sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A probabilidade do PàF falhar é de 67%

Todos devem estar com muita curiosidade sobre a minha metodologia.

Como diabo, pensam vocês, o bloggista assassino de refugiados e de imigrantes chegou ao número de 67%? Parafraseando o Jerónio de Sousa, porque não 50% ou 90%?
Mas aqui vai a minha metodologia.

Os nossos credores são pessoas informadas.
Se nós devemos 230 mil milhões €, essas pessoas devem estar muito preocupadas com o desenrolar das coisas em Portugal.
Então, decidir inquirir essas pessoas todas.
Acham que isso é impossível?
Até pode ser mas eu inquiri-as mesmo usando a diferença entre a taxa de juro a 10 anos da dívida pública portuguesa e alemã.
Quando, em meados de Setembro, todas as sondagens davam o PS à frente nas intenções de voto, o spread atingiu 2,07 pontos percentuais e, quando o PàF ganhou, diminuiu para 1,77 pontos percentuais (ver, Fig. 1).
Então, com o PS a liderar o governo, os credores exigem um spread de 2,07pp e com o Pàf é 1,77pp.
.
Fig. 1 - Evolução do spread entre a dívida pública a 10 anos portuguesa e alemã (dados, Ycharts)

São 0,30 p.p.
Não parece muito mas, em, 230 mil milhões e de dívida, são 690 milhões € por ano em acréscimo de juros que teremos que pagar para podermos ter um governo esquerdista, exigem os credores.
A somar aos 600 milhões€ dos salários da função pública, os 700 milhões de € da diminhuição do IVA na restauração e na electricidade e muitas mias coisas, os esquerdistas vão ter que subir impostos, taxas e taxinhas (como o Costa tão bem soube fazer em Lisboa) para pagar mais 690 milhões e em juros.

A probabilidade.
Calcula-se dividindo o actual incremento no spread relativamente aos 0,30pp,
Se hoje o spread é de 0,20pp, então, os nossos credores dizem que a probabildaide de fracasso do governo do Passos Coeçlho (i.e., de o governo do PAssos Coelho ser igual ao governo esquerdista) é: de 
     0,20/0,30 = 66,67%

O efeito Cavaco já se diluiu.
Quando o Cavaco falou, o spread foi lá para baixo mas, no entretanto, a coisa perdeu-se.
Agora, o Cavaco vai ter que mandar outra marretada.
Estou a imagir a última frase da intervenção de hoje do Cavaco:
"Já estudei todos os cenários e garanto que o Costa nunca será primeiro ministro. E recordo-vos que nunca me engano, nunca me arrependo e que raramente tenho dúvidas."

Agora, esta é para responder à pergunta do Camarada Jerónimo
Porque tem que ser o défice de 3% dado PIB e não 4% ou 10%?
Quando se pensou na criação da Zona Euro, havia duas correntes. Na primeira, a tal que os camaradas chamam de neoliberal, queriam uma solução concorrencial enquanto a outra, "os democratas", queriam uma solução do politeburo.

Como seria a solução concorrencial.
Todos os 28 países da União europeia manteriam a sua moeda e o seu banco central mas, qualquer pessoas, residente em qualquer país, poderia fazer contratos e afixar preços na moeda que bem entendesse.
Se, por exemplo, eu quisesse que o meu contrato de trabalho estivesse em Zelotes polacos, se o Pingo Doce quisesse afixar os preços em Marcos Alemães e o Continente em Liras Italianas, o IRS ser pago em Escudos e o IVA em Pesetas, assim seria feito.
Como cada banco central teria a sua política monetária independente, umas moedas teriam taxa de inflação mais elevada e outras moedas mais baixa.
Com o passar do tempo, "a boa moeda expulsaria a má moeda" e, talvez daqui a 50 anos, todas as pessoas usariam a mesma moeda, talvez a moeda adoptada fosse mesmo o nossos querido Escudo.

Como é a Zona Euro.
O politburo decidiu que, desde o primeiro dia, haveria apenas uma moeda, um banco central e uma política monetária (inflação entre 1,9%/ano e 2,0%/ano).

Para haver a mesma política monetária ...
Os países têm que ter todos a mesma dívida pública em percentagem do PIB.
Como o Banco Central usa a dívida pública dos países como colateral nos empréstimos, se assim não for, o BCE está a financiar os países com dívida pública mais elevada.
E, resultou da média das vontades de todos os países fundadores do Euro que a dívida pública teria que ser, no máximo de 60% do PIB.

Para ter 60% de dívida ...
A dívida pública é o acumular dos défices públicos.
Então, fez-se uma conta simples.
Assunção 1 => Se a taxa média de crescimento do PIB nominal for de 5%/ano
Assunção 2 => Para termos uma dívida pública constante nos 60% do PIB
Resultado => o Défice público terá que ser de 60% * 5% = 3% do PIB.

É uma conta fácil.
Bem sei que o Camarada Jerónimo só tem a Quarta Classe das antigas mas é fácil compreender que 60 vezes 5 dá 3.

Mas o crescimento está pior que o antecipado.
É que o crescimento nominal do PIB será menor que os 5,0%/ano previstos em 2002.
Assunção 1.b => Se a taxa média de crescimento do PIB nominal for de 3%/ano
Resultado => o Défice público terá que ser de 60% * 3% = 1,8% do PIB.

Fig. 2 -Para termos Euro, as contas públicas têm que ser skynnis

Um abraço Camarada.
Para mim o PCP é como o Sporting. Não gosto mas, quando derrota o Benfica, fico todo contente.
Também não gosto do PCP mas, se arrasar o BE e o Costa, ficarei todo contente.

Fig. 3 - Camarada, dá cabo deles que o meu avô e o meu tio também se chamavam Jerónimo e, dizem, eram f...dos.

É que eu tenho um trauma!
Quando eu era pequenino, a avó da Catarina Martins foi minha professora de piano, a D. Raquel!
Estão a imaginar?
Mais valia a minha mãe ter-me deixado aos cuidados do Bibi!

Pedro Cosme Vieira

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