sábado, 21 de novembro de 2015

A adopção pelos gays e a PMA

Na Biblia, a criança é descendencia de quem a registar.

Vejamos o que diz no Livro do Génesis, capítulo 38.
Judá casou-se com Hira tendo tido 3 filhos homens, o primogénito Er, o Onã e o Selá.
Er casou-se com Tamar mas morreu antes de ter filhos.
Então, Judá obrigou Onã a "carregar" na cunhada viúva para que o seu irmão Er tivesse descendência.
Onã, sabendo que a descendência não havia de ser para ele mas para o irmão; quando "carregava" na cunhada, derramava o sémen na terra.

Mas eram parentes!
Como é sabido,  cerca de 10% das mulheres e 10% dos homens não são capazes de ter filhos. Como na sociedade antiga o ter filhos era uma bênção de Deus, seria pena uma mulher não esgotar todas as possibilidades de ter filhos. Então, havia a figura da remissão que era um parente próximo "carregar" a mulher de um parente que não tivesse filhos, caso em que a estatística diz que em metade dos casos dava resultado.

Há muitas mais passagens na Biblia.
Eu não sou um "doutor da igreja" (nem tenho fé) mas um conjunto grande de passagens parece indicar que Deus considera que o adoptado é descendência do adoptante.

Mas vamos à adopção por pessoas do mesmo sexo.
Eu sou um cientista e, por isso, queria saber se existe algum estudo científico que garanta que uma criança criada por dois pais do mesmo sexo resulta num adulto significativamente diferente de outro adulto criado por dois pais de sexos diferentes.
     H0: 2 pais de sexo diferente
     H1: 2 pais do mesmo sexo
como, tanto quanto sei, não existe tal estudo, a argumentação das pessoas contra a adopção gay não é argumentação mas apenas preconceito.

Mas H0 nem será essa.
     H0: Criança institucionalizada na Casa Pia
     H1: 2 pais do mesmo sexo.

Não vejo porque não.
Se há crianças institucionalizadas, casais cujo um dos membros tem filhos sem se saber quem é o outro pai, ou outra razão qualquer atendível, não vejo porque a criança não pode ser adoptada por duas pessoas do mesmo sexo.

É meu filhinho, sai à minha mulher

A Procriação Medicamente Assistida.
Sou totalmente a favor da liberalização total. Da mesma forma que podemos ir fazer ao dentista o que nos apetecer, também quem quiser ter filhos seja por que meio for, deve ter total liberdade para isso mais porque temos um enorme défice populacional.
Em Portugal e demais países europeus nascem 0,6 filhas por cada mulher quando, para manter a população, deveria nascer uma o que se traduz num défice de 50 mil crianças por ano.
Agora que sabemos que as crianças não são uma criação de Deus mas uma obra da Natureza, está na hora de nos deixarmos dessa divinização bacoca do acto da concepção.
Defendo mesmo que deve ser permitido o uso de mães de substituição sem qualquer regulação e, para isso, até pedi uma alteração legislativa muito mais avançada que a que os esquerdistas pretendem aprovar agora. 
Já não pedia mais do que adoptarmos para Portugal a legislação dos Estados Unidos da América que não são nem um país libertário nem selvagem.
Por isso, podem avançar com isso.

Número de filhas por mulher (Banco Mundial)

Outra coisa é a maluquices do aumento do défice público.
Aqui, mesmo que venha a ser um dos beneficiados porque o meu salário vai aumentar, sou totalmente contra porque o peso do estado já é exagerado. 
Metade da nossa economia é Estado, mais do que na China que é, alegadamente, uma economia comunista. 

O que será o aumento do rendimento defendido pelos esquerdistas?
Os esquerdistas fazem-me lembrar quando o Zequinha disse que "o animal que dá o leite é o pacote."
Os esquerdistas também acham que "quem dá rendimento às pessoas é o primeiro-ministro."
Aumentar o salário dos funcionários públicos e as pensões dos velhinhos não é aumento do rendimento das pessoas porque tem que ser financiado com mais impostos que vão retirar rendimento a outros.

Uma mentira repetida muitas vezes torna-se uma verdade.
Foi o Sócrates quem cortou os salários da função pública (no OE2011) e as pensões das pessoas (em 2011 comprometeu-se em cortar 595 milhões € nas pensões) mas os esquerdistas, de tanto repetirem que foi o Passos Coelho, já foi interiorizado pelo próprio Passos Coelho de que foi ele o autor dos cortes.
Mas, além disso, o Passos Coelho não cortou nenhum salário nas empresas privadas que são mais de 80% do total dos trabalhadores.
Se não foi o Passos Coelho que cortou os salários da Função Pública nem dos privados, como pode a esquerda estar sempre a dizer que, agora, vão acabar com os cortes deste governo?

Já compreendi!
Sendo que vão anular os cortes que o Passos Coelho fez e como o Passos Coelho não fez corte nenhum, também não vão repor nada.


Mas, cada vez mais me convenço de que 
o Costa não vai chegar a ser primeiro - ministro nesta legislatura.

Pedro Cosme Vieira

2 comentários:

Lura do Grilo disse...

Caro Prof.

Sendo cientista seguramente poderá ler com facilidade este estudo: http://www.markregnerus.com/uploads/4/0/6/5/4065759/regnerus_july_2012_ssr.pdf.

De facto uma criança criada numa família com pai e mãe sai mais preparada para a vida: aprende a lidar com duas formas de ver o mundo, a negociar com uma e com outra (as crianças são especialistas em mendigar à esquerda e à direita) e a flexibilidade adquirida é uma mais valia na sua vida social e profissional.

O número de adopções de casaia gay nunca sairá cá para fora. Serão meia dúzia mas a comunicação social fará o milagre da multiplicação dos esquerdistas: são poucos mas tantas vezes aparecem na TV que já parece as manifestações do PREC à custa de tratoradas de gente do alentejo.

oNaiPs disse...

Caro Lura do Grilo,

Deve estar um bocado desinformado sobre o que tem acontecido fora de Portugal, mas se pensar nas cidades 'gay friendly' conseguira ver que a adopção por casais gays esta a crescer, ja que os estigmas provocados pela falta de informação e homofobismo são praticamente inexistentes...

Em Portugal os casais gay ja estão a adoptar, a única diferença é que a criança fica apenas com um pai/mãe no papel, o que da origem a uma serie de problemas no que concerne a perspectiva legal (o outro pai/mãe não faz parte da familia, o que complica por exemplo hereditariedade).

Em relação a estar preparado para a vida ou não, acredito que seja diferente. Contudo, se pensarmos em situações de pais/mães solteiros ou crianças que passam uma vida num orfanato (tal como o prof refere)

A questão é que em Portugal apesar de o casamento gay ser legal, vai demorar bastante tempo ate que a aceitação chegue à típica terreola. Falando no meu caso por exemplo, vivi numa terra 60km do Porto, conheço dezenas de pessoas gays, e maior parte deles não se sentem sequer confortáveis publicamente, quanto mais adoptar uma criança... Muitas delas acabam por mudar-se para Lisboa ou para o estrangeiro para sítios onde a sua vida não vai ser escrutinada para além do bullying que sofreram quando eram crianças...

Ja temos as leis, agora falta a mudança na cultura...

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