domingo, 26 de julho de 2015

Carne assada na panela de pressão

Hoje vou falar de um cozinhado. 

Neste fim de semana, a minha irmã do meio, a Micose, fez anos e fiquei eu, como todos os Domingos, de fazer o almoço. Pensei, pensei e, como há uns meses comprei uma panela de pressão com 50% de desconto no Continente, nada melhor que esta oportunidade para fazer um assado.

Mas não precisará o assado de um forno?
Também pode ser mas na panela de pressão é mais rápido, gasta menos energia e não espalha cheiros pela casa.

Vamos então ver como eu fiz.
1. Meti um pouco de óleo na panela, mais umas folhas de louro, alecrim e três cravinhos da índia. 


2. Meti dois bocados de Pá de York que tinha comprado há uns meses de saldo no Intermarché. A carne estava na arca congeladora e, desde ontem à noite quando cheguei da praia de Miramar,  estava fora a descongelar.


3 . A carne ficou a fritar uns 15 minutos sem tampa, tendo-a virado várias vezes para não pegar ao fundo.


4. Fiz um preparado com cebola picada, massa de tomate, alho em pó, meio caldo de galinha, colorau e um pouco de vinho tinto da Meda (Douro) que a minha cunhada Sandra me traz à boliex de casa dos pais. O vinho já está todo cheio de flor mas serve.


5. Passei tudo pela varinha mágica e meti em cima da carne que já estava frita por fora.


6. Fechei a panela de pressão (sem acrescentar água ou qualquer outro líquido) e garanti que o botãozinho da pressão subiu. Meti no mínimo.
No entretanto, preparei uns vegetais para acrescentar. Diz o Ramsey que os vegetais dão muito sabor ao assado.


Tenho a cozinha muito desarrumada.
7. Como estava no mínimo, a panela nunca disparou a válvula da pressão, verifiquei que tinha pressão mas não a suficiente para disparar. Desta forma poupei energia e não enchi a casa de cheiro e de gordura. No entretanto, olhei para a cozinha e reparei que tenho a coisa totalmente desarrumada.


Pensei então que o que eu preciso é de uma mulher para tomar conta da cozinha. Fui no entretanto estudar umas matérias que tenho que preparar para o próximo ano lectivo.


E ainda tive que ver uns pormenores da matéria.


Mas, em vez das gajas, tenho o meu bonsai que tenho desde pequenino (começou como um raminho com duas folhas sem raiz que "roubei" quando fui para o meu actual emprego, já lá vão 24 anos).


8. Decorridos 30 minutos, desliguei o fogão e esperei que a panela perdesse a pressão. Já estava pronta a primeira fase do assado. Neste momento a carne já estava cozinhada mas ainda era preciso fazer mais umas coisitas.


Mas não é obrigatório meter água para a panela de pressão funcionar? poderão perguntar.
Não é preciso porque a carne tem muita água dentro de si.
Reparem como a panela tem molho que, para poderem ver melhor, retirei para uma malga.


9 . Retirei a carne e cozi os vegetais no molho. Se tivesse pressa, os vegetais poderiam ter sido cozido à parte.


10. Tapei a panela e deixei que ganhasse pressão e ficou a cozer 20 minutos no mínimo. Desliguei outra vez o fogão para perder pressão. Abri a panela, tirei o molho do qual, com uma colher, retirei a gordura que voltei a meter dentro da panela. Meti a carne nessa gordura, os vegetais por cima, e tornei a ligar o fogão.
A carne ficou a fritar na gordura (no mínimo) até que chegaram os comedores (uns 15 minutos) sem deixar ganhar pressão.
Ficou pronto. Tirei tudo da panela para uma travessa e mandei para a mesa.


11. Ficou bem mas o melhor foi a sobremesa. Salada de fruta e gelados dos supermercados, desses que se compram ao litro quando estão em promoção de 50%.


12 . Para não rebentar, tive que fugir para o café.


13. Ainda estou a pensar no cuzinhado. Mas seria um desperdício mete-la a arrumar a cozinha.


Tempo de preparação?
Para o almoço, uma horita é suficiente desde que se cozam os vegetais à parte. Para servir às 13h, ligar a panela às 12h. Para as gajas, não sei.
Bom apetite.

Pedro Cosme Vieira

3 comentários:

Pedro Alexandre disse...

O Professor sabe de tudo um pouco, é economia, escrita e culinária!! :D

Maria disse...

mas que cozinha mais desarrumada, como consegues te governar naquela confusao... o tempo que perdes a olhar a revistas o melhor seria limpar a cuzinha

Económico-Financeiro disse...

Olá Maria,
Já arranjei uma igualzinha à da última fotografia, até parece que o Pai Natal viu o meu pedido, pegou na fotografia, fez uma rapariguinha por encomenda e enviou-ma de avião.
Aquele rabinho é exactamente igual ao da menina da fotografia, um número 36, skinny, perfeito.
Veio de uma terra muito fria na Ucrânia que tem sempre tempo nublado, encostadinha à Rússia.
O problema é que a ucranianazinha quando viu a cozinha naquele estado, obrigou-me a arrumá-la!
Mas, como eu disse ao Pai Natal, eu não a quero para arrumar a cozinha!

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