quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A redução do desemprego não existe

Os meios de comunicação social não param de anunciar que, nos últimos dois meses, houve uma redução do desemprego. Mas isto não corresponde à verdade. De facto, houve um aumento de 20 mil o que traduz o acelerar da velocidade de perda de emprego.Vejamos porquê.

A estatística.
A quantificação da taxa de desemprego é complexo porque lida com a vontade das pessoas (se, ao salário de mercado,  pretendem trabalhar mais).
Por exemplo, uma pessoa que trabalha 30h/semana e está à procura de um part-time para trabalhar mais 15h/semana, está 33% desempregada. Outra pessoa que não trabalha porque não quer trabalhar, não está desempregada.
Assim, ninguém sabe em concreto qual a taxa de desemprego.
A Estatística é uma ciência que permite medir fenómenos complexos. Mas os números obtidos pela estatística não são exactos mas apenas tendências.
Por exemplo, dizer que as pessoas que fumam têm uma probabilidade em 50% superior à média de morrer de cancro do pulmão não quer dizer que eu, se fumasse, ia morrer de cancro do pulmão. É apenas um tendência.

O Desemprego.
As variáveis económicas oscilam ao longo do ano, é a sazonalidade. Por exemplo, no verão vendem-se mais gelados que no inverno. No caso do desemprego, acontece o mesmo: no segundo trimestre do ano há menos desemprego que na média:
1.º trimestre   2.º trimestre    3.º trimestre   4.º trimestre
      101%            96%               100%            104%
Como nestes meses muita gente quer gozar férias, por um lado, menos pessoas procuram trabalho e, por outro lado, há necessidade de contratar bastantes pessoas para as actividades de verão.
Entre o 4.º trimestre e o 1.º trimestre, o desemprego diminui 2.3% e entre o 1.º trimestre e o 2.º trimestre, o desemprego diminui mais 5.6% motivado apenas pela a sazonalidade. Sempre que a diminuição é menor que estes valores médios, o desemprego aumentou.
Mas esta diminuição não traduz nenhuma redução do problema do desemprego.

O desemprego aumentou em 20 mil
Se a taxa de desemprego no primeiro trimestre foi de 12.4%, para haver diminuição teria que no segundo trimestre ficar abaixo dos 11.7%. No entanto, ficou-se pelos 12.1% pelo que houve um agravamento de 0.4pp.
O desemprego reduziu para 605 mil pessoa e deveria ter reduzido para 585 mil pessoas. Em termos de tendência, no espaço de um trimestre, o desemprego aumentou em 20 mil pessoas.
Este número traduz uma aceleração do desemprego. Nos últimos 10 anos, em média, o número de desempregados aumento 10 mil por trimestre e neste último, a tendência foi de aumento em 20 mil.
A coisa está a ficar cada vez mais preta.

O governo
Não disse nada o que já é uma diferença para com o Sócrates que todos os anos nos massacrava com a redução dos primeiros 6 meses do ano para se calar com os aumentos dos últimos 6 meses.
Mas esse dava para ir governar a Madeira. Os dois lá, eram como unha e carne.
Vamos então aguardar. Que remédio.

A Madeira.
É a Troika, é a maçonaria, é o socialismo, é a falta de vergonha.
É a prova provada que vamos a caminho ao abismo.
Mais vale chamarmos o Kadaffi, que está no desemprego, para nos governar.

Pedro Cosme Costa Vieira

1 comentários:

Francisco Nunes Pereira disse...

Boa Tarde,

Sigo há muito o que escreve no seu blog e devo dizer que tenho aprendido muito.

Escrevo estas palavras pois tem sido falado nos últimos tempos a possibilidade de definir constitucionalmente o imite de défice.

A mim parece-me errado, e por muitos motivos. Mas é sempre bom ouvir os especialistas nestas questões.

Assim, gostaria de conhecer a sua opinião acerca desta proposta.

Agradeço, desde já, a sua disponibilidade,

Francisco Nunes Pereira

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