segunda-feira, 8 de junho de 2015

A inovação tecnológia e o nível de vida

A ameaça dos robots. 

Todo o mundo é composto de mudança, tomando sempre novas qualidades (Camões) e, nas últimas décadas, a mudança tem passado pelo aparecimento de "robots" cada vez mais sofisticados.
O problema da mudança é que as pessoas são parecidas com os animais que, em jovens, procuram novos territórios mas que, em velhos, querem manter o seu reinozinho. Assim, quando somos jovens somos irreverentes, apontamos novas soluções, queremos quebrar o estado das coisas, abraçamos a mudança e a inovação mas, quando chegamos a mais velhos, tornamo-nos conservadores, queremos que o mundo se mantanha como o imaginamos há décadas atrás.
Como quem nos governa é velho, a mudança é muito dificl de acontecer.
É por isso que o padre da minha terra perdia metade do tempo da missa a anunciar o Apocalipse, que os robots iriam destruir os postos de trabalho do povinho.

O que será um robot?
No nosso imaginário vemos o robot como um humanoide dotado de capacidades sobre-humanas mas o conceito aplica-se não só a aparelhos mecânicos como virtuais.
Um "programa de computador" que percorre sites da Internet à procura de umas férias (viagem de avião + alojamento) ao menor preço também é um robot.
Um "vírus informático" que se propaga de computador em computador e que, quando "vê" uma oportunidade, ataca o sistema de um banco para tentar fazer transacções financeiras fraudulentas também é um robot.
O robot não passa de uma máquina-ferramenta. Há 10 mil anos a máquina-ferramenta que revolucionou o mundo foi o arado, desde os anos 1970 são as máquinas  "computadorizados", e nos últimos anos, são os programas de busca.

Fig. 1 - Todos nós imaginamos que um dia teremos um robot destes para nos arrumar a cozinha.

Haverá algo mais importante nas nossas vidas que os nossos robots?
Quais? Mas temos algum robot a trabalhar para nós?
Sim.
O robot que lava a nossa roupa durante a noite (e o outro que lava a louça).
O robot que optimiza a quantidade de gasolina a injectar no motor do nosso carro (e que diminui o consumo de combustível em 30%).
O robot que observa a velocidade das rodas do nosso carro não permitindo que resvalem na travagem (o ABS).
E os muitos mais pequenos robots que nos cercam e sem os quais já não poderíamos viver. Estou a pensar naquele pequeno robot que vive nos telemóveis e que se lembram dos aniversários dos contactos (eu não tenho telemóvel!).

Como era Portugal em 1960?
Nesse tempo não havia robots e a nossa agricultura era toda feita à custa da força dos humanos e dos animais.
Se perguntarem a uma pessoa com 70 anos o que pensa da década de 1960 vão ouvir que "nesse tempo havia respeito" mas não havia muito mais coisas.
Nesse tempo uma enormidade de pessoas trabalhava na agricultura mas, mesmo assim, as pessoas passavam fome. 
Na  minha terra, que não era das mais pobres de Portugal, um lavradorzeco matava um porco por ano o que correspondia a meio quilograma de carne por dia para sustentar uma casa que nunca tinha menos de 6 pessoas.
Bem sei que era "carne da verdadeira" mas era muito pouca.
Pelos meus cálculos, em 1960 o rendimento  (a preços de hoje) do trabalho de um agricultorzeco da minha terra andava nos 100€/mês, de um "jornaleiro" homem nos 75€/mês e mulher nos 50€/mês.

Fig. 2 - Emprego na agricultura em Portugal (%, dados: Rocha, 1984 e Banco Mundial)

Nos anos 1960 começaram a aparecer as máquinas agrícolas.
Em 1960, 44% das pessoas trabalhavam no sector primário (42% agricultura, 1,3% pescas e 0,6% minas), 27% na industria e outras tantas nos serviços (Rocha, 1984, quadro 8). 
No entretanto, foram sendo introduzidas máquinas na agricultura até que hoje apenas 10% das pessoas trabalham na agricultura.
Em cada 4 empregos da agricultura, apenas 1 durou até aos dias de hoje o que traduz que as máquinas agrícolas destruíram uma enormidade de emprego. Imaginando que hoje se mantinha a mesma estrutura produtiva de 1960, a introdução da maquinaria destruiu 1,3 milhões de postos de trabalho, 2 mil postos de trabalho todos os meses dos últimos 55 anos.

O que será que aconteceu a esses trabalhadores agrícolas?
Será que estão no desemprego?
Não.
De repente, os filhos dos agricultores começaram a arranjar empregos nas fábricas com salários muito superior ao rendimento que os pais retiravam da agricultura. Aos 14 anos começavam como aprendizes a ganhar 50€/mês e, quando ao vinte e poucos anos chegavam a "artistas", poderiam já ter um ordenado de 250€/mês a 300€/mês, o triplo que conseguiam os seus pais na agricultura.  
Então, os 1,3 milhões de trabalhadores potenciais ao poderem mudar de actividades menos produtivas para actividades mais produtivas, forma o motor do nosso desenvolvimento económico.

O crescimento da economia não vem de as empresas produzirem mais.
O comum dos mortais pensa que o objectivo das empresas é conseguirem produzir mais com os mesmos trabalhadores mas não é isso que acontece por causa da saturação do mercado.
Sendo certo que produzir mais com os mesmos recursos traduziria um aumento da eficiência da empresa, não é certo que a fizesse aumentar o lucro por causa da queda dos preços.
Por exemplo, de nada interessaria quadriplicar a produção agrícolas quando as pessoas comem o mesmo.
O que é certo é que a empresa melhorar o seu lucro se produzir o mesmo utilizando menos recursos.
Hoje a nossa agricultura produz sensivelmente o mesmo que produzia em 1960 (4200 milhões € a preços constantes) mas com 1/4 dos trabalhadores. 
Os trabalhadores "libertados" foram para a industria, construção civil e, posteriormente, para os serviços (e.g., o turismo) onde novos bens e serviços com maior valor passaram a ser produzidos.

Na economia agrícola.
Porque temos terrenos fracos, a menos que passássemos bastante fome, na economia agrícola nunca poderíamos ter as contas com o exterior equilibradas. 
Hoje, na economia pós agrícola, já o conseguimos fazer pois, com os excedentes dos serviços que vendemos aos estrangeiros, temos dinheiro suficiente para comprar não só os produtos agrícolas que precisamos como a energia que não produzimos (o petróleo e gás natural).
Porque as pessoas ainda têm a cabeça nos anos 1960, ainda há 4 anos atrás ninguém achava possível que viéssemos a ter contas com o exterior superavitárias como temos actualmente.

Temos que abraçar o progresso sem medo.
As máquinas e ferramentas, os robots, serão cada vez mais sofisticadas o que levará a que mais e mais pessoas sejam libertadas dos seus actuais postos de trabalho.
Claro que podemos ver isso como "destruição" de postos de trabalho mas, se queremos progresso económico, se queremos cada vez viver melhor, esse é o único caminho que existe.
Mas há e continuará a haver muitas barreiras ao progresso.
Agora vou apresentar uma inovação muito simples que permite reduzir os custos dos transportes de mercadorias a metade do preço actual sem necessidade de novas infra-estruturas.

O transporte de mercadorias.
O processo de integração económica da Europa faz com que cada vez mais bens em processo de fabrico andem a circular pelos diversos países.
Como, em média, o transporte de um semi-reboque carregado custa cerca de 1,00€/km, transportar bens entre Berlim e Lisboa (2786 km) custa cerca de 0,12€/kg.

O Tetra-Truck.
É esta a minha proposta de inovação.
Na Europa os veículos estão limitados a 18,75m de comprimento e obrigados a fazerem inversão de marcha numa rotunda com 12,5m de diâmetro. No entanto não existe nenhuma razão técnica ou económica para a existência destas limitações.
É assim apenas porque há muitos anos que o é assim.
Então, poderiam muito bem circular nas auto-estradas europeias camiões com 4 semi-reboques.

Fig. 3 - Visão lateral do Tetra-Truck

O Tetra-Truck reduziria o custo do transporte de mercadorias para metade.
Será metade porque o condutor é o mesmo, o camião, apesar de precisar ter muito mais potência (1000 Hp em comparação com os  normais 350Hp) será pouco mais caro e o consumo de combustível aumentará apenas para o dobro porque, num TIR normal, a frente do camião é responsável por 90% das perdas por atrito com o ar.
Em termos de congestionamento da infra-estrutura rodoviária, uma pista de auto-estrada consegue fazer passar 600 "cargas" /hora e, com tetra-trucks, essa capacidade duplicaria para as 1200 "cargas" /hora. 

As vias teriam que ser classificadas.
Como nas curvas os atrelados "cortam caminho", o Tetra-Truck só poderá circular em estradas largas e com curvas de grande raio. Mas isso resolve-se facilmente com a classificação das estradas em função do tamanho máximo que aguentam. Por exemplo, as estradas serão classificadas desde o E10 (capazes de suportar veículos até 10m) até ao E70 (capazes de suportar veículos até 70m).
Também, em função das subidas, as estradas teriam que ser classificada em termos de relação peso potência do camião (para que o camião circulasse pelo menos a 50km/h). Por exemplo, uma via com troços com 6% de inclinação imporia um limite máximo de 75kg/Hp que traduziria que o Tetra-Truck de 1000 Hp poderia circular com u8m peso bruto até 75 ton.

Fig.4  - Nesta via poderiam circular Tetra-Trucks de 1000 Hp com um peso bruto de 100 ton.

Haveria parques de grupagem.
Vamos supor uma empresa que vai transportar bens de uma multiplicidade de clientes nas vizinhanças de Guimarães (132 euro-palletes) para uma multiplicidade de clientes nas vizinhanças de Frankfurt am Main.
Primeiro, camiões pequenos e forgonetas transportariam as euro-palletes para um parque de estacionamento onde seriam agrupadas num Tetra-Truck.
Depois, o Tetra-Truck fazia a viagem de 2100 km de Guimarães até Frankfurt am Main.
Chegado a Frankfurt, a distribuição das euro-palettes seria feito em camiões pequenos ou furgonetas.
Até poderia acontecer o tetra-camião deixar um semi-reboque algures pelo caminho para ser atrelado a outro tetra-truck com destino a Roma.
Também o parque de grupagem poderia ser algures na cidade da Maia.
Até poderia haver empresas especializadas a fazer transportes de semi-reboques entre parques de estacionamento localizados pela europa fora.

Os Tetra-Trucks seriam bons para todos.
Diminuem o custo do transporte para metade o que fará com que bens com que os processos de fabrico pudessem ser mais partilhados em termos europeus o que melhoraria a eficiencia.
Também bens com menor valor intrínseco (por exemplo, batatas) poderiam passar a ser transportados.
Poderia haver 2 motoristas o que reduziria o tempo das viagens a metade.
As auto-estradas diminuiriam o congestionamento e aumentariam a sua rentabilidade (o valor das portagens cobradas).
Diminuiria a emissão de CO2 por tonelada transportada.

Será que alguma vezes iremos ver Tetra-Trucks nas estreadas europeias?
Penso que não.
O espaço político é formado por muitos Louçãs e companhia que dizem mal de tudo e de todos os que apresentam propostas para o aumento da eficiência das sociedades.
Dizem que isso são "os mercados" é o "grande capital" e que só interessa a quem "procura o lucro fácil" e à "especulação financeira".
Vão esses esquerdistas desmiolados atacar logo com o chavão da "destruição dos postos de trabalho", das "micro empresas" e que "temos é que investir no transporte ferroviário públicos" onde os maquinistas possam fazer greves que causem verdadeiro prejuízo à empresa (i.e., a todos nós pois se a empresa é pública ...).
Camiões não é coisa que interesse, é pequeno de mais para mentes tão inteligentes.

Por falar no Louçã, tem estado muito calado.
Os refugiados de África continuam a chegar à cadência de milhares por semana e os Franceses, os Alemães, os Espanhóis, os Italianos, um após outro, dizem que não os querem receber.
=> A minha petição <= tem pouco mais de 20 subscritores, o que acho muito estranho num país onde ninguém é racista (excepto eu).
O que será que o Louça pensa disto?
Oh pá, qual é a tua solução além de atacar o grande capital?

Fig. 5 - Se não se lhe põe a mão às boias, vai morrer afogada.

Pedro Cosme Vieira

9 comentários:

"" disse...

Estive à uma semana na Suécia e nas poucas auto-estradas que por lá há circulam camiões com reboques bem maiores que os que circulam cá normalmente carregados de madeira mas não só. Já devem ter adotado o conceito. Não equivalem a 4 camiões mas seguramente terão uma capacidade de carga que andará pelo dobro que a dos camiões que por cá andam. Os nórdicos devem ser uma espécie de povo atrasado, camiões grandes e só 2 auto-estradas... Belíssimo blog

Carlos Neves disse...

Mais uma boa abordagem para o setor dos transportes :)
será que os pavimentos das auto-estradas já construídas suportam tráfego de 75T ?

Fernando Gonçalves disse...

Caro Pedro,agradeço este post.A questão da robotização deve ser colocada num âmbito mais concreto,o que não vejo isso por lado algum.A robotização visa o aumento de eficiência,essa eficiência liberta recursos para outras atividades novas ou não,a questão de 1 milhão que se coloca é: a libertação de mão-de-obra será ao longo do tempo compensada pela reabsorção noutros setores?Tal dinâmica implica jogar-se entre o ganho de eficiência gerado,o volume de trabalho libertado,o redireccionamento da procura para bens com maior ou menor capital intensivos e a evolução da população ativa.Não é liquido que do resultado de várias variáveis haja criação liquida de emprego,ou a que houver seja mais que proporcional ao aumento da população ativa.Além disso nesse jogo há assimetrias entre regiões do mundo e países,em que uns são ganhadores e outros perdedores.Mas sobretudo,no plano individual,há uma questão tremendamente importante,que é a qualificação.Nada aponta que a criação de emprego seja um fenómeno automático,da mesma forma que a inovação implica investimento,também a qualificação o exige.Será que a Sociedade está a investir na qualificação a um ritmo suficiente para responder à inovação?O trabalho é um fator de produção,não há nemhuma razão objetiva para o mesmo ser alocado a 100 %,pode até só o ser a 50 ou 60%.A robotização por definição implica a destruição de emprego menos qualificados e a criação de empregos mais qualificados(na produção e manutenção das máquinas,bem como na sua monitorização ao nível da produção que essas máquinas fazem),então a sociedade deveria esforçar-se por escolarizar mais a população.Se não o fizer,podemos perfeitamente ter uma sociedade mais rica no global,a subsistir com uma bolsa populacional excluída desta dinâmica,e portanto sem emprego,pelo menos formal.Se a economia precisa por exemplo de 10 qualificados para cada 10 não qualificados,e a proporção que o fator trabalho oferece é de 10 qualificados para 20 não qualificados,então estamos perante um enorme desiquilibrio de fato,que não apenas gera desemprego entre os não qualificados como também tende a empurrar os salários dos não qualificados para baixo,pelo jogo entre a oferta e a procura,aumentando assim as desigualdades sociais tremendamente.Eu penso que temos de definitivamente encontrar uma educação para o século XXI,a que temos ainda é muito escolástica,as universidades deveriam estar mais ligadas às empresas,por exemplo através de estágios permanentes desde logo o 1º ano de curso.Muitas vezes os estudantes só se apercebem que não têm lá muita vocação no seu curso já numa fase avançada,porque uma coisa é a teória que reina das escolas,outra é a prática,com toda a sua componente de relacionamente social e inter pessoal,que se afasta do conhecimento puro no sentido de se centrar no individuo,na óptica de " o que ofereces de novo à organização,o que sabes fazer".a inovação oferece uma grande oportunidade,mas o seu retorno vai depender da resposta dos países e das pessoas em particular.Acredito que se a educação não acompanhar o ritmo de inovação tecnológica então podemos ter taxas de desempregos estruturais tendencialmente altas,em que,quer a economia esteja mais em alta(como parece estar neste momento,não por mérito deste governo mas por causa dos ciclos naturais da economia)ou esteja em baixa(como alguns vaticinam que pode ocorrer a qualquer momento).Ou seja,não há uma formula matemática que estabeleca o resultado final,o mesmo depende da evolução de várias variáveis.

Fernando Gonçalves disse...

Quero ainda acrescentar que nas últimas décadas e séculos o progresso tecnológico teve êxito porque a reabsorção de emprego não exigiu muitas das vezes uma requalificação dos trabalhadores,se é que alguma qualificação sequer tinham.Mas atualmente a complexidade tecnológica exige uma capacidade de conhecimento e domínio tecnológico elevadas que implica qualificações crescentes.Mesmo nos serviços são necessárias qualificações em muitas atividades que outrora não o exigiam.Ou seja,o trabalhador é cada vez mais convidado a participar no progresso tecnológico,deixa de lhe ser algo exógeno,como era no passado,em que havia um chefe,por exemplo que era engenheiro,e uma massa de trabalhadores não qualificados,e só o chefe precisava de compreender o processo de fabrico,os trabalhadores só o executavam,hoje náo é mais assim,os trabalhadores precisam de compreender e dominar as tecnologias que usam.

Económico-Financeiro disse...

Estimado Fernando,
Não é certo que os robots vão precisar de trabalhadores mais qualificados.
Um soldador precisa hoje de menos formação do que precisava há 40 anos porque é o robot que faz a operação e que controla a qualidade da soldadura.
Mesmo um médico precisa hoje de saber menos que há 40 anos porque tem acesso a robots (programas de computador) que, usando bases de dados, o ajudam na identificação das doenças e na escolha da terapia mais indicada.
O trabalhador do futuro terá que ser capaz de, utilizando o google, adaptar-se de forma autónoma e rapida às novas tarefas e isso passa por um ensino generalista, onde o aluno aprende física, quimica, matemática, biologia, computadores, mas também economia, história, filosofia, artes e desporto.
Os jovens de hoje têm que se preparar para um futuro profissional desconhecido mas onde não precisarão de saber pormenores porque, concerteza, irão ter sempre presente a ajuda dos robots.

1ab,
pc

Económico-Financeiro disse...

Estimado Carlos Neves,
Agradeço as suas palavras.

O pavimento de todas as estradas europeias é feito para suportar entre 6 ton por eixo (se encostados) e 10 ton por eixo (se afastados mais de 1,8 m).
Por exemplo, um TIR pode transportar um peso bruto de 29 ton se tiver 3 eixos no semi-reboque mais 2 no tractor.

Assim, o piso de todas as estradas europeias é capaz de suportar um Tetra-truck com 130 ton de peso bruto (4 contentores de 40 pés carregados no máximo) desde que dotado de 22 eixos(5 eixos por semi-reboque + 2 para o tractor).

O problema estará mais nas muitas rotundas existentes (pois os atrelados "cortam caminho").

1ab,
pc

BC disse...

A ideia do tetra-truck que o professor já defendeu em posts anteriores faz todo o sentido. E colocaria mais um prego no caixão do transporte ferroviário. Na Austrália, onde não construíram linhas de caminho de ferro a atravessar o país há muito que eles contam com road trains.

Já existe tecnologia para tornar o tetra-trucks na Europa ainda mais fácil de manobrar do que o Prof. descreveu. Actualmente só falta legislação para autorizar veículos rodoviários conduzidos autonomamente o que dispensaria a presença de camioninistas. E num tetra-truck robotizado todos os eixos podiam ser direccionais o que faria com que um teta-truck descrevesse as curvas da mesma forma que o camião normal ou fosse capaz de fazer marcha-atrás com a mesma facilidade.

Fernando Gonçalves disse...

Claro,também há trabalho qualificado que é substituído,mas a questão é em que ordem de grandeza face ao não qualificado.Eu tenho a percepção que o trabalho não qualificado ainda é o mais substituído,só no muito longo prazo podemos pensar possivel que a robotização incida em funções complexas,por agora estou mais a pensar em grandes massas de trabalhadores pouco qualificados na China,ou na Amazon.Mas faltam estudos rigorosos sobre este tema,qualquer das formas parece que,pelo menos na Europa,a tendência é para o aumento do desemprego estrutural.Se é uma questão mundial ou regional,e se tal está associado à robotização não há realmente certezas.No passado a inovação tecnológica trouxe um alivio do trabalho na carga semanal de trabalho,no presente não tem acontecido tal,e isso pode fazer diferença para pior.Tal implicaria de fato mais empregos não qualificados sem perda de salário,e quem quisesse trabalhar mais que o de lei poderia sempre optar por faze-lo.

Económico-Financeiro disse...

Estimados leitores,
Esqueci-me de referir que na Austrália os camiões podem ter até 53 m (174 pés) e transportar até 115 ton de peso bruto. Até há um programa na TV sobre estes camiões.
E as estradas são muito piores que as nossas (a maior parte, de terra batida).
Por isso, na Europa poderia facilemte haver camiões com 70m.
1ab,
pc

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