domingo, 26 de julho de 2015

24 - A reunião

Crime e Redenção 
Pedro Cosme Vieira
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Ver o capítulo anterior (23 - O passeio)    




24 – A reunião
Ás 20h em ponto todos os membros da comissão já estavam em casa do Sr. Costa, a Isabel, o Padre Augusto, o Dr. Acácio e o Sr. Costa. Também estava o Sr. Dessilva para apresentar a sua solução para o problema da falta de dinheiro.
– Boa noite Isabel e meus senhores, façam favor, antes de nos sentarmos apresento-vos aqui o Sr. Dessilva que veio da América para nos ajudar, pelo que já conversamos, vai ser uma pessoa fundamental nesta nossa missão impossíveis pois garante saber como arranjar o dinheiro para a viagem dos jovens.
Yes, sim, meu ser de América, de Nova York, ser no sócio de Jonas que enviou eu no ajudar. América ser colosso. América ser o terra prometida.
Apertos de mão para aqui e para ali.
– Vamo-nos agora sentar aqui na Sala. Sr.a Celeste traga um cafezinho para as pessoas, se faz favor. Vamos que temos muito que falar – disse o Sr. Costa, o dono da casa. Um cafezinho com biscoitos e lá começou a reunião.
– O grande problema que temos que resolver é o do financiamento, problema que enquanto não for resolvido não permite que avancemos. Como o Sr. Dessilva disse que ia ajudar a resolver este problema, vou-lhe dar a palavra, faça favor Sr. Dessilva de tomar a palavra – disse o sr. Costa.
– Sim, eu ir no ajudar. Este projecto ter que ser negócio e não caridade. Usa-se no América fazer um fundo de investimento, por isso, a meu ideia foi fazer um fundo para financiar todo o operação.
– Um fundo de investimento, mas o que é isso?
– Investidor entrega dinheiro no fundo que vai pagar despesas. No futuro, o fundo paga no investidor. Para 60 pessoa, eu ter fundo de 150000€.
– Ena pá, que isso é ainda mais do que nós tínhamos pensado – disse a Isabel quase saltando da cadeira – nós tínhamos pensado em 100000€ e, mesmo assim, achamos que é impossível de arranjar pelo o que nos está a dizer é que vai ser duplamente impossível.
– Não, não vai ser impossível porque eu já ter dinheiro no fundo. Eu já ter dinheiro no América, não preocupar.
– Mas isso é uma grande novidade ou será que percebi mal? Quer então dizer que, como nós não temos esse dinheiro, o Sr. Dessilva arranjou ou vai arranjar quem avance com os 150000€ necessários? Mas isso é uma enormidade de dinheiro! E metem assim o dinheiro sem mais nem menos? E depois onde é que esse fundo vai buscar o dinheiro para pagar a esses investidores? Quem é que paga isso?
– Ser jovens que chegar no América. Primeiro ir trabalhar 5 anos nos empresas de financiadores, homens ir ganhar 3,50€ por hora e mulheres 2,50€ por hora. Depois dos 5 anos, jovens poder ir trabalhar no que quiser mas pagar 10% no fundo para ajudar aldeia do Monte, se ganhar 800€, dar 80€ no fundo, se ganhar 1000€, dar 100€ no fundo.
– O que acham desta ideia?! – perguntou o Sr. Costa com cara de espanto às pessoas presentes – 3,50€ por hora é muito dinheiro, é pelo menos quatro vezes o que ganham aqui, isso é muito dinheiro, não estou a perceber onde os investidores poderão ter lucro suficiente para pagar o investimento feito na viagem! Mas haverá trabalho?
– Não preocupar – disse o Dessilva – haver muitas horas, todas as horas que pessoas querer trabalhar e o lucro dos financiadores, não se preocupar que ser problema deles.
– Bem, lá isso é verdade, o Sr. Dessilva está a dizer as condições do financiamento. Se não for preciso meter dinheiro, se os investidores americanos garantirem mesmo todo o dinheiro necessário para que os nossos jovens possam ir para a América, não vejo qualquer razão para não avançarmos com o projecto até porque 3,50€ por semana para os homens e 2,50€ por semana para as mulheres é muito dinheiro. As condições estão claras, ninguém irá ao engano, quem quiser ir, vai, sabendo que tem que cumprir com isso, quem não quiser cumprir, não vai – disse o Dr. Acácio.
– Sim, sim, acho aceitável mais ainda porque não precisamos de dar garantias aos investidores, também não as teríamos como dar. Os nossos jovens são de palavra pelo que, quem quiser ir, irá cumprir as condições. Pelo que conheço das sagradas escrituras, não vejo qualquer problema neste negócio, quem quiser vai, quem não quiser fica – disse o Padre Augusto a que todos responderam com um afirmativo abanar de cabeça.
– Vamos então fazer ordem na discussão – disse o Sr. Costa – quer então dizer que as pessoas saem daqui e vão até à América sem nada terem que pagar e, depois, trabalham 5 anos mais a contribuição dos 10%, é isto, percebi bem?
– Totalmente e 10% ser para ajudar crianças de aldeia. Eu ter dinheiro em América, ir pagar tudo.
– Então, sendo que o problema do dinheiro já está resolvido, vamos ver quem poderá ir.
A Isabel levantou logo a mão para poder falar – “Vejo aqui um grave problema pois as pessoas casadas têm filhos, como as crianças não podem ir, também não podem ficar pois não fica quem as possa sustentar!”
– Não ter no problema – Disse o Dessilva – me esquecer dizer que fundo vai pagar no crianço ficar no aldeia, fundo pagar 20€ cada mês a cada crianço que ficar.
– Sr. Dessilva, não estou a perceber – disse o Sr. Costa – como é isso?
– Fundo pagar 20€ por mês no cada criança. Fundo pagar dinheiro no criança que fica aqui.
– Ai que boa ideia – disse a Isabel – é que todos os casais jovens têm filhos pelo que, penso eu, seria uma dificuldade se os tivessem que deixar abandonados à sua sorte, seria destiná-los à morte. É muito boa ideia mas esse fundo terá dinheiro suficiente para as crianças?
– Não preocupar, ser problema do investidor – disse o Dessilva – Viagem no barco, papéis e chegada no América, Jonas pagar. Viagem e despesa aqui eu pagar, não preocupar.
– Sendo assim, posso concluir que todos os nossos problemas já estão resolvidos, já há dinheiro para a viagem e para as crianças cujos pais emigrem, sendo que o Sr. Dessilva avança com o dinheiro, todos os problemas já estão resolvidos – todos afirmaram que sim com a cabeça.
– Estar faltar problema – disse o Sr. Dessilva – ser preciso ensinar inglês nos jovens. Quando chegar no América jovens precisar falar pouco pouco de inglês, eu ensinar mas precisar de sala do escola.
As pessoas olharam umas para as outras e, disse o Sr. Padre Augusto que, realmente, seria bom se os jovens já fossem a saber um pouco de inglês.
– Eu estar pensar dividir jovens em dois viagem. Primeiro 30 jovens, aprender 6 meses e ir no América. Depois, outros 30 aprender e ir no América mas precisar sala, ter sala para 30 jovens aprender o inglês?
– Temos a escola das crianças que acaba às 18h. Se essa aula de inglês for depois das 18h, pode ser uma das salas da escola, mas as salas são pequenas, para meter lá 30 adultos vai ter que ser muito apertado. O que acha Sr. Dessilva, o que acha? Das 18h às 21h estará bem?
– Está bem – disse o sr. Dessilva – amanhã vou ver sala a ver se cabem os jovens.
– Pronto, já está tudo resolvido pelo que podemos dar esta reunião por terminada. Alguém tem mais alguma coisa a dizer?
– Sr. Costa, ainda falta saber quem vai poder ir, havendo muitos candidatos como penso que haverá, terá que ser pensado como vai ser feita a escolha – disse a Isabel, mulher muito vocacionada para as coisas práticas.
As pessoas olharam para o Sr. Dessilva.

– Não preocupar, eu pensar e resolver problema. Poder ir embora e amanhã eu começar a tratar dos coisas.

Capítulo seguinte (25 - O anúncio)

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