quinta-feira, 27 de julho de 2017

O modelo de combate aos fogos florestais está errado

🙏A floresta não rende quase nada.
As estatísticas mostram que a área florestal e de mato ardida tem uma média de 125 000 ha por ano o que representam 1,4% do território nacional (ver).
Estes 1,4% traduzem que um terreno arde a cada 70 anos.
Em termos económicos, se tivermos um pinhal de 10000m2 com 500 árvores com 30 anos avaliados em 4000€ (um rendimento de 133€/ano) e a madeira queimada perder 50% do valor, um seguro contra incêndio custará qualquer coisas como 30€/ano/ha.
Comparando com a despesa de "limpar o mato", é melhor gastar os 30€/ano no seguro pois este dinheiro só dá para 3 horas/ano de limpeza que não dá nem para aquecer a roçadoura.
Resumindo, em termos médios, um hectare de pinhal rende 100€/ano.
Para se ver quão miserável é o rendimento da floresta, para cobrir o meu custo salárial seriam precisos 650 ha de pinhal o que é uma enormidade.
E eu a trabalhar 24h por dia, 7 dias por semana não conseguiria limpar esses 650ha de pinhal de forma a evitar o risco de haver um incêndio florestal!
 
Fig. 1 - O meu custo salarial corresponde a um pinhal do tamanho de grande parte da Cidade do Porto
 
Gastam-se 200 milhões€/ano em combate florestal.
Se a floresta, como dizem, rende 1300 milhões €/ano este custo corresponde a 15% do rendimento da floresta o que traduz que o decisor político pensa que os meios de combate reduzem a área ardida em pelo menos 90%.
Vejamos de onde tirei este número.
Para ser economicamente racional, gastam-se os 200 milhões porque, se não se combatesse os incêndios, o rendimento da floresta seria inferior a 1100 milhões€.
  Rendimento Potencial sem incêndios = 1300/(1-1,4%) = 1320
Daqui tira-se que o risco de incêndio, x, resolve a desigualdade seguinte
  1320*(1-x) < 1100  <=> x > 1100/1320 - 1 =16,7%
A redução terá que ser de pelo menos 16,7%/(16,7%-1,4%) - 1 = 91,5%

Venham mais 4 aviões.
O Costa resolveu a guerra da propaganda encomendando mais 4 aviões com capacidade para combater fogos florestais.
Mas ninguém ainda deu conta que o modelo de combate aos fogos florestais está errado?
Que daqui a nada se gasta mais dinheiro a combater os fogos florestais que todo o prejuizo possível de acontecer?
Se um ha rende 100€/ano, como se pode obrigar os velhinhos do interior a cortar o mato?
E para quê gastar tanto dinheiro se o mato não tem qualquer valor?
 
Ordenar a floresta não é destruir o coberto vegetal.
Ordenar será dividido a zona florestal em favos e desenhadas "faixas de corta-fogo" onde, em caso de incêndio num favo, possa ser garantido que o fogo não sai dessa área.
Se os favos tiverem 1000 ha e a faixa de conta-fogo de 25 metros, teremos um desmatamento de 1,6%.
Naturalmente, o combate ao incêndio seria apenas na faixa de corta-fogo e o corta-fogo feito contra o vento e a subir.
Deixar os bombeiros à espera que a frente de fogo chegue é uma perda de tempo pois vai passar e um perigo de vida.

Fig. 2 - O contra-fogo deve ser feito contra o vento para "cortar" o caminho à frente de fogo.
Os bombeiros garantem com os auto-tanques que o contra-fogo não atravessa a "faixa de contra-fogo" o que é muito mais simples do que enfrentar a frente de fogo.
 


 Fig. 3 - Em terreno inclinado, o contra-fogo deve ser feito a subir (e contra o vento).
É mais fácil um contra-fogo em terreno acidentado (exactamente o mais difícil de apagar com meios convencionais) porque a inclinação ajuda a encaminhar o contra-fogo.
 
Será que alguma vez veremos corta-fogos?
Não acredito nisso.
Claro que deveria ser feito um ensaio de combate com contra-fogo massivo mas não temos governantes com estaleca para isso.
O que veremos é mais e mais aviões, helicópteros, autotanques e bombeiros.
E também veremos mais e mais incêndios florestais porque há cada vez menos pessoas nas zonas florestais e a floresta cada vez rende menos.
 
Fig. 4 - Só vos peço que não pensem mais em fogos e que descansem a mente com um pouco de ioga.
iooooooooooooooooooooooooooo
Que par de pés ;-)

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Venezuela - Os esquerdismos, a pobreza e a ditadura

Boa tarde amigos.
Bem sei que tenho andado muito pouco activo!
Como não encontro razão substancial para, de repente, a minha mente ter feito um shut down, atiro as culpas para o evoluir da idade ou, mais provável, para a Ucrânianazinha.
 
Estas últimas semanas foram difíceis.
A mocinha não tem assistência médica. Acontece, de forma compreensível, que os estrangeiros que estão em Portugal, apenas têm acesso ao nosso SNS se tiverem visto de residência. Como não tem, tem que invocar o seguro de saúde que é o mesmo que dizer que tem que pagar do seu próprio bolso.
Então, tendo eu arranjado uma consulta de dermatologia na Dr.a Natividade Rocha pro bono e sendo que o diagonóstico foi "melanoma", a mocinha andou, tem andado, muito preocupada de forma que ontem o excisou na Clínica Douro Centro Médico que fica na Boavista-Porto.
Eu não fui (talvez estejamos afastados de forma permanente e irreversível).
Agora, são mais 15 dias de stress à espera dos resultados.
Se vier Positivo, há que ir outra vez à faca :-(
 
Os esquerdistas e a Venezuela.
Mas hoje quero falar de outras coisas, de como os esquerdistas tanto defenderam a revolução esquerdista na América do Sul.
Sim, mesmo aquele que agora banqueiro no Banco de Portugal onde lá está só a mamar dos nossos impostos.
Sim, a mamar dos nossos impostos porque, se não fosse a maquia que lá recebe sem nada fazer (porque também não o sabe fazer) essa massa entraria no orçamento de estado como receita.
Sim, estou a falar daquele que tanto falava contra o capitalismo mas que, assim que meteu a mão à massa, logo se calou.
Sim, afinal, foi aquilo tudo porque queria mamar na vaca das mamas gordas.
Agora vou falar no nome dele o que, com certeza, é um carimbo para mais um processo.
Sim, estava a falar do Sr. Professor Doutor Louçã.
 
 
Fig. 1 - Também eu gostava de ter qualquer coisinha no Banco de Portugal

 
A esquerda é a mãe da pobreza e da ditadura.
A ideia de pegar no que os ricos têm e dividi-lo pelos mais pobres parece levar a uma sociedade mais justa e em que as pessoas são mais livres.
Os esquerdistas chamam a quem é mais rico os exploradores, especuladores, esbanjadores e, aos outros todos, explorados, esforçados, trabalhadores.
Pegando na riqueza dos patrões, fiquemo-nos nos 10% da população, e dividindo-a pelos  restantes 90%, com certeza que vamos libertar os trabalhadores do jugo dos patrões, da necessidade de engolir sapos para poder ter o que comer ao fim do dia, da ditadura dos horários e das metas impostas pela avaliação de desempenho.
Isto, por parecer lógico, é que consegue convencer uma percentagem significativa da população. 
 
Se fizermos uma análise ao eleitorado das esquerdas.
Os esquerdistas colhem os votos das pessoas menos instruidas e mais mamonas.
Nas esquerdas antigas (maioria no PC e no PS) vemos velhos desdentados e analfabetos, daqueles que o José Cid disse virem de um sítio qualquer e, por isso, sofreu um boicote qualquer mas estava errado pois a maioria destes está lá para o Sul.
Nas esquerdas modernas (maioria no BE e ainda no PS) vemos filhos com 30 anos que vivem à custa dos pais e fundionários públicos que não fazem a ponta de um corno.
Certo, por esta análise, eu deveria ser do BE ou de coisa pior como o Partido dos Animais e da Natureza que é outra cambada de mentecaptos.
 
Hoje entrou uma vespa no gabinete de uma colega.
Veio a correr gritando "Tenho lá uma vespa que deve ter 20cm, anda lá matá-la" (bem sei no que estão a pensar, que este erro resulta de os homens mentirem às mulheres relativamente à fita métrica).
Eu defendi-me logo "Eu? Para ser despedido? Chama é a Liga de Defesa dos Animais e eles que a adoptem como animal de estimação pois é bem menos perigosa que esses cães assassinos que atacam crianças e que eles defendem."
Não existe qualquer diferença entre o frango que está assar no espeto, o porco cortado em febras no talho ou o cordeiro assado no forno e qualquer outro animal seja cão, gato ou piriquito.
Se se mata o frango, também se pode matar o cão.
 
Porque a ideologia esquerdista leva à estagnação económica.
Por variadíssimas razões estudadas e comprovadas pela Ciencia Económica mas, para não perderem tempo, vou apenas falar do risco.
 
Para haver crescimento, novas ideias têm que ser implentadas.
Todos nós que fazemos alguma coisas na vida (e isto não se reduz à nossa vida), achamos que eramos capazes de gerir a nossa "empresa" como está a ser gerida.
Depois de irmos uma dúzia de vezes ao barbeiro já nos achamos capazes de cortar cabelo, de andarmos um anito no ginásio, já nos achamos capazes de ser personal trainers daquelas gajas boas, depois de alguns anos no nosso emprego, já sabemos fazer tudo em piloto automático.
Olhando para uma sociedade assim, em que cada dia se repete o que se fez no dia anterior, os patrões são dispensáveis.
O problema é que para haver crescimento económico e desenvolvimento é preciso que hoje, com o mesmo esforço, consigamos criar mais valor do que criamos ontem e isso está apenas ao alcance de alguns.
 
A economia é tal e qual a escola.
Olhando para as crianças no primeiro dia de aulas, nada as separa. Mas, começando os testes, há umas que têm suficiente e outros, aparentemente iguaisinhos aos demais, têm excelente.
Digamos que a mente das crianças, aquele tecido gelatinoso que está dentro dos seus crânios, numas crianças tem mais capacidade de resolver os problemas dos testes que nas outras.
Na economia é igual, há pessoas que têm mais capacidade de criar valor, mais capacidade inventiva, inovadora, de observar oportunidades de criar valor e de implentá-las de forma eficiente.
 
Mas inovar tem riscos.
Se é verdade que apenas uma minoria de pessoas é criativa, existe ainda o problema de o lançamento de um novo produto no mercado acarretar custos iniciais e pode resultar, com grande probabilidade, num fracasso o que implica um prejuizo para o seu inventor.
Então, se o produto tiver sucesso (i.e, se o novo produto for entendido pelos consumidores como algo com maior valor do que o bem que vem substituir), tem que haver uma margem para compensar o risco do fracasso.
Em termo de esperança matemática, sendo
  LPA= Lucro do produto antigo (lucro normal, aceitável pelos esquerdistas)
  LS = Lucro em caso de sucesso
  PF = Prejuizo em caso de fracasso
  ProbS = Probabilidade de sucesso
O inventor apenas lançará o novo produto se: 
    LS * ProbS - PF * (1-ProbS) > LPA
Se, por exemplo, a probabilidade de sucesso for de 5% então, o lucro de lançar com sucesso um novo produto terá que ser mais de 20 vezes o lucro aceitável pelos esquerdistas.
Sendo assim, quem tiver sucesso, ficará rico e será atacado pelos esquerdistas que se "esquecem" que essa inovação apenas aconteceu porque o individuo correu o risco de perder as suas poupanças num fracasso mais que certo.
Tal como na raspadinha, sem o engodo do prémio gordo, não há inovação.
E por cada raspadinha premiada há muitas e muitas que fracassam.
 
Porque a ideologia esquerdista leva à repressão.
Porque os esquerdistas nunca reconhecem que estão errados.
Quando a economia pára,os esquerdisa em vez de arrepiarem caminho, acham sempre que é preciso "aprofundar o processo revolucionário".
E esse aprofundar é retirar mais aos ricos e dar mais aos pobres.
É atacar os especuladores, os exploradores do povo e os populistas onde se incluem os seguidores do Fethullah Gülen, a Mary Le Pen e o Trump.
Como cada "aprofundamento" leva a mais afundamento, o povinho começa a ver que a coisa não dá resultado e os esquerdistas têm que se virar para um estado policial.
Os culpados de tudo são os especuladores internacionais, os americanos encabeçados pelo racista e sexista Trump.
 
Por falar no Trump ter ajudado as mulheres.
Na sociedade maxista em que vivemos é entendido que uma mulher para ter sucesso na vida tem que ser o mais parecido com um homem.
Mas as mulheres burras bonitas e sofisticadas não podem ter sucesso?
É isso que a Ivanka Trump quer dizer quando diz que o pai ajudou as mulheres.
As mulheres também podem ter sucesso pela sua beleza e têm que o assumir sem complexo de inferioridade.
Quem tem cão, caça com cão, quem não tem, caça com gato.
Um homem bonito também pode usar a sua beleza para ter sucesso na vida.
 
Fig. 2 - Se a Irina andasse tapadinha, tinha que fazer limpezas para ganhar a vida.
 
"As coisas demoram tempo a dar resultado"
Quando os esquerdistas veem a economia a desabar, pedem mais tempo.
Não é possível transformar a sociedade capitalista em que o homem explora o homem numa sociedade justa da noite para o dia.
Há muitos interesses a combater, há todo o sistema que é corrupto.
Agora até parece que sou presidente de um clube de futebol.
 
 
Fig. 3 - Se o Maduro fosse um democrata não haveria povo na rua a pedir eleições, ele próprio as marcava.
 
 
 
 
 
 


quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Hoje vou falar do problema da dor crónica

OK, todos nós já estivemos doentes.
Eu já estive doente, já estive muito doente, já familiares meus diretos estiveram doentes e mesmo morreram e, no entanto, fui sempre trabalhar. Mesmo naquelas noite em que não preguei olho porque a minha mãe não parou de gritar, às 7h30 da manhã meti-me no meu carrinho e fui dar a minha aulinha por "respeito aos meus alunos".
Um do problema mais graves da vida, muito mais que a falta de dinheiro ou de mulher (parece-me que as duas coisas estão intimamente ligadas!) é a dor crónica que é capaz não só de destruir o corpo (causa pressão elevada e contração do vasos sanguíneos) como levar a pessoa ao desespero mental.
Em tempos, quando gritava toda a noite, a minha mãe sofria muito, queria que eu a matasse, mas, depois, foi a um médico anestesiologista que lhe receitou "uns farrapinhos" (como a minha mãe lhes chama) que, colados nas costas, acabam com a dor.
a minha mãe tomava tramadol ma causava-lhe muito vómitos.

Pareceu um milagre. 
Eu não dava nada por aquilo mas colei na mesma 1/16 e esperei. Ao fim de um dia, a dor reduziu a quase nada e, ao segundo dia, dormiu descansada. 
Depois fui investigar.
Esses farrapinho têm um químico, buprenorphine, que se liberta lentamente ao longo do tempo, um emplastro liberta 35 micrograma por hora mas, no caso a minha mãe, 1/16 de um farrapinho foi capaz de acabar com aquela dores terríveis. 
As instruções foram, primeiro colar 1/16 e, a cada 24 horas, se a dor persistir, colar mais 1/16 até a dor acabar. Será essa a dose indicada para controlar a dor.

Mas o que é a buprenorphine?
É uma molécula sintética da classe do opioides que foi sintetizada pela primeira vez em 1969 e que, depois de ano e anos de testes de eficácia e segurança, deu origem há apenas meia dúzia de anos a este farrapinhos.
É da classe do opioides porque bloqueia uns recetores de dor específicos que temos no cérebro mas é muito mais potente e seguro que a morfina.
A segurança do analgésico vem a possibilidade de ocorrência de paragem respiratória e, neste ponto, a buprenorphine é muito segura. 

Vamos agora à ucranianasinha.
 Sofre de endometriose, o que lhe causa grande sofrimento em cada 20 dias do ciclo menstrual.
A endometriose afeta muitas mulheres e destrói a sua qualidade de vida porque ninguém consegue funcionar com tamanha dor.
Qual a solução que indicam à mulheres? 
Uns comprimidinhos de paracetamol (que na Ucrânia se chama  ацетамінофен - acetaminofeno)

Ma agora está a experimentar Trantec.
Um farrapo tem 20 miligramas de buprenorphine e é ativo durante muito tempo mas, porque se trata de um problema de difusão, a quantidade disponível no corpo aumenta até ao quarto dia e, depois,  começa a diminuir.
Estudando a semi-vida do buprenorphine dentro do corpo humano (uma média de 37 dias), aplicando 1/8 de um penso de 35 microg/h antes 4 dias do início da menstruação (nessa altura já começa a sentir dores ligeiras), é exatamente no quarto dia que a quantidade dentro do corpo é maior, para uma pessoa com 48kg, atinge 3,6 microg/kg de buprenorphine (ver, Fig. 1).


Fig. 1 - Evolução da quantidade de buprenorphine no corpo com 1/8 de farrapinho (48 kg de peso)
 
Até ao quarto dia esteve tudo bem.
Ontem à meia noite telefonou-me (bem dizia o meu amigo cego que hoje, sem telemóvel, não se pode ter mulher) a dizer que tinha muitas dores, não tantas como era normal mas, mesmo assim, não conseguia dormir.
Disse-lhe "Cola mais 1/8"
- Mas isso vai criar habituação - disse a coitadinha mas, como as dores estavam a aumentar, lá colou mais um bocadinho.
"E toma um comprimido de naproxeno porque só vais sentir o efeito deste novo farrapinho pela manhã."
Como não quis tomar o naproxeno que teria efeito em alguns minutos, só adormeceu às 3h da manhã.
Hoje de manhã ainda sentia alguma dor mas por esta hora já está completamente sem dor.

 Fig. 2 - Evolução da quantidade de buprenorphine no corpo quando se acrescenta 1/8 de farrapinho e se mantém o outro que já lá está há 4 dias (48 kg de peso)
 
Mas não deveria ter retirado o farrapinho velho?
Diz na caixa que sim mas é apenas para que a quantidade dentro do corpo não varie tanto.Retirando, fica mais previsível além de que, com o tempo, o penso descola (meti um adesivo por cima) e causa coceira.

Penso que já sei a dosagem certa.
Com 3 microgramas/kg no corpo consegue controlar as dores iniciais mas precisa de 5 microgramas/kg  para controlar o primeiro dia. Então, se começar 4 dia antes com 1/8 e reforçar com 1/16 passados 3 dias, vai chegar ao primeiro dia de menstruação com 5 microgramas/kg, quantidade que se vai manter estável durante 4 dias e acima de 3 microgramas/kg até ao dia 10 do ciclo (15 do tratamento).
Penso ser suficiente mas no próximo mês vamos ver. Tudo isto é um processo de tentativa e erro

 Fig. 3 - Evolução da quantidade de buprenorphine no corpo quando se acrescenta 1/16 de farrapinho e se mantém o outro que já lá está há 3 dias (48 kg de peso)

É bom e barato.
Uma caixa com 10 farrapos custa 41€ sem comparticipação pelo que, usando 1/8 + 1/16, estamos a falar de qualquer coisa como 0,80€ por ciclo mentrual para destruir uma dor impossível de tolerar.
Com participação normal custa 28€ e, para doentes com necessidades especiais, fica por 4,10€ (é preciso invocar na receita a portaria não sei quê).
A coitadinha começava por tomar 1 Benuron a cada 8 horas mas nos dias piores tinha que tomar um a cada 3 horas o que dava qualquer coisa como 70 comprimidos por ciclo, 3,5 caixas de 20 comprimidos. era uma custo de 10€ o que, para uma pessoa que ganha 100€/mês, é muita coisa.

Porque será que não se usa mais Trantec?
É talvez por ser um medicamento novo para o qual os médicos e família ainda não estão avisados e talvez também pelo preconceito de ser um opioide.
Temos todos que lutar para que a dor saia da vida das pessoas e o Trasntec é um milagre moderno para uma enormidade de situações complicadas.

Espero com esta informação poder contribuir para que milhões de pessoa com dor vejam a sua vida melhorada.
A tecnologia não serve apenas para fazer carros ou aviões mas também para criar moléculas que acabem com a dor, sem qualquer preconceito.

Já agora.
Precisei, disse o meu médico, de meter uns diazinho de baixa.
O esquerditas defendem tanto o direito dos trabalhadores e um deles é exactamente este!


quinta-feira, 15 de setembro de 2016

A bomba nuclear norte coreana e o défice abaixo dos 2,5% e o crescimento nos 1,8%

São tudo coisas que queremos acreditar.
Eu ainda quero acreditar que, um dia, aparecerá uma gaja toda boa, de olhos azuis, bater à porta do meu gabinete a oferecer-se para ser minha amante.
Todos queremos acreditar que a Miss Mundo vai terminar com as guerras e fome no mundo mas, pensamos depois, "Tu eras boa era para fazer aquilo que eu sei" (pensou o Trump e assim o fez).

Numa viagem de avião ...
O Sr. Comandante avisa "Tenho a dolorosa obrigação de vos avisar que ambos os motores pararam e, como estamos no meio de nenhures, o avião vai cair dentro de 10 minutos. Façam o que precisarem fazer pois as vossas vidas chrgaram muito brevemente ao fim.
Uma jovem bem jeitosa levanta-se e grita "Por favor, eu sou uma menina e eu não quero morrer antes de alguém me fazer uma mulher de corpo inteiro, fazer aquilo que vocês homens sabem"
Levantou-se um homem nos seus 30 anos e ofereceu-se logo "Vamos ali para traz que eu faço-a já uma mulher"
Chegados lá atrás o homem tirou a camisa, tirou as calças e disparou logo "Queres ser uma mulher de corpo inteiro? Passa isto a ferro e cuidado com o duplo vinco senão ainda levas no focinho."

Será que a Coreia do Norte tem a bomba atómica?
Nem pensar nisso. 
O problema da BA de hidrogénio tem uma dimensão mínima de 225 kt e uma verdadeira Bomba H tem uma potência na ordem de 15000 kt e a coisa que rebentou foi anunciado que estava abaixo das 10kt.
E foi anunciado que a explosão aconteceu exactamente ao mesmo tempo que um terramoto para não ser possível medir no exterior qual a verdadeira potência da anunciada bomba.
O bicho esteve à espera que acontecesse um terramoto e, pumba, foi ai que rebentou a bomba.



E porque será que toda a gente dia que acredita?
Para ver se o bicho se convence que estamos convencidos de que ele tem a bomba o que, talvez, o faça acabar com essa toleira de tentar fazer bombas atómicas.

O défice e o crescimento são outra brincadeira.
Já estou como o cigano que vende coisas a partir da carroça 
"O défice numa loja qualquer é 2,2% mas para para o estimado freguês não vai ser 2,2%, 2,3% nem 2,4%, vai ser mesmo 2,5%. Mas como o freguês me parece estar enteressado, faço um défice de 2,5% e um crescimento de 1,8% se levar os dois em conjunto."
Não vai ser nada disso e só não compreendo porque a UTAO teima em dizer que o défice vai ser de 2,6% e o crescimento de 1,0% quando nem perto disto vão estar. Mas vamos esperar para ver onde a coisa vai cair que será, naturalmente, na cabeça do contribuinte.

Será que a Sobretaxa do IMI vai cair só no "grande capital"?
Naturalmente que não pois, se os esquerdistas tributarem apenas os ricos, como só há meia dúzia, a medida não dá receita nenhuma.
Agora, vai ser tudo uma questão de definição de rico. Lembrem-se que, antigamente, ser rico era ganhar o Salário Mínimo Nacional (530€/mês, 14 meses por ano) mas que, no governo do Sócrates, isso foi alterado para o Índice de Apoios Sociais (419,22€/mês, 12 meses por ano). Sim sim, e foi esse mesmo do olhinho, o Vieira da Silva que reduziu o patamar de rico de 7420€/ano para 5030,62€/ano, uma redução de mais de 30%. 
Agora vai ser igual, vão cortar as unhas até  eu me tornar um exemplo de "grande capital" (eu tehnho mhais de cinhquenta mhil euhros no bahnco!).
 
Aghora, a quehstão da muhlher vinhda de leshte.
Vhou ter que mehter um haga no mehio de cahda palahvra pahra que eshta parhte do texhto não poshsa ser tradhuzida pelo guhogla.
Nhão é que apahrecheu meshmo umha jovhem, vinhda de um pahís do lehste, pahra tenhtar fazher-me fehliz? De cahsa dehla ahté ao mheu gabhinete tehve que fahzer quahtro mhil, duzhentos e dohze quilhomehtros.
A coithadinha tehm trinhta e um anhos, ohlhos cinzehntos claros que shão azhul mahrinho ao shol, pehsa quahrenta e sehte quilos, é dohutorahda em ecohnomhia e prohfessohra nuhma univehrsidahde ucrhaniana e, conhfessohu-me, dehpois de fahzer umhas conhtas ao câmhbio da horha, "nhão pohsso anhdar de auhtocharro porhque gahnho cehnto e thrês euhros pohr mhês."
Dihgo-vos qhue é em bhom e ahté cenhto e três euhros por mhês ainhda lhos pohsso dhar, pesno que sehrá fáhcil amohrtizha-los.
Fihquei meshmo com pehninha, a coitahdinha até me mohstrou a carhteira onhde tihnha tohda a sua forhtuna que pouhpou ao lonhgo de tohda a suha vihda, mehia dúhzia de nohtas de vinhte euhros.
O intehressahnte é qhue mhe cohnheceu neshte blohgue!  Diz que tradhuziu no guhgla e qhue, por parhtilhar das mihnhas idheias, decihdiu vhir phor ai abhaixo.
(Teshtei o tehxto no guhogla e a mhoça nhão vhai meshmo conhseguir trahduzir eshta pahrte) 


O mhais cerhto é acabarhmos arraçahnados um cohm o ouhtro, com umha dúzhia de fihlhinhos.

A Clinton tem uma saúde de ferro.
Andei a pesquisar na internete e até encontrei quem dissesse que tinha SIDA. Desde demência até embolia pulmunar, encontrei de tudo.
Já o Trump, tem a mulherzinha para atestar que "Estar tudo em ordem" (tahmhbém vehio de lehste).

O Bill Clinton também está caquético, sempre com a boca aberta. Deve ser a maldição Lewinsky!

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A vitória do Trump e a derrota da CGD

Não acham estranho que o presidente mexicano tenha convidado o Trump? 
Sendo certo, segundo os opinion makers, que o Trump vai perder por muitos, para que se deu o Presidente Enrique Peña Nieto ao trabalho de convidar o Trump para uma "visita de estado" com direito a uma conferência de imprensa conjunta?
Será que o Nieto é louco ao ponto de atribuir alguma probabilidade à hipótese estrambólica de o Trump vir a ser o próximo presidente americano?
Para responder a esta questão, fui ao www.realclearpolitics.com ver como andam as sondagens a 2 meses das eleições (que serão no próximo dia 9 de novembro).

Desde março, foram apresentados 179 resultados.
Mas são sondagens muito diferentes. Umas são inquéritos num site, outras são o acompanhamento semanal de uma painel (fixo) enquanto que outras são perguntas feitas pelo telefone. Também umas têm s
o dois candidatos e outras têm 4.
Num primeiro passo, homogeneizei os valores considerando apenas 2 candidatos e dividindo a abstenção e os votos nos outros candidatos proporcionalmente pelos 2 candidatos.
Num segundo passo, fiz uma média móvel ponderada pelo tamanho da amostra (dividi por 10 as sondagens em sites por não terem o mesmo rigor estatístico), considerando o peso de 10% à última sondagem.

O que observo 
é que, desde abril (mês 4), as intenções de voto estão sempre a subir mas que há dois incidentes que causam um trambolhão, o primeiro, em princípios de junho (mês 6) e o segundo em finais de julho (mês 7). Também observo que em meados de julho o Trump ultrapassou ligeira a barreira dos 50%, altura em que o Obama foi dizer numa visita de estado que "o Trump não é adequado para ser presidente da América e é mesmo um perigo para a ordem e paz mundiais."

Fig. 1 - Evolução das sondagens americanas (Trump vs. Clinton, média móvel de 179 valores, realclearpolitics)

Afinal, o Trump pode mesmo ganhar.
Pois se olharmos para as sondagens, em abril a Clinton tinha uma vantagem de quase 10 pp, depois, foi oscilando e agora está com uma vantagem de apenas 2 pontos percentuais, vantagem essa que se está a esfumar muito rapidamente.
Lá para finais de setembro, o Trump vai ultrapassar outra vez a Clinton e, se não houver mais nenhum sobressalto, chegados a novembro, o Trump vai mesmo ganhar e ser o próximo Presidente dos Estados Unidos da América do Norte.

O que eu quero falar sobre a caixa Geral de Depósitos tem a vem com o Slimani.
Como todos sabem, o Slimani é um jogador de futebol que o Sporting "despediu" por 30 milhões €.
Quer isto dizer que, o Sporting para dispensar os serviços do Slimani, o moço teve que pagar 30 milhões €.
Agora, para a CGD dispensar um colaborador tem que lhe pagar, em média, 233mil€ por cabeça.
Sim, diz a comunicação social que estão guardados 700milhões € para despedir 3000 trabalhadores

O que será que vos diz esta comparação?
Que o Slimani produz mais do que o salário que estava a ganhar no Sporting e, pelo contrário, os colaboradores da CGD recebem mais ordenado do que produzem.
Assim, o Slimani era um activo para o seu empregador enquanto que os colaboradores da CGD são um passivo.

Será que a geringonça não tem o dever de proteger os contribuintes?
Fui fazer uma simulação para a indemnização por despedimento colectivo (ver, simulador). 
Um trabalhador que ganhe 3000€/mês e que tenha 20 anos de serviço, tem direito a 48458€.
Se eu fosse despedido (em despedimento colectivo, tenho 27 anos e 4 meses de serviço) teria direito a 88104€.
Sendo assim, que contas está a fazer a geringonça e qual o fundamento legal para, em média, ir entregar 233 mil € a cada cabeça?
Será que a Geringonça é livre de entregar o valor que bem entender a quem bem entender?
Eu penso que não, que tem que se limitar ao que diz a Lei pois, caso contrário, estaremos em presença do esbanjar de recursos públicos que pertencem a todos nós.

Será que eu mereço o ordenado que recebo?
Claro que não e prova disso é que no meu emprego estão mortinhos por me despedir e, mesmo assim, eu não me voluntario a sair dali.
Penso mesmo que, no dia em que eu deixar de lá aparecer, vão mandar foguetes ao ar e estourar garrafas de champanhe. Mas o problema é que se, por um lado, os esquerdistas me odeiam, por outro lado, como sou funcionário público, defendem os meus direitos. E eu tenho direitos.
E qual será o meu futuro?
O mais certo é atribuírem-me cada vez menos trabalho até que fique totalmente sem fazer nada, em casa, a receber o mesmo, incluindo o subsídio de refeição (já estive assim 20 meses). Assim como o meu professor Augusto Rocha e Silva que esteve anos e anos sem nada fazer mas que, infelizmente, acabou por não resistir e "morrer num acidente estúpido" (suicidou-se da mesma forma que o Primo Levi! Não acham muita coincidência ter também caído no vão das escadas?).

Fig. 2 - Primo Levi, à volta de 1950


Finalmente, as prioridades da minha vida.
Quando eu andava pelas igrejas, diziam-me que tinha que fazer um "exame de consciência" para, assim, identificar quais são as prioridades da minha vida.
Depois de muitos anos a pensar, cheguei à conclusão que a minha prioridade é ser feliz.
Não é ter amigos, ser simpático, trabalhar, gostarem de mim como colega de trabalho, ser uma fodilhão de renome, nada disso, é ser feliz, eu próprio.
Vem isto a propósito de uma crónica que li no fim de semana num jornal qualquer (quando eu me lembrar do nome, escrevo-o aqui) que dizia, em resposta a uma leitora, que ter filhos era uma perda de tempo. Imaginei logo que a crónica era uma confissão sobre a sua má qualidade da autora enquanto filha.

A minha mãe disse-me apenas uma vez ...
Meu filho, eu dei-te a vida e criei-te o melhor que pude para que, agora que estou necessitada, trates de mim. Se tiveres que deixar de trabalhar, deixa pois eu estou primeiro porque te dei a vida e esses não te deram nada. Além disso, não te agradecem e eu, além de te agradecer em vida, quando chegar ao Céu, vou pedir a Deu por ti.
E assim eu faço desde há 23 anos, no principio estando ela válida e hoje, acamada e sem dizer coisa com coisa.
Claro que a minha mãe tem mais 5 filhos cuja primeira frase, por unanimidade, foi "mete-a no asilo que já nem sabe onde está".
Mas, se eu disse, "estarei sempre aqui", não é agora que vou abandonar o barco.

A questão que eu coloca.
Mas não terá um filho a obrigação de deixar o seu trabalho e uns anos da sua vida para ser escravo dos pais quando eles disso têm necessidade?

Por oposição, há o filho de uma colega minha.
A mãe está um pouco aflita com falta de dinheiro e o filho, pelo contrário, está médico e a ganhar balurdios, diz ela que mais de 3000€ por mês.
Não é que a mãe, esganada de dinheiro, lhe está a dar 850€/mês para ele pagar a prestação da casa e ele nada mais diz que não seja "preciso de juntar dinheiro para me casa"?
Isto é o que na minha terra se chama um grande filho da puta, não no sentido de que a mãe anda na estrada mas no sentido de que, filhos destes, dá gosto abortar.



Que Deus vos ilumine e guie no caminho da descoberta das prioridades da vossa vida. 
E, depois, cortem a direito com tudo o que se meter no meio do caminho para a felicidade.
Maria Clara

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Eu quero a lista de caloteiros da CGD

Se a Geringonça quer acabar com o sigilo bancário para nos cobrar mais impostos,
 eu quero saber quem caloteou a CGD em 5160 milhões € e quem foi que concedeu esse créditos que acabaram por não ser pagos.
Se há a lista dos devedores ao Fisco e à Segurança Social, calotes no valor de 5160 milhões € penso que merecem também ser publicitados para todos nós compreendermos como andaram de mãos dadas os decisores políticos e os caloteiros.
Ou será que agora já não interessa aos comunas e esquerdistas saber quem é o "grande capital"?


Destapa tudo que 5160 milhões € é muita massa para meter no bolso de alguns desconhecidos.

Será que o PCP comprou a Quinta da Atalaia com um calote à CGD?
Pois não sei e gostava de saber.
Até dou de barato que essa lista só inclua, como os devedores aos Fisco, os que calotearam em mais de um determinado valor, Ao fisco é a partir de 7500€ mas até dou de barato que sejam só os caloteiros com mais de 1000000€ de calote.
Mas quero saber quem são e se foi o Vara que lhes deu a massa.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

O Brexit, o Mar Morto e as tarifas aduaneiras

Parece que o Mar Morto não tem nada a ver com o Brexit! 
O Mar Morto é o lago com 60000ha onde desagua o Rio Jordão. em termos políticos, está dividido entre Israel, a Margem Ocidental (West Bank) e a Jordânia. 
A superfície da água do lago está a quase 430m abaixo do nível médio dos oceanos e, porque as suas águas não têm saída, ao longo dos milénio foi acumulando o sal transportado nas águas do Jordão (que se evaporam) e, assim, tornou-se um corpo de água saturada em sais, principalmente cloreto e brometo de sódio e de magnésio. Em peso, um litro de água do Mar Morto tem 290g de Sal.
É uma grande atracão turística porque as pessoas flutuam muito facilmente (e, dizem, as lamas fazem bem à saúde, bullshit).

O problema é que o Mar Morto está a secar.
O caudal médio do Rio Jordão quando entra no Mar Morto, sem intervenção humana, é de 40m3/s que compara com os 700m3/s do Rio Douro. Mas, por causa do desvio para a Jordânia (40%) e do uso em Israel, atualmente só chegam ao Jordão 2% deste caudal natural, cerca de 1m3/s.
Sendo que não lhe chega água, ao longo do tempo, o Mar Morto tem vindo a diminuir de dimensão, cerca de 900ha de superfície e 1m de cota, se nada for feito, irá desaparecer dentro de poucos anos.
A sua diminuição causa problemas ao turismo pois a linha de costa está constantemente a afastar-se dos hotéis.

Terá que vir água do Mar Vermelho ou do Mediterrâneo.
Existem 2 caminhos principais por onde a água pode entrar.
No primeiro caminho, a água vem do Golfo de Aqaba que é uma abertura que vai ligar ao Mar Vermelho.
A água entrará em Eilat e, depois, percorre 160km.
No segundo caminho, a água vem do mediterrâneo, entra em Ashdod e, depois, percorre 80km.
Apesar de os decisores políticos se estarem a inclinar pela solução do Mar vermelho, vou-me concentrar na solução do Mediterrâneo.



Bombear a água.
Não interessa muito os quilómetros que a água vai percorrer mas antes quanto custa meter 1m3 de água no Mar Morto. Normalmente, os transvases usam os rios a correr em sentido contrário, da foz para a nascente tendo a água que ser bombeada de barragem para barragem até que, chegando ao cimo do monte, já se pode desviar para o rio pretendido. No novo rio, haverá barragens para recuperar a energia que se gastou

Fig. 2 - Esquema de um transvase usando barragens e bombagem

No caso do transvase Mediterraneo-Mar Morto, é preciso subir primeiro 920m para descer depois 1400m
Em termos energéticos, parece que ainda vai haver lucro mas o problema é que existem ineficiências. 
A bombagem perde 20% da energia, o percurso nas barragens e canais outros 20%, na turbinação 20% e nos fios outros 10%. Somando isto tudo, teremos
    Energia gasta = 920 * 1,20*1,20 = 1324m
    Energia recuperada 1400*0,8*0,9=1008m
Gasta-se mais energia do que a que se recupera.

Com um túnel
Não se perde energia a bombar nem a gerar electricidade pelo que o saldo será muito positivo.

Vamos ao Brexit e ao livre comércio.
O túnel é o livre comércio e o transvase com barragens e bombagem é o sistema de tarifas aduaneiras.

As tarifas aduaneiras anulam-se com outras tarifas aduaneiras.
O Reino Unido quer exportar carros e a França passa a cobrar uma tarifa de 100 milhões€.
O Reino Unido retalia, passa a cobrar uma tarifa de 100milhões € sobre os vinhos francesese e entrega esse dinheiro aos produtores de carros para os compensar da tarifa cobrada pela frança.
Então, tanto dá haver tarifas como não haver pois, assim que um país inventa uma tarifa, o outro anula-a cobrando outra tarifa de que faz o tranvase do receita para anular o efeito.
O problema está apenas no custo de cobrar as tarifas, o que inclui custos administrativos e inspectivos pois, quem paga tarifas, não as quer pagar (combater o contrabando).



As vantagens do comércio.
Não é obvio que o comérico traga vantagens para os povos mas vou apresentar dois exempos que ilustram como o comérico aumenta a produção.

Vantagens Absolutas.
Vou imaginar uma economia em que se produzem pães e salsichas e onde as pessoas comem cachorros (pão com salsicha). No total, existem 40 horas de trabalho disponíveis em cada país.

No País A, demora 5 minutos a produzir um pão e 10 minutos a produzir uma salsicha.
Então, na 40 horas, vão ser produzidos 160 cachorros que será o PIB do país A.
     40*60/(5+10) = 1600
 
No País B, demora 10 minutos a produzir um pão e 5 minutos a produzir uma salsicha.
Então, na 40 horas, vão ser produzidos 160 cachorros que será o PIB do país A.
     40*60/(10+5) = 160
O país A tem uma vantagem absoluta na produção de pão e o país B na produção de salshichas

Vou abrir as fronteiras.
Agora, no país A vão produzir 480 pães (40*60/5 =  4800) e no país B 480 salsichas.
Depois, os do país A vão vender 240 pães em troca de 240 salsichas e acabam ambos a comer 240 cachorros em vez do 160.

Vantagens Relativas.
Vou fazer o País B mais atrasado, demora 15 minutos a produzir um pão e 15 minutos a produzir uma salsicha. Então, na 40 horas, só vão ser produzidos 80 cachorros.
     40*60/(15+15) = 80
 A produção nos dois países será de 160+80=240

Vou abrir as fronteiras.
Parece que, neste caso, o país A vai produzir ambos os bens e o país B nenhum bem mas, se assim for, o país B não tem como arranjar divisas para comprar os bens produzidos no país A. Então, o país B vai produzir o bem onde tem uma vantagenzinha relativa que são as salsichas.

No país A por cada salsicha produzida, deixa de se produzir 2 pães.
No país B por cada salsicha produzida, deixa de se produzir 1 pães.
Esta "razão de produção" é o custo de oportunidade.
Assim, o país vai produzir os bens onde os custos de oportunidade (e não so custos verdadeiros) são menores.

País A => 266,67 pães e 106,67 pães
País B => 0 pães e 160 salsichas.
O total de produção é de 266,67 cachorros quentes, um aumento relativamente aos 240 sem comércio.

Se ambos os países ficarem com o mesmo nível de vida.
Cada país vai comer 266,.66/2 = 133,33 cachorros. Se assim for, 
O país A vai exportar 133,33 pães e importar 26,33 salsichas
O país B vai importar 133,33 pães e exportar 26,33 salsichas
Neste equilíbrio, o preço de 1 salsicha será 5 pães 
Se o pão for 0,10€/u, a salsicha será 0,50€/u. 

Mas isto não pode ser porque o país A fica pior.
É por esta razão que existem guerras comerciais e barreiras à movimentação dos trabalhadores.
As pessoas do País A não aceitam piorar para que os do país B melhorem.

Ambos os países dividem os ganhos do comércio.
Agora, já será mais aceitável para o país A.
Como o ganho é (266,67-240)/2 = 13,33
O país A irá consumir 160 + 13,33 =173,33 cachorros.
Para isto, precisa exportas 93,33 pães e importar 66,66 salsichas.

O país A irá consumir 80 + 13,33 = 93,33 cachorros.
Para isto, importa  93,33 pães e exporta 66,66 salsichas.
O preço terá que ser 1 salsicha = 1,4 pães.
Se o pão for 0,10€/u, a salsicha diminuirá o preço para 0,14€/u.


Em mercado livre, tudo tem venda, o problema é o preço




Mas existem problemas
É que a teoria apenas permite comparar situaç~eos já em equilíbrio pelo que temos problemas durante o ajustamento.

Primeiro problema: a divisão do ganho.
Um preço mais elevado para a salsicha faz com que o ganho vá para o país B enquanto que um preço mais baixo faz com que o ganho vá para o país A.
As guerras comerciais são jogos dinâmicos que têm por fim alterar a divisão do ganho.

Segundo problema: o ajustamento.
No país B, as empresas que produzem pão vão ter que deixar esta actividade. Como investiram tempo a aprender a fazer pão, têm as máquinas e os clientes habituais, isso vai custar muito. Pelo contrário, os fazedores de salsichas viverão um período de prosperidade.
No país B, as empresas que produzem salsichas vão começar a ter concorrência pelas importações baratas (o preço cai de 0,50€ para 0,15€) pelo que muitas empresas vão à falencia. os produtores de pão viveram um período de prosperidade.

Os nossos agricultores estão em crise.
Pois estão porque a nossa economia, comparativamente a outras economias, não pode produzir bens agrícolas como leite.
Toda a nossa economia está a evoluir para os serviços (turismo).
Claro que, como uma economia produz milhares de bens diferentes, o modelo das vantagens comparativas com 2 bens é apenas uma pequena janela para a dinâmica económica que a Globalização está a operar nas nossas economias.
Mas, havendo milhares de bens e centenas de países/regiões, o que se vai observar é a especialização de cada região nas actividades onde tem vantagens relativas e, depois, vender o bem produzido no mercado global onde adquire os outros bens necessários.
No final, ficamos todos a ganhar.

A Alemanha especializa-se a produzir carros e o Brasil, a produzir bandeiras

Terá sido o Brexit um tremendo erro e o Trump um burro?
O Trumpo quando fala em construir muros e em rever tratados comerciais ou o UK quando sai da UE para rever políticas de asilo, não estão mais do que tentar alterar a divisão dos ganhos do comércio.
Como são países grandes, pensam explorar o "poder de monopólio" para trazerem para si uma percentagem maior dos ganhos do comérico.
Claro que, olhando apenas para os ganhos do comérico, pensamos que vão ter perdas (iguais às nossas), mas trazendo os termos de troca à discussão (os preços), a sua estratégia aparentemente isoliacionista faz  todo o sentido.

Será América capaz de socorrer os países balticos?
Muito se tem dito mal do Trump por ter dito que talvez não fosse possível defender os países balticos no caso de uma invasão russa.
Mas porque não perguntaram isso ao Holland?
Porque razão têm que ser os americanos a defender seja o que for?
Penso que, caso a Rússia decidisse invadir os países balticos, tal como na GEórgia e na Ucrânia, nada poderia ser feito para além do embargo económico.
Penso que ninguém está a imaginar uma guerra directa entre a Rússia e a Nato, nem seria bom para ninguém.

O Obama esqueceu-se dos aliados Curdos.
Coitados, acontecia-lhes como aos desgraçados Curdos que, mesmo no Iraque, estão a ser bombardeados pelos Turcos e pelos Russos e as pessoas de Alepo, a quem o Obama prometeu que os apoiaria se lutassem pela liberdade contra o Assad e, agora, estão a morrer porque o Obama se esqueceu deles, escondido nas saias da Clinton a ver se ela ganha.
Os USA já parecem um país do terceiro mundo onde o presidente da república aproveita uma visita de estado ao estrangeiro para dizer que o adversário político (da oposição) é um perigo para o seu país. 

Nós podiamos ter um "mar morto".
Penso que poderia ser uma atracção turistica bombar água do mar para uma lagoa e deixar que evapore até ficar saturada de sal. Desta forma, ficaria um mar morto pequenino, assim uma coisinha 100ha.





domingo, 7 de agosto de 2016

Já tenho uma ideia para o Hotel da Escarpa da Serra do Pilar

Dizer que está errado é muito mais fácil do que dizer como se faz bem. 
E foi a parte mais fácil que fiz quando disse que o projecto da Douro Azul para um hotel na Escarpa da Serra de Pilar, ESP, é um mamarracho.
Mas, no entretanto estive a pensar nas palavras simpáticas do Mário Ferreira (que, interessante, não disse uma única palavra abonatória relativamente ao projecto do mamarracho!) e fiquei com remorsos de não lhe ter dito nada sobre como o hotel poderia ser imaginado.

Sendo que não é parolo ...
Pensei eu, então está aberto a soluções visuais nunca vistas, capazes de, daqui a 500 anos, haver uma lei a proibir que mexam nesse edifício.
Pensei toda a noite e hoje surgiu-me uma ideia: o hotel tem que se inspirar nos vinhos, tem que ter pipas, toneis e garrafas. Então, comecei a imaginar o hotel como um amontoado de pipas e toneis como se vê nas fachadas das caves do Vinho do Porto.

Fig. 1 - A fachada terá filas de pipas com 4,0 m de diâmetro.

A escarpa tem 400 m de comprimento por 65 m de largura.
Isto dá uma área total de 26000m2.
Para termos uma comparação, a ribeira do lado do Porto (o triângulo entre a R. Infante D. Henriques, a escarpa do Túnel da Ribeira e o Rio) tem 30000m2.

Fig. 2 - A ESP é uma área importante da Ribeira e que só está à espera de bons projectos de arquitectura
 
Por isso, a ESP é um diamante em bruto que está ali perdido à espera de ser lapidado.
Mas não pode ser à moda de S. João da Madeira e de Guimarães (i.e., com caixas de sapatos) mas antes à moda de Gaia, com coisas do vinho e do Douro.

Fig. 3 - As filas de pipas seria interrompidas, aqui e ali por toneis com 20 metros de altura.

Já estou então a imaginar a fachada.
Pipas amontoadas, com quebras de regularidade, aqui e ali e misturadas com toneis mais altos, tipo torres de um castelo, e mais baixos.
Nas pipas e toneis, janelas abertas como escotilhas num navio.
E, por falar em navios, também metia uns barcos rabelos misturados com as pipas e umas garrafas gigantes, transparentes que seriam jardins suspensos, tudo desconstruido e meio tosco.

Fig. 4 - Tudo como as bailarinas Paula Rego

 O importante é termos imaginação.

Imagination is more important than knowledge. For knowledge is limited to all we now know and understand, while imagination embraces the entire world, and all there ever will be to know and understand. 

Albert Einstein

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

As bananas e os robo-barcos

Há coisa de que todos temos curiosidades. 
Uma das coisas é, olhando para uma banana que vamos comer, imaginar a pessoa que cultivou aquela fruta sabe-se lá onde, e visualizar o caminho que aquele objecto percorreu até vir parar à nossa mão.
Sendo que a banana tem um preço na ordem de grandeza da fruta que produzimos em Portugal, imagino eu que, à porta da plantação, a banana deve ser muito barata.
Se fosse possível diminuir os custos entre a plantação e a nossa mão, o preço diminuiria na prateleira e aumentaria na plantação o que seria bom para todos.

Penso que é um pecado grave ver uma mulher a comer uma banana


Vou então dizer o que descobri.
A Bananeira é uma erva gigante que se cultiva em países quentes, com temperatura mínima noturna superior a 13.ºC. Em termos globais, produzem-se cerca de 125 milhões toneladas de banana por ano, 50% no Sul da Ásia, 20% na África e 20% na América do Sul. Produzem-se mais bananas do que laranjas (115Mton/ano) e do que maças (81 MTon/year).
A bananeira nasce como um rebento de uma planta adulta, produz ao fim de, em média, 18 meses, sendo mais rápido o crescimento nos climas mais quentes, e, depois de produzir, morre (fica um rebento lateral). 
Nos países quentes não existe época de produção pelo que a cultura é planeada de forma a que exista produção todos os dias.
Uma vez feita a plantação, fica em produção durante vários anos (corta-se o pé que produziu e deixa-se um dos rebentos crescer), o que torna a cultura simples e muito produtiva, cerca de 3kg/ano/m2 (30 ton/ano/ha).

Á porta da fazenda, o preço é de 0,30€/kg.
A banana que compramos por 1,00€/kg é maioritariamente produzida na Colômbia ou no Equador de onde sai da plantação a 0,30€/kg.
Na plantação, os cachos são colhidos, seleccionados os melhores grupos, lavados, desinfectados e embalados em caixas de cartão 36 litros que levam 18 kg de fruta. 
Depois, metem-se as caixas em contentores refrigerados. Um contentor de 20 pés leva cerca de 800 caixas, 14 toneladas.

 
Fig.1 - A banana que comemos é produzida a mais de 8500 km da nossa boca
 
Perdem-se 0,70€ na viagem.
Á saída da fazenda, cada caixa tem um preço de 5,00€ e, quando chega à nossa mão, depois de percorridos 10000km, o preço de cada caixa é 18€.
Esta margem de mais de 250% entre o preço de produção e o preço no nosso hipermercado prende-se com os custos de transporte e não tanto em estarmos a explorar os desgraçados que produzem bananas.
É que a logística é complexa e cara.
Como as plantações obrigam a espalhar a produção e o Atlântico é atravessado apenas por navios grandes, é preciso fazer muitos transbordos.
Assim, o transporte começa por juntar caixas até se encher um contentor refrigerado a 12ºC, depois, continua com o contentor num camião até um porto (podem ser mais de 1000km) que vai, mais tarde, levar o contentor até um porto grande onde possa atracar um navio transatlântico.
Uma vez na Europa, passa-se o inverso, o navio grande descarrega em Roterdão o contentor para navios mais pequenos que vão para portos mais pequenos onde o descarregam num camião que, depois, faz a viagem até à central de compras do supermercado onde o contentor é aberto e as 700 caixas separadas em vários camiões que as vão levar para as prateleiras dos hipermercados de cada terra.


Imaginemos a nossa Guiné-Bissau.
Tem um clima, em termos de temperatura e chuva, e terrenos bons para a cultura de banana, ananás e manga, podendo estas culturas ser o motor de desenvolvimento desta nossa ex-colónia. O problema é que não têm como transportar as frutas em tempo útil desde o local de cultivo até à nossa mão.
Nos países pobres as estradas são muito deficientes e os portos de mar pequenos e incapazes.
O que era preciso era um navio pequeno, com capacidade para 100 contentores de 20 pés, que pudesse ser carregado em pequeno portos e fizesse a viagem até ao destino final na Europa, América do Norte e Japão e pudesse entrar nos rios.


Os navios são grandes para diminuir os custos.
Um navio grande, para a mesma velocidade, gasta menos combustível. O combustível gasto é proporcional à área em contacto com a água e, quando um navio é maior, a área aumenta ao quadrado e o volume ao cubo. Assim, se aumentarmos a dimensão de um navio em 10 vezes, o consumo de combustível por tonelada diminui para metade.
Um navio grande também poupa nos custos da tripulação.
Então, para termos um navio pequeno temos que usar a outra variável importante que é a velocidade pois o consumo de energia cresce com a velocidade ao quadrado.
Desta forma, para termos um navio que é 1% do tamanho de outro (que viaja à velocidade de 23km/h) com o mesmo consumo de energia temos que reduzir a velocidade para 10km/h.
Quanto á tripulação, temos que acabar com ela!
O Roboship.
Investem-se actualmente milhares de milhões no desenvolvimento de tecnologia para que os carros possam circular na rua sem condutor humano por é difícil mantê-los na estrada congestionada com outros veículos e pessoas. Mas, para termos robô-navios, dado que não há a limitação da estrada, uma tecnologia simples é mais do que suficiente. Penso que, em mar aberto, bastará um GPS para saber a localização do navio, um sonar para detectar outros navios próximos e uma ligação por satélite para comunicar e receber instruções da central de controlo.
Estou a imaginar um navio com capacidade para 100 contentores de 20 pés a viajar por esses oceanos fora de forma autónoma a 10km/h (que compara com os 4km/h das caravelas quinhentistas).
Estou a imaginar, em vez de navios com 15000 contentores que tem que receber carga de centenas de portos, 150 navios com 100 contentores cada que viajam de um porto de origem para um porto de destino. 
A viajar a 10km/h demoraria 35 dias a percorrer os 8500km que nos separam da América do Sul e 19 dias a percorrer os 4500 km que nos separam da Guiné Bissau, é mais do dobro do tempo normal mas, como não há tripulação, não será um problema muito grande (para obter as distâncias entre portos e os tempos de viagem a 14 nós, ver este site). E a banana conserva-se 6 semanas com temperatura e atmosfera controladas (ver).

Os esquerdistas desmiolados são contra a globalização.
A globalização tem permitido que, mais e mais produtos de locais esquisitos cheguem à nossa mesa. No sábado passado olhei para a prateleira do feijão e vi lá feijão preto da Etiópia, branco do Madagáscar, vermelho da Índia e frade da China. Como muito do preço que pagamos são custos de transporte, os esquerdistas desmiolados têm metido na nossa juventude inconsciente a ideia desmiolada de que, ao comprarmos produtos desses países pobres, estamos a explorar a miséria das pessoas desses países que têm salários muito baixos para o nosso padrão de vida.
Então, sendo desmiolados, têm que vir com uma ideia absurda: proibir a importação desses países pobres.
Mas, quando uma pessoa na Colômbia vai trabalhar numa plantação de bananas por 1€/h, não consegue ganhar este valor noutra actividade pelo que, se não lhes comprarmos bananas, o seu nível de vida vai diminuir.
É como proibir uma pessoa de beber água porque, caso contrário, teria que fazer uma longa viagem.
O que temos que defender é o aprofundar da globalização pela diminuição dos custos de transporte.

O comércio livre é a melhor forma de "combater" as migrações.
Reparemos que, nos refugiados que chegam à Europa, não há Etíopes.
E isto não acontece porque a Etiópia, apesar de ser um dos países mais pobres do mundo, tem desde 2002 uma política de abertura das fronteiras para o investimento e o comércio. Esta abertura permitiu que o rendimento per capita das pessoas triplicasse em 12 anos (um crescimento de 8,7%/ano, WB).
Com livre comércio, os países mais pobres desenvolvem-se e, como ninguém gosta de sair do seu país, as pessoas ficam contentes por lá a trabalhar para nós por tuta e meia.


Deus ajude os pobres a vender o que produzem.
Maria Clara

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