Pressa trama Portugal e toda a Zona Euro
Há aspecto que me impressiona pela negativa no Memorando de Entendimento assinado por Portugal com essa entidade “legalmente inexistente”, parafraseando o constitucionalista Jorge Miranda, chamada troika, prende-se precisamente com a aceleração à velocidade da luz do ajustamento orçamental que está a esmagar Portugal.
O corte nos subsídios de Natal e de Férias vai avançar nos privados
Os custos do trabalho traduzem quanto custa, em média, produzir uma unidade de valor. Sendo maior que 100 traduz que os salários aumentaram mais que a produtividade. - Ó Vítor, não pode ser. Então em 2011 fica 33% mais caro produzir uma unidade de valor que custava em 2000? Agora estou a perceber as falências de empresas terem disparado e a nossa industria não conseguir exportar e o desemprego estar em explosão.
O Brasil vai ser uma potência mundial mas em sonho
O Investimento é cada vez menor. O défice corrente está a piorar. Não prevejo nada de bom. Mais ano menos ano, vai estourar como estourou em 1979 e em 1999. Talvez aguente até 2019 mas, indo como vai, estoura.
As reformas do mercado de trabalho
Não há pressão maior que facilitar os despedimentos em conjunto com uma diminuição do Subsídio de Desemprego. É um alicate que aperta dos dois lados.Mas falta o principal. Que é permitir, em alternativa ao despedimento, o aumento do horário de trabalho ou a redução dos salários dos trabalhadores. Não existe qualquer fundamento moral para o Estado proibir esta liberdade contractual.
Quanto custará Portugal sair do Euro?
Se saírmos da Zona Euro, o rendimento mantém-se mas as dívidas aumentam 25%. Actualmente ganhamos 1000 e pagamos uma prestação de 250.Se ficarmos na Zona Euro, passamos a ganhar 750 e continuamos a pagar 250.Se voltarmos ao Escudo, continuamos a ganhar 1000 e passamos a pagar 333. Isto é perfeitamente equivalente pelo que não haverá qualquer perda.
Erro crasso: o ataque à classe média
É crítico para o futuro da nação termos crianças bem-educados e saudáveis. Os factos sugerem que, se os políticos não aumentam e usam mais sabiamente os investimentos públicos para as crianças e a tendência actual se mantiver, os menores de hoje vão herdar uma nação que é mais desigual, mais estratificada, e menos competitiva economicamente do que a nação dos seus pais e avós.
O buraco dos transportes públicos
A subida dos transportes em 15%, 30% ou 50% custa muito mas vai melhorar a vida dos portugueses. De facto, o custo tem que ser pago pelos portugueses, e a política de preços baixos apenas serviu para ter uma rede de transportes exagerada e socialmente mal desenhadas.
Quarta-feira, 29 de Junho de 2011
Acabou a festa, agora é a doer
Sábado, 25 de Junho de 2011
Quanto será preciso diminuir os custos do trabalho?
É uma redução muito grande, 30%, do rendimento disponível mas não vejo alternativa.
Actualmente é de 40h/semana e que pode aumentar até 45h/semana.
Muito certo: está aqui um ponto onde se podem ir buscar 10% de redução do custo do trabalho.
Aumentar 5 minutos/semana cada mês nos próximos 5 anos.
E o horário da função pública?
Tem que convergir para o geral.
Passar das 35h/semana para as 45h/semana.
Aumentar 10 minutos/semana cada mês nos próximos 5 anos.
Em vez de os salários ficarem congelados, podem aumentar à taxa de 1%/ano (metade da inflação prevista).
Assim que seja atingida a meta de um superávite de 2.5% da balança comercial, o processo de ajustamento pode ser dados por terminado.
Quinta-feira, 23 de Junho de 2011
O peso dos salários na produção é 80%
Onde está o erro de análise?
Nesta análise com três sectores, a diminuição em 10% dos salários já leva a uma diminuição dos custos de produção em 6%.
Mas o capital também inclui trabalho
Uma redução dos custos do trabalho em 10%, levará a uma queda dos custos de produção em 8%.
Qual será o efeito da descida do custo do trabalho na balança comercial?
E se os bens intermédios forem importados?
O primeiro embate: Estaleiros Navais de Viana do Castelo

Terça-feira, 21 de Junho de 2011
E a festa acabou com um grande morteiro
Segunda-feira, 20 de Junho de 2011
O que tinha o Sócrates na cabeça quando nos levou à bancarrota?
Sexta-feira, 17 de Junho de 2011
A integração com o mercado de trabalho espanhol
E se mesmo a taxa de juro não conseguir equilibrar? Emigração.
Quarta-feira, 15 de Junho de 2011
Défice comercial: aumentar as exportações ou diminuir as importações?
Pedro Cosme Costa Vieira
Desigualdades em Portugal: o grande desafio
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| Pessoas com 18-24 anos que têm pelo menos o Secundário Fonte: OCDE (2010) Universo 34 países (Portugal com seta a vermelho) |
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| Abandono escolar: pessoas 20-24 anos que completaram no máximo o ensino básico Fonte: OCDE (2010) Universo 34 países (Portugal com seta a vermelho) |
E o contraste com o desempenho de Portugal nos doutoramentos...
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| Número de doutoramentos em Portugal |
Amartya Sen é um consagrado Nobel da Economia que nos veio falar do papel instrumental da liberdade enquanto modo como os diferentes tipos de direitos, oportunidades e habilitações contribuem para o alargamento da liberdade humana em geral, promovendo assim o desenvolvimeno. De acordo com Sem, temos cinco tipos de liberdade instrumental:
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| Índice de Gini - fosso entre 20% mais ricos e 20% mais pobres Fonte: Eurostat/Pordata |
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| Corrupção: ranking da Transparency International |
5) A previdência social é para Amartya Sen fundamental, por forma a garantir a segurança de algumas pessoas mais vulneráveis que podem sucumbir à miséria. O sistema pode abarcar tanto subsídios e pensões quanto bancos alimentares e redes de apoio públicas e privadas. Como sabemos, toda esta rede, muito dependente directa ou indirectamente do Estado, está sob ameaça devido à conjuntura económico-financeira. O Estado Social está em risco. A questão é se devemos tentar reformá-lo visando a sua sustentabilidade (políticas de natalidade é a medida de fundo que falta e que não teria efeitos mais perenes) ou se devemos enterrá-lo, encolher os ombros e dizer com aparente realismo que a terceira idade será cada vez mais sinónimo de miséria ou perda significativa da qualidade de vida.
Já dizia Hamlet que "“Há mais coisas no céu e na terra,Horácio, do que pode sonhar tua filosofia”.
Se formos menos reactivos e mais pró-activos, a crise do Estado Social pode ser resolvida. Com fatalismos não vamos lá.
Pedro Palha Araújo
Quarta-feira, Junho 29, 2011































