terça-feira, 26 de junho de 2018

O turismo, as cidades e os nativos

Fui viver para a cidade do Porto há 35 anos. 
Foi no dia 15 de Outubro de 1983, quando entrei para a universidade.
Nesse tempo, havia muitas casas degradadas, muitas famílias a viver em quartos minúsculos e em casas velhas.
Havia ainda famílias "ocupas" de casas velhas e degradadas do tempo dos retornados de África.

Com o passar dos anos.
As principais faculdades também saíram do centro da cidade, principalmente a faculdade de engenharia e a faculdade de ciências.
Os cafés foram ficando vazias, as velhotas deixaram de ter clientes para os quartos e foram morrendo.
As famílias foram abandonando as condições de vida degradantes e deslocaram-se para casas melhores nos subúrbios.
As casas foram fechando e a degradação foi tomando cada vez mais o centro da cidade.

Depois veio o turismo.
Foi um processo lento que se começou a notar com a "primavera árabe".
Começaram, primeiro, a aparecer meia dúzia de estrangeiros na baixa, depois vieram os barcos Douro acima, os cruzeiros, os voos low cost, os hosteis e a cidade foi-se transformando para mais dinamismo.
As casas começaram a ser recuperadas ao ponto de hoje, quando dou o meu passeio semanal pela baixa, ter continuamente que atravessar de passeio para passeio por causa das obras.

Vamos ao problema das rendas.
Por causa do congelamento das rendas, os contratos antigos tinham rendas ridículas.
Bem sei que os esquerdistas não sabem nada de economia mas, por uma questão de racionalidade económica, esta situação tinha que ser corrigida. Não era para defender os donos das casas mas apenas por racionalidade económica.

Como se faz um país mais rico?
Este é um problema económico central à economia. Vejamos as condições que levam a um país ser o mais rico possível.

Primeiro) O valor atribuído às coisas vem das pessoas.
Bem sei que a Natureza tem direito a existir fora da vontade dos humanos mas o valor económico das coisas resulta directamente do interesse que as pessoas, nós, temos nelas. Esse valor pode ser indirecto (podermos vender as coisas a alguém que tem maior interesse nelas do que nós).


Segundo) Cada pessoa é diferente e, por isso, atribui valor diferente às coisas.
Todos temos gostos diferentes, uns gostam da cor vermelha, outros azul e outros ainda verde.
Há pessoas que gostam de casas viradas para a rua e outras preferem o sucesso das traseiras.

Terceiro) A riqueza é máxima se cada coisas ficar com a pessoa que lhe atribui maior valor.
Vamos imaginar duas pessoas, o João e a Maria, e dois bens, um carro e uma mota.
O João atribui o valor de 10000€ ao carro e 15000€ à mota e a Maria atribui o valor de 5000€ à mota e 10000€ à mota.
Imaginemos que o João é dono do carro e a Maria da mota, a riqueza total será 15000€ = 10000€+5000€.
Agora, se trocarem ficando o João a mota e a Maria com o carro, a riqueza total aumenta para 25000€, 15000€+10000€.

O sistema de preços de mercado
Faz com que as pessoas que atribuem mais valor a uma coisa vai ficar proprietários dessas coisas.
O conceito de valor que a pessoa atribui está ligado, naturalmente, à restrição orçamental de cada pessoa.

Oh riqueza, será um desperdício acabares na cama de um homem que adore mulheres gordas

Vamos ao que interessa.
Se uma velhota atribui o valor de 100€/mês a uma casa velha (até porque não pode pagar mais).
Se um turista atribui o valor de 1000€/mês por essa mesma casa velha depois de reabilitada (vamos supor que reabilitar a casa implica uma amortização de 400€/mês).
A senhora velhota sair e dar lugar à reabilitação vai ajudar os pedreiros e aumentar a riqueza do país.

E o que fazer à velhota?
Terá que arranjar outra casa cuja renda seja de apenas 100€/mês.
Se esta senhora não conseguir arranjar, não querendo nós transforma-la numa sem abrigo, aqui entra o Estado com os bairros sociais.

O que o Estado pode fazer.
Vou começar por tocar num ponto que ninguém se tem lembrado, as cérceas.
O centro das cidades, além dos centros históricos que interessa preservar como memória histórica, existem grandes limitações ao que se pode construir em temos de volumetria e altura.
Estas limitações são um "direito público" que podem ser "privatizadas" com o mesmo impacto que teria vender terrenos novos.
Se, por exemplo, as cércea passar de 5 pisos para 12 pisos, sem necessidade de aumentar as infra-estruturas como as ruas, tubagens de água, saneamento, electricidade, fibra óptica, a área disponível para construção mais do que duplica.
Claro que (e essa é a razão para existirem) os conservadores (de esquerda e de direita) irão dizer que vamos destruir as cidades e que, com isso, vamos acabar com o turismo mas tal não corresponde em nada à verdade. Se em Nova York os prédios mais pequenos têm 20 pisos e os intermédios têm 50 pisos e é uma das cidades com mais turismo do mundo, ...

Os prédios mais pequeninos de NY têm 20 pisos e os médios entre 30 e 50 pisos.

O que eu defendo.
Nos centros históricos até deixo que se mantenham as cérceas actuais que, no caso do Porto, até são bastante razoáveis (por exemplo, a rua dos Mercadores tem uns 5 metros de largura e prédios com 20 metros de altura) mas, fora destes centros e onde o impacto visual é praticamente nulo, duplicava ou triplicava as cérceas actuais. 
Esses aumentos seriam por venda de direitos, 50% para as autarquias e 50% para o Estado central.
Assim, seria algo positivo para os donos dos imóveis, para os nativos (mais oferta de habitação), para os turistas (mais área para alojamento e mais trabalhadores no sector do turismo) e para as pessoas das outras regiões (a venda dos direitos seria receita pública).
Se o preço das casas nas cidades andar nos 1500€/m2 e a construção custar 750€/m2, tal traduz que o aumento da cércea poderá ser vendido por 750€/m2 o que traduz um potencial enorme para aumentar a riqueza do nosso país.
Mas penso que somos, enquanto eleitores, conservadores de mais para isto sendo mais popular o discurso demagógico do combate aos despejos das velhinhas.


Só um bocadinho do Bruno de Carvalho.
Caiu e está com um esgotamento nervoso.
Aconselhava a ir ao Bruxo de Fafe pois também acredito que está a ser vítima de bruxaria.
Tem que levar "defumações, encruzilhadas e rezas de contra-fogo para banir Lúcifer" senão, nunca mais volta a ser presidente do SCP.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

A mobilidade social tem duas faces

Demora 125 anos a sair da pobreza. 
Foi este o resumo das notícias sobre um relatório da OCDE. 
Primeiro, vamos compreender este número.
Peguemos nas pessoas que conhecemos e vamos meter 1/3 em cada uma das 3 classes em que as famílias se dividem, "mais pobres", "médios" e "mais ricos".
Depois, andemos 125 anos para trás, até ao ano de 1893, e tentemos indagar se os avós/bisavós dos nossos conhecidos pertenciam ao mesmo grupo que ela pertencem actualmente.
O "125 anos" traduz que, decorridas 5 gerações, 50% das pessoa que em 1893 eram "mais pobre" hoje os seus descendentes são "médios" (e 50% continuam "mais pobres").
Noutra perspectiva, a cada geração, 100 famílias "mais pobres" dão origem a 87 famílias "mais pobres" e 13 famílias "médios" 

O que é ser "mais pobre"?
É um conceito relativo de forma que um "mais rico" em 1893 até vivia muito pior que um "médio" de agora (por exemplo, o dentista arrancava os dentes a frio!!!).
Assim, apesar de os "mais pobres" estarem condenados a gerar "mais pobres" isso não quer dizer que não há progresso e melhoria nas condições de vida.

O reverso da medalha.
Se os "mais pobres" têm dificuldade a passar a "médios", isso traduz que os "médios" também têm dificuldade a passar a "mais pobres" (porque, em cada grupo, há sempre 33.3% das pessoas).
Assim, política que favoreçam o "ascensor" social terão o efeito perverso de favorecer o "descensor" social.

Razões para a pouca mobilidade social.
Há diversas razões/hipóteses.

1) Razões orgânicas/genéticas.
Vamos supor que uma pessoa consegue gerar rendimento elevado porque tem alguma característica genética particular seja inteligência, beleza ou jeito para o desporto.
Vamos supor que essas características se transmitem geneticamente aos seus filhos (filho de peixe sabe nadar).
Vamos supor que "pessoas com mais sucesso" têm filhos com outras "pessoas com mais sucesso".
Então, os filhos de famílias de sucesso acima da média vão também ter sucesso acima da média, perpetuando-se as famílias no escalão de rendimento.

2) Razões económicas.
Por sorte, uma família teve sucesso e acumulou fortuna (por exemplo, Cristiano Ronaldo).
Ao transmitir o património aos seus filhos, mesmo que estes não tenham grande capacidade, vão continuar ricos.

3) Razões sociais.
O grupo defende-se da entrada de outros (favorecimento).
Assim, quando há necessidade de contratar um trabalhador, vão escolher alguém do seu grupo de rendimento. Como os ricos estão em lugares melhor remunerados, vão contratar os filhos de outros ricos que vão ter melhores salários que os filhos dos "mais pobres" com igual capacidade, perpetuando os grupos sociais.
Também a ideia de que os mais ricos não casam com mais pobres e os ciganos não gostarem que haja casamentos fora da etnia são barreiras social.

Acredito que a Sara Sampaio vá ter filhas bonitas

terça-feira, 5 de junho de 2018

As criancinhas não sabem nada, os anos dos professores e o Jesus

Uns testes às crianças do 5. ano dizem coisas terríveis. 
Primeiro, que não souberam responder que Portugal fica no Sudoeste da Europa.
Eu também não o sabia (pensava que ficávamos na parte ocidental da Europa).
Segundo, não souberam dar uma cambalhota.
Eu também tive que treinar muito. Já adulto, quando tinha que dar, no Kung Fu, cambalhotas (não levem isto para ...), toda a semana tinha que tomar comprimidos contra o enjoo.
Isto tudo é normal e aceitável, simplesmente, por causa da estatística!


Há 70 anos, quantos faziam a 4.ª classe?
Segundo a minha mãe, 3 ou 4 numa turma de 40 pelo que podemos apontar para uma percentagem de 10%. Apenas os mais inteligentes (ou que tinham melhor memória) conseguiam.
A título apenas ilustrativo, pegando na QI e assumindo que as criancinhas todos têm média de 100 pontos e desvio padrão de 15 pontos, se no passado o sucesso escolar na 4.a classe era de apenas 10% dos melhores, as criancinhas que chegavam ao 5.º ano eram mais inteligentes (QI médio 126 pontos) que as de agora.

A contagem do tempo para os professores.
O costa meteu no Orçamento de Estado que eu ia mudar de escalão.
Meteu, eu já pedi várias vezes a mudança de escalão que não me deram mas sou contra isso dos escalões.
Não existe qualquer lógica para, com o decorrer do tempo, haver um aumento do salário do funcionários públicos.
Em 2015, o Passos Coelho disse, defendeu e propôs que os escalões dos funcionários fossem repensados.
O António Costa, demagógico e populista, veio dizer enquanto estava na oposição que ia dar tudo a todos.
Agora diz que não pode dar.
Se fosse honesto, estava no tempo de dizer "afinal o Passos Coelho tinha razão, isto dos escalões é um monstro".
Tenho muita pena que os professores ou quem quer que seja (onde eu me incluo) não ganhem 500000€/mês, líquidos e pagos 14 meses no ano que o Jorge Jesus vai ganhar para a Arábia mas não é possível.
Só é possível no mundo da ilusão, demagogia e populismo em que os esquerdistas vivem.

Os professores ganham demais.
O salário está baixo quando há 100 lugares para preencher e só aparecem 20 trabalhadores.
Pelo contrário, o salário está elevado quando há 20 lugares para preencher e só aparecem 100 trabalhadores.
No caso da profissão de professor, há 10 lugares e aparecem 1000 pessoas, habilitadas, capazes e totalmente disponíveis.
Nas pessoas que ganham mais, adivinhem quem está incluido!
Naturalmente, eu.
No outro dia a minha mãe perguntou-me "Lá os do teu emprego, porque será que te pagam?"
- Por sou funcionário público - respondi.


Por falar no Jorge Jesus.
Quando existe um contrato de trabalho e a pessoa é despedida sem razão, são-lhes devidos os salários mas apenas até encontrar novo emprego e, depois dai, pela diferença entre o salário que ganhava e o que passou a ganhar.
Assim, como o Jorge Jesus encontrou um emprego a ganhar mais, nada lhe é devido pelo Sporting mesmo que o despeça sem justa causa.
Eu penso que ficava bem ao Jorge Jesus ajudar o Bruno de Carvalho até porque falhou em toda a medida. Deveria devolver qualquer coisinha, metade da diferença entre o que está a ganhar e o que vai ganhar.
Se, em termos líquidos, vai ganhar 9 milhões e ganhava 4 milhões no Sporting, dava 2,5 milhões para ajudar os coitadinhos (e são dedutível no IRS).

sexta-feira, 1 de junho de 2018

A boa vontade dos jogadores do Sporting

Imaginemos esta situação. 
O jogador Rui Patrício joga no Sporting onde ganha 285714,29€ por mês.
Sim, duzentos e oitenta e cinco mil setecentos e catorze euros e vinte e nove cêntimos por mês.
Tem 30 anos e tem contrato até 2022 o que perfaz 16 milhões de euros em ordenados futuros.
Nos últimos 2 jogos meteu 3 frangos.
(O Bruno de Carvalho deveria ser mais que demitido, ser crucificado, frito em óleo quente, por ter assinado contratos destes com jogadores que não conseguem ganhar nada, nem contra o Clube Desportivo das Aves)

Vamos então à boa vontade.
Vamos supor que o Rui Patrício tem dois contrato nas mãos:
  Contrato 1 = 6 anos a ganhar 280 mil €/mês e 18 milhões € para o Sporting
  Contrato 2 = 6 anos a ganhar 500 mil €/mês e 0 milhões € para o Sporting.
Acham que, se o Bruno de Carvalho se demitir, o Rui Patrício irá escolher o Contrato 1 podendo escolher o Contrato 2?

Penso que não preciso dar a minha resposta!
Os jogadores são como carneiros a caminho do matadouro, rabeiam mas acabam por levar a choupada.
Naturalmente, o jogador inteligente que está num momento de sucesso está sempre à procura de um argumento qualquer para se libertar do preço do passe.
O problema é que isso não é fácil senão ninguém pagaria transferência milionárias.

Esta pergunta aplica-se a todos.
Acham que o Neymar abateu ao seu salário os 222 milhões € que o PSG pagou ao Barcelona pela transferência se o tivesse podido não fazer?

Será que o Sporting vai falir se perder todos os jogadores?
Fui ao www.transfermarkt.pt/sporting-lissabon/startseite/verein/336 ver o valor que atribuem aos jogadores do Sporting e, em 28 jogadores, somei 202,5 milhões € em que 60% deste valor vem de 6 jogadores (Gelson Martins, 30M€; William Carvalho, 25M€; Bruno Fernandes, 20M€; Bas Dost, 19M€; Rui Patrício, 16M€; Marcos Acuña, 14M€).
Agora, vamos supor que estes jogadores se vão embora não conseguindo o Sporting qualquer valor de transferência. Será que o Sporting vai falir?
Nem pensar.

Primeiro - Será que os jogadores valem mesmo 202,5M€?
Isto é uma ilusão.
Nos últimos 10 anos, o Sporting comprou dezenas e dezenas de jogadores mas só conseguiu 8 transferências acima dos 10M€ (João Mário, 40M€; Islam Slimani, 30,5M€; Adrien Silva, 24,5M€; Marcos Rojo, 20M€; Rúben Semedo, 14M€; Bruma, 13M€; João Moutinho, 11M€; Ricky van Wolfswinkel, 10M€) pelo que é muito discutível que o plantel tenha 6 jogadores que o Sporting possa fazer acima de 10M€ e muito menos que consiga 202,5M€.

Segundo - O importante é a liquidez.
Qualquer pessoa, empresa ou SAD precisa conseguir manter-se, mês a mês, acima da linha de água, tem que entrar (cotizações, bilhetes, publicidade, direitos televisivos, prémios, "vendas") pelo menos tanto dinheiro como o que sai (salários, juros, "compras").
Quando não o consegue, tem que pedir dinheiro emprestado, aumentando o pagamento em juros.
E depois, "toda a gente sabe que a dívida não é para pagar, é para gerir" (Eng. Sócrates).
O Sporting fez uma média de 0,8 boas vendas por ano mas fez dezenas de compras que lhe sugaram o dinheiro todo que recebeu. Por isso, as vendas em nada têm ajudado a liquidez a manter-se acima da linha de água.

Vai para a falência técnica.
A falência técnica traduzida por um saldo negativo entre o activo e o passivo não tem qualquer problema desde que, no dia a dia, conseguirmos equilibrar as entradas e as saídas.
Vejamos a TAP que tem um capital negativo na ordem dos 1000 milhões € e continua a voar (e, parece, que a crescer e a dar lucros desde que foi privatizada).

O que acontece se os jogadores saírem todos?
Acontece um rombo imediato no activo que, caso contrário, só acontecerá daqui a uns anitos  porque os jogadores não valem um caracol.
Lembram-se do Mantorras que, foi do Alverca para o Benfica por 1 milhão de contos (5M€) e o Vale e Azevedo, que não saia por menos de 18 milhões de contos (90M€)?
Por quanto saiu?
Não se recorda? Pois foi para o Estaleiro Futebol Clube onde fez dupla com o Nico Calabria.

Deixem jogar o Matorras!

O que vai acontecer.
Jogar bem é difícil, é preciso muito apoio por parte da equipa e a história mostra que a grande maioria dos jogadores que saiu em rotura acabou mal.
Lembram-se do André Carrillo que foi para o Benfica?
Não jogou mais.
Lembram-se do Edgar Patrício de Carvalho Pacheco, o Edgar que em 1998 era no Benfica o novo Eusébio até que foi para o Málaga em rotura, com um contrato de 10 anos a ganhar 25000€/mês? 
Tinha feito 37 internacionalizações nos sub-21 e fez 1 internacionalização nos séniores!
Esteve os 10 anos do contrato (fez uma média de 20 jogos por ano) e, depois, acabou com 7 jogos no Boavista e 12 no Alki Larnaca (que nunca ouvi falar, desceu nesse ano à 2.a divisão cipriota, e já não existe).
Encostou as botas aos 32 anos (para comparar, o Ronaldo tem 33).

Os jogadores que "rescindirem contrato por justa causa" vão encostar as botas.
Só se safou o Moutinho porque teve todo o apoio do Pinto da Costa (e é um jogador especial).

O Sporting vai contratar menos melões.
Primeiro, o Bruno vai pegar noutros jogadores mesmo que mancos e vai-lhes atribui os tais 202,5M€ em falta no balanço.
Depois, deixam de entrar as dezenas de jogadores, contratados sem critério, que têm entrado todos os anos.
E tudo continuará na mesma.

Será que continuo a dar razão ao Bruno de Carvalho?
Ainda acho que tem mais razão.
Um jogador que recebe 285714,29€ por mês acha-se ofendido quando quem lhe paga o salário a tempo e horas lhe pede contas do desempenho?
Quando sofre um frango e, porque responde "fiz o meu melhor" enquanto se penteia, ficar chocado por ser apelidado de "menino mimado"?
Tenho pena é dos milhões que ganham o salário mínimo nacional e têm sempre o chefe a calcar-lhe os calcanhares a ver se cumprem as metas.
O Bruno de Carvalho é semelhante ao agricultor que tem que lidar com bois de 1000 kg. Se mostrar fraqueza, é esmagado.
O Bruno ganha 10mil€/mês e é o patrão de quem ganha 285714,29€/mês e mais.

É preciso ter pulso firme!



terça-feira, 29 de maio de 2018

Será que o Costa resolveu o problema da baixa natalidade?

O primeiro ministro Costa é perito em dizer que resolve problemas.  
Mas, de facto, não resolve nada, muita propaganda e atira o problema para os outros.

Problema 1 - Haver poucas casas para arrendar. O Salazar resolveu construindo centenas de milhares de casas nas grandes cidades (os bairros sociais) e cobrando rendas baixas e em função do rendimento. O Costa resolve proibindo os senhorios de despejar os arrendatários mantendo uma enorme carga fiscal sobre as rendas e deixa as casas do Estado a cair aos bocados.

Problema 2 - Os "salários baixos". O Salazar resolveu criando ambiente para o investimento, fazendo obras públicas com critério e fazendo um acordo de comercio livre com a EFTA. O Costa resolve aumentando o salário mínimo (que são os outros que pagam), mantendo uma enorme carga fiscal sobre os mesmos.

Poderia referir muitos mais problemas que o Costa anunciou que resolveu mas que não resolveu mas isso é o trabalho do Rui Rio que não quer, não sabe ou é incapaz de o fazer. 

Problema 3. A baixa natalidade. Hoje vou falar do problema da natalidade que o Costa disse ser por culpa das políticas de direita, neoliberais, do Passos Coelho e que já resolveu com políticas de apoio à natalidade.
Será que resolveu? Mas que políticas são essas?
Será que já nascem as crianças suficientes?

A evolução da natalidade, 1960-2017.
Para que uma população seja estável, cada mulher tem que ter uma filha o que, em termos médios, se traduz em 2,06 crianças (em Portugal nascem ligeiramente mais rapazes do que raparigas).
O que se observa é que, desde 1982 que nascem menos de 1 rapariga por cada mulher, actualmente, 0,59 raparigas por mulher, 1,30 crianças por mulher.
A grande mentira do Costa é que a queda na fertilidade aconteceu entre 1975 e 1985, muito antes de o Passos Coelho ser primeiro ministro e exactamente nos períodos dos governos esquerdistas, e nunca mais recuperou, aguentando-se baixa durante os governos do Cavaco Silva (PSD), Guterres(PS), Sócrates(PS), Passos Coelho (PSD-CDS) e, estranhamente atendendo ao anunciado, também do Costa (2016-presente).
Assim, nem só o problema não vem do Passos Coelho como o Costa não resolveu nada, continuando com uma ligeira tendência de diminuição (ver, Fig. 1). 

Fig. 1 - Evolução do número de filhos do sexo feminino por mulher (Dados, Banco Mundial e INE)

Porque será que as pessoas deixaram de querer ter filhos?
Para resolver o problema, é preciso compreender as suas causas que, no meu entender, são duas.

As pessoas deixaram de cumprir os Mandamentos de Deus.
O grande mandamento de Deus, dito a Adão (Gn 1:28) e repetido a Noé (Gn 9:1), é Crescei e Multiplicai-vos. Até 1970, nas aldeias, os padres massacravam o povinho com o Fazei Cristãos que lá ia acreditando ser esse o caminho para o Céu. Agora, nem as Testemunhas de Jeová o praticam.

Custa muito e não traz qualquer benefício.
Agora, é muito mais dispendioso criar um filho do que era no antigamente.
Apesar da pobreza de então, nesse tempo uma criança de 5 anos de idade já quase se auto-sustentava com os pequenos trabalhos agrícolas que realizava. Arrancar umas ervas, apanhar umas couves ou levar umas cabras ao monte já era suficiente para a pobreza com que viviam as crianças. E as que não se conseguiam sustentar em volta dos pais, iam "servir" para casa de um lavrador ou para Lisboa.
Agora, por pressão social e legal e por causa do custo de oportunidade (uma hora de tempo vale mais dinheiro), ter e criar uma criança tornou-se muito dispendioso.
Fazendo umas contas por alto, 25 anos a 350€/mês, criar um filho fica por 100 mil €.

Por outro lado, os pais não tiram benefício dos filhos.
No antigamente, havia os campos para amanhar, os filhos davam "a féria" aos pais enquanto fossem solteiros e ajudavam-nos na velhice, coisas que agora não existem, antes pelo contrário.
Também, haver lares da terceira idade, pensões e, finalmente, a eutanásia, torna totalmente dispensável ter filhos enquanto garante de uma velhice confortável.

Ponderar enfrentar a velhice com 3 filhos ou 300 mil € no banco, é melhor ter os 300 mil €.
Tenha ou não filhos, o destino é o lar da terceira idade onde 300 mil € permitem escolher um local bem mais confortável. 

Qual é a taxa de contracção potencial da população?
Se os filhos nascem, em média, quando a mãe tem 32 anos e cada mãe tem 0,59 filhas, a taxa de contracção da população vem dada por 0,59^(1/32)-1 = -1,64%/ano.
Isto traduz que continuando apenas com a propaganda, no fim do século, seremos 2,6 milhões.

Como se pode resolver o problema?
Vai custar muito dinheiro seja às famílias (que é óbvio que não o vão fazer) seja aos cofres do Estado.
Se nascem 0,59 raparigas por mulher e era preciso que nascessem 1,0 então, terá que haver um aumento na natalidade de 70%. Isto traduz que, se nascem actualmente 86 mil crianças por ano, terão que nascer mais 60 mil crianças por ano o que é um projecto de dimensão inimaginável.
Será preciso que 20% das mulheres terem 6 filhos para se atingir essa meta
O problema deste problema é que vai custar muito dinheiro a ultrapassar, custo de 6 000 000 000 €/ano.
Se o Costa quer resolver o problema tem que, juntamente com a propaganda, meter de lado 6 mil milhões de euros por ano.
Como são as famílias mais pobres que têm mais filhos, terá que ser este grupo social o alvo do "ataque".
Vou agora avançar com 5 pequenas medidas para além da propaganda.

Medida 1 = Bonificação na pensão de reformados dos pais.
Para o caso da mãe, contar como bonificação nos anos para efeito do cálculo da reforma
1.º filho   => +1 ano; 2.º filho   => +2 anos; 3.º filho => +3 anos; 4.º filho e seguintes => +4 anos
e transferir 10% das contribuições dos filhos directamente para a sua pensão.
Para o pai, atribuir metade destas bonificações.

Medida 2 = Licença de maternidade crescente com o número de filhos.
Para a mãe atribuir
1.º filho   => 4 meses; 2.º filho   => 8 meses; 3.º filho => 12 meses; 4.º filho e seguintes => 16 meses.
Para o pai, atribuir 1, 2, 3 e 4 meses, respectivamente.

Medida 3 = Incentivos financeiros e de habitação.
Para as famílias carenciadas, o abono de família ser crescente com o número de filhos e substancial
Também deve ser atribuída habitação de forma prioritária e a preços reduzidos. Relativamente ao preço normal da habitação social, calculada pelas regras actuais, a família com filhos deverá ainda ter um desconto pagando uma percentagem desse preço normal:
1.º filho   => 100%; 2.º filho   => 70%; 3.º filho => 40%; 4.º filho e seguintes => 10%.
Se na localidade não houver habitação social, faz-se.

Medida 4 = Incentivos no emprego.
Os pais de famílias com 4 ou mais filhos devem ter prioridade na contratação por entidades públicas (Estado, empresas pública e autarquias), mediante uma bonificação substancial na classificação.
Se na localidade não houver emprego público, haver um programa de integração que apoie o emprego privado.

Medida 5 = Fim do preconceito contra os pobres.
Se há as famílias pobres que se disponibilizam a ter filhos para poderem viver dos incentivos públicos, tem que acabar a ideia de que são subsídio-dependentes.

Fig. 2 - "Foi aprovada a sua candidatura ao programa Vida Plus, com financiamento máximo de 12 filhos".

terça-feira, 22 de maio de 2018

Porque será que Jesus chorou?

Na final da Taça, quando a derrota era irreversível, Jesus chorou.
Claro que todos pensaram "Jesus queria muito ganhar a Taça porque ama o Sporting" mas não foi nada disto.
Jesus chorou porque, no último mandato no Benfica, quando queria que o Sr. Califa dos Pneus lhe pagasse 500mil€/mês, não se cansou de repetir "Eu sei o meu valor, não é a estrutura que ganha, não é a estrutura que valoriza jogadores, sou eu, Jorge Fernando Pereira de Jesus e não o Califa ou qualquer outro".
Agora, chorou porque ficou provado que quem ganha não é o treinador nem os jogadores, mesmo que ganhem milhões.
Claro que tendo Jesus a capacidade de ressuscitar, ao terceiro dia veio virar o bico ao prego, culpando agora a estrutura directiva do Sporting pelas derrotas.

Fig. 1 - Sr. Jornalista, a culpa é do Bruno de Carvalho por ter dito que os meninos são mimados.

Porque chorou Rui Patrício?
Porque, com o papo cheio de cagança, enfiou um frango no Marítimo e 2 no final da taça.
Dói, para quem se julga o melhor guardar redes do Mundo, deixar um jogador sozinho na frente meter de cabeça um golo ao segundo e, depois, ainda deixar a bola passar por baixo, um jogador que se pensava o melhor guardar redes do mundo

Fig. 2 - O que faz o Rui Patrício encostado ao 1.º poste quando está um jogador solto no 2.º poste?
O que faz o Battaglia na terra de ninguém?

Fig. 3 - Quando a bola chegou à cabeça do avançado, o Rui Patrício estava a meio da baliza e o Battaglia a ver jogar.

Fig. 4 - A esta grande distância, deixa a bola passar por baixo do corpo.


quarta-feira, 9 de maio de 2018

Terá sido boa ideia rasgar o acordo com o Irão?

O acordo não faz qualquer sentido!
Olhemos para Portugal.
Nunca assinamos nenhum acordo com os USA ou com quem quer que seja a garantir que não vamos desenvolver a bomba nuclear.
Não assinamos nós nem mais nenhum país do mundo além do Irão e há perto de 200 países.
E nós somos mais capazes de fazer uma bomba atómica do que o Irão.

Os países têm que manter convivência pacífica.
E o Irão não é um país pacífico.
O Obama deu-lhe a oportunidade de ouro de tomar conta do Iraque e, a partir dai, tomaram-lhe o gosto e querem tomar conta do Médio Oriente o que coloca em perigo a Arábia Saudita e Israel.
O Irão tem 80 milhões de habitantes, capacidade para ter 8 milhões de soldados, enquanto que a Arábia Saudita tem apenas 32 milhões, a maior parte estrangeiros.

Os perigos do Irão à ordem mundial.
Vamos supor que o Irão se torna uma potencia nuclear como pretende, sempre pretendeu e sempre pretenderá, tornar-se o novo Saladino que conquistou Jerusalém em 1187 aos cruzados.
Poderá dar a ideia ao Irão que podem entrar pela Arábia Saudita dentro para "socorrer" os shiitas do Iemen, tal como está a fazer já no Iraque e na Síria e que ninguém vai fazer nada.
Depois, ainda podem ter a ideia de que podem financiar uma guerra de desgaste sobre Israel que nada irá acontecer.

Mais dia, menos dia, haverá uma guerra entre Israel e o Irão.
Israel tem, alegadamente, bombardeado posições iranianas na Síria matando algumas desenas de militares iranianos.
Os Russos, para manterem a ideia de que são capazes de proteger o Assad e o Irão, ameaçaram que vão meter mísseis anti-aéreos na Síria para travar as incursões israelitas (e americanas) mas não passam de ameaças porque, na verdade, não querem que esses misseis sejam testados (que se veja que não valem um caracol).
Estas incursões israelitas nunca poderiam acontecer sem o apoio do Trump porque os aviões, mísseis e bombas são americanos. E isto não passa de treinos para avaliar a capacidade militar dos iranianos, e saber até que ponto os russos estão dispostos a enterrarem-se na lama. 

Agora, o Trump apenas empurrou mais um bocadinho.
Faz-me lembrar a resposta do Trump ao maluco da Coreia do Norte:
"Will someone from his depleted and food starved regime please inform him that I too have a Nuclear Button, but it is a much bigger & more powerful one than his, and my Button works!"

O Irão disse que "vai castigar" Israel e é disso que o Trump está à espera.
Israel garantiu que vai bombardear Teerão "com toda a força que tem".
A Arábia Saudita dá total liberdade de acção aos israelitas.
E se as coisas ficarem feias, com ataques massivos a partir do Líbano e da Síria, o Trump "fechar os olhos" a um ataque nuclear por parte dos israelitas ao Teerão.

Se Teerão ficar como Homs, será que alguém se vai importar?

O que o Irão tem que, agora, fazer?
Comportar-se como os outros países.
Deixar de dizer que vai destruir Israel.
Deixar essas toleiras das bombas atómicas.
Tornar-se um país confiável e ordeiro como os outros 200 países que existem por aí.

domingo, 6 de maio de 2018

O Eng. José Sócrates está inocente

O bicho está rico mas está inocente.
Toda a gente sabe que o Sócrates tem muito dinheiro, que esse dinheiro andou por aí a voar e que ele, na sua vaidade, precisou que algum viesse para Portugal.
Eu sei de fonte fidedigna (que não posso revelar) como o Sócrates arranjou o dinheiro e, depois de a explicar, vão ver que o homem não cometeu nenhum crime de corrupção nem fraude fiscal.


De onde veio o dinheiro do Sócrates?
Lembram-se do problema do Pernil de Porco que o Sócrates vendeu ao Chaves?
O Sócrates conseguiu, negócio dele, vender 14 milhões de quilos por ano de carne de porco ao preço de 4,54€/kg sem IVA (ver).
Depois, telefonou a potenciais fornecedores e fechou o negócio com a Agrovarius que é apenas uma consultora na área da alimentação (não tem produção, apenas faz intermediação).
O preço da perna de porco está, em vários talhos, nos 1,88€/kg (sem IVA).
Este negócio fechado pelo Sócrates, da sua total responsabilidade, tem uma margem de lucro na ordem dos 2,66€/kg, um total de 37 milhões de euros por ano.

O Sócrates fez uma empresa.
SAC - Sócrates e Agrovárius Caimão localizada nas Ilhas Caimão.
A carne de porco é comprada em Espanha (a 1,50€/kg) pela SAC e metida num barco. Pelo caminho, a SAC vende a carne à Agrovárius por 4,00€/kg.
O barco segue viagem até à República Boliveriana da Venezuela.
A Agrovárius tem uma margem em Portugal de 0,54€/kg que paga o frete e demais despesas.
A margem de lucro de (4,00-1,50)*14000000 = 35 milhões de euros por ano fica na SAC.

Mas ele era primeiro ministro!
OK, podemos pensar que o primeiro ministro está obrigado a exclusividade mas onde diz isso?
Há alguma lei, decreto-lei, portaria ou regulamento que diga "as funções de primeiro ministro são exercidas em exclusividade, não podendo ser realizados quaisquer negócios privados enquanto exercer a função"?
Se não diz, a isso não pode estar obrigado.
E mesmo que fosse obrigado a exclusividade, o não o ter sido seria um problema disciplinar e nunca um crime (procurem no Código Penal Português).

Cometeu o Sócrates fraude fiscal?
O Sócrates, enquanto residente em Portugal, está obrigado a declarar os seus rendimentos, mesmo que surjam nas Ilhas Caimão.
Acontece que os rendimentos são da SAC que é tributada em sede de IRC (nas Ilhas Caimão) e a SAC nunca distribuiu dividendos pelo que o Eng. Sócrates, enquanto accionista, nunca teve rendimentos.
A SAC teve uma liberalidade com o amigo do Sócrates no valor de 23 milhões e, enquanto empresa, é livre de o fazer e responde perante as autoridades fiscais das Ilhas Caimão.
O Amigo do Sócrates era obrigado a declarar essa doação mas ficou amnistiado "Regime Excepcional de Regularização Tributária".
Notar que os 23 milhões do amigo do sócrates foram uma gota de água nos 4600 milhões transferidos entre 2006 e 2012 (ver)e, tanto quanto me consta, não há processos contra os donos dos outros 4577 milhões.
O amigo do Sócrates tem a liberalidade de lhe emprestar algum dinheiro e pagar algumas contas.
Apesar de a AdSAC ter um lucro de 35 milhões€/ano, enquanto o Sócrates não receber dividendos, não é devedor que qualquer imposto em Portugal.

E há mais negócios com o Chaves.
As casas pré-fabricadas fornecidas, depois, pelo Grupo Lena que lucrou 146 milhões (ver).
Por isso, eu penso que o Sócrates tem 200 milhões € mas isso não faz dele um criminoso.
É o mundo dos negócios, também o Amorim meteu 500 milhões de euros na Galp e ninguém perguntou de onde essa massa veio.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

PMA- Concordo com o chumbo da confidencialidade

Fui eu que pedi a lei das barrigas de substituição. 
Claro que o meu pedido não deu em nada mas a petição entrou e pode ser consultada em:

E eu defendi na minha proposta muito menos regulamentação e o fim da confidencialidade: 
Artigo 15.º - Confidencialidade 
2 – revogado e substituído por – As crianças que vierem a nascer em resultado da aplicação de técnicas de PMA têm o direito a tomar conhecimento dos termos do Contrato Familiar.

O problema da PMA está na confidencialidade e anonimato.
As pessoas que não podem ter filhos querem que os seu futuro filho seja, seus familiar, por exemplo, o dador ser um irmão ou um primo.
Também pessoas que têm amigos com embriões sobrantes podem querer tentar gerar essas potenciais crianças (sim, tentar porque a taxa natural de sucesso é cerca de 1 em 6).
Também pessoas pertencentes a grupos étnicos, por exemplo, judeus ou ciganos, querem que os seus filhos pertençam geneticamente ao seu grupo.
E a doação anónima torna impossível todas essas possibilidades e mais algumas como pedir a alguma amiga "por favor dá-me ovócitos".
Na América, existe muito mais liberdade de negociar e, tanto quanto sei, por lá a dignidade das pessoas é protegida há muitos mais anos do que por cá.

Entre um filho bonito ou um que fosse mesmo filho deles, os meus pais preferiram que eu fosse mesmo filho deles e sai igualzinho ao meu pai mas mais novo.

Talvez por isso é que ainda só houve sete pedidos de barriga de substituição.
Isto não é nada, mais pensando que acumula situações correspondentes a pelo menos 20 anos (mulheres sem útero com idades entre os 20 anos e os 40 anos).

Tanta regulamentação para proteger o que não existe fazendo com que nunca venha a existir.
Eu tenho uma colega do judo, uma jovem com 14 anos, que ambos os pais são cegos e que tiveram esta filha (com uma probabilidade de 25% de nascer cega) porque precisavam de um familiar com visão!
A questão ética que se coloca é
H0 = A jovem estaria melhor se não existisse, i.e., se uma lei tivesse proibido os pais de a terem feito pessoa.
H1 = Sejam quais forem as circunstâncias, a jovem está melhor por ter sido dada à viva.
Eu acredito em H1

Os críticos, principalmente da direita e das missas, esquecem-se que
não se defende a dignidade de ninguém que não existe proibindo-a de vir a existir.

O Conselho Nacional de PMA não é democrático.
Quero com isto dizer que os indivíduos que a compõem  não respeitam o Estado de Direito e a separação de poderes, tentando os seus membros impor a sua visão "moral" sobre a PMA.
São como um polícia que, discordando de num troço der auto-estrada o limite de velocidade passar de 100km/h para 120km/h, mete pedras no meio do caminho.
Foi isso que fez o CN-PMA ao dar por extintos os 7 pedidos em curso sendo que apenas teria que aplica a Lei(que continua válida) estripada das normas inconstitucionais (a confidencialidade).
O CN precisa de pessoas profissionais e não ideológicos e confessionais.




O sol é gratuito mas a energia electrica solar ... queima.

Há o discurso de que "a energia solar é gratuita"
E, por isso, se tivermos energia eléctrica fornecida por painéis solares, não vamos ter qualquer custo.
O problema deste argumento é que se aplica a todos os recursos naturais, o petróleo não custa nada (só custa extraí-lo e refiná-lo), a água não custa nada (só custa construir a barragem e instalar as turbinas), o vento não custa nada (só custa fazer as turbinas) e, mesmo assim, temos que pagar as coisas que se obtêm a partir dos recursos naturais.
Neste post vou tentar explicar o problema da energia solar e qual será o seu custo para o utilizador doméstico.
 
Quanta electricidade precisamos.
Uma família de 4 pessoas consome uma média de 15kwh/dia, estando o consumo mais concentrado nos dias de semana entre as 7h e as 11h e as 18h e as 22h. Este consumo implica uma conta mensal na ordem dos 110€.
 
Quanta energia eléctrica aproveitável tem a luz solar.
Durante um dia médio solarengo, por exemplo, de Outubro, um painel de 1m2 virado a Sul com 40º de inclinação, tem uma produção de 11 horas com uma potência média de 115w.
 
Fig. 1- Evolução da produção elétrico-solar num dia solarengo de Outubro
 
O investimento nos painéis solares.
Em média anual de 10 anos, temos em Portugal o equivalente a 4 horas de sol por dia pelo que a "eficiência" do painel solar se traduz na produção média diária na ordem dos 0,115*4 = 0,46kwh/m2.
Se conseguíssemos armazenar a energia produzida (com perdas de 15%), para termos 15 kwh/dia apenas precisaríamos de 40m2 de painéis solares.
Mas não vamos conseguir armazenar pelo que precisamos de excesso de capacidade, no mínimo de 100% para termos electricidade nos meses de Inverno o que atira as necessidades para 80m2 que têm um custo de 20000€.
Estes 80m2 vão ter momentos em que produzem uma potencia de 20kw mas que não precisamos para nada (nem ninguém que tenha painéis solares precisa).
 
Aqui começa a primeira parcela do custo!
Amortizar 20000€ em 20 anos à taxa de juro de 3%/ano dá próximo dos 110€/mês!!!!!!
20000*3%/(1-(1+3%)^-20) = 1344€/ano.
Já está o preço que pagamos ligando a tomada à rede e ainda falta pagar a "contribuição audiovisual" para ajudar os comedores da RTP.
Vamos empatar o dinheiro 20 anos e não tenho a certeza que os painéis aguentem tanto ano!
 
É preciso armazenar a electricidade de dia para a noite.
A bateria vai perdendo capacidade e, por isso, tem que ser sobredimensionada para aguentar uns anitos. Além disso, há dias nublados que precisamos ir buscar energia à bateria.
Segundo um estudo que vi num site qualquer, a bateria tendo capacidade correspondente a 5 dias de consumo, vai durar 10 anos com o problema de, nos anos finais, ser preciso poupar muito nos dias nublados (não é bem a mesma coisa de aceder à rede).
No nosso caso, precisamos de 15kwh/dia*5 dias = 75kwh.
 
Aqui começa a segunda parcela do custo.
São duas baterias de 40kwh que têm um preço de 15000€ (utilizadas no Renault ZOE).
Amortizar 15000€ em 10 anos à taxa de juro de 3%/ano dá mais 150€/mês!!!!!!
15000*3%/(1-(1+3%)^-10) = 1758€/ano.
 
E depois, ainda há umas pequenas parcelas relacionadas com arranjar lugar para meter os painéis solares, instalar e testar o equipamento e a manutenção como a lavagem dos painéis.
 
Somando nada ao tudo dá
Energia solar => 0€
Custo financeiro dos painéis => 110€/mês
Custo financeiro das baterias => 150€/mês
Instalação e manutenção => 20€/mês
O total dá 0 + 110+150+20 = 280€/mês.
Gastar 280€/mês para aproveitar um recurso gratuito para evitar gastar 110€/mês com a ligação à rede que tem melhor serviço (a rede nunca falha e o Sol ...) parece-me uma coisa para intelectuais de esquerda.
 
Para ser competitivo, ainda falta encolher muito os custos.
Não quero dizer que não haja situações em que a energia electrica a partir do sol não seja competitiva como usada para pequenas potências (carregar telemóveis, fornecer uma lâmpada LED de 6w) em locais perdidos no meio do nada. Mas para ser competitiva em locais onde há rede electrica (e para grandes potências), obriga ainda a um significativo baixar de custos nos paineis e nas baterias.
Temos que esperar uma redução na ordem dos 2/3 o que ainda vai demorar pelo menso uns 20 anitos mas temos que ter esperança por chegarmos aqui demorou milhões de anos!
 
Apanhar sol é bom mas iosso da electricidade solar, já não vai ser para o meu tempo.
 
As mortes nos incêndios florestais.
Mesmo a chover, nos últimos dias morreram 4 pessoas queimadas em fogos florestais.
Velhinhos que estavam a tentar fugir da ameaça de multa.
Imagino que, começando o calor, vai ser uma catástrofe.
Os lares da terceira idade vão falir todos.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Será que devíamos e podíamos poupar água?

Este postesito tem duas partes mais um. 
A primeira é se devíamos e a segunda como podíamos.
No final, vou falar da desmatação.

Se devíamos poupar água.
A água tem um enorme valor, seja no consumo doméstico, industrial e serviços mas, em volume, principalmente na agricultura.Também tem enorme valor como ecossistema (para os peixes, batráquios e insectos).
O problema da água é que, apesar de ter muito valor, a sua abundância faz com que não estejamos disponíveis para pagar um preço elevado.
Por exemplo, o Rio Amazonas descarrega no mar 2100 vezes o caudal que entra na Barragem de Alqueva, vinda do Guadiana, mas não paga pegar nela e transporta-la até cá.
Por exemplo, um enorme saco de plástico com 1mm de espessura, praticamente à velocidade das correntes, para transportar água de rios caudalosos para zonas mais secas.

Um barco à vela a rebocar uma gigantesco saco plástico com 20 milhões de m3 de água doce.

Mas em Portugal há muita água.
Os nossos rios descarregam muita água no Mar, cerca de 2200 m3/s, colocando-se apenas a questão da economicidade de pegar na água disponível (por exemplo, no Rio Minho) e transporta-la para os campos (por exemplo, de Setúbal).
Por isso, enquanto consumidores domésticos disponíveis para pagar balúrdios todos os meses, não há necessidade de poupar sob o argumento de que é um recurso escasso.

Como podíamos poupar água.
Como penso já ter ficado claro, a questão da água é a questão do preço que estamos disponíveis a pagar por ela (para o transporte).
Vamos imaginar um país em que a água é um bem muito mais caro de obter do que a média, por exemplo, Israel, e que há verdadeiramente necessidade de reduzir o consumo doméstico.
Existe tecnológia que permitiria poupar pelo menos 50% da água que se gasta em casa.

Máquina de lavar roupa.
Uma máquina de lavar roupa gasta relativamente pouca água, cerca de 10 litros por cada quilograma de roupa, 50 litros de água numa máquina de 5kg. 
Mas o consumo é dividido em 4 partes.
A primeira parte é a lavagem na qual, junta-se o detergente, e a máquina roda a roupa durante 1,5 horas.
A água que sai é suja (dependente da roupa) e com detergente pelo que deve ser deitada fora.
A segunda parte já é enxaguamento e ainda sai um bocadinho suja e com detergente mas já pode ser usada para lavar o chão da cozinha.
A terça e quarta partes, são de enxaguamento mais fino, e a água sai praticamente limpa.
Esta água pode ser armazenada para reutilizar na próxima lavagem (para as fases 1 e 2)
Se a máquina tivesse um reservatório onde pudesse guardar esta água (para comodidade), poderia haver uma poupança de 50% na água que gasta.
Passa-se o mesmo com a máquina de lavar louca.

Banhos.
Quando tomamos banho, como é mais um ritual que uma necessidades ...
Dizem que a Rainha de Inglaterra toma banho uma vez por mês, mesmo que não precise.
... a água que sai pelo ralo, poderia ser bombada para um depósito e, depois, utilizada na sanita.
Automaticamente para poupar o incómodo.

O que acontece se pouparmos água?
Segundo dados que recolhi do relatório de contas das Águas do Douro e Paiva, cada m3 de água produzida em alta pressão tem um custo de 0,40€/m3 do qual 80% são custos fixos. Depois, somam-se os custos da distribuição (da responsabilidade das autarquias) e  acabamos a pagar 5,00 €/m3!
O que interessa é que a maior parte do que pagamos são custos fixos o que faz com que, se reduzirmos o nosso consumo, continuaremos a pagar quase a mesma coisa.
Por isso, não vale a pena.

É como a desmatação da floresta.
Parece que, ao obrigar os pobres e desgraçados do itnerior a desmatar os seus terrenozitos, parece que a geringonça está a fazer alguma coisa para acabar com os incêndios florestais e com a desertificação do interior.
Dizem eles que "cria postos de trabalho" mas esquecem-se de dizer "não remunerados porque aquilo não rende um caralho."
Mas o problema dos fogos florestais não está nos fogos mas na ineficácia do combate.
Os nosso bombeiros não conseguem parar o fogo quando ele está mais vulnerável que é quando arde em vegetação rasteira.
E garanto-vos que o fogo arde em terreno desmatado, tecnicamente limpo, e os bombeiros olham e deixam andar porque não sabem o que fazer.
Se os bombeiros não conseguem conter os fogos nas auto-estradas e nos grandes rios, não vejo como desmatando se resolve o problema da incompetência no combate.
Desmatar a floresta (e obrigar a deixar 4 metros entre copas é cortar tudo, até as árvores dos parques das cidades) é como proibir de ter roupa e móveis em casa porque são combustíveis e podem arder.

Estava limpo e ardeu na mesma porque eu não sabia o que fazer.

E o que deveria ser feito?
Deixar a vegetação no mato pois cortá-la é o maior atentando ambiental dos últimos 10000 anos.
Depois, quando houver um incêndio, tem que ser feito contra-fogo sem dó nem piedade.
Tem que ser feita uma "analise de probabilidade" e tudo o que tiver risco de vir a ser atingido pelo fogo, tem que ser rapidamente queimado com um contra-fogo.
Meter nos outros, nas potenciais vítimas, a obrigatoriedade de cuidar delas e dizer "nós é que estamos a fazer coisas para acabar com os incêndios" é o maior golpe de propaganda da história da humanidade.

O Rui Rio não vale nada.
É que estão a obrigar a desmatar em locais de que não há registo histórico de alguma vez ter havido um incêndio florestal.
O PSD está calado e os esquerdistas lá vão fazendo o papel do hermafrodita, são em simultâneo macho e fêmea, governo e oposição.

O mãe, aquela senhora é um homem com mamas ou aquele senhor é uma mulher com pirilau?

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Libertem Rafaela e Inês

Estes dias rebentou mais uma bomba!
Alegadamente, a Rafael teve um filho.
Alegadamente, a Rafaela matou o filho recém nascido com 3 facadas no corpinho.
Alegadamente, a Inês, irmã gémea da Rafael, ajudou no parto e nas facadas.
A Rafaela e a Inês estão em prisão preventiva.
Mas é uma injustiça porque o que as irmãs fizeram foi um aborto depois das 12 semanas de gestação que é punido com o máximo de 1 ano de cadeia, o que não dá para a prisão preventiva.
 
Sem mãe, não há filho.
A Rafaela poderia ter ido a uma farmácia e ter mandado abaixo a coisa com uma pastilha.
Também poderia ter ido a um hospital, ter votado a coisa pelo cano abaixo e nem pagava taxa moderadora.
E todos os anos são "apenas" 16000 potenciais mães que "votaram abaixo" a coisa e nenhuma fica em prisão preventiva.
Sendo que a Rafaela não fez isso quando o poderia ter feito, agora merece compreensão e perdão.
A Rafaela mais que uma criminosa, é vítima da sociedade em que vive, vítima da vergonha, da pobreza, da mesquinhês das pessoas que apenas sabem apontar o dedo na hora do fracasso mas nunca se lembram de estender a mão na hora de ajudar.
 
Vamos ao que realmente se passou.
O Marques Mendes estava lá e garantiu-me que, juridicamente, o que aconteceu foi um aborto ilegal.
A Rafaela sempre quis fazer o aborto mas, contou mal o tempo e, quando deu conta, já tinham passado as 12 semanas.
Como não tinha dinheiro para ir a uma clínica (sim, quem tem dinheiro, resolve a coisa facilmente) pediu ajuda à irmã gémea.
A Inês segurou na perna direita e a Rafaela, tal como eu fazia metendo a gaiola a saída da toca do grilo, encostou a faca à "porta da criação" para o "bicho" não poder sair.
Mal o "bichinho" começou a sair, a faca vazou-lhe as carnes tenras. Não foi a Rafaela que o esfaqueou mas ele próprio que se enfiou na faca, podendo ter-se desviado e saído por outro lado.
Diz a Inês, única testemunha do caso (além do Marques Mendes), que a criança não chegou a nascer. Que a facada acabou com ela e que a irmã apenas lhe "deu mais 2 facadas porque sempre teve a vontade de ser médica e queria ver se, por dentro, o 'bichinho' era igual a um coelho".
E era.
 
"Foi mesmo assim, só que era a Inês que estava a segurar a perna e a Rafaela usava a mão para encostar a faca  á "boca da criação". E estava sem cueca!" (disse-me Marques Mendes que viu tudo)
 
Vamos ao crime.
Vamos ver o que diz o Código Penal Português.
Começa por dizer que o crime de aborto depois das 12 semanas de gestação é punido com 3 anos de cadeia.
 
Artigo 139.º - Aborto 
2.º - Quem, por qualquer meio e com consentimento da mulher grávida, a fizer abortar, fora dos casos previstos no artigo seguinte, será punido com prisão até 3 anos.
3.º - Na mesma pena incorre a mulher grávida que, fora dos casos previstos no artigo seguinte, der consentimento ao aborto causado por terceiro, ou que, por facto próprio ou de outrem, se fizer abortar.
Mas logo atenua a coisa para 1 ano de cadeia.
 
4 - Se o aborto previsto nos n.os 2 e 3 for praticado para evitar a reprovação social da mulher, ou por motivo que diminua sensivelmente a culpa do agente, a pena aplicável não será superior a 1 ano.
 
Onde estão as esganiçadas de esquerda?
É aqui, meninas, que têm que levantar a voz a defender estas duas vítimas da sociedade maxista.
Gritem até que a voz vos doa, "Libertem Rafaela e Inês".
 
 
 
 

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Terá a Síria solução?

Eu já previa isto. 
Quando a guerra começou na Síria, há 7 anos, disse eu que, mais para o fim da guerra, milhares e milhares de pessoas iriam morrer. 
Uma guerra começa em nada e sem convicção mas, com o passar do tempo, com a morte dos amigos, dos familiares, das pessoas amadas, os sobreviventes tornam-se mais amargos e odientos, desumanizando os adversários que começaram por ser apenas pessoas com ideias políticas diferentes. 
durante muito tempo julguei que a queda do regime estava próximo mas, a Rússia procurar protagonismo e as aparentes divisões do Ocidente, principalmente dos USA, fizeram Assad ganhar momento e virar as batalhas a seu favor.

Eu previ mesmo o aparecimento de um novo país.
Pensava eu que o Estado Islâmico iria aprender com a Al Kaeda e, em vez de atacar tudo e todos, iria consolidar o seu território e tentando fazer pontes com os USA (e Israel) contra a Rússia, o Irão e Assad mas não, fez tudo mal e ao contrário do que deveria ter feito, repetiu apenas os erros do passado.

E o Trump não faz nada!
Aqui é que eu penso de forma diferente.
O Trump está a trabalhar mas, para poder actuar, as forças no terreno que estão a ser massacrados pelo  Assad+Rússia+Irão têm que "assinar" um acordo de não agressão com o Ocidente.
E por isso é que o Trump deixou a Turquia avançar e, depois de repetidas violações da proibição de uso de armas químicas e constantes bombardeamentos contra pessoas indefesas, anunciou que os USA vai retirar as tropas da Síria.

Um dia ...
Os do Daesh vão identificar que os USA são a única potência que os pode salvar e vão dizer "nós amamos o Trump" e nesse dia, os mísseis terra-ar portáteis vão entrar no teatro de operações e a Rússia vai entrar num atoleiro pior ao que viveu, nos anos 1980, no Afeganistão.

O Afeganistão foi a batalha final em que o Ocidente conseguiu derrotar a URSS (depois de batalhas por toda a parte, incluindo Angola)

A Rússia de Putin tem que ser derrotada.
A Rússia, apesar de ser um governo de direita, é a mãe dos esquerdistas órfãos (basta ver como o Bloco de Esquerda e os Comunistas defendem tudo o que o Putin faz).
Agora, a Rússia como contra-poder tem que ser derrotada e, para isso, não se vão usar armas nucleares mas, repetindo a guerra fria, puxa-los para conflitos por procuração que desgastem economicamente.
A dimensão da economia dos USA mais a da UE é 26 vezes a dimensão da economia russa, uma desproporção muito maior do que no tempo da URSS o que indica que a Rússia de Putin não vai aguentar Assad assim que entrarem no teatro de operações os mísseis terra ar portáteis.

Quadro 1 - Lista das maiores economias (GDP 2017, média entre o FMI, o BM e ONU).
País PIB(E12) %PIBMundo
USA 18,9 25,0%
UE 16,6 22,0%
China 11,5 15,2%
Japão 4,9 6,5%
India 2,3 3,1%
Brasil 1,8 2,4%
Canada 1,6 2,1%
Korea do Sul 1,5 1,9%
Russia 1,4 1,8%

Falar um bocadinho do Sporting.
Não me parece grande problema pois o Bruno de Carvalho apenas tenta ser o Trump do futebol português.
Tal como os peixes precisam de águas revoltas para, procurando redemoinhos, subir os rios, o Bruno de Carvalho precisa do caos, da loucura total para criar um espírito de grupo.
O Sporting tem o "problema do Natal", que já tinha muito antes do Bruno de Carvalho aparecer, e isso não se resolve facilmente, de um dia para o outro.

Será que o Jorge Jesus actuou melhor que o Bruno de Carvalho?
Nem poderia ser de outra forma.
O Bruno de Carvalho recebe 140mil € por ano.
O Jorge Jesus ganha 6000mil € por ano.
O Jesus ganha 42 vezes mais do que ganha o Bruno de Carvalho pelo que tem que ser 42 vezes mais competente que o Bruno de Carvalho.
Isto vai acalmar e só espero que ganhe o melhor (o FCP!).

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