sexta-feira, 13 de maio de 2011

É urgente acabar com os comboios

Os comboios são uma tecnologia completamente ultrapassada. Por isso é que a CP, REFER e Metros dão tanto prejuízo. Tal como já acabaram os carros puxados a bois e os cavalos de transporte, os comboios também têm que acabar para o bem de Portugal.
Esta é a minha segunda medida de fundo.
A antipatia pela mudança
Eu treinei Kung-Fu mas era fracote porque não executava as danças como está definido há milhares de anos. Como professor, também classifico os meus alunos um pouco desta forma. Rotular como excelente a pessoa que repete o passado é uma forma da sociedade conservar a sua estrutura actual. Apesar de a mudança ser necessária para o progresso, as pessoas têm medo do desconhecido preferindo a estabilidade e o marasmo.
Fig. 1 – Cuidado que eu sou Kung-Fu-dista. Hiarrr… r… r… i… i… ó… ó…
Nas empresas também existe aversão à mudança. Se for possível, as tarefas serão executadas como sempre o foram. As empresas apenas melhoram quando têm a concorrência de uma minoria de indivíduos, os empreendedores, que ousa inovar avançando com novos produtos e métodos de produção mais eficientes. As empresas antigas mudam ou abrem falência.
As empresas públicas, por os seus prejuízos serem financiados pelos impostos, nunca abrem falência (até ver). Mais grave é o Estado, numa tentativa para diminuir os prejuízos, fechar o mercado à concorrência e à inovação.
O caso dos comboios
Comboio é um substantivo colectivo. É uma récua carregada; Um grupo de muares carregados; Uma manada de cavalgaduras em fila.
Fig. 1 – O comboio que governa Portugal
Um muar transporta às costas uma mulata que são 3 alqueires. Como andar sobre carris tem menos atrito, o mesmo muar, puxando uma carruagem sobre carris de madeira, transporta 5 mulatas.
 
Fig. 2 – Esta mulata é carga de mais para o meu comboio
Em Portugal, nos anos 1950, nas minas ainda se usavam comboios de mulas sobre carris de madeira.
Os comboios mecanizados
Começam em Portugal em 1856 concorrendo com os burros e bois no transporte de carga e com os cavalos no transporte de pessoas. Nessa altura, ir do Porto a Lisboa a cavalo demorava uma semana e implicava trocar 15 vezes de montada. A mesma viagem de comboio demorava 12horas. Um burro transportava 45kg (em carreiro) e uma junta de bois 500kg (em estrada macadame) e percorriam 30km por dia. O comboio de carga transportava 500t e percorria 300km por dia.
Quando, no início do Sec. XX, surge o automóvel com motor de explosão interna (carros, carrinhas, furgonetas, camionetas e camiões), a estrada asfaltada, e as grandes reservas de petróleo do Médio Oriente, o comboio ficou completamente obsoleto.
O automóvel é tecnologicamente superior porque é flexível.
Por exemplo, um camião carrega fruta num pomar no meio de Marrocos e, passadas 24 horas, está a descarregá-la dentro de um hipermercado em Matosinhos. Num contentor climatizado, sem transbordo, paragens, ligações, greves, nada. Esse mesmo camião recolhe sapatos em Felgueiras e, passadas 24 horas, está a descarregá-los na Marks & Spencers em Londres.
Fig. 3 – Sr. Costa, quando, em Marrocos, aparece um sinal com uma mulher deitada com uma cadeira em cima, não é o que pensa
As carreiras Porto-Lisboa.
Um autocarro faz a ligação Porto Lisboa em 2h45m e o bilhete é mais barato que o do comboio.
O Comboio recebe subsídios e ainda dá um prejuízo terrível. O autocarro paga imposto de circulação, ISP, IVA, Portagens e ainda tem que dar lucro senão o BE diz que fogem ao fisco.
Vamos pensar nos terminais de autocarros que o Estado construiu nestas cidades: NADA. A Praça das Cebolas em Lisboa é uma vergonha. A Cordoaria no Porto é outra vergonha.
Porque é que os autocarros não podem receber passageiros nas estações de serviço das auto-estradas? É uma vergonha.



A questão ambiental
Uma carrinha (15l/100km) de 1+8 lugares, lotada, emite 50g de C02/km por passageiro, um autocarro (45l/100km) de 50 lugares, lotada, emite 25g de C02/km por passageiro. Somando, numa viagem Porto Lisboa, a carrinha emite 15kg/passageiro, o Alfa, lotado, emite 13Kg/passageiro (fonte: CP) e o autocarro emite 7.5kg/passageiro. E o gasóleo paga uma imensidão de ISP alegadamente pelas emissões de CO2 que o comboio não paga.
O comboio tem que desaparecer como os carros de bois desapareceram
Não é privatizar, é acabar de vez com os comboios.
O Estado, em vez de deixar morrer uma tecnologia ultrapassada há 100 anos, sobrecarrega os automóveis com proibições, taxas, impostos, portagens, alvarás, multas e atribui aos comboios subsídios, avais, compensações, subvenções. Com que lógica?
A CP mais a REFER (para não falar dos Metros) dão mais de 3 milhões de euros de prejuízo por dia. Estes números não aparecem nas contas porque são classificados como “investimentos” mas que nunca mais vão ser amortizados.
E têm que ser construídos terminais de autocarros decentes para as empresas privadas do sector rodoviário poderem funcionar livremente e com qualidade.
Porque é que não existem terminais rodoviários nas auto-estradas à entrada de Lisboa e de Porto com 20mil lugares de estacionamento e ligações em Shuttle com o centro da cidade?
Penso que é por sermos governados comboios.
Última hora: Provavelmente Marrocos vai ter TGV antes de Portugal
Li no JN que o governo está muito preocupados com a possibilidade de Marrocos ter TGV antes de Portugal. Ao que nós chegamos, estarmos a competir com Marrocos por um lugar no Guinness.
Fig. 5 – Olhi u tapét bárátu. É igualu no TGV do Marôcu.


Já estou preocupado porque, se o Sócrates não ganha as eleições, ainda a Grécia declara a bancarrota antes de nós e lá se vai o guinness.
Ultíssima hora: O pêlo púbico do Catroga
O pêlo púbico aparece no ser humano depois da puberdade e é curto, grosso e encaracolado.
Há um animal, o pthirus pubiso, que vive exclusivamente nessa zona pilosa do ser humano  e que, por causar prurido, está em perigo de extinção.
As expressões idiomáticas associadas ao pêlo púbico traduzem a ideia de que o assunto tem pouca importância.
Fig. 6 – Ai c'um Catroga, isto é que é uma pentelhada a sério.

Pedro Cosme da Costa Vieira

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