quinta-feira, 29 de novembro de 2018

O monopólio bilateral, a Graça e o Zé Luís

Somos casados, logo, discutimos.
Esta regra de vida tem preocupado os pensadores ao longo da história.
Lá no judo há uma gaja toda boa que vai levar as suas duas crianças à aula. Como nunca apareceu o pai das crianças, logo, deve ser "solteira".
Eu nem olhava para ela porque acho que as mulheres só contribuem para a infelicidade dos homens mas, numa das últimas aulas, para não parecer panasca disse-lhe um olá e ela respondeu com um sorriso ... 
Fig. 1 - e, na aula seguinte, com umas leggings pretas, a matar! Assim, mesmo, quando eu cheguei, virou-se de costas e abriu um bocadinho as pernas.

Mas onde eu queria chegar.
Vamos supor, o que nunca vai acontecer, que eu conversava com ela mais um pouco. Daqui a nada, começávamos a discutir!
Não nos conhecemos de lado nenhum, são tudo sorrizinhos. Se nos começássemos a conhecer, vinham discussões, insultos, desconsiderações e amuos.
Isto tem tudo a ver com a Economia!

A Graça e o Zé Luís são o casal típico.
Um deles, no caso, a Graça, faz do outra capacho (como dizem os nossos amigos brasileiros), faz gato sapato do Conde tratando-o abaixo de cão.
Se fosse o contrário, diriam que o homem era manipulador, tóxico, destrutivo e que estávamos em presença de violência doméstica (sim, não esquecer que um homem foi condenado por não querer fazer sexo com uma mulher e ninguém se insurgiu) como é a mulher a fazê-lo, já se aceita.
Nós, continuando assim o mundo, vamos acabar como seguranças, motoristas e pedreiros sob ordem das gajas.

As relações são um monopólio bi-lateral.
Há um vendedor e um comprador, sem concorrência, que procuram determinar o preço a que vão transaccionar um bem.
Para o vendedor, o custo de produção é 10€ (valor desconhecido do comprador), para o comprador, o valor do bem são 20€ (valor desconhecido do vendedor).
O preço vai ser um valor entre 10€ e 20€. Se for 12€, o vendedor vai ganhar 2€ e o comprador 8€. Se for 18€, o vendedor vai ganhar 8€ e o comprador 2€.
Agora, é preciso travar uma guerra na qual o vendedor quer o preço o mais alto possível e o comprador o preço mais baixo.
O vendedor tem que convencer o comprador de que o custo de produção é muito elevado enquanto que o comprador tem que convencer o vendedor de que dá pouco valor pela coisa.

Este problema de "divisão do ganho" é central à economia.
O empresário tem que dividir a margem das vendas entre o lucro, ganho seu, e os salários, ganho dos trabalhadores.
O Orçamento de Estado tem que ser dividido entre o "eleitorado do PS" e o "eleitorado dos outros".
Podemos representar o problema num quadrado, a "caixa de Edgeworth", em que as potenciais soluções de transacção formam a "linha de contractos" que liga o canto inferior esquerdo ao canto superior direito da caixa.

O que quer o Zé Luís?
O Zé Luís está à procura de emprego. 
Quando viu a casa, imaginou-se a trabalhar naquele hostel que a Graça gere.
Aquilo foi tipo uma "entrevista de emprego".
Disse-me o Marques Mendes que a casa pertence ao ex-marido-careca-meio-brasileiro! Estão a perceber porque a Graça lhe engraxa a careca e ele não "lhe dá bola"?
Ela disse que deixou o careca porque foi corneada. Já perguntaram à actual mulher do careca se ele alguma vez a corneou? Nunca, o que traduz que a Graça tem muita conversa mas vale pouco na cama.
O Zé Luís experimentou mas nunca mais pois, ao ver tamanha coisa, Sua Alteza passou a Conde de Alpendurada.

Reparem bem.
O Zé Luís é uma boa pessoa tanto que não levou as 3 ex-mulheres ao tal jantar (disseram-me que são umas cabras, mais ou menos como a Graça).
Quando aquela cabra da Sónia levou o ex-cabeça-rapada ao jantar, o povo achou mal, que era um insulto ao marido actual.
Sendo o Zé Luís uma pessoa, se tivesse qualquer sentimento libidinoso pela mulher, sentia-se incomodado. Mas sentiu-se muito bem porque "Era um jantar com o dono da casa".
Sendo a Graça "a patroa", há que ter respeitinho. 
  
O que quer a Graça?
Como diz a música do Marco Paulo ("uma lady na mesa, uma louca na cama"), a Graça quer um lacaio que seja gentleman à mesa, um Nuno Rogeiro nas conversas, uma estaca na boca das amigas, um touro na cama e sem lhe pagar um tostão.
Quer um escravo para todo o serviço, naturalmente, à borliex.

Compreendo o Hugo aturar a Ana.
É que a gaija é boa como tudo.

Fig . 2 - Estou a imaginar o Hugo a acordar de manhã e sentir o cheirinho da ratazana.
  
Fig. 3 - Aconselho a Ana a lançar o perfume "Acqua di ratta by Ana"

Assim, gajas boas como o milho, um gajo aguenta estoicamente como eu aguentei a ucraniana quando só me apetecia dar-lhe um tiro.
Agora aturar um velhota? Já nem Jesus seria capaz de levantar o Lázaro.

Fig. 4 - "Queres festa Graça? Compra um massajador que eu também passo as camisas a ferro."

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

O futuro dos veículos electricos

Eu tenho sido um critico dos carros eléctricos.
E a minha crítica tem a ver com o preço que é muito mais elevado que os carros a gasolina.
Para avaliarmos o custo de um veículo eléctrico, comparemos  o ZOE e o Twingo que são dois carros equivalentes, o primeiro eléctrico e o segundo a gasolina.
O Twingo é um nadinha mais pequeno que o ZOE mas atinge uma velocidade máxima maior.

ZOE Limited Flex Z.E. 40
Preço (sem bateria) = 28992€ (ver)
Leasing da bateria = 38€/mês + 0,05€*km, mínimo de 69€/mês (ver)
Consumo de 19kwh/100km (revista Autoesporte)
15000km/ano, amortização em 15 anos,  carga na hora de vazio (0,12€/kwh), taxa de juro de 2%/ano.
     Amortização do carro -> 0,15€/km
     Leasing da bateria -> 0,08€/km
     Energia -> 0,02€/km
Total = 0,015 + 0,08 + 0,02 = 0,25€/km.
Preço da electricidade (bateria + energia na tarifa média) = 0,80€/kwh

Twingo Limited
Preço  = 11240€
Leasing da bateria = 0€, bola, batata
Consumo = 4,2 l/100km
15000km/ano, amortização em 15 anos,  Gasolina (1,60€/l), taxa de juro de 2%/ano.
     Amortização do carro -> 0,06€/km
     Leasing da bateria -> 0
     Gasolina -> 0,07€/km
Total = 0,06 + 0,0 + 0,07 = 0,13€/km.

Comparação
Por quilómetro percorrido, o preço do Twingo Limited é metade do preço do ZOE.
E a gasolina do Twingo Limited ainda paga 0,03€/km em ISP (com IVA) e a tarifa dos 0,12€/kwh é insustentável quando houver um número significativo de veículos eléctricos.
Quem não acreditar nestas contas só pode querer viver enganado.


Fig. 1  - O Twingo fica por metade do preço do ZOE (por km), paga ISP e não espera no abastecimento.

Evolução dos impostos sobre os veículos automóveis
Em 2017, cada português pagou 525€ em impostos relacionados com os automóveis a combustíveis fósseis.
Se andássemos todos em automóveis eléctricos, onde iria o Costa buscar os 5500 milhões de euros?

Quadro 1 - Evolução dos impostos sobre os veículos a combustíveis fósseis (www.dgo.pt)
Ano 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015
ISP 3169 2530 2434 2409 2306 2116 2102 2093 2117
ISV 1187 918 693 809 627 362 352 466 573
IUC 150 150 128,4 146 173,6 197,3 255,6 276,4 285
IVA* 1002 793 719 740 674 570 565 589 619
Total 5507 4391 3975 4105 3780 3245 3275 3424 3595
Ano 2016 2017
ISP 3259 3364
ISV 672 757
IUC 310 334
IVA* 904 948
Total 5145 5403
*IVA sobre o ISP e sobre o ISV, milhões de €.

Será que os veículos eléctricos têm futuro?
Prevejo que terão um grande futuro mas em pequenino!
A máquina a vapor aplicou-se a comboios e barcos mas não automóveis porque a máquina era enorme.
Veio o motor a explosão e já foi possível construir automóveis e, mais tarde, motorizadas.
O motor eléctrico tem a vantagem de poder ser muito pequenino, por exemplo, cabe dentro de um relógio de pulso, com o problema das baterias.
Estando as baterias cada vez mais económicas e leves, fica aberto o caminho para a miniaturização dos meios de transporte.

Os mini, micro e nano meios de transporte.
O Tesla está a fazer carros electricos semelhantes ao que de melhor há em carros a gasolina. Caros confortáveis, enormes, potentes, bonitos mas também estão a aparecer novos veículos que não têm nada a ver com esse design.
Serão veículos de baixo peso (inferior a 50kg), baixa potência (inferior a 1500W), baixa capacidade de armazenamento (inferior a 1 kwh) e pequena autonomia (inferior a 50km).

Os mini-veículos.
Scooters, bicicletas, cadeiras de rodas e caixões motorizados!
Por exemplo, uma bicicleta com uma potência de 250W e uma bateria de 0,4 kwh (1% da do ZOE 40), tem uma autonomia de 40km para uma velocidade média de 20km/h. Terá um preço na ordem dos 500€ e um custo na ordem dos 0,10€ numa viagem de 10km que, na cidade do Porto, custa 1,60€ de autocarro (bilhete Z2).
O site da CP diz que "são permitidas bicicletas elétricas (com potência máxima contínua de 0,25 kW), desde que em dimensão/espaço ocupado, não considerando a bateria, se assemelhem a uma bicicleta tradicional." (ver)


Fig. 2 - Bateria de 375wh, potência de 250w, autonomia teórica de 50km, 18kg de peso. Pode circular na CP sem pagar bilhete.

Os "caixões motorizados" vão ser utilizados quando os carros forem autónomos, nas viagens longas, podermos fazer uma viagem de 500 km enquanto dormimos.

Fig. 3 - Como o "caixão motorizado autónomo" não precisa de janelas, vai ser aerodinâmico e barato. 

Fig. 4 - Este veículo tipo caixão (bicicleta a pedal Arion1) anda a 120km/h com 750w de potência, 1 cavalo. Tem câmaras em vez de janelas.

Os micro-veículos.
Patinetes/trotinetas
Têm um enorme potencial já a curto prazo pois são muito baratos (na ordem dos 350€) atingem grandes velocidades (25km/h), percorrem grandes distâncias (30km) e podem ser levadas debaixo do braço (pesam 12kg).
As cadeiras de rodas serão para pessoas que querem mais conforto e que, por terem mais idade, não se sentem à vontade com a patinete eléctrica.

Fig. 5 - Consegue-se uma Xiaomi M365 na Gearbest.com por 330€
Velocidade máxima de 25km/h e autonomia de 30km.

Fig. 6 - Atravessar o Porto (da Estação da Campanhã à Rotunda da Boavista) com a FIIDO ou a Xiaomi demora 15 a 20 minutos.

Os nano-veículos.
Também vão aparecer skates, patins e mesmo sapatos eléctricos!
Sapatos? Estarão a pensar, "Que absurdo, o bloguista enlouqueceu de vez"
Mas é nos sapatos eléctricos que eu vejo mais futuro.
Com uma roda no calcanhar, tanto podemos andar em "modo esqui" em que, a cada passo, deslizamos uns 3 metros, ou em modo "super homem" com um pé à frente e outro atrás. De qualquer forma, será possível caminhar à velocidade do Carlos Lopes, a uns 20km/h, com uma autonomia de 10km sem qualquer esforço. A bateria de 0,5kg vai estar presa à cintura e, nos climas frios, vai também fornecer aquecimento à pessoa.


Fig. 7 - Já só falta meter um nano-motor e uma bateria à cinta.

O que vai ser pedido ao Estado.
Não é subsídios nem isenções fiscais mas vias onde os micro-veículos e as pessoas com sapatos a motor possam circular em segurança. Se se construíram auto-estradas especialmente para os carros, também vai ser preciso construir vias de circulação para os micro-veículos que não umas pinturas amarelas a dizer "via para bicicletas".
Também é preciso construir locais de aparcamento seguros, de onde seja difícil roubar os micro-veículos e onde possam ser recarregados.

Fig. 8  - Uma ciclovia a ligar Barreiro-Seixal-Almada-Lisboa com um túnel sobre o Rio Tejo (ver). Total de 12,5km com 2,5km em 3 túneis (a vermelho) e 10 km à superfície (a verde).

Fig. 9 - O túnel para peões Kanmon passa por baixo do mar ligando as ilhas de Kyushu e Honshu (Agradecimento a jfdr pela referência)



quarta-feira, 7 de novembro de 2018

A irrelevância de Marcelo chama-se Tancos

Tive o seguinte pesadelo! 
Vou pela rua e pergunto às pessoas por quem vou passando "Diga, por favor, os 100 problemas que a afligem ou afligiram desde que nasceu".
Feita a pergunta a todos os portugueses, depois, calculei quantas pessoas referiram Tancos.
Contei, contei, e foram, foi, uma pessoa, Sua Excelência o Senhor Presidente da República Portuguesa Professor Marcelo Rebelo de Sousa.
Apenas uma pessoa acha que Tancos está entre os 100 problemas que lhe afligem a vida.

Não pode ser!
No dia seguinte tive um pesadelo ainda maior! Perguntei pelos 1000 problemas, toda a noite a fazer a contar inquéritos e quantas pessoas referiram Tancos?
Contei, contei, e foram, foi, a mesma uma pessoa, Sua Excelência o Senhor Presidente da República Portuguesa Professor Marcelo Rebelo de Sousa.

Fig. 1 - Foi gravíssimo ter morrido toda a sua família afogada na banheira mas Tancos ..., é que, eu não sei de nada, mas o Marques Mendes disse que roubaram cento e trinta e duas bombas atómicas, três porta aviões com 5 mil homens fardados a bordo e ainda um submarino nuclear armado com o Manuel de Oliveira ao leme da câmaras (dos torpedos?). Já imaginou? O Manuel! Que perigo! É que, não sei de nada, mas deve ter a carta caducada!
Ai o Manuel já morreu? Eu não sei de nada, ninguém me informou de nada! Vou demitir o gajo da casa ... mortuária da Belém SAD.

O Marcelo é uma pessoa extraordinária.
Conseguiu pegar na Presidência da República que o Cavaco Silva tinha resgatado ao estilo caravana do circo Dr. Táquí Tálí Tácolá (isto é, do Mário Soares) e transforma-la numa nova "rainha de Inglaterra" ao estilo Américo Tomás, adaptada, com as selfies, ao século XXI.
Agora, como começou a ver que chegando a algum lado, ninguém lhe ligava um caracol, arranjou um "problema gravíssimo" que não existe, nunca existiu nem nunca será problema algum na vida dos portugueses.

E pensar que eu votei nele! 
Mais valia ter votado no outro palhaço que chegou a reitor de uma merda qualquer sem nunca ter feito qualquer licenciatura. E ainda pensar que o Ministério Público perdeu tempo com a licenciatura do Relvas que, pelo menos, fez 4 cadeiras!
Dr. Relvas.

Vamos um bocadinho ao Trump.
Os esquerdistas já o viam a ser posto fora com um "impichema" como fizeram à Presidenta Dilma mas não é que o fulano conseguiu a maioria no Senado e sem senado não há "impichema"!
Isto pode não parecer muito mas, em 2014, o Obama não conseguiu, perdeu 9 senadores tendo o Senado passado para os republicanos (53 em 100) e 13 deputados na "Casa dos Representantes" passando também a ser controlada pelos Republicanos (247 em 415).
Por isso, atendendo a que o Trump foi repetidamente referido como o presidente americano com maior taxa de rejeição, teve muito bons resultados.

Velha lá o "impichema" Mayweather!

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Porque não baixar a idade para conduzir automóvel?

Hoje fala-se nos veículos autónomos.
Já existe o GPS que ajuda toda a gente quando entra por caminhos desconhecidos mas, dizem que num futuro próximo, os automóveis poderão circular sem condutor, serem chamados pelo smartphone para virem desde o estacionamento até à nossa porta.
Se os sistemas automáticos, tão inteligentes como um mosquito, vão tomar conta dos nossos automóveis, porque não baixar a idade com que é possível conduzir automóveis?

Porquê 18 anos?
Quando, há 100 anos, os automóveis apareceram, eram máquinas difíceis de conduzir.
Era precisa dar à manivela, perceber de remendar pneus, desentupir o carburador e muitos mais coisas.
Sendo uma máquina rara e complexa, era aceitável só ser possível tirar carta na maior-idade, 21 anos.
No entretanto, o automóvel tornou-se tão fácil de conduzir como uma máquina de lavar roupa.
Então, porque continua a regra da "maioridade"?
Haverá algum estudo científico que diga que as pessoas com menos de 18 anos são inadaptadas para conduzir um automóvel?
Não.

Fig. 1 - Por não 13 anos?

Por não 13 anos?
Em Alberta-Canadá os jovens podem conduzir com 14 anos (e, no resto do Canadá, 16 anos).
Nos USA os jovens podem conduzir com 14 anos e 3 meses no South Dakota, 15 anos no Idaho, Montana, Wyoming e North Dakota e 16 anos na maioria dos outros estados.
Na França, a idade mínima são 15 anos, com supervisão.
Não consta que os jovens com menos de 18 anos tenham mais acidentes que os adultos.
Se o livro do Génesis diz num verso qualquer que Levi era homem quando tinha 13 anos (é a festa judaica Bar Mitzvá que marca a maioridade), não há qualquer razão para os jovens não poderem ter carta a partir dos 13 anos.
Vejamos esta notícia em que uma mãe foi detida porque deixou um filho de 10 anos conduzir o carro.
A criança causou algum acidente?
Não.
O que acontece aos adultos que matam pessoas nas passadeiras? 
Nada.

Iria facilitar muito a vida dos pais.
É muito difícil levar as crianças para a escola, o ballet, piano, judo, karaté, piscina, futebol. Se o jovem pudesse conduzir, tudo ficaria facilitado.
E as crianças poderiam ter actividades que não podem ter por dificuldades de transporte, principalmente no interior onde os transportes públicos são muito deficitários e caros.
E até talvez tivessem mais filhos já que o mais velhinho poderia levar o mais novo à escola!

Também defendo que o direito de voto deveria começar aos 13 anos.
É que já há tão poucos jovens com idade compreendida entre os 13 e os 18 anos que, mesmo que votassem aleatoriamente, não viria mal nenhum ao mundo. 
É que só 5% dos portugueses estão neste intervalo de idades (ver, Fig. 2).
Se calhar, a vota a maioria das pessoas vota aleatoriamente.

Fig. 2 - População com mais de 13 anos e menos de 18 anos, Portugal (dados, World Bank; interpolação e grafismo do autor)




sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Bolsonaro vs. Haddad - O que dizem as pesquisas

Domingo é eleito o presidente brasileiro
 e, no entretanto, as pesquisas têm mostrado uma tendência de queda do candidato Bolsonaro.
Será que essa tendência é verdadeira e coloca em causa a eleição de Bolsonaro ou são apenas oscilações estatísticas sem importância?

Vejamos as 4 últimas pesquisas

Observado Corrigido
Data N Empresa Bols Had Bols Had
15-Out 2506 Ibope 52 37 59 41
17-Out 9137 Datafolha 52 36 59 41
23-Out 3010 Ibope 50 37 57 43
25-Out 9137 Datafolha 48 38 56 44

Tenho que processar estes dados.
Fiz um programinha de bootstrapping e os resultados mostram, a partir das pesquisas, que

1) Há uma tendência muito pequenina de queda de 0,26 pp/dia
-0,26 pp/dia, desv. padrão de 0,1pp => t-stat de -2,64 => estatísticamente significante a 1%.

2) O Bolsonario vai ter, no Domingo, entre 53,4% e 57,7%, com um grau de confiança de 99%.

3) A probabilidade do Bolsonaro perder é inferior 0,01%

Fig. 1 - Distribuição dos resultados esperados calculados a partir das sondagens

Os resultados (29 de Outubro).
Decorreram as eleições ontem e os resultados forma
  Bolsonado = 55,1%
  Haddad = 44,9%
Isto compara com o valor mais provável que resulta das pesquisas que era entre 55,0% e 56,0% para Bolsonado (ver, Fig. 1).
Porque não dizer que as notícias que, pegando nas pesquisas, disseram que o Bolsonado poderia perder eram fake news?


#Código que usei no R
A0<- c(rep(0,276),rep(1,1303),rep(2,927))
A1<- c(rep(0,1097),rep(1,4751),rep(2,3289))
A2<- c(rep(0,391),rep(1,1505),rep(2,1114))
A3<- c(rep(0,1279),rep(1,4386),rep(2,3472))

tend<-rep(0,100000)
res<-rep(0,100000)

for (i in 1:100000)
{B0 <- sample(A0,length(A0),rep=TRUE)
 B0 <- length(B0[B0==1])/length(B0[B0!=0])
 B1 <- sample(A1,length(A1),rep=TRUE)
 B1 <- length(B1[B1==1])/length(B1[B1!=0])
 B2 <- sample(A2,length(A2),rep=TRUE)
 B2 <- length(B2[B2==1])/length(B2[B2!=0])
 B3 <- sample(A3,length(A3),rep=TRUE)
 B3 <- length(B3[B3==1])/length(B3[B3!=0])
x <- c(0,2,8,10)
y <- c(B0,B1,B2,B3)
d<- data.frame(x,y)
m<- lm(y~x,data=d)
d[5,]<- c(13,0)
tend[i] <-m$coefficients[2]
res[i]<-predict(m,d[5,])
}
mean(res)
hist(res)




sábado, 20 de outubro de 2018

O Erro de Colombo

Quando, em 1492, Cristóvão Colombo chegou à América, pensou que tinha chegado à Índia.
Quando era aluno do secundário, este erro pareceu-me colossal e, por isso, foi causa de grande chacota por parte dos meus colegas e da própria professora de história mas intrigou-me. 
Como poderia uma pessoa inteligente ao ponto de ter feito tamanha viagem de descoberta ter confundido 5,5 mil km com 23 mil km?
Em termos de velocidade, confundiu 3,3 km/h com 13,7 km/h.

O problema está em a História ser ensinada de forma fragmentada.
A Terra é uma esfera que se referencia na vertical com a latitude e na horizontal com a longitude.


A latitude calcula-se facilmente observando a altura do Sol no seu ponto máximo (ao meio dia local).
A longitude, para ser medida, obriga a saber com rigor a diferença da hora local relativamente à hora do ponto de origem!
A Terra tendo uma rotação aparente a cada 24 horas, cada um dos 360 graus em que se divide a longitude corresponde a uma alteração de 24/360 = 4 minutos na hora.
Supondo que Colombo chegou a Havana que tem uma diferença de longitude relativamente a Lisboa de 73.23 graus, o seu "relógio de quartzo" deveria marcar 16h52m55s em Lisboa quando o relógio de Havana marcasse 12h00m00s (o Sol estivesse no seu ponto mais alto).
Quando chegasse à Índia, o "relógio de quartzo" marcaria 22h08m58s do dia anterior.

Já viu onde está o problema?
É que, em 1492, não havia "relógio de quartzo" e os relógios que existiam eram muito deficitários especialmente dentro de um barco em constante oscilação.
Por causa da oscilação do barco, os relógios de pêndulo não funcionavam de todo e os relógios de mola oscilante alimentados por pesos, tinham muito erro. Ao fim de um dia, já teriam bem mais que uma hora de erro.
Nos 70 dias em que demorou a viagem, quando chegou à América, Cristóvão Colombo nem sequer sabia em que dia estava.

Quando se soube que a América estava muito mais próxima?
Foi com o tempo e teve que se utilizar a estatística.
Vamos imaginar que o relógio tinha um erro de 1h/dia e que a viagem demorava 30 dias, Então, cada relógio teria um erro total de 30h (maior do que 1 dia).
Se o navio levasse 10 relógios, quando chegasse à América, o erro da hora média poderia ser calculado dividindo o desvio padrão pela raiz quadrada do número de relógios:
  Erro = 30/10^0.5 = 9,49h.
Fazendo a mesma medição na viagem de volta, o erro reduz-se para 
  Erro = 9,49/2^0.5 = 6,71h.
Cada hora de erro são cerca de 1150km pelo que, depois desta viagem de ida e volta, saberiam a localização de Havana com um erro de 7500km.

Agora imaginemos que se faziam 10 viagens cada ano.
Com mais e mais medições, o erro iria diminuindo.
A cada viagem recalculava-se a hora e, passados 10 anos, a hora de Espanha seria conhecida nas Américas com um erro menor do que uma hora:
    Erro = 30/(10*2*10*10)^0,5 = 0,67h => 770 km.

Por os relógios serem fracos é que os mapas tinham grandes distorções na horizontal.
Era muito fácil errar milhares de km na medição entre a costa Leste e Oeste dos continentes.
Afinal, não sendo ensinado que em 1492 não havia relógios fidedignos, mais não poderíamos fazer do que rir do "Erro de Colombo".


quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Brasil - Será que Lula tirou mesmo milhões da pobreza?

O Brasil é de "renda média" e muito desigual. 
O Brasil tem um PIB per capita ligeiramente superior à média mundial, mais cerca de 20% (ver, Fig. 1).
Se o crescimento no PIB pc de 6,3%/ano verificado entre 1965 e 1975 criou nos brasileiros a esperança de que o Brasil se iria guindar ao clube das grandes potência mundiais, a estagnação que se instalou depois de 1975, com crescimento de apenas 0,7%/ano, pedia há muito um salvador da pátria (ver, Fig. 2). 
O Brasil tem grandes desigualdades. O coeficiente de Gini para o período [1975:2002] de 59 pontos traduz que 25% da população mais rica se apropriava de 70% do PIB enquanto que 25% da população mais pobre só se apropriava de apenas 3% do PIB. Assim, no meio dos seus 200 milhões de cidadãos, havia 50 milhões com um nível de vida semelhante ao do dos países mais ricos e 100 milhões a viver uma pobreza semelhante à observada nos países mais pobres de África.
Lula foi eleito prometendo voltar ao crescimento dos anos 1965:1975 e para que iria diminuir significativamente as desigualdades.

Fig. 1 - Relação entre o PIB per capita brasileiro e mundial (Dados: Banco Mundial)

Fig. 2 - Evolução do PIB per capita brasileiro, 1960:2017 (Dados: Banco Mundial)

Será que Lula cumpriu com alguma das duas promessas?
Infelizmente para o povo brasileiro que depositou tantas esperanças no salvador da pátria, não,
No crescimento económico, houve uma duplicação relativamente à tendência de 1975:2002 (ver, Fig. 2) mas isso esteve apenas ligado ao crescimento mundial a ponto de, em termos relativos, o Brasil se ter tornado mais pobre. Se em 2002 o PIB pc brasileiro estava 22% acima da média mundial, em 2016 já só estava  17% acima (Ver, Fig. 1).
A desigualdade medida pelo coeficiente de Gini diminuiu de 58 pontos para 52 pontos mas essa diminuição, mais uma vez, esteve ligada à evolução mundial (que reduziu de 77 pontos para 65 pontos) e não às políticas progressistas do mandato Lula+Dilma.

Será fácil resolver os 2 problemas do Brasil?
Não mas, o que defende Bolsonado, é seguir o Consenso de Washington (liberalização, desregulamentação, privatização, diminuição do peso do Estado na economia), adoptado pelo Chile.
O Chile, depois do golpe de Pinochet parecer estar a perder a corrida contra o Brasil onde o PIB pc relativo passou de 90% para 160%, depois de 1988 a tendência inverteu-se e hoje o PIB pc brasileiro está quase 20 pontos abaixo dos valores de 1960. E esta tendência de perda relativa não foi alterada com Lula+Dilma.
Será que vai dar resultado?
A Ciência Económica diz que sim, que já deu bons resultados em muitos países e que também dará bpons resultados no Brasil. 
Mas teremos que ver se as especificidades do Brasil não prejudicam o que diz a Ciência Económica.
E isto se o Bolsonado ganhar.

Fig. 1 - Relação entre o PIB per capita brasileiro e chileno (Dados: Banco Mundial)

E não há nada a dizer sobre a corrupção e a violência?
São complicações que resultam mais das desigualdades.
A China resolveu esses problemas com um sistema penal muito pesado, com campos de trabalho forçado e execuções à força toda que é o que defende Bolsonado.

Concluo sem nada dizer sobre os candidatos.
Não em compete a mim dizer que candidato será melhor para os brasileiros.
E, no meio de todas as transformação, há sempre milhões que saem prejudicados.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

O impacto da concorrência nos taxis

Muito se tem falado do problema dos táxis. 
Uns dizem que a concorrência não faz mal a ninguém, outros dizem que vai acabar com os táxis.
Uns dizem que vão acabar mais pela obsolescência tecnológica do que pela concorrência.
Neste poste vou explicar o mercado dos táxis à luz da Economia Industrial e quantificar o impacto da concorrência no negócio.

O mercado dos táxis.
Trata-se de transporte de passageiros por chamada.
Primeiro, é preciso "criar" o mercado que eu vou considerar como:
1) A cidade é quadrada com 6 km de lado.
2) Existem horas de ponta e horas de vazio (ver, Fig. 1).
3) As viagens começam num ponto e acabam noutro ponto escolhidos de forma aleatória com igual probabilidade dentro da "cidade".
4) O número de veículos garante que o tempo de espera médio na hora de ponta é entre 4 e 5 minutos.
5) Os veículos pertencem a empresas de táxis em que cada empresa cobra o mesmo preço por km em todos os seus veículos.

Fig. 1 - Evolução simulada da intensidade de tráfego ao longo do dia

Agora, o problema dos taxistas.
O rendimento dos taxistas depende de duas "restrições" impostas administrativamente:
A) O número de veículos é fixo (o contingente), não havendo possibilidade de novas entradas;
B) O preço por km é fixo para todos os veículos, não havendo possibilidade de fazer descontos. 
O mecanismo económico de funcionamento destas duas restrições é diferente mas a relaxação de qualquer uma delas leva à diminuição do rendimento dos taxistas.

Se se mantiver B) e acabar A) 
Vão entrar veículos no mercado o que leva a que cada vez haja menos e menos serviço para cada um. Esta quebra na procura individual leva à diminuição do rendimento até que só existem no mercado os taxistas dispostos a ganhar menos.
Como a ocupação dos táxis será muito baixa, havendo pessoas que não se importam do trabalho de esperar, prevejo eu que o rendimento do taxista cairá muito abaixo do SMN por hora.
O aumento do número de veículos é ligeiramente positivo para o consumidor (o tempo de espera e a distância do táxi chamado diminuem).

Se se mantiver A) e acabar B) 
Como actualmente a taxa de ocupação dos táxis é baixa (segundo o meu amigo do judo taxista, está muito abaixo dos 50%), mesmo mantendo o actual número de veículos, a concorrência vai fazer o preço cair muito significativamente.
Sob a condição de o preço actualmente corresponder à solução de monopólio, para 10 operadores no mercado, o preço por km do transporte de passageiros vai diminuir mais de 50% e o rendimento dos motoristas ligeiramente mais do que proporcionalmente (por causa dos custos fixos).
Os consumidores melhoram substancialmente com esta situação porque as que actualmente viajam beneficiam da redução do preço e haverá mais pessoas a viajar de táxi.

Fig. 2 - Evolução do preço e do lucro dos taxistas com o fim do preço administrativo.

Agora, venha o diabo e escolha.
Supondo que a Geringonça tem que acomodar a reivindicação dos taxistas de manter A) com alguma flexibilidade e deixam relaxar B), para o consumidor fica garantido que irão ter preços mais baixos e melhores serviços.
Uma solução que estou a imaginar é uma liberalização progressiva, por exemplo, em 10 anos, em que de ano para ano o mercado fica mais liberalizado.

Contingente.
Há uma proporção entre licenças para veículos descaracterizados e táxis. Por exemplo, essa proporção seria inicialmente de 10%, aumentando a cada ano. No primeiro ano, haveria um máximo de 1500 mil licenças para veículos descaracterizados.
Estas licenças seriam como "slots" de um aeroporto.

Funcionamento do mercado das licenças.
No instante em que o veículo descaracterizado está a negociar um serviço, acede ao servidor de slots e reserva uma "slot" cujo aluguer tem um preço de 5% do preço do serviço, valor que faz parte do preço a pagar pelo cliente.
A reserva tem o preço de 0,01€ e mantém-se válida durante 60 segundos (o tempo de negociação).
Por uma questão de eficiência, se não houver "slots de classe 1" disponíveis, o veículo terá que alugar uma "slot de classe 2" (outros 10% de contingente) que tem um preço de 10% do preço base do serviço.
Pode ainda haver a "slot de classe 3" outros 10% de contingente) com um preço de 20% do preço base do serviço.
O valor recolhido pelo negócio das "slots" será usado em apoio ao rendimento dos taxistas e das suas reformas.


Uma coisa para pensar! 
Em termos de eficiência económica, é sempre melhor cobrar um preço do que proibir a existência do serviço.
Seria melhor cobrar um preço elevado pelos jantares no Panteão Nacional, dinheiro a usar pelos museus, do que proibir.
Seria melhor cobrar "taxas moderadoras" do que deixar os pacientes horas e horas à espera em corredores.
Este facto é importante e justifica a Venezuela estar de pantanas.
Cuidado com os esquerdistas que, apesar de apregoarem a liberdade, apenas querem proibir o funcionamento livre da economia.



quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Todos querem os melhores e matam-se os outros?

Os políticos estão a discutir os funcionários públicos. 
É o descongelamento das progressões.
É a contagem integral do tempo de serviço dos professores.
É a subida dos salários.
Tudo isto tem como argumento que "para servir bem as populações, a função pública precisa dos melhores".
  Precisa dos melhores médicos.
  Precisa dos melhores enfermeiros.
  Precisa dos melhores professores.
  Precisa dos melhores juízes.
  Precisa dos melhores funcionários para as finanças, os tribunais e as escolas.
E a função pública só pode ter os melhores com horários de 35h semanais e subidas de salários.

Este discurso vem mesmo do Rui Rio.
Que, por mera curiosidade, não faz parte do grupo dos melhores em nada.
E do PCP que deveria defender os desprotegidos. É que ninguém precisa defender os melhores.
Do BE é normal porque não passagem de meninos de bem, a viver à custa dos paizinhos, especuladores sobre "negócios de relacionamento" e da máquina do Estado (auto-intitulam "os melhores servidores da população").

Já agora, um pouquinho sobre o populismo do brasileiro Bolsonaro.
Será que o bicho será capaz de prometer tudo a todos para todo o sempre e fazer pior ao Brasil do que estão a fazer os esquerdistas Maduro à Venezuela e o Ortega à Nicarágua?
Nos últimos 5 anos, o nível de vida na Venezuela caiu para metade e vejo os esquerdista em silêncio sobre isto e a chamar populistas a todos os outros.

E o que fazer aos outros?
O que fazer à maioria de nós que não somos dos melhores em nada?
Não somos dos melhores médicos, enfermeiros, professores, juízes, escriturários ou funcionários no geral?
Que fazer aos que não são esquerdistas? A esses que os esquerdista intitulam de racistas, xenófobos, violadores, misóginos, demagogos, abusadores da condição de mulher, retrocedores da civilização?
Será que nos vão eutanaziar como foi moda no tempo da Santa Inquisição (e dos Mao, Fidel e Estaline)?

As pessoas normais também têm direito a serem felizes.

A função pública precisa de ajudar os piores.
Eu tenho alguns amigos do judo que são cegos. Como devem imaginar, têm muita dificuldade em arranjar um emprego remunerado.
Com a ajuda da ACAPO e de pessoas boas de coração, podem ser telefonistas em sítios que não sejam muito competitivos pois, naturalmente, quem vê bem é melhor telefonista do que quem é cego.
Aqui estão pessoas boas para a função pública.
 
Os melhores devem ir para o privado.
Isto é dito no Consenso de Washington com todas as letras.
Porque a função pública e empresas públicas não têm objectivo claro, uma pessoa que seja muito boa transforma-se rapidamente numa barata tonta, de um lado para o outro, mais preocupada em cumprir os regulamentos do que em fazer seja o que for.
É que se não cumprir os regulamentos pode ter um processo disciplinar mas se não fizer nada, o salário ao fim do mês está certinho e o tempo para as progressões continua a contar.

Vejamos o exemplo do chefe da PJ Militar.
O Presidente Marcelo disse que o roubo das armas de Tancos era gravíssimo.
Vieram mesmo vozes da NATO declarar que iriam ser utilizadas em atentados terroristas gravíssimos, muito mais graves que que invasão da academia de Alcochete.
Já agora, já repararam que os únicos terroristas que temos presos são os da Juveleo e os motoqueiros? E que os verdadeiros terroristas da FP 25, que mataram muitas pessoas, foram indultados e andam por aí?
Sendo que alguém telefonou a dizer "as armas estão aqui em casa, se as quiserem eu entrego-as mas não quero ser preso."
O homem resolveu o problema rapidamente e, agora, está preso.
Se não tivesse feito nada, dissesse "estou, estou estou, não se ouve nada" e tivesse desligado o telefone, tivesse ido de férias para o gabinete, continuaria a coçar os ... e a receber a mesada até se aposentar por tédio.

Agora uma pergunta de algibeira.
A função pública precisa dos melhores para quê se ninguém nos manda trabalhar e quando trabalhamos só desenvolvemos a inveja e somos vítimas de processos?
Repararam no "nos"?
Venham lá os descongelamentos, as contagens do tempo de serviço e os aumentos salariais.
Viva Maduro!
Viva Chaves!
Viva Ortega!
Viva Lula!
Viva Sócrates!
Viva Estaline!
Viva Mao!
Viva Fidel Castro!
Viva Louçã!
Viva Arménio Carlos!
Viva Jerónimo de Sousa!

Grande líder! Para não ser chamado de populista, matou milhões de populares.

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