segunda-feira, 29 de junho de 2015

Calma, calma, que não aconteceu nada.

A Grécia fechou os bancos e nada nos aconteceu. 
Nos últimos dias os esquerdistas bem anunciaram aos 4 ventos de que hoje Portugal iria ser vítima de um "ataque dos especuladores internacionais" que iriam fazer a Maria Luís engolir toda a sua bazófia.
Mas, como eu sempre o disse, nada aconteceu.
As taxas de juro que medem o nosso risco de curto prazo mantiveram-se praticamente inalteradas.

As obrigações de dívida pública portuguesas a 2 anos desvalorizaram 0,2%, o que é totalmente insignificante, mantendo-se a taxa de juro bem abaixo da taxa de inflação prevista para os próximos 2 anos pelo BCE (1,4%/ano).

Fig. 1 - Só à lupa é que se vê alguma coisa.

Mas a comunicação social diz que as taxas de juro estão a subir muito.
Mas é totalmente mentira.
Se a taxa de juro subiu de 0,063%/ano para 0,177%/ano é totalmente insignificante mas, em termos relativos, podemos dizer que a taxa de juro aumentou 181% mas isso é nada sobre uma taxa inicial (de ontem) que é praticamente zero. 
Seria como termos uma formiga em casa que, relativamente a ontem, triplicou de tamanha, o que, naturalmente, meteria medo a ninguém.

Fig. 2 - Afinal, nem à lupa se vê qualquer diferença entre o que se passa hoje e o que se passou nos outros dias.

E na Grécia?
Está tudo muito bem e, se estiver mal, que se aguentem que eu não quero saber.
Eles é que estão no caminho certo, no caminho do crescimento e do emprego pelo que devem continuar nele.
Na Guiné-Bissau é muito pior e ninguém se preocupa e é um povo nosso irmão.

Querem saber o que irá acontecer no dia 6 de Junho à 1h da madrugada?
O Tsipras vai fazer a campanha dele contra o acordo mas, no dia 5 de Junho à noite, o povinho grego vai votar que sim. Por isso, o Tsipras, por volta da meia noite vai dizer na televisão pública grega que os esquerdistas reabriram "Sou contra mas cumprirei a vontade democrática do povo grego".
Quando der 1h da madrugada, a Sr.a Merkel vai falar ao povo alemão para dizer "Vou pedir ao Bundestag para que inicie os procedimentos com vista à realização de um referendo a perguntar se o povo alemão aceita os termos do acordo das instituições europeias com o Estado Grego, mas eu vou fazer campanha contra esse acordo pois julgo que prejudica o povo alemão."

Fig. 3 - Vamos então ver se os gregos vão gostar quando a Sr.a Merkel aplicar aos alemães a democracia à moda do Varofáquis.

Onde pára o António Costa?
Ninguém sabe.

Fig. 4 - Parece-me que há uns anos já vi algo parecido com isto.

Pedro Cosme Vieira

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