou 1,5 milhões€/ano no Turino (penso que brutos).
 
Vamos ao contrato.
Eu não tive acesso ao contrato mas está depositado na Federação Portuguesa de Futebol (alguém que vá lá ver).
Vamos supor que o contrato foi assinado no dia 18 de junho e é válido até 30/06/2021 (ver).
Vamos supor que o SCP-SAD denunciou o contrato passados 10 dias, no dia 28 de junho alegando que estava dentro do período experimental e sem mais nada invocar (ver).
Será que o SCP-SAD tem razão jurídica para o despedimento?
Eu penso que não por duas razões.
 
Razão primeira - Cláusula 11.a do CCT dos treinadores de futebol.
Primeiro, a existência de período experimental não resulta genericamente do contrato mas deve ser estabelecido e ter um prazo máximo de 15 dias (parágrafos 1.º e 2.º da Cláusula 11.a).
 
1- Apenas poderá estabelecer-se um período experimental no primeiro contrato de trabalho ...
2- O período experimental não poderá ser superior a 15 dias ...
 
Assim, se nada lá estiver escrito, não se pode concluir que as partes acordaram em que o prazo seja o máximo possível, isto é, de 15 dias.
Bem sei que o parágrafo 3.º parece contraditório com estes 2 primeiros:
 
3 - O período experimental pode ser excluído por acordo escrito entre as partes.
 
mas, no meu entendimento, este parágrafo só tem aplicação no caso em que foi estabelecido no contrato de trabalho um período experimental.
Por exemplo, no contrato de trabalho do dia 18 de junho dizia "estabelece-se um período experimental de 15 dias" para, por exemplo, no dia 20 de junho, vir um acordo escrito fora do contrato dizer "fica sem efeito a existência de período experimental prevista no contrato de trabalho".
 
Razão segunda - Cláusula 7.a do CCT dos treinadores de futebol.
Prevê a existência de um contrato promessa de trabalho!!!!
E, naturalmente, no contrato promessa ainda não começou a contar qualquer período experimental.
Como o contrato de trabalho tem mais força legal que o contrato promessa de trabalho e, neste último caso, se o clube não contratar o treinador, tem que lhe pagar 70% dos ordenados previstos, parece-me muito optimista alegar despedimento por "período experimental" e pensar que não vai pagar nada, nem os 10 dias que o homem trabalhou.
 
Voltamos ao problema da legitimidade.
Ouvi na comunicação social que o contrato são 2 milhões líquidos o que traduz um valor bruto de 4 milhões por ano.
O contrato são 3 anos e 12 dias o que dá um total na ordem dos 12 milhões de euros.
Este encargo vai persistir para todo o sempre, para além do termo do mandato do Sousa Cintra!!!!
 
Teria sido melhor renegociar o contrato.
Primeiro, o prazo deveria ter sido diminuído para 1 ano com mais 2 anos de opção por parte do SCP-SAD. Dava a entender que mantinha a duração de 3 anos mas, de facto, só tinha a duração de 1 ano.
Segundo, o ordenado deveria ser diminuído para os 1,5 milhões brutos que estava a ganhar no Turino mais 1,5 milhões no caso da ganhar o campeonato, 1 milhão se ganhasse a Liga Europa, 500 mil se ganhasse a Taça de Portugal e 250 mil se ganhasse a taça da liga e mais uns prémios por vitória e para o segundo lugar. Daria a entender que o valor aumentava estando a reduzir significativamente.
Partir para a "denúncia do contrato" tão levianamente, sem se ter a certeza que o homem não presta, parece-me muito pouco sensato.
 
Até na careca me sinto um novo Vale e Azevedo, "está resolvido" 
 
Finalmente, os ex-jogadores do SCP-SAD
Eram tão bons e tinham tantas razões para a rescisão por justa causa que ninguém os quer contratar!!!!
Como já disse, vai ser como o Bruma que teve que bater os 12 milhões a menos que o Sousa Cintra lhes perdoe a indemnização. 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 26 de junho de 2018

O turismo, as cidades e os nativos

Fui viver para a cidade do Porto há 35 anos. 
Foi no dia 15 de Outubro de 1983, quando entrei para a universidade.
Nesse tempo, havia muitas casas degradadas, muitas famílias a viver em quartos minúsculos e em casas velhas.
Havia ainda famílias "ocupas" de casas velhas e degradadas do tempo dos retornados de África.

Com o passar dos anos.
As principais faculdades também saíram do centro da cidade, principalmente a faculdade de engenharia e a faculdade de ciências.
Os cafés foram ficando vazias, as velhotas deixaram de ter clientes para os quartos e foram morrendo.
As famílias foram abandonando as condições de vida degradantes e deslocaram-se para casas melhores nos subúrbios.
As casas foram fechando e a degradação foi tomando cada vez mais o centro da cidade.

Depois veio o turismo.
Foi um processo lento que se começou a notar com a "primavera árabe".
Começaram, primeiro, a aparecer meia dúzia de estrangeiros na baixa, depois vieram os barcos Douro acima, os cruzeiros, os voos low cost, os hosteis e a cidade foi-se transformando para mais dinamismo.
As casas começaram a ser recuperadas ao ponto de hoje, quando dou o meu passeio semanal pela baixa, ter continuamente que atravessar de passeio para passeio por causa das obras.

Vamos ao problema das rendas.
Por causa do congelamento das rendas, os contratos antigos tinham rendas ridículas.
Bem sei que os esquerdistas não sabem nada de economia mas, por uma questão de racionalidade económica, esta situação tinha que ser corrigida. Não era para defender os donos das casas mas apenas por racionalidade económica.

Como se faz um país mais rico?
Este é um problema económico central à economia. Vejamos as condições que levam a um país ser o mais rico possível.

Primeiro) O valor atribuído às coisas vem das pessoas.
Bem sei que a Natureza tem direito a existir fora da vontade dos humanos mas o valor económico das coisas resulta directamente do interesse que as pessoas, nós, temos nelas. Esse valor pode ser indirecto (podermos vender as coisas a alguém que tem maior interesse nelas do que nós).


Segundo) Cada pessoa é diferente e, por isso, atribui valor diferente às coisas.
Todos temos gostos diferentes, uns gostam da cor vermelha, outros azul e outros ainda verde.
Há pessoas que gostam de casas viradas para a rua e outras preferem o sucesso das traseiras.

Terceiro) A riqueza é máxima se cada coisas ficar com a pessoa que lhe atribui maior valor.
Vamos imaginar duas pessoas, o João e a Maria, e dois bens, um carro e uma mota.
O João atribui o valor de 10000€ ao carro e 15000€ à mota e a Maria atribui o valor de 5000€ à mota e 10000€ à mota.
Imaginemos que o João é dono do carro e a Maria da mota, a riqueza total será 15000€ = 10000€+5000€.
Agora, se trocarem ficando o João a mota e a Maria com o carro, a riqueza total aumenta para 25000€, 15000€+10000€.

O sistema de preços de mercado
Faz com que as pessoas que atribuem mais valor a uma coisa vai ficar proprietários dessas coisas.
O conceito de valor que a pessoa atribui está ligado, naturalmente, à restrição orçamental de cada pessoa.

Oh riqueza, será um desperdício acabares na cama de um homem que adore mulheres gordas

Vamos ao que interessa.
Se uma velhota atribui o valor de 100€/mês a uma casa velha (até porque não pode pagar mais).
Se um turista atribui o valor de 1000€/mês por essa mesma casa velha depois de reabilitada (vamos supor que reabilitar a casa implica uma amortização de 400€/mês).
A senhora velhota sair e dar lugar à reabilitação vai ajudar os pedreiros e aumentar a riqueza do país.

E o que fazer à velhota?
Terá que arranjar outra casa cuja renda seja de apenas 100€/mês.
Se esta senhora não conseguir arranjar, não querendo nós transforma-la numa sem abrigo, aqui entra o Estado com os bairros sociais.

O que o Estado pode fazer.
Vou começar por tocar num ponto que ninguém se tem lembrado, as cérceas.
O centro das cidades, além dos centros históricos que interessa preservar como memória histórica, existem grandes limitações ao que se pode construir em temos de volumetria e altura.
Estas limitações são um "direito público" que podem ser "privatizadas" com o mesmo impacto que teria vender terrenos novos.
Se, por exemplo, as cércea passar de 5 pisos para 12 pisos, sem necessidade de aumentar as infra-estruturas como as ruas, tubagens de água, saneamento, electricidade, fibra óptica, a área disponível para construção mais do que duplica.
Claro que (e essa é a razão para existirem) os conservadores (de esquerda e de direita) irão dizer que vamos destruir as cidades e que, com isso, vamos acabar com o turismo mas tal não corresponde em nada à verdade. Se em Nova York os prédios mais pequenos têm 20 pisos e os intermédios têm 50 pisos e é uma das cidades com mais turismo do mundo, ...

Os prédios mais pequeninos de NY têm 20 pisos e os médios entre 30 e 50 pisos.

O que eu defendo.
Nos centros históricos até deixo que se mantenham as cérceas actuais que, no caso do Porto, até são bastante razoáveis (por exemplo, a rua dos Mercadores tem uns 5 metros de largura e prédios com 20 metros de altura) mas, fora destes centros e onde o impacto visual é praticamente nulo, duplicava ou triplicava as cérceas actuais. 
Esses aumentos seriam por venda de direitos, 50% para as autarquias e 50% para o Estado central.
Assim, seria algo positivo para os donos dos imóveis, para os nativos (mais oferta de habitação), para os turistas (mais área para alojamento e mais trabalhadores no sector do turismo) e para as pessoas das outras regiões (a venda dos direitos seria receita pública).
Se o preço das casas nas cidades andar nos 1500€/m2 e a construção custar 750€/m2, tal traduz que o aumento da cércea poderá ser vendido por 750€/m2 o que traduz um potencial enorme para aumentar a riqueza do nosso país.
Mas penso que somos, enquanto eleitores, conservadores de mais para isto sendo mais popular o discurso demagógico do combate aos despejos das velhinhas.


Só um bocadinho do Bruno de Carvalho.
Caiu e está com um esgotamento nervoso.
Aconselhava a ir ao Bruxo de Fafe pois também acredito que está a ser vítima de bruxaria.
Tem que levar "defumações, encruzilhadas e rezas de contra-fogo para banir Lúcifer" senão, nunca mais volta a ser presidente do SCP.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

A mobilidade social tem duas faces

Demora 125 anos a sair da pobreza. 
Foi este o resumo das notícias sobre um relatório da OCDE. 
Primeiro, vamos compreender este número.
Peguemos nas pessoas que conhecemos e vamos meter 1/3 em cada uma das 3 classes em que as famílias se dividem, "mais pobres", "médios" e "mais ricos".
Depois, andemos 125 anos para trás, até ao ano de 1893, e tentemos indagar se os avós/bisavós dos nossos conhecidos pertenciam ao mesmo grupo que ela pertencem actualmente.
O "125 anos" traduz que, decorridas 5 gerações, 50% das pessoa que em 1893 eram "mais pobre" hoje os seus descendentes são "médios" (e 50% continuam "mais pobres").
Noutra perspectiva, a cada geração, 100 famílias "mais pobres" dão origem a 87 famílias "mais pobres" e 13 famílias "médios" 

O que é ser "mais pobre"?
É um conceito relativo de forma que um "mais rico" em 1893 até vivia muito pior que um "médio" de agora (por exemplo, o dentista arrancava os dentes a frio!!!).
Assim, apesar de os "mais pobres" estarem condenados a gerar "mais pobres" isso não quer dizer que não há progresso e melhoria nas condições de vida.

O reverso da medalha.
Se os "mais pobres" têm dificuldade a passar a "médios", isso traduz que os "médios" também têm dificuldade a passar a "mais pobres" (porque, em cada grupo, há sempre 33.3% das pessoas).
Assim, política que favoreçam o "ascensor" social terão o efeito perverso de favorecer o "descensor" social.

Razões para a pouca mobilidade social.
Há diversas razões/hipóteses.

1) Razões orgânicas/genéticas.
Vamos supor que uma pessoa consegue gerar rendimento elevado porque tem alguma característica genética particular seja inteligência, beleza ou jeito para o desporto.
Vamos supor que essas características se transmitem geneticamente aos seus filhos (filho de peixe sabe nadar).
Vamos supor que "pessoas com mais sucesso" têm filhos com outras "pessoas com mais sucesso".
Então, os filhos de famílias de sucesso acima da média vão também ter sucesso acima da média, perpetuando-se as famílias no escalão de rendimento.

2) Razões económicas.
Por sorte, uma família teve sucesso e acumulou fortuna (por exemplo, Cristiano Ronaldo).
Ao transmitir o património aos seus filhos, mesmo que estes não tenham grande capacidade, vão continuar ricos.

3) Razões sociais.
O grupo defende-se da entrada de outros (favorecimento).
Assim, quando há necessidade de contratar um trabalhador, vão escolher alguém do seu grupo de rendimento. Como os ricos estão em lugares melhor remunerados, vão contratar os filhos de outros ricos que vão ter melhores salários que os filhos dos "mais pobres" com igual capacidade, perpetuando os grupos sociais.
Também a ideia de que os mais ricos não casam com mais pobres e os ciganos não gostarem que haja casamentos fora da etnia são barreiras social.

Acredito que a Sara Sampaio vá ter filhas bonitas

terça-feira, 5 de junho de 2018

As criancinhas não sabem nada, os anos dos professores e o Jesus

Uns testes às crianças do 5. ano dizem coisas terríveis. 
Primeiro, que não souberam responder que Portugal fica no Sudoeste da Europa.
Eu também não o sabia (pensava que ficávamos na parte ocidental da Europa).
Segundo, não souberam dar uma cambalhota.
Eu também tive que treinar muito. Já adulto, quando tinha que dar, no Kung Fu, cambalhotas (não levem isto para ...), toda a semana tinha que tomar comprimidos contra o enjoo.
Isto tudo é normal e aceitável, simplesmente, por causa da estatística!


Há 70 anos, quantos faziam a 4.ª classe?
Segundo a minha mãe, 3 ou 4 numa turma de 40 pelo que podemos apontar para uma percentagem de 10%. Apenas os mais inteligentes (ou que tinham melhor memória) conseguiam.
A título apenas ilustrativo, pegando na QI e assumindo que as criancinhas todos têm média de 100 pontos e desvio padrão de 15 pontos, se no passado o sucesso escolar na 4.a classe era de apenas 10% dos melhores, as criancinhas que chegavam ao 5.º ano eram mais inteligentes (QI médio 126 pontos) que as de agora.

A contagem do tempo para os professores.
O costa meteu no Orçamento de Estado que eu ia mudar de escalão.
Meteu, eu já pedi várias vezes a mudança de escalão que não me deram mas sou contra isso dos escalões.
Não existe qualquer lógica para, com o decorrer do tempo, haver um aumento do salário do funcionários públicos.
Em 2015, o Passos Coelho disse, defendeu e propôs que os escalões dos funcionários fossem repensados.
O António Costa, demagógico e populista, veio dizer enquanto estava na oposição que ia dar tudo a todos.
Agora diz que não pode dar.
Se fosse honesto, estava no tempo de dizer "afinal o Passos Coelho tinha razão, isto dos escalões é um monstro".
Tenho muita pena que os professores ou quem quer que seja (onde eu me incluo) não ganhem 500000€/mês, líquidos e pagos 14 meses no ano que o Jorge Jesus vai ganhar para a Arábia mas não é possível.
Só é possível no mundo da ilusão, demagogia e populismo em que os esquerdistas vivem.

Os professores ganham demais.
O salário está baixo quando há 100 lugares para preencher e só aparecem 20 trabalhadores.
Pelo contrário, o salário está elevado quando há 20 lugares para preencher e só aparecem 100 trabalhadores.
No caso da profissão de professor, há 10 lugares e aparecem 1000 pessoas, habilitadas, capazes e totalmente disponíveis.
Nas pessoas que ganham mais, adivinhem quem está incluido!
Naturalmente, eu.
No outro dia a minha mãe perguntou-me "Lá os do teu emprego, porque será que te pagam?"
- Por sou funcionário público - respondi.


Por falar no Jorge Jesus.
Quando existe um contrato de trabalho e a pessoa é despedida sem razão, são-lhes devidos os salários mas apenas até encontrar novo emprego e, depois dai, pela diferença entre o salário que ganhava e o que passou a ganhar.
Assim, como o Jorge Jesus encontrou um emprego a ganhar mais, nada lhe é devido pelo Sporting mesmo que o despeça sem justa causa.
Eu penso que ficava bem ao Jorge Jesus ajudar o Bruno de Carvalho até porque falhou em toda a medida. Deveria devolver qualquer coisinha, metade da diferença entre o que está a ganhar e o que vai ganhar.
Se, em termos líquidos, vai ganhar 9 milhões e ganhava 4 milhões no Sporting, dava 2,5 milhões para ajudar os coitadinhos (e são dedutível no IRS).

sexta-feira, 1 de junho de 2018

A boa vontade dos jogadores do Sporting

Imaginemos esta situação. 
O jogador Rui Patrício joga no Sporting onde ganha 285714,29€ por mês.
Sim, duzentos e oitenta e cinco mil setecentos e catorze euros e vinte e nove cêntimos por mês.
Tem 30 anos e tem contrato até 2022 o que perfaz 16 milhões de euros em ordenados futuros.
Nos últimos 2 jogos meteu 3 frangos.
(O Bruno de Carvalho deveria ser mais que demitido, ser crucificado, frito em óleo quente, por ter assinado contratos destes com jogadores que não conseguem ganhar nada, nem contra o Clube Desportivo das Aves)

Vamos então à boa vontade.
Vamos supor que o Rui Patrício tem dois contrato nas mãos:
  Contrato 1 = 6 anos a ganhar 280 mil €/mês e 18 milhões € para o Sporting
  Contrato 2 = 6 anos a ganhar 500 mil €/mês e 0 milhões € para o Sporting.
Acham que, se o Bruno de Carvalho se demitir, o Rui Patrício irá escolher o Contrato 1 podendo escolher o Contrato 2?

Penso que não preciso dar a minha resposta!
Os jogadores são como carneiros a caminho do matadouro, rabeiam mas acabam por levar a choupada.
Naturalmente, o jogador inteligente que está num momento de sucesso está sempre à procura de um argumento qualquer para se libertar do preço do passe.
O problema é que isso não é fácil senão ninguém pagaria transferência milionárias.

Esta pergunta aplica-se a todos.
Acham que o Neymar abateu ao seu salário os 222 milhões € que o PSG pagou ao Barcelona pela transferência se o tivesse podido não fazer?

Será que o Sporting vai falir se perder todos os jogadores?
Fui ao www.transfermarkt.pt/sporting-lissabon/startseite/verein/336 ver o valor que atribuem aos jogadores do Sporting e, em 28 jogadores, somei 202,5 milhões € em que 60% deste valor vem de 6 jogadores (Gelson Martins, 30M€; William Carvalho, 25M€; Bruno Fernandes, 20M€; Bas Dost, 19M€; Rui Patrício, 16M€; Marcos Acuña, 14M€).
Agora, vamos supor que estes jogadores se vão embora não conseguindo o Sporting qualquer valor de transferência. Será que o Sporting vai falir?
Nem pensar.

Primeiro - Será que os jogadores valem mesmo 202,5M€?
Isto é uma ilusão.
Nos últimos 10 anos, o Sporting comprou dezenas e dezenas de jogadores mas só conseguiu 8 transferências acima dos 10M€ (João Mário, 40M€; Islam Slimani, 30,5M€; Adrien Silva, 24,5M€; Marcos Rojo, 20M€; Rúben Semedo, 14M€; Bruma, 13M€; João Moutinho, 11M€; Ricky van Wolfswinkel, 10M€) pelo que é muito discutível que o plantel tenha 6 jogadores que o Sporting possa fazer acima de 10M€ e muito menos que consiga 202,5M€.

Segundo - O importante é a liquidez.
Qualquer pessoa, empresa ou SAD precisa conseguir manter-se, mês a mês, acima da linha de água, tem que entrar (cotizações, bilhetes, publicidade, direitos televisivos, prémios, "vendas") pelo menos tanto dinheiro como o que sai (salários, juros, "compras").
Quando não o consegue, tem que pedir dinheiro emprestado, aumentando o pagamento em juros.
E depois, "toda a gente sabe que a dívida não é para pagar, é para gerir" (Eng. Sócrates).
O Sporting fez uma média de 0,8 boas vendas por ano mas fez dezenas de compras que lhe sugaram o dinheiro todo que recebeu. Por isso, as vendas em nada têm ajudado a liquidez a manter-se acima da linha de água.

Vai para a falência técnica.
A falência técnica traduzida por um saldo negativo entre o activo e o passivo não tem qualquer problema desde que, no dia a dia, conseguirmos equilibrar as entradas e as saídas.
Vejamos a TAP que tem um capital negativo na ordem dos 1000 milhões € e continua a voar (e, parece, que a crescer e a dar lucros desde que foi privatizada).

O que acontece se os jogadores saírem todos?
Acontece um rombo imediato no activo que, caso contrário, só acontecerá daqui a uns anitos  porque os jogadores não valem um caracol.
Lembram-se do Mantorras que, foi do Alverca para o Benfica por 1 milhão de contos (5M€) e o Vale e Azevedo, que não saia por menos de 18 milhões de contos (90M€)?
Por quanto saiu?
Não se recorda? Pois foi para o Estaleiro Futebol Clube onde fez dupla com o Nico Calabria.

Deixem jogar o Matorras!

O que vai acontecer.
Jogar bem é difícil, é preciso muito apoio por parte da equipa e a história mostra que a grande maioria dos jogadores que saiu em rotura acabou mal.
Lembram-se do André Carrillo que foi para o Benfica?
Não jogou mais.
Lembram-se do Edgar Patrício de Carvalho Pacheco, o Edgar que em 1998 era no Benfica o novo Eusébio até que foi para o Málaga em rotura, com um contrato de 10 anos a ganhar 25000€/mês? 
Tinha feito 37 internacionalizações nos sub-21 e fez 1 internacionalização nos séniores!
Esteve os 10 anos do contrato (fez uma média de 20 jogos por ano) e, depois, acabou com 7 jogos no Boavista e 12 no Alki Larnaca (que nunca ouvi falar, desceu nesse ano à 2.a divisão cipriota, e já não existe).
Encostou as botas aos 32 anos (para comparar, o Ronaldo tem 33).

Os jogadores que "rescindirem contrato por justa causa" vão encostar as botas.
Só se safou o Moutinho porque teve todo o apoio do Pinto da Costa (e é um jogador especial).

O Sporting vai contratar menos melões.
Primeiro, o Bruno vai pegar noutros jogadores mesmo que mancos e vai-lhes atribui os tais 202,5M€ em falta no balanço.
Depois, deixam de entrar as dezenas de jogadores, contratados sem critério, que têm entrado todos os anos.
E tudo continuará na mesma.

Será que continuo a dar razão ao Bruno de Carvalho?
Ainda acho que tem mais razão.
Um jogador que recebe 285714,29€ por mês acha-se ofendido quando quem lhe paga o salário a tempo e horas lhe pede contas do desempenho?
Quando sofre um frango e, porque responde "fiz o meu melhor" enquanto se penteia, ficar chocado por ser apelidado de "menino mimado"?
Tenho pena é dos milhões que ganham o salário mínimo nacional e têm sempre o chefe a calcar-lhe os calcanhares a ver se cumprem as metas.
O Bruno de Carvalho é semelhante ao agricultor que tem que lidar com bois de 1000 kg. Se mostrar fraqueza, é esmagado.
O Bruno ganha 10mil€/mês e é o patrão de quem ganha 285714,29€/mês e mais.

É preciso ter pulso firme!



terça-feira, 29 de maio de 2018

Será que o Costa resolveu o problema da baixa natalidade?

O primeiro ministro Costa é perito em dizer que resolve problemas.  
Mas, de facto, não resolve nada, muita propaganda e atira o problema para os outros.

Problema 1 - Haver poucas casas para arrendar. O Salazar resolveu construindo centenas de milhares de casas nas grandes cidades (os bairros sociais) e cobrando rendas baixas e em função do rendimento. O Costa resolve proibindo os senhorios de despejar os arrendatários mantendo uma enorme carga fiscal sobre as rendas e deixa as casas do Estado a cair aos bocados.

Problema 2 - Os "salários baixos". O Salazar resolveu criando ambiente para o investimento, fazendo obras públicas com critério e fazendo um acordo de comercio livre com a EFTA. O Costa resolve aumentando o salário mínimo (que são os outros que pagam), mantendo uma enorme carga fiscal sobre os mesmos.

Poderia referir muitos mais problemas que o Costa anunciou que resolveu mas que não resolveu mas isso é o trabalho do Rui Rio que não quer, não sabe ou é incapaz de o fazer. 

Problema 3. A baixa natalidade. Hoje vou falar do problema da natalidade que o Costa disse ser por culpa das políticas de direita, neoliberais, do Passos Coelho e que já resolveu com políticas de apoio à natalidade.
Será que resolveu? Mas que políticas são essas?
Será que já nascem as crianças suficientes?

A evolução da natalidade, 1960-2017.
Para que uma população seja estável, cada mulher tem que ter uma filha o que, em termos médios, se traduz em 2,06 crianças (em Portugal nascem ligeiramente mais rapazes do que raparigas).
O que se observa é que, desde 1982 que nascem menos de 1 rapariga por cada mulher, actualmente, 0,59 raparigas por mulher, 1,30 crianças por mulher.
A grande mentira do Costa é que a queda na fertilidade aconteceu entre 1975 e 1985, muito antes de o Passos Coelho ser primeiro ministro e exactamente nos períodos dos governos esquerdistas, e nunca mais recuperou, aguentando-se baixa durante os governos do Cavaco Silva (PSD), Guterres(PS), Sócrates(PS), Passos Coelho (PSD-CDS) e, estranhamente atendendo ao anunciado, também do Costa (2016-presente).
Assim, nem só o problema não vem do Passos Coelho como o Costa não resolveu nada, continuando com uma ligeira tendência de diminuição (ver, Fig. 1). 

Fig. 1 - Evolução do número de filhos do sexo feminino por mulher (Dados, Banco Mundial e INE)

Porque será que as pessoas deixaram de querer ter filhos?
Para resolver o problema, é preciso compreender as suas causas que, no meu entender, são duas.

As pessoas deixaram de cumprir os Mandamentos de Deus.
O grande mandamento de Deus, dito a Adão (Gn 1:28) e repetido a Noé (Gn 9:1), é Crescei e Multiplicai-vos. Até 1970, nas aldeias, os padres massacravam o povinho com o Fazei Cristãos que lá ia acreditando ser esse o caminho para o Céu. Agora, nem as Testemunhas de Jeová o praticam.

Custa muito e não traz qualquer benefício.
Agora, é muito mais dispendioso criar um filho do que era no antigamente.
Apesar da pobreza de então, nesse tempo uma criança de 5 anos de idade já quase se auto-sustentava com os pequenos trabalhos agrícolas que realizava. Arrancar umas ervas, apanhar umas couves ou levar umas cabras ao monte já era suficiente para a pobreza com que viviam as crianças. E as que não se conseguiam sustentar em volta dos pais, iam "servir" para casa de um lavrador ou para Lisboa.
Agora, por pressão social e legal e por causa do custo de oportunidade (uma hora de tempo vale mais dinheiro), ter e criar uma criança tornou-se muito dispendioso.
Fazendo umas contas por alto, 25 anos a 350€/mês, criar um filho fica por 100 mil €.

Por outro lado, os pais não tiram benefício dos filhos.
No antigamente, havia os campos para amanhar, os filhos davam "a féria" aos pais enquanto fossem solteiros e ajudavam-nos na velhice, coisas que agora não existem, antes pelo contrário.
Também, haver lares da terceira idade, pensões e, finalmente, a eutanásia, torna totalmente dispensável ter filhos enquanto garante de uma velhice confortável.

Ponderar enfrentar a velhice com 3 filhos ou 300 mil € no banco, é melhor ter os 300 mil €.
Tenha ou não filhos, o destino é o lar da terceira idade onde 300 mil € permitem escolher um local bem mais confortável. 

Qual é a taxa de contracção potencial da população?
Se os filhos nascem, em média, quando a mãe tem 32 anos e cada mãe tem 0,59 filhas, a taxa de contracção da população vem dada por 0,59^(1/32)-1 = -1,64%/ano.
Isto traduz que continuando apenas com a propaganda, no fim do século, seremos 2,6 milhões.

Como se pode resolver o problema?
Vai custar muito dinheiro seja às famílias (que é óbvio que não o vão fazer) seja aos cofres do Estado.
Se nascem 0,59 raparigas por mulher e era preciso que nascessem 1,0 então, terá que haver um aumento na natalidade de 70%. Isto traduz que, se nascem actualmente 86 mil crianças por ano, terão que nascer mais 60 mil crianças por ano o que é um projecto de dimensão inimaginável.
Será preciso que 20% das mulheres terem 6 filhos para se atingir essa meta
O problema deste problema é que vai custar muito dinheiro a ultrapassar, custo de 6 000 000 000 €/ano.
Se o Costa quer resolver o problema tem que, juntamente com a propaganda, meter de lado 6 mil milhões de euros por ano.
Como são as famílias mais pobres que têm mais filhos, terá que ser este grupo social o alvo do "ataque".
Vou agora avançar com 5 pequenas medidas para além da propaganda.

Medida 1 = Bonificação na pensão de reformados dos pais.
Para o caso da mãe, contar como bonificação nos anos para efeito do cálculo da reforma
1.º filho   => +1 ano; 2.º filho   => +2 anos; 3.º filho => +3 anos; 4.º filho e seguintes => +4 anos
e transferir 10% das contribuições dos filhos directamente para a sua pensão.
Para o pai, atribuir metade destas bonificações.

Medida 2 = Licença de maternidade crescente com o número de filhos.
Para a mãe atribuir
1.º filho   => 4 meses; 2.º filho   => 8 meses; 3.º filho => 12 meses; 4.º filho e seguintes => 16 meses.
Para o pai, atribuir 1, 2, 3 e 4 meses, respectivamente.

Medida 3 = Incentivos financeiros e de habitação.
Para as famílias carenciadas, o abono de família ser crescente com o número de filhos e substancial
Também deve ser atribuída habitação de forma prioritária e a preços reduzidos. Relativamente ao preço normal da habitação social, calculada pelas regras actuais, a família com filhos deverá ainda ter um desconto pagando uma percentagem desse preço normal:
1.º filho   => 100%; 2.º filho   => 70%; 3.º filho => 40%; 4.º filho e seguintes => 10%.
Se na localidade não houver habitação social, faz-se.

Medida 4 = Incentivos no emprego.
Os pais de famílias com 4 ou mais filhos devem ter prioridade na contratação por entidades públicas (Estado, empresas pública e autarquias), mediante uma bonificação substancial na classificação.
Se na localidade não houver emprego público, haver um programa de integração que apoie o emprego privado.

Medida 5 = Fim do preconceito contra os pobres.
Se há as famílias pobres que se disponibilizam a ter filhos para poderem viver dos incentivos públicos, tem que acabar a ideia de que são subsídio-dependentes.

Fig. 2 - "Foi aprovada a sua candidatura ao programa Vida Plus, com financiamento máximo de 12 filhos".

terça-feira, 22 de maio de 2018

Porque será que Jesus chorou?

Na final da Taça, quando a derrota era irreversível, Jesus chorou.
Claro que todos pensaram "Jesus queria muito ganhar a Taça porque ama o Sporting" mas não foi nada disto.
Jesus chorou porque, no último mandato no Benfica, quando queria que o Sr. Califa dos Pneus lhe pagasse 500mil€/mês, não se cansou de repetir "Eu sei o meu valor, não é a estrutura que ganha, não é a estrutura que valoriza jogadores, sou eu, Jorge Fernando Pereira de Jesus e não o Califa ou qualquer outro".
Agora, chorou porque ficou provado que quem ganha não é o treinador nem os jogadores, mesmo que ganhem milhões.
Claro que tendo Jesus a capacidade de ressuscitar, ao terceiro dia veio virar o bico ao prego, culpando agora a estrutura directiva do Sporting pelas derrotas.

Fig. 1 - Sr. Jornalista, a culpa é do Bruno de Carvalho por ter dito que os meninos são mimados.

Porque chorou Rui Patrício?
Porque, com o papo cheio de cagança, enfiou um frango no Marítimo e 2 no final da taça.
Dói, para quem se julga o melhor guardar redes do Mundo, deixar um jogador sozinho na frente meter de cabeça um golo ao segundo e, depois, ainda deixar a bola passar por baixo, um jogador que se pensava o melhor guardar redes do mundo

Fig. 2 - O que faz o Rui Patrício encostado ao 1.º poste quando está um jogador solto no 2.º poste?
O que faz o Battaglia na terra de ninguém?

Fig. 3 - Quando a bola chegou à cabeça do avançado, o Rui Patrício estava a meio da baliza e o Battaglia a ver jogar.

Fig. 4 - A esta grande distância, deixa a bola passar por baixo do corpo.


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